Cidades

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Supermercado com carne irregular descartada armazenava produto de "forma precária"

O estabelecimento, que possui mais de uma unidade, teve cerca de duas toneladas de carne descartadas. Mesmo sem possuir licença para levar o produto de um supermercado para outro, funcionários confirmaram a prática

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O Supermercado Gauchão, na unidade do bairro Rita Vieira, que passou por fiscalização no dia 14 de janeiro, conforme consta no boletim de ocorrência, armazenava produtos de "forma precária", em embalagens que não estavam lacradas.

Consta no processo que, entre as irregularidades encontradas nas câmaras frias, foram localizadas grandes quantidades de carne bovina e suína em embalagens abertas ou mal lacradas.

Além disso, os produtos estavam sem rótulos com informações sobre data de produção, validade e registro de inspeção. Também foi encontrada carne congelada fora de embalagens.

Durante a fiscalização, foi verificado que o estabelecimento não possui o Selo de Inspeção Municipal (SIM) e, portanto, não poderia realizar o transporte de carne entre uma unidade e outra.

A situação foi confirmada por um funcionário, que informou que o produto comercializado no supermercado era desossado na unidade do bairro Itamaracá.

Outras irregularidades apontadas pela Vigilância Sanitária foram:

  • carnes bovina e suína fracionadas sem registro no SIM;
  • comércio de embutidos fabricados em outra unidade, sem registro e autorização;
  • venda de produtos (salgados e cortes de frango) fora da temperatura recomendada pelo fabricante;
  • venda de sushi e similares sem informações obrigatórias no rótulo;
  • armazenamento inadequado de congelados e cortes de carne na câmara fria, sem rótulos.

A Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS) também relatou a venda de linguiça a granel, sem embalagem e sem data de validade.

Produtos que deveriam estar congelados, como língua de boi e coração, foram dispostos no açougue para comercialização.

Rotina

Em conversa com a polícia, o gerente comercial do supermercado, de 52 anos, relatou ter sido contratado para a função no dia 15 de setembro de 2025. Sobre o funcionamento do açougue, informou que o responsável técnico, um médico-veterinário, deveria comparecer ao estabelecimento, em média, uma vez por mês.

Entretanto, nos quatro meses em que trabalhou no supermercado, afirmou tê-lo visto apenas duas vezes no local. Com relação ao abastecimento da carne, confirmou a versão dada por um funcionário de que os produtos comercializados eram trazidos da matriz, localizada na Rua Padre Mussa, no bairro Itamaracá.

Autorização

Embora tenha passado por fiscalização, o açougue não chegou a ser interditado. A reportagem entrou em contato com o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul, no dia 16 de janeiro, para verificar a situação do Selo de Inspeção Municipal do supermercado.

Em resposta, o consórcio informou que a unidade do bairro Rita Vieira chegou a realizar o primeiro acesso à plataforma digital para regularizar a situação, mas não houve novas movimentações até aquela data. Já a unidade do Itamaracá, apontada como local onde são realizados a desossa e o corte da carne que abastece a outra unidade, sequer possui registro no sistema.

"Quanto ao processo de registro dos estabelecimentos Supermercado Gauchão, as documentações comprobatórias ainda estão sendo anexadas ao processo. Fica a critério do empresário ou responsável técnico o tempo para preenchimento na plataforma. Quando não há movimentação do processo no prazo de 60 dias, ele é finalizado, e o responsável deverá iniciar um novo", informou a equipe do SIM.

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Estragos

Governo federal reconhece situação de emergência em cidade de MS após chuvas

Corguinho declarou situação de emergência no dia 5 de fevereiro válido por 180 dias após um acumulado de quase 400 mm em cinco dias

10/03/2026 17h15

As chuvas em Corguinho no mês de fevereiro causaram estragos e deixaram moradores ilhados

As chuvas em Corguinho no mês de fevereiro causaram estragos e deixaram moradores ilhados Divulgação/WhatsApp

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu a situação de emergência decretada em Corguinho, município a 98 quilômetros de Campo Grande, após as chuvas que atingiram a cidade no mês de fevereiro. 

Com o reconhecimento, a prefeitura municipal pode solicitar recursos do Governo Federal para ações da defesa civil, como compra de cestas básicas, de água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, de higiene pessoal e dormitório, entre outros. 

