Cidades

acidente de trabalho

Trabalhador morre ao cair de escada durante instalação de ar-condicionado

Rapaz de 23 anos não usava equipamentos de proteção e caiu de uma altura de quatro metros, em Dourados

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O técnico de ar-condicionado Marcos Felipe Fazan Avelino, 23 anos, morreu ao cair de uma escada durante a instalação do equipamento, nesta sexta-feira (9), em Dourados.

De acordo com informações do site Dourados News, o rapaz fazia a instalação do ar-condicionado em uma obra, quando teria subido em uma escada e acabou caindo de uma altura de quatro metros.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas quando a equipe chegou ao local constatou que o trabalhador já estava em óbito.

O delegado Vinicius Lima, da 1ª Delegacia de Polícia Civil, disse ao site local que o caso está sendo investigado como acidente de trabalho.

“Já sabemos a dinâmica de como foi. É acidente de trabalho. Pela cena, tudo indica que não usava EPIs [equipamentos de proteção individual]”, afirmou o delegado.

Uma perícia foi feita na obra e o caso segue sob investigação.

Acidentes de trabalho

Conforme dados mais recentes sobre acidentes de trabalho divulgados pelo Ministério do Trabalho e Empregp, referentes ao primeiro semestre de 2025, foram registrados 6.120 casos do tipo em Mato Grosso do Sul no período.

Destes, 28 resultaram em morte do trabalhador, o que dá uma média de um óbito por acidente de trabalho a cada semana no Estado.

O Estado é o quinto com a maior taxa de acidentes de trabalho no País, atrás de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo.

Conforme o Ministério do Trabalho, desde 2021, o número de acidentes de trabalho no Brasil segue em alta. Houve crescimento de 12,63% entre 2021 e 2022; 11,91% de 2022 para 2023; e 11,16% de 2023 para 2024. No comparativo entre os primeiros semestres de 2024 e 2025, o aumento foi de 8,98%.

Jovens de até 34 anos concentram 33,63% das mortes por acidentes de trabalho típicos no Brasil.

Os dados mais recentes também indicam que as partes do corpo mais atingidas refletem falhas básicas na gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) nas empresas, como a ausência ou uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Em 2025, a maioria dos acidentes de trabalho no País resultou em afastamento das atividades. Apenas 25,62% dos trabalhadores acidentados seguiram trabalhando normalmente, enquanto 62,35% precisaram se afastar por até 15 dias e 12,03% ficaram mais de 15 dias afastados.

Os setores com maior incidência de acidentes são construção civil, transporte, saúde e agropecuária.

Com relação às mortes, a maioria das vítimas exerciam as seguintes profissões:

  • Motorista de Caminhão
  • Trabalhador de Cultura de Cana-de-Açucar
  • Pedreiro
  • Servente de Obras
  • Vaqueiro
  • Técnico se Enfermagem
  • Alimentador de Linha de Produção
  • Mecânico de Manutenção de Máquinas
  • Eletricista de Instalações
  • Trabalhador de Tratamento Térmico e Químico

Butantan

Veja quantas doses da nova vacina contra dengue cada município de MS irá receber

A vacina é a primeira 100% nacional contra a dengue e será destinada, primeiramente, aos profissionais da Saúde Primária

25/02/2026 14h45

Doses da vacina chegaram à Secretaria de Saúde na última segunda-feira

Doses da vacina chegaram à Secretaria de Saúde na última segunda-feira Divulgação/SES

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Mato Grosso do Sul recebeu, na última segunda-feira (23) as 7.878 doses da vacina dengue do Instituto Butantan, que serão destinadas, neste primeiro momento, aos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do Estado. 

O imunizante chega ao Estado em um momento de crescimento de casos no território sul-mato-grossense. De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), até o momento, são 954 casos prováveis de dengue no Estado e 107 casos confirmados. 

O imunizante é indicado para pessoas de 15 a 59 anos de idade, independente se já foi contaminado pela doença ou se possui histórico de vacinação anterior contra a dengue com outro imunizante.

Nessa etapa inicial, a vacinação abrange exclusivamente os trabalhadores que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs)

Estão incluídos os profissionais de saúde assistenciais e de prevenção, como Médicos, Enfermeiros, Técnicos de enfermagem, Odontólogos, Equipes multiprofissionais (eMulti), Agentes comunitários de saúde (ACS), Agentes de combate às endemias (ACE); e trabalhadores administrativos e de apoio das unidades de saúde como recepcionistas, seguranças, profissionais da limpeza, motoristas de ambulância, cozinheiros e outros trabalhadores atuantes nas unidades básicas de saúde (UBS). 

A ampliação para outros públicos - pessoas de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos - está prevista para o segundo semestre deste ano, acompanhando o aumento da capacidade produtiva do Instituto Butantan.

