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Gaeco vê fraudes em licitação e mira prisão de seis envolvidos

Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado e 1ª Promotoria de Justiça de Terenos suspeitam de contratos e licitações, supostamente, fraudadas pelo menos desde 2021

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Após amanhecer com agentes nas ruas de Campo Grande, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul confirmou que o chamado Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou duas operações simultâneas para desarticular suposto esquema de fraude em licitações, mirando a prisão de pelo menos seis envolvidos. 

Conforme o MPMS em nota, as operações em questão foram batizadas de "Collusion" e "Simulatum", remetendo os supostos acordos que seriam firmados de forma ilícita para fraudar contratos entre os investigados, bem como fazendo referência às competições simuladas para dar credibilidade aos processos licitatórios. 

Em Campo Grande - como bem acompanha o Correio do Estado pelas ruas da Capital -, o Gaeco amanheceu na porta do Jornal Impacto, uma empresa de comunicação da Capital que pertence a Francisco Elivaldo "Eli" de Sousa.

Segundo o texto divulgado pelo Ministério Público, as operações, através do Grupo de Atuação Especial e da 1ª Promotoria de Justiça de Terenos, miram o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e pelo menos 30 de busca e apreensão. 

Em Campo Grande, os agentes do Gaeco e Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul estiveram em dois endereços que ficam basicamente um de frente para o outro: o Jornal e a casa que seria residência de Francisco Elivaldo, conhecido como Eli Sousa, o proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação. 

A princípio, a empresa de comunicação Jornal Impacto seria o alvo em questão, já que o proprietário teria saído de sua residência e atravessado a rua para adentrar o outro estabelecimento que fica logo em frente acompanhado do Gaeco.

Francisco Elivaldo "Eli" de Sousa, aparece como proprietário do Grupo Impacto Mais de Comunicação, que possui em seu "guarda-chuva" empresas de rádio, revista e portal de notícias online, passando de radialista e jornalista para empreendedor com o passar do tempo. 

Conforme Renan Augusto Vieira, advogado do Jornal Impacto, o grupo ficou ciente da operação agora pela manhã, permanecendo à disposição das autoridades. "Até que tenhamos, no caso, conhecimento dos fatos para serem apurados, aí nós nos manifestaremos", disse. 

"Collusion" e "Simulatum"

Segundo o texto divulgado pelo Ministério Público, as operações, através do Grupo de Atuação Especial e da 1ª Promotoria de Justiça de Terenos, miram o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e pelo menos 30 de busca e apreensão. 

Ainda conforme nota do MPMS, a dita operação “Collusion” se debruça sobre a organização apontada como responsável por crimes contra administração pública, principalmente fraudes em licitações e contratos públicos, além de outros delitos relacionados.

A palavra, que do inglês traduz-se "conluio" e remete à essa ideia entre os investigados, uma espécie de cumplicidade tramada para conseguir contratos a materiais e serviços gráficos firmados com o Município e a Câmara Municipal de Terenos, desde o ano de 2021. 

O texto frisa que, esses supostos contratos fraudados seriam firmados com o município de Terenos pelo menos desde 2021, com a Impacto tendo pelo menos três contratos firmados com a gestão executiva em questão.

Sendo que todos tratam-se de contratações para prestar serviços de divulgação em site e jornal de matérias e atos oficiais e de interesse da Câmara Municipal, o primeiro aparece com vigência entre 1° de setembro até 31 de dezembro de 2022, no valor de R$ 42.720,00. 

Depois desse, no ano seguinte um segundo contrato foi firmado com vigência entre 1° de março até 31 de dezembro de 2023, no valor de R$ 106.800,00, posteriormente acrescido através de aditivo para R$ 128.160,00, vigorando entre 02 de janeiro de até 31 de dezembro de 2024. 

Por outro lado, a "Simulatum" (que do latim significa "simulado") faz menção à possível existência de um organização especializada em crimes contra administração, através de contratos de publicidade fraudados e locação de equipamentos de som firmados nesse caso específico com a Câmara Municipal de Terenos, também desde o ano de 2021.

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5ª vítima de feminicídio

Enfermeira atacada com marreta pelo marido morre no hospital

A vítima chegou a gritar para que os filhos autistas fugissem de casa, mas eles também foram agredidos pelo militar

06/03/2026 13h00

Crédito: PCMS / Reprodução Redes Sociais

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A enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, não resistiu e morreu nesta sexta-feira (06), após ser atacada a golpes de marreta pelo marido em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

Instantes antes do ataque, ela chegou a pedir para os filhos saírem de casa, mas o subtenente do Corpo de Bombeiros, Elianderson Duarte, acabou agredindo dois deles, de 15 e 17 anos.