O município foi atingido por grandes volumes de chuvas no mês passado, chegando a 393,2 milímetros em cinco dias, o equivalente a 102% a mais do que o esperado para o mês de fevereiro completo. 

A chuvarada causou diversos estragos como a elevação nos níveis dos rios Aquidauana, Taquari e Tabaco em poucas horas, a destruição de pontes como a localizada na rodovia MS-352, o rompimento da represa em Rio Negro, interdição da rodovia MS-080, além de deixar comunidades rurais ilhadas. 

No dia 5 de fevereiro, a Prefeitura de Corguinho decretou situação de emergência por 180 dias nas área do município afetadas pelas enxurradas, alagamentos e inundações. A publicação reconhecia danos humanos, com famílias desalojadas e pessoas isoladas, além de prejuízos ao patrimônio público e privado.

Com o decreto, ficou autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para atuação conjunta, sob coordenação da Defesa Civil, nas ações de resposta ao desastre, assistência à população e restabelecimento da normalidade .

A medida também permitiu a dispensa de licitação para contratação de serviços, obras e aquisição de materiais necessários às ações emergenciais de resposta, reabilitação e reconstrução, conforme previsto na legislação federal. Além disso, ficou autorizada a convocação de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação para apoio às famílias afetadas pelas chuvas . 

Outros municípios

Além de Corguinho, o MIDR também reconheceu a situação de emergência em outras cinco cidades brasileiras afetadas por desastres naturais. 

As cidades de Bom Jesus do Tocantins, no estado do Pará, e Jupi em Pernambuco também foram atingidos por fortes chuvas. 

Já as cidades de Coxixola e Monteiro, na Paraíba, obtiveram o reconhecimento federal por causa da estiagem. Em Frei Paulo, em Sergipe, a situação de emergência foi reconhecida em razão da seca, que é um período sem chuva mais longo que a estiagem. 

Como solicitar

As cidades com o reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar recursos para ações da Defesa Civil. As solicitações devem ser feitas por meio do Sistema Integrado de Informação sobre Desastres. 

A partir das informações enviadas, a equipe técnica da Defesa Civil avalia as metas e os valores solicitados. Após a aprovação, é feita a publicação da decisão no Diário Oficial da União com o valor a ser liberado. 


 

Tragédia

GSI abre inquérito para investigar morte de agente na entrada do Alvorada

*Alerta: a reportagem abaixo trata de temas como suicídio e transtornos mentais. Se você está passando por problemas, veja ao fim do texto onde buscar ajuda

10/03/2026 16h00

Palácio do Planalto

Palácio do Planalto Fotos: Rafa Niddermayer/ Agência Brasil

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Um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) tirou a própria vida nesta terça-feira, 10, na entrada de serviço do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília. O órgão informou que abrirá um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar as circunstâncias da morte.

Em nota, o GSI lamentou o episódio e afirmou que está prestando apoio à família do militar. Após o incidente, o acesso da imprensa às instalações do Palácio da Alvorada foi temporariamente interrompido.

"O GSI/PR lamenta o ocorrido e está prestando apoio à família do militar", disse o gabinete no comunicado. A instituição acrescentou que segue comprometida em manter seus integrantes "em plenas condições para cumprir a missão de proteger as instalações sob sua responsabilidade".

NOTA DA REDAÇÃO: Suicídios são um problema de saúde pública. Antes, o Estadão, assim como boa parte da mídia profissional, evitava publicar reportagens sobre o tema pelo receio de que isso servisse de incentivo. Mas, diante da alta de mortes e tentativas de suicídio nos últimos anos, inclusive de crianças e adolescentes, o Estadão passa a discutir mais o assunto. Segundo especialistas, é preciso colocar a pauta em debate, mas de modo cuidadoso, para auxiliar na prevenção. O trabalho jornalístico sobre suicídios pode oferecer esperança a pessoas em risco, assim como para suas famílias, além de reduzir estigmas e inspirar diálogos abertos e positivos. O Estadão segue as recomendações de manuais e especialistas ao relatar os casos e as explicações para o fenômeno.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.

Canal Pode Falar

Iniciativa criada pela Unicef para oferecer escuta para adolescentes de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades nesta página.

Mapa da Saúde Mental

O site traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.

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