TRÊS LAGOAS
Temporal que atingiu a cidade de Três Lagoas na noite de segunda-feira e madrugada de ontem provocou a morte de pelo menos uma pessoa, deixou cerca de 80 famílias desabrigadas, queda de centenas de árvores, além de vários outros estragos que podem ultrapassar R$ 4 milhões, conforme estimativa da prefeitura.
Na manhã, a prefeitura chegou a divulgar a informação de que três pessoas teriam morrido por conta de desabamentos de residências ocorridos durante o vendaval, mas a informação não foi confirmada. Vários pontos da cidade estavam sem energia elétrica até o fim da tarde de ontem.
A morte confirmada pela prefeitura foi de Aparecida de Souza Dias, de 56 anos. Ela residia em uma casa no Bairro Maristela, que foi atingida pelo vendaval e pela chuva de granizo. Outras pessoas que moravam no mesmo local sofreram ferimentos. A informação é que houve desabamento de uma viga e Aparecida morreu ao ser atingida. Os ventos na cidade atingiram cerca de 110 km/h.
Prédios públicos, como escolas e creches, também sofreram estragos e as aulas foram suspensas. Duas quadras de esportes da Lagoa Maior, uma do Ginásio Municipal de Esportes e de escolas também ficaram no chão. Em apenas alguns minutos, centenas de árvores foram arrancadas pela raiz, uma torre de telefonia da Claro, que fica em área urbana, também desabou sobre duas casas e dois carros, imóveis foram destelhados e cabos de alta tensão e telefone foram arrebentados.
Emergência
A prefeita de Três Lagoas, Márcia Moura, decretou estado de emergência. “Essa é a primeira vez que acontece uma catástrofe como essa, por isso estou assinando o decreto que nos dá autonomia para compras emergenciais. As autoridades municipais estão trabalhando para decretar estado de calamidade pública, para receber auxílio do Governo Federal. Para isso, temos que aguardar 48 horas. A Defesa Civil e a polícia vão fazer um levantamento para a realização de um relatório, que será enviado para Brasília”, explicou a prefeita. A Câmara Municipal de Três Lagoas também sofreu estragos e a sessão foi suspensa.
Atendimento
O Corpo de Bombeiros recebeu mais de uma centena de chamadas na madrugada e o fluxo de pedidos de socorro, principalmente para corte de árvores com galhos e troncos caídos ou casas com risco de desabamento, continuou intenso durante todo o dia.
A prefeitura disponibilizou o Albergue Municipal, a Vila Vicentina e o Ginásio de Esportes para acolher os desabrigados. Duzentos colchonetes e alimentação ficaram à disposição, mas a maioria das famílias atingidas preferiu não deixar suas casas, temendo saques.