Em seguida, passou a atingir a esposa a golpes de marreta. O filho de 11 anos presenciou tudo e foi o único que escapou de ser agredido pelo pai.

A polícia informou que os três filhos têm Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Entenda

Até o momento, a polícia não informou o que o bombeiro alegou em depoimento para justificar a agressão.

Conforme relato da filha, de 17 anos, ao ver o pai com a marreta, a mãe gritou para que os filhos abrissem a porta e saíssem de casa.

Mesmo assim, dois adolescentes acabaram golpeados na cabeça. Vizinhos entraram na residência e encontraram o homem sentado ao lado do corpo da mulher, que estava caído no chão.

Na tentativa de fuga, ele quebrou o tornozelo ao pular muros. O subtenente foi preso em flagrante e, nesta sexta-feira, transferido para o presídio militar de Campo Grande.

Com mais essa vítima, Mato Grosso do Sul registra o 5º caso de feminicídio.

Por meio de nota, o Corpo de Bombeiros lamentou o ocorrido, manifestou repúdio sobre a ocorrência, e informou que está colaborando com as autoridades. Leia na íntegra:

“Em relação aos fatos recentemente noticiados sobre a ocorrência de violência doméstica envolvendo um bombeiro militar lotado no município de Ponta Porã, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) lamenta o ocorrido e vem a público manifestar seu mais profundo repúdio a qualquer forma de violência contra as mulheres.

O CBMMS permanece colaborando integralmente com as autoridades policiais e com o Poder Judiciário para a plena elucidação do caso.

O servidor envolvido se encontra detido e responderá por seus atos com todo o rigor da lei.

A corporação já adotou as providências administrativas cabíveis, nos termos da legislação vigente, para a devida apuração e responsabilização.”
 

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CAMPO GRANDE

Prefeitura cumpre decisão judicial e relança IPTU de 15 mil terrenos

Desconto de 10% ainda é válido para os afetados pelo "tarifaço dos terrenos" que optarem por quitar o imposto à vista

06/03/2026 12h50

 Contribuintes notificados não receberão novos carnês ou qualquer tipo de conta/boleto e precisam solicitar a nova guia

Contribuintes notificados não receberão novos carnês ou qualquer tipo de conta/boleto e precisam solicitar a nova guia Marcelo Victor/Correio do Estado

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Nesta sexta-feira (06) veio à público, através de decreto e suplemento publicados no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), um novo capítulo na novela em cima do Imposto Predial e Territorial Urbano, em que o município acata decisão judicial e refaz os cálculos daqueles cerca de 15 mil imóveis atingidos no chamado "tarifaço dos terrenos", atualizando as datas para os pagamentos inclusive com opção do desconto de 10%. 

Conforme consta no decreto n. 16.566, que data de 05 de março de 2026, o desconto de 10% sobre o valor do IPTU e da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares ainda será concedido exclusivamente para aqueles contribuintes que optarem por quitar esse imposto na modalidade à vista. 

Importante frisar que, esse desconto será aplicado exclusivamente para os imóveis que constam nas 74 páginas do suplemento divulgado hoje (que você acessa CLICANDO AQUI), para o pagamento à vista que deverá ser feito até o dia 10 de abril. 

 Contribuintes notificados não receberão novos carnês ou qualquer tipo de conta/boleto e precisam solicitar a nova guiaReprodução/Diogrande

Ou seja, os cálculos sobre o valor do IPTU foram refeitos apenas para as inscrições imobiliárias atingidas pelo "tarifaço dos terrenos", sendo importante frisar que não são válidos para os imóveis que não constarem no Edital de Lançamento.

Para quem não quiser quitar esse pagamento à vista, há ainda a alternativa de optar agora por até nove parcelas mensais. Aquele contribuinte que discordar do lançamento precisa apresentar impugnação à Coordenadoria de Julgamento e Consulta da Secretaria Municipal da Fazenda (CJC/SEFAZ), com as provas que julgar necessárias e as devidas fundamentações. 

Além disso, o suplemento destaca que os contribuintes notificados neste edital não receberão novos carnês ou qualquer tipo de conta/boleto para quitar esse tributo. As respectivas guias para pagamento precisam ser emitidas pelo próprio contribuinte através do site iptu.campogrande.ms.gov.br (CLICANDO AQUI).

Também há a possibilidade de solicitar a guia de pagamento pelo telefone (67) 4042-1320 (WhatsApp) ou mesmo presencialmente na Central de Atendimento ao Cidadão, que fica localizada na Rua Marechal Cândido Mariano Rondon nº 2.655 e funciona das 8h às 13h30min.

