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Tarso Marques sobre prisão com carro de luxo: não me atentei que estava sem placa

A detenção ocorreu pela suspeita de receptação e adulteração da placa do veículo, uma Lamborghini.

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O ex-piloto de Fórmula 1 Tarso Marques, de 49 anos, pronunciou-se publicamente neste domingo, 31, após ter sido preso com um carro de luxo na Ponte Cidade Jardim, zona oeste de São Paulo.

A detenção ocorreu pela suspeita de receptação e adulteração da placa do veículo, uma Lamborghini. Ele foi solto após pagar fiança de R$ 22 mil.

Ao Estadão, afirmou que o carro é de um cliente, que desconhecia as pendências do veículo e que dirigia apenas até um posto de gasolina vizinho.

Também alegou que somente tentou colocar o emplacamento do automóvel com a anuência dos policiais "Não nego, o policial até me ajudou a colocar a placa", declarou.

Segundo ele, a Lamborghini era um dos cerca de 40 veículos que mantém como "showroom" em sua garagem. Dessa forma, defende que não teria como saber a situação de todos, que pertencem a clientes de serviços de customização.

"Todos os nossos carros ficam em exposição. Saí e nem me atentei (que estava sem placa)", alegou.

Paranaense, Marques foi também apresentador, durante cinco anos, do quadro Lata Velha, no programa Caldeirão do Huck, da TV Globo. Além disso, costuma atuar como comentarista de competições de automobilismo.

O que diz o boletim de ocorrência?

Marques foi preso enquanto conduzia uma Lamborghini Gallardo vermelha, sem placa, por volta das 3 horas da manhã deste domingo. Estava acompanhado de duas mulheres, segundo o boletim de ocorrência.

A abordagem policial teria ocorrido pela falta de emplacamento no veículo. Com a identificação posterior do automóvel, os policiais descobriram que tinha queixa de apropriação indébita, restrições judiciais e licenciamento em atraso desde 2013. Também constava aproximadamente R$ 1,3 milhão em débitos de IPVA e autuações.

Marques foi, então, preso em flagrante por receptação e adulteração do sinal identificador do automóvel. Na audiência de custódia, foi liberado após o pagamento de fiança.

O automóvel está em nome de empresa condenada por práticas ilegais, incluindo pirâmide financeira, segundo a polícia. Antes da abordagem, o ex-piloto teria tentado recolocar as placas ao perceber a fiscalização, de acordo com relato da polícia.

O preço desse tipo de veículo supera R$ 1 milhão.

Quem é Tarso Marques? E o que ele disse nas redes sociais?

Oriundo de uma família de pilotos - filho de Paulo de Tarso e irmão do também piloto Thiago Marques -, ele disputou a Fórmula 1 pela Minardi, entre 1996 e 2001. Foi companheiro de equipe do espanhol Fernando Alonso no último ano. Também participou da Fórmula Indy e da Stock Car.

Em postagem em rede social na tarde deste domingo, o ex-piloto aparece dirigindo outro carro de luxo, enquanto diz que irá se encontrar com amigos. Agradece mensagens de preocupação e dá a sua versão sobre o que teria ocorrido.

"Eu estava andando, passei nessa ponte aqui, do lado da minha casa, saí com um carro de cliente. O carro estava sem placa. Aí parei o carro, foi para o pátio (de apreensões), obviamente", afirmou. "Então, fui guiando o carro até o pátio. O pessoal da polícia fez um trabalho legal, super tranquilo, mas tive de levar o carro dirigindo", completou.

"Agora, parece que o carro tinha umas pendências de IPVA, multa, alguma coisa do proprietário, da empresa do proprietário, não sei. Então, eles autuaram o carro", continuou. "E é isso, mas está tudo legal, obrigada. Só não devia ter saído sem placa, né. Na verdade, nem sabia que estava sem placa: soube na hora que parou na blitz."

É fundador da empresa Tarso Marques Concept (TMC), com trabalho de customização de automóveis.

