Cidades

INVESTIGAÇÃO

Sócio de fintech ligada a grupo que avista ETs é alvo do Gaeco

Empresário ligado à BDM Dourado Digital é investigado em operação que apura fraudes em licitações e desvio de recursos

Continue lendo...

A primeira grande operação no ano do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), tem como alvo um esquema de corrupção que envolve fraudes em licitações e desvio de recursos públicos relacionados à Câmara Municipal de Terenos.

Um dos alvos da operação é um empresário ligado à fintech BDM Dourado Digital, uma das empresas do ecossistema Dakila, grupo do empresário Urandir Fernandes de Oliveira, conhecido em todo o Brasil por seus relatos de contato com extraterrestres e por criar colônias místicas, como a cidade de Zigurats, em Corguinho.

Urandir não está entre os alvos da operação do Gaeco, mas o sócio dele na BDM Dourado Digital, Francisco Elivaldo de Souza, conhecido como Eli, está. Policiais que atuam a serviço do Gaeco estiveram, na manhã de ontem, na casa dele e também em outra empresa de Francisco Elivaldo, o jornal Impacto.

O grupo ligado ao MPMS, que desencadeou duas operações ontem, não detalhou como Francisco Elivaldo atuava no esquema de corrupção. A investigação também envolveu a 1ª Promotoria de Terenos, a aproximadamente 20 quilômetros de Campo Grande.

As relações entre Eli e Urandir, CEO do Dakila, vão além da sociedade de ambos na BDM Dourado Digital. No jornal Impacto, onde os mandados foram cumpridos, há uma placa nas proximidades informando sobre as futuras instalações do Dakila.

O conglomerado de Urandir engloba, além da BDM Dourado Digital, empresas como a 067 Vinhos e a cidade de Zigurats, sendo também entusiasta de projetos que tratam de uma suposta cidade perdida na Amazônia, chamada Ratanabá, de existência nunca comprovada.

Francisco não está entre os sócios das outras empresas do conglomerado de Urandir, mas já foi visto várias vezes ao lado do empresário dono do Dakila, que ficou nacionalmente famoso há mais de duas décadas, ao narrar um contato com um extraterrestre, episódio que ficou conhecido como o contato com o ET Bilu.

A BDM Dourado Digital é uma fintech que também opera criptomoedas dentro do ecossistema Dakila.

Policiais cumpriram mandados no jornal Impacto, de Francisco Elivaldo de Souza, sócio de Urandir Fernandes na BDM Dourado DigitalPoliciais cumpriram mandados no jornal Impacto, de Francisco Elivaldo de Souza, sócio de Urandir Fernandes na BDM Dourado Digital - Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

As operações

Nas duas operações deflagradas ontem pelo Gaeco e pela Promotoria de Terenos, foram cumpridos 6 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão. As ações são chamadas de Collusion (mandados de prisão e 23 de busca e apreensão) e Simulatum (7 mandados de busca e apreensão).

As ordens judiciais foram cumpridas em Terenos, Campo Grande e Rio Negro.

A organização criminosa investigada no âmbito da Operação Collusion, segundo o MPMS, teria praticado crimes contra a administração pública, especialmente fraudes em licitações e contratos públicos, bem como crimes correlatos, mediante conluio entre os investigados, para a obtenção de contratos relacionados a materiais e serviços gráficos firmados com o município e a Câmara Municipal de Terenos, desde 2021.

Já na Operação Simulatum, a investigação é contra um grupo voltado à prática de crimes como fraudes em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som firmados pela Câmara Municipal de Terenos desde 2021.

O outro lado

O Dakila, voltado à pesquisa e inovação nas áreas de arqueologia, ciência e tecnologia, afirmou que não está envolvido nas operações de investigação do Gaeco deflagradas ontem.

O grupo, criado por Urandir Fernandes de Oliveira, reiterou que não tem vínculo ou relação com os fatos investigados pelo Gaeco, que envolvem fraudes em licitações de Terenos em 2021.

Em nota, a diretoria afirmou que as diligências não foram realizadas em imóveis pertencentes ao grupo ou ao proprietário, mas em um imóvel vizinho, “sem qualquer vínculo jurídico, patrimonial ou operacional com o grupo ou com seu fundador”.

A primeira suspeita de envolvimento de Urandir se deu pela relação do empresário com Francisco Elivaldo de Souza, proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação. Urandir e Eli são tidos como amigos e parceiros, em uma espécie de relação societária.

No entanto, o advogado do jornal Impacto já havia adiantado que nem o Dakila nem Urandir fariam parte desta investigação específica.

*Saiba

Em frente ao endereço em que as equipes do Gaeco cumpriram mandados de busca, há um grande painel com os dizeres: “Futuras Instalações: Impacto Dakila Comunicações – uma empresa Dakila”.