Entenda

Em 11 de fevereiro, como bem acompanhou o Correio do Estado in loco, a prefeitura de Campo Grande confirmou que atenderia a decisão que pedia que o IPTU fosse recalculado, apontando que os efeitos haviam sido sentidos por pouco mais de 3% das inscrições imobiliárias. 

Abrangendo apenas o chamado "tarifaço dos terrenos", a decisão foi repassada pela Procuradoria Geral do Município (PGM) e secretarias municipais da Fazenda e de Governo e Relações Institucionais (Sefaz e Segov). 

"Atinge 15 mil imóveis aproximadamente, de um total de 485 mil", comentou na ocasião o secretário Municipal da Fazenda, Isaac José Araújo. 

As polêmicas, vale lembrar, começaram a pairar sobre a mente dos contribuintes após uma série de "mudanças" na cobrança de 2026,  que envolveu desde a atualização conforme IPCA; a redução do desconto, de 20 para 10%; uma atualização no cálculo da taxa de lixo e, principalmente, a mudança na alíquota que ficou batizada de "tarifaço dos terrenos", fixada em 3,5%.

Justamente esse "tarifaço sobre os terrenos baldios", como bem abordado no Correio do Estado, é o que ajuda a explicar a "chiadeira" sobre o IPTU neste começo de 2026.

Em outras palavras, até o ano passado os proprietários de boa parcela destes terrenos pagavam 1% de imposto, até essa mudança para 3,5% que sozinha já representa um aumento de 250% no valor do carnê e, se estes terrenos estão na lista dos 45% dos imóveis que sofreram majoração desta taxa por conta da reclassificação feita este ano, acabaram sofrendo tarifaço duplamente.

"Então, se o cara tinha um imóvel de 100 mil reais e pagava mil, ele pode, dependendo do caso, estar pagando 3.500 reais, mas sem uma alteração do valor venal do imóvel, mas dentro de acordo com o que o Código Tributário Municipal estabelece em consonância com o Código Tributário Nacional", exemplifica o titular Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulysses da Silva Rocha.

Nesse caso, cabe explicar, essa alíquota seria para imóveis territoriais em bairros com mais de três equipamentos públicos (iluminação pública, escola, água, luz, etc.). 

Relembre

Até então um dos assuntos mais polêmicos na Capital neste 2026, os carnês do IPTU, pelos valores de correção, deveriam vir com reajuste de 5,32% em relação ao aplicado no último pagamento, o que por sua vez corresponde à variação da inflação no período, baseada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Por não ser diferente da inflação do período, esse percentual já havia sido divulgado pela secretária Municipal de Fazenda, Márcia Helena Hokama, e pela prefeita Adriane Lopes, em suplemento que data de 24 de outubro de 2025 no Diogrande, sem a necessidade de passar pela Câmara de Campo Grande.

Ainda em meados de novembro - como bem acompanha o Correio do Estado - a Prefeitura de Campo Grande reduziu pela metade (de 20 para 10%) o desconto de quem paga o IPTU à vista, mas as alterações que incidem sobre os valores desse imposto não iriam parar aí. 

Além disso, o novo Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) foi atualizado após quase uma década, subindo valores da taxa de lixo para 44% dos moradores, aprovado inclusive na Câmara Municipal no segundo semestre do ano passado.

Como se não bastasse, o titular Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulysses da Silva Rocha, pontuou no meio dessa polêmia a cobrança extra que, segundo ele, já estaria prevista nos códigos municipal e nacional por meio da qual, por parâmetro municipal a Prefeitura pode e aplicou a cobrança de 3,5%, o máximo que estaria previsto no Código Tributário Nacional.  

Alegando que ficou de fora dos debates referentes ao aumento do IPTU, a Câmara Municipal de Campo Grande indicou a constituição de uma equipe técnica especializada para estudar, discutir e avaliar os critérios utilizados na elaboração. 

Instituída a Comissão Técnica que tem atuado em cima das mudanças anunciadas sobre o IPTU, foram necessários alguns posicionamentos da Câmara e demais entidades, como a Ordem dos Advogados do Brasil do Mato Grosso do Sul (OAB-MS) para que os prazos do IPTU fossem alterados.

Durante o recesso parlamentar os vereadores convocaram uma sessão extraordinária e, por unanimidade, chegaram a derrubar o projeto do Executivo municipal que aumentava o IPTU em Campo Grande, que foi vetado, porém, pela própria prefeita um dia após a votação. 

Entretanto também - como abordo no Correio do Estado -, desde esse ponto pelo menos sete vereadores que foram contra a tarifa agora estão "indecisos", ou seja, propensos a serem favoráveis ao veto do Executivo mesmo tendo participado da polêmica aprovação do projeto de lei complementar.

 

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