Cidades

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Tornado atingiu Dourados, diz especialista

Tornado atingiu Dourados, diz especialista

Redação

28/04/2010 - 01h58
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Antonio Viegas, Dourados

Confirmado pela meteorologista Cláudio Lazaroto, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)  como um tornado, os ventos fortes registrados na segunda-feira em Dourados deixaram pelo menos 180 residências e mais dez prédios comerciais avariados, 26 casas destruídas e cerca de dez famílias desalojadas. Esses são números fornecidos pela Defesa Civil, com base em levantamentos parciais feitos até a tarde de ontem. Mas o relatório completo deve sair até a próxima sexta-feira, quando será encaminhado à prefeitura para um possível decreto de situação de emergência.
João Vicente Chencarek, coordenador Municipal da Defesa Civil, disse ao Correio do Estado que os danos foram significativos e que há muito não se via uma situação como essa em Dourados. Segundo ele, o caos não foi maior porque o tornado não passou pela área central da cidade, o que poderia fazer diversas vítimas, já que ocorreu em horário de pico. Outro detalhe que contribuiu para que o número de vítimas fosse menor foi o fato de o fenômeno não estar acompanhado de tromba d´água, como geralmente acontece.
A parte atingida da cidade foi a região norte, com o vento seguindo uma faixa que fugiu da área central, passando por bairros nobres e regiões mais pobres, atravessando a principal avenida, Marcelino Pires, já na saída para Campo Grande e chegando à BR-163, região do Parque de Exposições João Humberto de Carvalho, também vítima do tornado. No entanto, por onde o tornado passou, o  rastro de destruição foi intenso, tanto no que diz respeito a prédios, como árvores, rede elétrica e até mesmo veículos.
Mas para a Defesa Civil, o mais importante é que não houve mortes ou pessoas desaparecidas por conta da ventania. Apenas o caso de duas crianças, filhas de Wellen Marques, como citou ontem o Correio do Estado, que sofreram apenas escoriações pelos fragmentos de telhas que caíram da residência onde residem, localizada na Vila Guarani. João Vicente afirmou que esses levantamentos foram feitos junto ao resgate do Corpo de Bombeiros, unidades do Samu e hospitais da cidade.
Em relação a pessoas desalojadas, a Defesa Civil informou que os dez casos são de famílias que tiveram a casa completamente destelhada e que ficaram sem condições de permanecer no interior. Nenhuma delas foi encaminhada para abrigos, preferindo ficar em residências de parentes até que consigam restaurar suas moradias. No caso de casas ou prédios comerciais, a Defesa Civil notificou apenas um, por ter toda a estrutura comprometida, que é o Posto Pantanal, localizado na Avenida Presidente Vargas.
Esse local recebeu toda a carga do vento e o que restou da edificação ficou abalado. No caso de unidades residenciais, as 180 catalogadas até a tarde de ontem tiveram avarias basicamente na cobertura e quanto às 26 unidades destruídas, integram um conjunto de moradias que está em fase construção por uma empresa particular, através do projeto Minha Casa Minha Vida. Essas casas ainda estariam sem portas e janelas e, segundo informações, por conta disso sofreram mais com o tornado.

Drama
Entre as famílias desalojadas está a de Elizangela Cavanha, moradora à rua Izaat Bussuan, na Vila Arapongas. A mulher é diarista, mora com o esposo Jeferson Rodrigues, desempregado, e mais quatro filhos menores. Ela teve toda a cobertura da casa literalmente arrancada com o madeiramento e ficou totalmente ao relento.  Ontem, depois da tragédia, algumas pessoas em sistema de mutirão tentavam, mesmo aos poucos, reconstruir a residência.
Elizangela contou que, no momento do tornado, estava fazendo almoço, junto com o marido e os quatro filhos, no interior da casa.  Ela relatou que começou a ouvir um barulho estranho vindo do lado esquerdo de onde mora e em seguida a rajada de vento. Imediatamente procurou uma mesa e os seis integrantes da família e se protegeram sob ela. Quando saíram, já não havia mais cobertura da residência. “Foi terrível. Nunca vi nada igual e tão de repente assim”, lembrou a mulher.
Ela disse ainda que, no momento do vendaval, não conseguia pensar em nada, apenas em proteger a família.

