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IRREGULARIDADES

TCU investiga "empréstimo" ilegal de servidores ao TRE-MS

Apuração encontrou a presença de mais de 200 servidores cedidos de órgãos do governo do Estado, de prefeituras e do governo federal para a Justiça Eleitoral

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) foi alvo de uma investigação para apurar a suspeita da presença irregular de mais de 200 servidores que, originalmente, deveriam estar lotados em cargos da Educação e da Saúde em dezenas de prefeituras e órgãos do governo do Estado e do governo federal, mas foram requisitados para atuar na Justiça Eleitoral, mesmo quando não tinham uma função específica no órgão.

A suspeita de irregularidades, denunciada ao Tribunal de Contas da União (TCU), em relação à conduta do TRE-MS ainda desencadeou um alerta nacional, que originou uma averiguação nos demais Tribunais Regionais Eleitorais do País, bem como recomendações para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprimore a legislação que versa sobre o tema.

As apurações foram iniciadas em 2025 e tiveram divulgação de sua conclusão no dia 22 de julho deste ano, após o fim do trabalho de investigação feito pela Unidade de Auditoria Especializada em Gestão do Estado e Inovação. Na mesma data, também foi dado fim ao sigilo sobre os documentos da apuração.

Os ministros que deliberaram sobre o tema foram Jorge Oliveira (na presidência), Walton Alencar Rodrigues, Benjamin Zymler, Augusto Nardes, Bruno Dantas, Odair Cunha, ministro substituto convocado Weder de Oliveira e ministros substitutos presentes Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa. O relator foi Antonio Anastasia.

O despacho final indicou que houve procedência parcial da denúncia, com a presença de duas servidoras em funções especificadas por lei como ilegais.

Uma atuava na 53ª Zona Eleitoral de Campo Grande desde 2015 e tinha origem de cargo técnico em função no governo do Estado, enquanto a outra estava na 13ª Zona Eleitoral de Paranaíba desde outubro de 2025 e tinha origem na Secretaria Municipal de Educação daquele município em cargo isolado.

A legislação disponível atualmente proíbe quem ocupa esses dois tipos de cargos a serem requisitados pela Justiça Eleitoral.

Além disso, o TRE-MS foi cobrado a dar mais transparência às informações ligadas a servidores requisitados. Para o caso desses servidores, eles vão precisar retornar aos seus cargos de origem.

As suspeitas de irregularidades foram fundamentadas na Lei Federal nº 6.999, de 7 de junho de 1982, no artigo 8º, e na Resolução do TSE nº 23.523, de 2017, no artigo 2º, parágrafo 1º, inciso I. Esse regramento trata justamente das normas sobre requisição de servidores pela Justiça Eleitoral.

A denúncia apontou uma longa lista de funcionários públicos que passaram em concurso para as áreas de educação e saúde em prefeituras do interior e da Capital, mas vinham exercendo funções dentro da Justiça Eleitoral ou exerceram funções de forma desviada e incompatível.

Em alguns casos, foi apontado que havia servidores cedidos desde 2005 e que só terminariam seu prazo de requisição neste ano.

Esses servidores ocupavam, originalmente, os cargos de agente administrativo de saúde, agente comunitário de saúde, agente de atividades educacionais, agente de informática, agente de saúde pública, assistente de educação, gestor de atividades gerais de trânsito, inspetor de alunos, inspetor escolar, instrutor de programas especiais, monitor de alunos, monitor de Educação Infantil, técnico administrativo de saúde e técnico de informática.

Quando as apurações do TCU começaram, os ministros identificaram que o TRE-MS não dispunha em seu site de informações públicas detalhadas sobre quais servidores tinham sido requisitados, o que é exigido pela Resolução TSE nº 23.523/2017.

Também foram encontrados arquivos disponíveis para download, mas que estavam sem o detalhamento ou os arquivos que demonstravam como servidores de funções alheias à Justiça Eleitoral exerciam seu trabalho no Tribunal ficaram corrompidos.

Diante da identificação de falta de transparência no TRE-MS com relação à publicização de servidores requisitados, o TCU encaminhou despacho que averiguou como estava a situação em tribunais eleitorais do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Com essas apurações iniciadas em Mato Grosso do Sul, houve determinações para que tribunais eleitorais, como o de São Paulo, passem a fazer o desligamento e a devolução dos servidores requisitados para suas funções de origem no prazo de 90 dias, contados a partir de julho deste ano.

As medidas de investigação do TCU na Justiça Eleitoral em Mato Grosso do Sul ainda acarretaram pedidos para que o TSE faça uma atualização na legislação para combater fragilidades legais.