Assine o Correio do Estado

Cidades

Polícia fecha três bocas de fumo em um mesmo condomínio de Três Lagoas

Pontos de vende apresentam características semelhantes e podem ser de um mesmo dono

23/01/2026 14h30

Divulgação/PCMS

Continue Lendo...

Uma ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar na manhã de quinta-feira (22) resultou no fechamento de três bocas de fumo no Condomínio Ema, em Três Lagoas. 

A ação ocorreu a partir de denúncias anônimas e reclamações diretas dos moradores do condomínio que relataram intensa circulação de usuários de drogas nas passarelas do condomínio, principalmente para a aquisição de crack. A situação vinha causando transtornos, sensação de insegurança e perturbação da ordem pública.

Durante as investigações, foram identificados três apartamentos distintos, cada um funcionando como uma boca de fumo. No entanto, apesar de localizados em imóveis diferentes, as drogas apreendidas apresentavam características semelhantes de embalagem e forma de acondicionamento, o que indica que os pontos de venda possam estar vinculados a um mesmo responsável.

Os apartamentos

No primeiro imóvel, localizado no Bloco C e utilizado exclusivamente como ponto de venda de drogas, dois homens foram flagrados no interior do apartamento manipulando entorpecentes. Após tentativa de fuga, ambos foram contidos. No local, foi apreendida grande quantidade de drogas, incluindo crack, cocaína e maconha, além de dinheiro em espécie, balanças de precisão, aparelho celular, liquidificador utilizado no preparo de drogas e diversos materiais destinados ao fracionamento e embalagem dos entorpecentes. 

No segundo ponto, situado no Bloco P, um homem foi abordado na entrada do apartamento e foram encontradas com ele porções de crack e cocaína. Durante buscas no interior do imóvel, os policiais localizaram outras porções das mesmas substâncias, todas prontas para comercialização, além de materiais utilizados para o embalo da droga.

Já no terceiro apartamento, localizado no Bloco O, uma mulher foi abordada e flagrada com porções de crack. Após autorização para buscas no imóvel, os policiais localizaram mais entorpecentes ocultados no interior do apartamento, além de dinheiro, aparelhos celulares e um caderno com anotações relacionadas ao tráfico de drogas.

Ao todo, quatro pessoas foram presas, sendo dois homens em uma boca de fumo, um homem em outro apartamento e uma mulher em um terceiro ponto, todos situados no interior do condomínio.

Os envolvidos foram conduzidos, juntamente com as drogas e materiais apreendidos, ao DEPAC, onde permaneceram à disposição da Justiça. As investigações prosseguem para apurar a eventual ligação entre os pontos de venda e identificar outros envolvidos.

Cidades

Sanesul confirma R$ 50 milhões para abastecimento de água em aldeias de Dourados

Com obra prevista para iniciar neste ano, o Governo do Estado caminha para solucionar um problema que afeta comunidades há décadas

23/01/2026 14h00

Crédito: Alexandre Marchetti / Itaipu Binacional

Continue Lendo...

A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) e o Governo do Estado confirmaram o investimento de R$ 50 milhões para solucionar a falta de abastecimento de água potável que afeta as aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados.

A situação levou a diversos protestos ao longo dos anos, como em novembro de 2024, quando povos das aldeias Jaguapiru e Bororó, pelo direito de acesso à água, bloquearam por três dias a rodovia MS-156. A via só foi liberada para a passagem de veículos de emergência.

A falta de água potável, enfrentada pelas comunidades há décadas, levou o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, em abril de 2025, a abrir uma investigação para apurar a questão.

Com o investimento de R$ 50.766.282,00 para a implantação de sistemas de abastecimento de água potável nas aldeias e obras previstas para iniciar neste ano, o Governo do Estado caminha para levar água tratada a cerca de 30 mil pessoas que vivem nas reservas, garantindo saúde, segurança e bem-estar às famílias indígenas.

Recurso

No dia 16 de janeiro, conforme acompanhou o Correio do Estado, a Sanesul informou o investimento de R$ 50.766.282,00 para a implantação de sistemas de abastecimento de água potável nas aldeias, como forma de enfrentar um problema histórico que afeta as comunidades há décadas.

Na ocasião da assinatura do contrato, o governador em exercício, Barbosinha (PSD), explicou que o processo dependia da análise da Caixa Econômica Federal, já que o montante é fruto de recursos da bancada federal.

Com o recurso e a previsão de início das obras, os novos sistemas de abastecimento contarão com captação de água por meio de poços tubulares, com vazão de até 150 mil litros por hora, tratamento com cloração, reservatórios, incluindo tanques elevados, e redes de distribuição com ligações domiciliares.

Na assinatura do contrato, foi divulgado que a distribuição dos recursos entre as duas aldeias será da seguinte forma:

  • R$ 24,3 milhões para a Jaguapiru;
  • R$ 26,4 milhões para a Bororó.
     

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).