Operação Pombo Sem Asas

Operação corta "tentáculos" do PCC em presídios de Campo Grande

Ação cumpre mandados de busca e apreensão em quatro estados contra esquema de corrupção de servidores para facilitar a entrada de drogas em presídios

11/03/2026 11h33

Imagem Divulgação

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Operação cumpre 35 mandados de prisão e cinco mandados de busca e apreensão contra ação do PCC em presídios em Campo Grande e nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a operação Pombos Sem Asas.

O esquema envolveu a corrupção de um servidor público que recebia propina para facilitar a entrada de drogas em presídios de Campo Grande.

Corrupção de servidor

A investigação teve início após o compartilhamento de provas obtidas em apuração anterior, que levou à expulsão de um policial militar pela prática de corrupção, revelando um esquema estruturado que garantia a entrada de entorpecentes e celulares no complexo penitenciário de Campo Grande.

O servidor era responsável pela vigilância externa das torres do presídio e recebia propina de internos, familiares e integrantes da facção criminosa para “deixar passar” o arremesso de pacotes contendo drogas e celulares por cima dos muros da unidade.

Imagem Divulgação

Segundo a investigação, ele recebia vantagens financeiras indevidas de internos e familiares ligados à facção criminosa para permitir o arremesso de pacotes contendo drogas e celulares para dentro da unidade.

O trabalho investigativo demonstrou que detentos coordenavam a logística externa dos arremessos de objetos ilícitos, executados por membros da organização criminosa que estavam em liberdade.

O grupo também utilizava contas bancárias próprias e de terceiros para movimentar valores do tráfico e realizar o pagamento de subornos, visando à manutenção da comunicação com o meio externo e ao fortalecimento da facção no Estado.

Além dessa atuação, a rede criminosa também articulava o envio de entorpecentes para outras unidades da federação.

A investigação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Gerência de Inteligência Penitenciária da Agepen.

As diligências contam com o apoio operacional da Polícia Militar, por meio de equipes do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Especiais e das Forças Táticas do 1º Batalhão de Polícia Militar e da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar.

Saiba: “Pombo Sem Asas” faz alusão ao termo utilizado pelos próprios criminosos para nomear os pacotes contendo drogas e celulares lançados para o interior do presídio (“pombos”), seja por arremessos manuais, seja com o uso de drones, e à ação do Estado em interromper esse fluxo, neutralizando a logística de comunicação e o abastecimento de materiais ilícitos para a organização criminosa.

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TRAGÉDIA

Idoso morre em colisão entre caminhonete e ônibus na BR-163, em Campo Grande

Acidente ocorreu no entroncamento com a MS-040; duas vítimas tiveram ferimentos leves e foram levadas à unidades de saúde da Capital

11/03/2026 11h29

Idoso morreu ainda no local, já as outras vítimas foram encaminhadas à unidades de saúde da Capital

Idoso morreu ainda no local, já as outras vítimas foram encaminhadas à unidades de saúde da Capital Reprodução/TopMídiaNews

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Um idoso morreu na manhã desta quarta-feira (11) após uma colisão entre uma caminhonete e um ônibus no km 470 da BR-163, no entroncamento com a MS-040, em Campo Grande.

De acordo com as primeiras informações, a vítima fatal conduzia a caminhonete. Outros dois homens que estavam no veículo sofreram ferimentos leves, um com lesão no ombro e outro com escoriações, e foram socorridos por equipes de resgate. Ambos estavam conscientes e orientados e foram encaminhados para atendimento em unidades de saúde da Capital.

No ônibus havia apenas o motorista, que teve machucados leves nas mãos e não precisou de atendimento hospitalar.

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul atenderam a ocorrência, além de funcionários da concessionária Motiva Pantanal, responsável pela administração do trecho.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a caminhonete trafegava pela MS-040 e, ao acessar a BR-163, ocorreu a colisão com o ônibus. Após o impacto, houve um princípio de incêndio no veículo, que foi rapidamente controlado pelas equipes que atuavam no atendimento.

Ainda conforme os militares, os ocupantes da caminhonete seguiam viagem de São Paulo com destino a Corumbá, onde pretendiam pescar. Eles seriam da mesma família, pai, filho e sogro, porém as vítimas ainda não foram oficialmente identificadas.

A suspeita inicial é de que o motorista tenha confundido o cruzamento com uma rotatória, o que pode ter contribuído para o acidente.

Durante o atendimento da ocorrência e a retirada dos veículos, o tráfego no local precisou ser parcialmente interditado. O ônibus já começou a ser removido da pista, enquanto a caminhonete ainda não tem previsão de retirada. A concessionária orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao trafegar pelo trecho e respeitarem a sinalização implantada na rodovia.

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