“Recomendar ao TSE que adote as providências necessárias à aprovação, com a brevidade possível, da alteração normativa que tem como objetivo a fixação de limite máximo para a permanência do servidor requisitado, considerados o prazo inicial e prorrogações, em virtude da urgência que se impõe à necessidade de uniformização das ações dos órgãos integrantes da Justiça Eleitoral, assim como da relevância da fixação do referido limite no contexto do aprimoramento do funcionamento desse ramo da Justiça especializada”, especificou o TCU em despacho.

Houve encaminhamento também para que seja definido futuramente pelo TSE o prazo máximo de quatro anos para servidores de prefeituras, governos estaduais e governo federal atuarem em cartórios eleitorais e secretarias de Tribunais Regionais Eleitorais.

Para que haja monitoramento da implementação de tais medidas, o TCU determinou que a Secretaria de Controle Externo da Administração do Estado (SecexAdmin) faça esse acompanhamento.

MPF FISCALIZOU

O Ministério Público Federal (MPF) também instaurou procedimento preparatório para averiguar possíveis irregularidades no TRE-MS, mas o arquivou após o órgão responder os procuradores.

O MPF não chegou a identificar a questão de falta de transparência e também o caso de duas servidoras que estavam fora das regras sobre requisição de servidores.

POSIÇÃO DO TRE-MS

Durante as apurações, que tiveram início em 2025, o TRE-MS respondeu aos questionamentos do TCU com um documento que ultrapassou 7 mil páginas, anexado às apurações e tornado público no mês passado.

Quando os primeiros questionamentos do TCU chegaram, um dos critérios de defesa do Tribunal foi apresentar o procedimento preparatório que o MPF em Mato Grosso do Sul instaurou e arquivou, após apresentação de defesa.

De acordo com essa documentação, até o fim do ano passado, o TRE-MS contava com 266 servidores efetivos e outros 3 removidos para o Tribunal, além de 169 requisitados e apenas 1 sem vínculo. No total, são 443 pessoas que trabalhavam no órgão judiciário.

Foi apresentada também a lista de 11 servidores que foram cedidos para outros tribunais. A maioria desse quadro de funcionários é ocupada por mulheres (266), enquanto o total de homens é de 177.

Com documentos, leis municipais e estaduais, bem como resoluções do TSE, o TRE-MS conseguiu argumentar que nem todos os requisitados apresentavam irregularidades em relação às normas disponíveis.

*SAIBA

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) respondeu ao TCU que nem todos os servidores que foram cedidos estavam em situação irregular ao trabalhar no órgão.

no abc

Quem são as 3 vítimas e o que se sabe sobre o ataque com faca na fábrica da Bombril

As vítimas foram atacadas por um colega de trabalho, que tirou a própria vida após ser preso

02/08/2026 21h00

As vítimas foram atacadas por um colega de trabalho

As vítimas foram atacadas por um colega de trabalho Foto: Reprodução

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Os corpos dos três funcionários mortos durante um ataque com faca dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, na manhã do sábado, 1º de agosto, serão sepultados neste domingo, 2, em cemitérios da cidade do ABC Paulista.

As vítimas foram atacadas por um colega de trabalho, dentro da unidade localizada na Avenida Marginal Direita da Anchieta, no bairro Rudge Ramos.

O suspeito dos crimes se matou após ser preso, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Todos eram funcionários de uma empresa terceirizada. (saiba mais abaixo).

A reportagem não conseguiu contato com a família do suspeito.

Quem são as vítimas?

As três vítimas eram funcionários que prestavam serviços para a Bombril por meio da empresa TPC.

  • José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, trabalhava como conferente;
  • Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, era supervisor;
  • Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, atuava como operador de empilhadeira.

O homem apontado como autor do crime foi identificado como Claudio Henrique da Silva, de 33 anos. Ele também era operador de empilhadeira e funcionário terceirizado da empresa.

O corpo de José Guilherme foi velado no Cemitério Municipal do Carminha, em São Bernardo do Campo, local do sepultamento neste domingo às 14 horas.

Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, teve o velório realizado no mesmo cemitério, com o sepultamos marcado para as 15h15.

Já Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, está sendo velado no Cemitério Jardim da Colina, também em São Bernardo do Campo, com sepultamento marcado para as 16 horas.

Como foi o ataque?

O caso aconteceu próximo das 6 horas da manhã, no interior da fábrica, que fica às margens da Rodovia Anchieta.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados após uma denúncia de ataque com faca. Quando chegaram ao local, encontraram os três funcionários mortos e o suspeito já rendido por pessoas que estavam na unidade.

O homem apontado como autor do crime foi identificado como Claudio Henrique da Silva, de 33 anos. Ele também era operador de empilhadeira e funcionário terceirizado da Bombril.

De acordo com relatos de testemunhas, Claudio estava de folga, mas teria ido até a fábrica para atacar os colegas. Testemunhas disseram à polícia que ele possivelmente era alvo de bullying praticado por duas das vítimas, mas essa versão ainda será investigada, segundo a SSP.

