Cidades

MINAS GERAIS

Tempero forte, uma das melhores referências

Tempero forte, uma das melhores referências

VÂNYA SANTOS

28/08/2011 - 00h01
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O Restaurante Fogão de Minas é hoje um dos espaços que melhor representa a culinária mineira em Campo Grande. Há quem diga que nem em Minas Gerais é possível encontrar um local tão tradicional quanto o estabelecimento gastronômico, que funciona na Rua Dom Aquino, 2.200, no Centro da Capital sul-mato-grossense.

Tudo começou há 20 anos, quando a oportunidade de mudar-se para Campo Grande surgiu com os pais, um agropecuarista e uma decoradora, que vieram para Mato Grosso do Sul. O pensamento era apenas o de acompanhar o pai na atividade pecuária, mas seis anos depois o mineiro Marcelo Cacique Costa, 40 anos, mudou o plano quando percebeu que não havia na Capital um local que oferecia à população as delícias mineiras. Foi então que decidiu abrir o Restaurante Fogão de Minas.

"Vi que tinha espaço na área da culinária. Havia muitos mineiros aqui, eu conhecia a proposta e fui o primeiro a trazê-la", justificou o empresário, ressaltando que desde o início seu restaurante teve boa aceitação por parte dos campo-grandenses. Marcelo passou 40 dias trabalhando num restaurante, em Minas Gerais, para saber o que seria mais adequado trazer para Campo Grande.

Inicialmente, o mineiro trouxe de sua terra natal uma cozinheira e duas auxiliares para trabalhar no restaurante. "Sempre mando funcionários para fazer reciclagem em Belo Horizonte e contratei um consultor de Minas para aperfeiçoar o atendimento", revelou, explicando que sua intenção sempre foi trazer um pouquinho de seu estado para a Capital sul-mato-grossense, seja nos hábitos, na comida ou também na recepção. "O mineiro é muito receptivo e procuro passar isso para minha equipe".

Já a mãe de Marcelo foi quem sentiu a necessidade de caracterizar os funcionários. Além do ambiente rústico – que remete ao meio rural –, a exposição de cachaças e panelas de pedras, a equipe do restaurante se apresenta vestida com camisa, usando botina e chapéu de palha.

 Comida

Cerca de 80% da comida servida no Fogão de Minas é tradicionalmente mineira, como frango com quiabo, feijão tropeiro, costelinha de porco e couve na manteiga. O restante do cardápio é formado por pratos pantaneiros, como pintado com mandioca e arroz pantaneiro, além de carnes grelhadas, já que o campo-grandense é considerado "carnívoro".

"Campo Grande é um local que me agrada muito e não aceito que ninguém fale mal. Minha família que mora em Minas fica querendo que eu volte para Belo Horizonte, mas não me vejo deixando está cidade tão cedo. A idéia é trazer um pouco das características mineiras. Esses dias mesmo teve um casal que é de Uberlândia e ficou sabendo do nosso restaurante lá", contou Marcelo, revelando que a cada três meses volta para a cidade natal, onde aproveita para sondar o mercado e implantar as novidades na Capital sul-mato-grossense.

* Matéria publicada na edição especial de 112 anos de Campo Grande do jornal Correio do Estado

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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