Conforme as informações do boletim epidemiológico de dengue publicado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na última quarta-feira (12), todos os 79 municípios apresentam, ao menos, um caso provável de dengue em investigação e 63 municípios apresentaram alta incidência de contaminação pelo vírus da dengue (acima de 300 casos por 100 mil habitantes).
Apenas o município de Jateí ainda não apresentava nenhum caso suspeito de dengue, agora são 14 casos prováveis na cidade. Entre os municípios com o maior número de casos confirmados estão: Campo Grande (3.586), Três Lagoas (1.608), Bela Vista (640), Maracaju (543), Batayporã (481), Bonito (419), Corumbá (384), Dourados (382), Sidrolândia (345) e Itaporã (329).
Conforme noticiado pelo Correio do Estado, o número de mortos também aumentou, foram registrados quatro novos óbitos pela doença e outros seis casos de vítimas fatais aguardam o resultado dos exames laboratoriais.
As mortes registradas são de um idoso, 81 anos, residente de Dourados, que apresentou sintomas no final de março e faleceu no dia 05 de abril. Um homem, 59 anos, morador de Ivinhema, que veio a óbito no dia 1º deste mês. Outro homem, 46 anos, de Brasilândia, que faleceu ainda no início de março, e uma adolescente, 17 anos, de Ribas do Rio Pardo com óbito confirmado no dia 21 de março.
Agora, Mato Grosso do Sul soma 12.993 casos confirmados e 16 óbitos pela doença em 2023. No boletim anterior o número de casos confirmados era de 10.987, ou seja, foram 2.006 novos exames positivos de dengue em apenas uma semana.
Chikungunya
De acordo com o boletim epidemiológico da SES, Mato Grosso do Sul somou 49 novos casos de chikungunya em uma semana. Ao todo, são 293 casos confirmados e 2.795 casos prováveis em todo o Estado.
Houve um aumento no número de cidades com alta incidência da doença. Maracaju, Brasilândia, Cassilândia, Coronel Sapucaia, Mundo Novo, Nioaque e Ponta Porã estão com incidência acima de 300 casos por 100 mil habitantes. Costa Rica, Sete Quedas, Anastácio, Taquarussu, Paranhos, Glória de Dourados e Nova Andradina, estão com média incidência (100 a 300 casos por 100 mil habitantes).
Entre os municípios com o maior número de casos, Ponta Porã é líder disparado com 238 casos registrados, seguido por Maracaju (12), Campo Grande (7), Amambai (6), Dourados e Paranhos (5) e Bela Vista (3).
Sintomas
As duas doenças são muito parecidas e podem ser confundidas, entretanto, existem diferenças no quadro clínico que podem ajudar na distinção. Enquanto a Dengue se destaca pelas dores nos corpo, a Chikungunya se destaca por dores e inchaço nas articulações.
Dengue
- Febre alta, entre 39° e 40°C (início repentino e geralmente dura de 2 a 7 dias);
- Dor de cabeça, dores no corpo e articulações;
- Prostração;
- Fraqueza, dor atrás dos olhos;
- Erupção e coceira no corpo;
- Pode haver perda de peso;
- Náuseas e vômitos.
Chikungunya
- Início súbito de febre (pode ser alta, porém menor que no caso de dengue);
- Dor muscular e nas articulações (estas são mais exuberantes que em dengue);
- Dor de cabeça e exantema;
- Erupção na pele;
- Sinais costumam durar de 3 a 10 dias.
Tratamento
De acordo informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o tratamento dessas doenças é praticamente o mesmo, uma vez que não existem medicamentos específicos para elas.
Recomenda-se que o paciente, nos dois casos, permaneça em repouso e beba bastante líquido. Alguns medicamentos são indicados para dor, mas não se deve recorrer a remédios que contenham ácido acetilsalicílico, podendo desencadear hemorragias. No entanto, o melhor método de diagnóstico da doença é através do hemograma
Com exceção da dengue, não existe vacina contra as doenças, desse modo, a melhor forma de prevenção é reduzir a infestação de mosquitos por meio da eliminação de criadouros e manter qualquer local que possa acumular água totalmente cobertos com telas/capas/tampas.