Ainda segundo os depoimentos, Douglas de Souza Vieira teria sido atingido ao tentar impedir o ataque contra os outros funcionários.

Segundo a SSP, após ser contido, Claudio foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde permaneceu preso em flagrante. No entanto, já detido, atentou contra a própria vida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte.

A Corregedoria da Polícia Civil foi acionada para investigar as circunstâncias da morte dentro da delegacia.

Motivação e dinâmica do crime

As investigações da polícia estão direcionadas ao esclarecimentos do motivos dos crimes. Testemunhas estão sendo ouvidas para esclarecer se havia conflitos anteriores entre o suspeito e as vítimas.

Os depoimentos também vão ajudar a entender como ocorreram as agressões dentro da fábrica. Conforme os primeiros relatos, o supervisor Edvaldo Santos havia retornado de férias e interveio para evitar o segundo ataque, logo após o suspeito ter esfaqueado a primeira vítima.

O primeiro a ser atacado, segundo os depoimentos, foi José Guilherme de Moura, encontrado caído na porta do banheiro. Já o corpo de Douglas de Souza foi achado próximo de uma escada. Já ferido, ele teria tentado correr do agressor.

Santos usou uma cadeira para tentar desarmar Claudio, mas não conseguiu e acabou sendo a terceira vítima. Após os ataques, o agressor teria ainda procurado uma quarta pessoa, mas não a encontrou. Ele não tentou fugir e esperou a chegada da Polícia Militar, entregando-se sem resistência.

O agressor foi descrito no depoimento como um homem quieto, introspectivo e assíduo no trabalho.

O Samu constatou que os três morreram no local do ataque. A PM desarmou o agressor, que portava duas facas, e apreendeu as armas brancas para perícia.

Conforme a SSP, o caso foi registrado como homicídio e suicídio. A investigação é feita pela equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) de São Bernardo do Campo.

O que diz a Bombril?

A Bombril afirma que acompanha a atuação da TPC - empresa terceirizada - junto às famílias, para oferecer assistência e acolhimento necessários.

Diz ainda que mantém um canal de ética para denúncias de bullying, assédio e outras condutas inadequadas envolvendo funcionários próprios e terceirizados. E que oferece acompanhamento psicológico e médico aos trabalhadores, além de treinamentos sobre boas práticas no ambiente de trabalho.

A TPC informou que colabora com a investigação dos fatos, apura internamente o ocorrido e presta apoio aos familiares das vítimas.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail (https://www.cvv.org br/e-mail/), pelo chat no site (https://www.cvv.org.br/chat/) ou pelo telefone 188.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades na seguinte página na internet: http://buscasaude prefeitura.sp.gov.br/

Mapa da Saúde Mental

O site Mapa da Saúde Mental (https://mapasaudemental.com br/ traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.

todas as vacinas

Campanha nacional de multivacinação começa nesta segunda-feira em Campo Grande

Mobilização será realizada até o dia 1º de setembro com objetivo de atualizar vacinas em atraso e reduzir risco de reintrodução

02/08/2026 18h00

Campanha nacional de multivacinação começa no dia 3 de agosto e vai até 1º de setembro

Campanha nacional de multivacinação começa no dia 3 de agosto e vai até 1º de setembro Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Começa nesta segunda-feira (3) uma campanha nacional de Multivacinação em Campo Grande, em adesão a mobilização nacional promovida pelo Ministério da Saúde, que tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Até o dia 1º de setembro, as salas de vacinação das Unidades de Saúde da Família (USFs) do Município estarão preparadas para receber o público, onde será feita avaliação da situação vacinal e aplicação das doses em atraso, conforme Calendário Nacional de Vacinação.

Com a ampliação da cobertura, a iniciativa também busca reduzir o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis e fortalecer a proteção da população.

Apesar da campanha ter como público-alvo crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias, pessoas de todas as idades também poderão aproveitar a ocasião e colocar as vacinas em dia.

Para facilitar o atendimento, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) orienta pais e responsáveis a levarem um documento de identificação com foto e, se possível, o Cartão Nacional de Saúde (CNS) e a caderneta de vacinação. A Sesau ressalta que a ausência da caderneta não impede a vacinação.

Para a chefe do Serviço de Imunização da Sesau, Ananda de Melo, a campanha é uma oportunidade para garantir que crianças e adolescentes estejam protegidos.

“Nem sempre os responsáveis percebem que há alguma dose em atraso. Durante a campanha, nossas equipes verificam a situação vacinal e realizam a atualização da caderneta, quando necessário, garantindo mais proteção para as crianças, os adolescentes e para toda a comunidade”, afirma.

A vacinação é uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças graves, hospitalizações e óbitos.

A Sesau reforça que manter a caderneta em dia protege cada pessoa e fortalece a proteção coletiva, contribuindo para reduzir a circulação de doenças e proteger toda a população.

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