Operação Timber Shield

Após laudo descartar cocaína, defesa de transportadora pede liberação de carretas em MS

Perícia não encontrou vestígios de cocaína na carga de madeira da Operação Timber Shield, e defesa afirma que retenção dos veículos perdeu fundamento jurídico.

22/07/2026 18h01

Foto: Divulgação

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A divulgação do laudo da Perícia Criminal da Polícia Federal, que não encontrou vestígios de cocaína na carga de madeira apreendida durante a Operação Timber Shield, abriu um novo capítulo no caso que chegou a ser anunciado como a maior apreensão de cocaína da história do Brasil.

Agora, a defesa das empresas proprietárias dos caminhões e carretas utilizados no transporte da carga cobra a liberação definitiva dos veículos que ainda permanecem retidos, sob o argumento de que o resultado da perícia retirou o fundamento para a manutenção da medida.

A operação foi deflagrada em 21 de junho, nas alfândegas de Corumbá (MS) e Cáceres (MT), após uma força-tarefa formada pela Receita Federal, Polícia Federal, Exército Brasileiro, com apoio de autoridades dos Estados Unidos e da Aduana da Bolívia.

Inicialmente, as autoridades anunciaram a apreensão de uma carga que poderia conter entre 20 e 50 toneladas de cocaína, supostamente impregnada em toras de madeira.

Ao todo, oito caminhões carregados com aproximadamente 260 toneladas de madeira foram retidos durante a Operação Timber Shield, quatro em Corumbá (MS) e quatro em Cáceres (MT). Os veículos permaneceram sob retenção para a realização da perícia e das investigações.

No entanto, laudo pericial produzido pela Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, concluído em 17 de julho e revelado nesta quarta-feira (22) pelo jornal O Estado de S. Paulo, concluiu que não foram encontrados vestígios de cocaína nas amostras analisadas.

O documento detalha que a perícia empregou diferentes técnicas para verificar a suspeita de droga impregnada na madeira.

Além das análises laboratoriais, foram realizadas novas coletas diretamente na carga retida em Corumbá, com apoio de cães farejadores, espectrômetro a laser e testes químicos complementares.

Os peritos também destacaram que a madeira de aroeira possui elevada densidade e baixa capacidade de absorção, característica que dificulta sua utilização como matriz para ocultação de entorpecentes.

Ao final, todas as amostras examinadas apresentaram resultado negativo para cocaína ou qualquer outra substância ilícita.

Com a conclusão da perícia, a defesa sustenta que não há mais justificativa para manter retidas as carretas e cobra uma definição da Receita Federal sobre a liberação dos veículos.

Segundo o advogado Leandro Lobo, que representa uma das empresas envolvidas no caso, a defesa protocolou um requerimento na Receita Federal solicitando um posicionamento sobre a situação dos veículos e sobre a responsabilidade pelo pagamento das diárias decorrentes da retenção.

"Eu fiz um requerimento e estou aguardando a Receita Federal me posicionar, porque a defesa entende que, a partir do momento em que houve a retenção desses caminhões por parte da Receita, as diárias não são por conta das transportadoras e dos importadores. Então, eu fiz um requerimento para a Receita Federal e estou aguardando o posicionamento deles, até para a gente verificar qual será o posicionamento deles e alguma proposição jurídica nesse sentido."

Além da discussão sobre a liberação dos veículos, a defesa também questiona o procedimento adotado pela Receita Federal durante a operação.

Segundo Leandro Lobo, houve uma inconsistência na retenção do conjunto formado pelo cavalo mecânico e pela carreta.

"Na realidade, houve uma falha procedimental da Receita. Eles apreenderam o conjunto, formado pelo cavalo mecânico e pela carreta. Depois, por mera liberalidade deles, liberaram o caminhão e agora querem liberar a carreta. Só que, enquanto não forem resolvidas essas questões das diárias, a defesa entende que não há fundamento para a liberação da carreta. Então, por enquanto, a gente tem que aguardar esse posicionamento."

