O Restaurante Fogão de Minas é hoje um dos espaços que melhor representa a culinária mineira em Campo Grande. Há quem diga que nem em Minas Gerais é possível encontrar um local tão tradicional quanto o estabelecimento gastronômico, que funciona na Rua Dom Aquino, 2.200, no Centro da Capital sul-mato-grossense.
Tudo começou há 20 anos, quando a oportunidade de mudar-se para Campo Grande surgiu com os pais, um agropecuarista e uma decoradora, que vieram para Mato Grosso do Sul. O pensamento era apenas o de acompanhar o pai na atividade pecuária, mas seis anos depois o mineiro Marcelo Cacique Costa, 40 anos, mudou o plano quando percebeu que não havia na Capital um local que oferecia à população as delícias mineiras. Foi então que decidiu abrir o Restaurante Fogão de Minas.
"Vi que tinha espaço na área da culinária. Havia muitos mineiros aqui, eu conhecia a proposta e fui o primeiro a trazê-la", justificou o empresário, ressaltando que desde o início seu restaurante teve boa aceitação por parte dos campo-grandenses. Marcelo passou 40 dias trabalhando num restaurante, em Minas Gerais, para saber o que seria mais adequado trazer para Campo Grande.
Inicialmente, o mineiro trouxe de sua terra natal uma cozinheira e duas auxiliares para trabalhar no restaurante. "Sempre mando funcionários para fazer reciclagem em Belo Horizonte e contratei um consultor de Minas para aperfeiçoar o atendimento", revelou, explicando que sua intenção sempre foi trazer um pouquinho de seu estado para a Capital sul-mato-grossense, seja nos hábitos, na comida ou também na recepção. "O mineiro é muito receptivo e procuro passar isso para minha equipe".
Já a mãe de Marcelo foi quem sentiu a necessidade de caracterizar os funcionários. Além do ambiente rústico – que remete ao meio rural –, a exposição de cachaças e panelas de pedras, a equipe do restaurante se apresenta vestida com camisa, usando botina e chapéu de palha.
Comida
Cerca de 80% da comida servida no Fogão de Minas é tradicionalmente mineira, como frango com quiabo, feijão tropeiro, costelinha de porco e couve na manteiga. O restante do cardápio é formado por pratos pantaneiros, como pintado com mandioca e arroz pantaneiro, além de carnes grelhadas, já que o campo-grandense é considerado "carnívoro".
"Campo Grande é um local que me agrada muito e não aceito que ninguém fale mal. Minha família que mora em Minas fica querendo que eu volte para Belo Horizonte, mas não me vejo deixando está cidade tão cedo. A idéia é trazer um pouco das características mineiras. Esses dias mesmo teve um casal que é de Uberlândia e ficou sabendo do nosso restaurante lá", contou Marcelo, revelando que a cada três meses volta para a cidade natal, onde aproveita para sondar o mercado e implantar as novidades na Capital sul-mato-grossense.
* Matéria publicada na edição especial de 112 anos de Campo Grande do jornal Correio do Estado



