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STF suspende benefícios a trabalhadores dos Correios após dissídio coletivo no TST

A decisão atende a pedido da estatal e suspende cláusulas do acordo que determinavam o pagamento de ticket alimentação/refeição extra, plano de saúde, adicional de 200% para trabalho em dia de repouso e gratificação de férias de 70%

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu parte dos benefícios concedidos aos trabalhadores dos Correios por determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em julgamento de dissídio coletivo no final do ano passado. A decisão atende a pedido da estatal e suspende cláusulas do acordo que determinavam o pagamento de ticket alimentação/refeição extra (chamado de "vale peru"), plano de saúde, adicional de 200% para trabalho em dia de repouso e gratificação de férias de 70%.

Em dezembro, o TST determinou o fim da greve dos Correios e concedeu reajuste salarial de 5,10%. Também manteve as cláusulas preexistentes do acordo coletivo de trabalho, contrariando a vontade da estatal. A decisão foi proferida em meio a um cenário de crise enfrentada pela empresa, que precisa aportar R$ 8 bilhões para fechar as contas até o fim de 2026.

De acordo com a estatal, o pagamento do ticket extra geraria uma despesa de aproximadamente R$ 213 milhões por ano; o plano de saúde, cerca de R$ 1,4 bilhão; o adicional de trabalho em dia de repouso de 200%, R$ 17 milhões; e a gratificação de férias, R$ 272,9 milhões.

Na decisão, Moraes destacou que as alegações feitas pelo Correios mostram "indevida extrapolação do poder" da Justiça do Trabalho. "Quanto ao risco de dano, demonstrou-se detalhadamente na inicial o elevado impacto financeiro da implementação de cada parcela, bem como a periclitante situação financeira por que passa a Empresa", afirmou.

O ministro proferiu a liminar na condição de presidente em exercício do Supremo, enquanto o presidente dos STF, Edson Fachin, está de férias. Segundo a assessoria do Tribunal, a decisão não deve ser submetida a referendo do plenário por ser de competência da presidência. Mas pode ser apreciada pelo colegiado caso haja recurso.

 

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Falta de bateria de marca-passo mantém aposentado internado na Santa Casa há 35 dias

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27/01/2026 18h15

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Há 35 dias internado à espera da troca da bateria do marca-passo, o aposentado Nilson Batista Costa, de 56 anos, vive uma rotina de incerteza na Unidade de Terapia Intensivo (UTI) da Santa Casa de Campo Grande.

No dia 23 de dezembro do ano passado, deu entrada no Hospital Maria Aparecida Pedrossian de Dourados, onde vive junto da esposa Marineusi Pereira Mendes, sendo transferido dois dias mais tarde para a Santa Casa de Campo Grande, que tambem não conta, neste momento, com o equipamento necessário para fazer a troca.  

Diante disso, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul entrou com um pedido formal de tutela de urgência para que ele seja transferido o quanto antes para um centro capacitado a realizar o procedimento com urgência e caso não haja vaga na rede pública, o pedido prevê o custeio integral do tratamento em hospital particular pelo poder público.

Na ação, a Defensoria destaca que Nilson é pessoa de baixa renda e não tem condições de arcar com os custos da cirurgia na rede privada sem comprometer o sustento da família. O defensor público Paulo Henrique Américo Lucindo sustentou que a permanência prolongada do paciente internado, sem acesso ao procedimento necessário, configura violação ao direito constitucional à saúde e à vida, sob risco de mal súbito. 

O pedido judicial também solicita prioridade na tramitação, aplicação de multa diária em caso de descumprimento da ordem, bloqueio de até R$ 30 mil da Santa Casa  para garantir a internação particular, se necessário. Além disso, a defensoria entrou com pedido para que o hospital adquirisse o marca-passo direta com posterior ressarcimento. 

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Homem é preso em SP 19 anos após crime ocorrido em MS

Suspeito foi encontrado a mais de 600 km do local do crime

27/01/2026 17h30

Divulgação/PCMS

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Um crime ocorrido em 8 de setembro de 2007, na cidade de Paranaíba, teve resolução na manhã desta terça-feira (27). Dezenove anos após um roubo à mão armada, o suspeito foi encontrado em Campinas (SP), a uma distância de 620 km do local do crime.

Com o mandado de prisão preventiva ainda vigente mesmo após todo esse tempo, o Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) reiniciou as investigações em busca do acusado.

A partir de levantamentos e trabalho de inteligência, o SIG identificou a presença do indivíduo no estado de São Paulo e articulou com a Polícia Civil paulista o cumprimento da ordem judicial em Campinas.

O crime

O crime ocorreu na noite de 8 de setembro de 2007, por volta das 21h, quando o acusado abordou uma vítima na Rua Dr. Rocha Dias, bairro Santo Antônio, e, armado com uma faca, desferiu diversos golpes para roubar uma bicicleta da marca Polimet Mountain Bike, aro 26, de cor verde.

A vítima tentou se defender utilizando a própria bicicleta, mas o autor conseguiu fugir com o objeto.

 

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