Até a publicação desta reportagem, a Receita Federal ainda não havia se manifestado sobre o resultado do laudo pericial nem sobre o requerimento apresentado pela defesa. O espaço permanece aberto para manifestação do órgão.

Caso ganhou repercussão internacional

Quando foi anunciada, a Operação Timber Shield foi apresentada pelas autoridades como aquela que poderia resultar na maior apreensão de cocaína já registrada no Brasil.

A suspeita era de que o entorpecente estivesse dissolvido ou impregnado na estrutura da madeira destinada à exportação.

A operação mobilizou órgãos brasileiros e internacionais e provocou a retenção da carga, dos caminhões e de outros materiais utilizados no transporte.

Laudo mudou rumo da investigação

O laudo pericial, elaborado pela Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, analisou minuciosamente o material coletado durante a operação e concluiu pela inexistência de cocaína nas amostras examinadas.

A conclusão desmontou a principal hipótese investigativa que motivou a operação e deve influenciar os próximos desdobramentos administrativos e judiciais do caso, incluindo a situação dos veículos ainda retidos.

Até a publicação desta reportagem, a Receita Federal ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o resultado da perícia nem informado se pretende liberar as carretas ou manter as apreensões. 

Obras

Às vésperas de "tarifaço" sobre pedágio, Motiva conclui primeiro trecho de duplicação na BR-163

Concessionária finalizou obras em três pontos da rodovia federal

22/07/2026 17h45

Duplicação junto ao Km 452, próximo a Campo Grande

Duplicação junto ao Km 452, próximo a Campo Grande Foto: Divulgação

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Às vésperas do reajuste tarifário previsto para o próximo dia 5 de agosto, a Motiva Pantanal anunciou a liberação do 1° trecho de duplicações da BR-163.

Em nota ao Correio do Estado, a concessionária que administra a rodovia federal destacou o término da duplicação de 1,6 quilômetros no trecho entre os km 452,9 e 454,5, próximo à Capital, além da regulização dos acessos entre os quilômetros 515 e 521, bem como a finalização da terceira faixa proximo ao município de Mundo Novo. 

Cabe destacar que o reajuste sobre a tarifa foi autorizado pela a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e entra em vigor a partir da 0h do dia 5 do próximo mês, quarta-feira. 

Publicação por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no diário oficial da União desta quarta-feira (22), autoriza a  reajustar em 40,5% as tarifas nas nove praças de pedágio da BR-163 em todo o Estado. Este será o primeiro tarifaços previsto ao longo dos próximo cinco anos.

A maior parte deste reajuste (33,64%), já estava previsto no contrato de repactuação, que entrou em vigor no começo de agosto do ano passado. Este mesmo contrato prevê mais três reajustes ao longo dos próximos anos. Por conta desta reposição do índice inflacionário, as tarifas sofrerão acréscimo de 5,16% a partir do início do próximo mês.

Com isso, quem percorrer os 845 quilômetros em carro de passeio terá de desembolsar R$ 107,00. Hoje, o custo é de R$ 76,10.

Em nota, a empresa destacou que o acréscimo decorre da aplicação das regras previstas no Contrato de Concessão otimizado e "está diretamente vinculado ao cumprimento das metas de investimento e execução física das obras, auditadas por verificador independente e validadas pela ANTT".

A concessionária espera entregar 5,6 quilômetros de duplicações, 6,12 quilômetros de faixas adicionais, 1km quilômetro de vias marginais, oito dispositivos de retorno e 20 edificações operacionais até o fim de agosto, data em que se encerra o primeiro ano da  nova concessão. 

A empresa já iniciou obras originalmente previstas para o segundo ano da concessão, o que inclui novas duplicações em Nova Alvorada do Sul e no trecho entre São Gabriel do Oeste e Rio Verde de Mato Grosso, além de novas faixas adicionais em Mundo Novo. Nos próximos meses também terão iníciose iniciam novas obras em Eldorado, Nova Alvorada do Sul, Dourados e Jaraguari. 

*Atualizado às 18h30

*Colaborou Neri Kaspary

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