A previsão de doses distribuídas por município é a seguinte:

  • Água Clara – 30
  • Alcinópolis – 32
  • Amambai – 96
  • Anastácio – 68
  • Anaurilândia – 34
  • Angélica – 31
  • Antônio João – 25
  • Aparecida do Taboado – 53
  • Aquidauana – 139
  • Aral Moreira – 42
  • Bandeirantes – 38
  • Bataguassu – 120
  • Bataiporã – 24
  • Bela Vista – 74
  • Bodoquena – 23
  • Bonito – 58
  • Brasilândia – 42
  • Caarapó – 67
  • Camapuã – 53
  • Campo Grande – 1.962
  • Caracol – 23
  • Cassilândia – 61
  • Chapadão do Sul – 114
  • Corguinho – 40
  • Coronel Sapucaia – 36
  • Corumbá – 227
  • Costa Rica – 86
  • Coxim – 132
  • Deodápolis – 61
  • Dois Irmãos do Buriti – 69
  • Douradina – 30
  • Dourados – 377
  • Eldorado – 63
  • Fátima do Sul – 52
  • Figueirão – 12
  • Glória de Dourados – 41
  • Guia Lopes da Laguna – 37
  • Iguatemi – 50
  • Inocência – 71
  • Itaporã – 62
  • Itaquiraí – 91
  • Ivinhema – 116
  • Japorã – 39
  • Jaraguari – 51
  • Jardim – 67
  • Jateí – 36
  • Juti – 28
  • Ladário – 46
  • Laguna Carapã – 34
  • Maracaju – 136
  • Miranda – 170
  • Mundo Novo – 54
  • Naviraí – 147
  • Nioaque – 50
  • Nova Alvorada do Sul – 103
  • Nova Andradina – 107
  • Novo Horizonte do Sul – 17
  • Paraíso das Águas – 29
  • Paranaíba – 108
  • Paranhos – 36
  • Pedro Gomes – 42
  • Ponta Porã – 243
  • Porto Murtinho – 48
  • Ribas do Rio Pardo – 97
  • Rio Brilhante – 103
  • Rio Negro – 38
  • Rio Verde de Mato Grosso – 116
  • Rochedo – 19
  • Santa Rita do Pardo – 32
  • São Gabriel do Oeste – 100
  • Selvíria – 35
  • Sete Quedas – 24
  • Sidrolândia – 133
  • Sonora – 69
  • Tacuru – 29
  • Taquarussu – 20
  • Terenos – 61
  • Três Lagoas – 245
  • Vicentina – 29
Doses da vacina chegaram à Secretaria de Saúde na última segunda-feiraFoto: SES

Distribuição

De acordo com a Coordenadoria de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES), foram identificadas divergências nos lotes das embalagens e o problema já foi repassado ao Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. 

O Ministério afirmou que o caso já está sendo resolvido e as providências necessárias estão sendo tomadas para que o envio das doses seja feito o mais breve possível. 

A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, destacou que o Estado está preparado para iniciar a distribuição assim que houver a liberação formal. 

“Recebemos as doses, organizamos toda a estrutura de armazenamento e mantemos diálogo permanente com os municípios. Nosso objetivo é iniciar a vacinação com segurança e agilidade, garantindo que os trabalhadores da Atenção Primária sejam protegidos o quanto antes”, afirmou.

Para imunizar os profissionais de todo o País, o Ministério adquiriu, ao todo, 3,9 milhões de doses a partir de um investimento de R$368 milhões. 

A Butantan-DV é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única do mundo e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início de dezembro. 

De acordo com a avaliação técnica da Anvisa, a vacina apresentou eficácia global de 74,7% contra a dengue sintomática na população de 12 a 59 anos. Ou seja, em 74% dos casos, a doença foi evitada por conta da vacina. 

O imunizante também demonstrou 89% de proteção contra as formas mais graves da doença e contra formas de dengue com sinais de alarme. 

Cenário 

Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação ao ano anterior. Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, enquanto em 2024 foram 6,5 milhões. 

Com relação ao número de óbitos, também houve queda expressiva, passando de 6,3 mil mortes em 2024 para 1,7 mil em 2025, uma redução de 72%. 

Em Mato Grosso do Sul, em 2025, foram 8.461 casos confirmados com uma incidência de 306,9 casos a cada 100 mil habitantes. Foram registrados 20 óbitos pela doença. 

Vacinação

Uma vacina contra a dengue de laboratório japonês já é integrada à Rede Pública de Saúde (SUS) e é indicada para adolescentes de 10 a 14 anos, em duas doses com intervalo de três meses entre as doses.

Em Mato Grosso do Sul, 223.322 doses do imunizante já foram aplicadas na população alvo no Estado. 

Desde a incorporação, em 2024, 7,4 milhões de doses já foram aplicadas no País. Entre 2024 e 2025, foram 11,1 milhões de doses distribuídas e 7,8 milhões aplicadas. 
 

Chuva

Fevereiro de 2026 é o mais chuvoso dos últimos dez anos em Campo Grande

Marca foi alcançada quatro dias antes do mês terminar

25/02/2026 14h00

O grande volume de chuva causou transtornos em toda a cidade

O grande volume de chuva causou transtornos em toda a cidade FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O mês de fevereiro de 2026 se consolidou como o mais chuvoso da história de Campo Grande antes mesmo do fim dos 28 dias. 

O posto, ocupado anteriormente pelo mês no ano de 2019, quando choveu um acumulado de 251,4 milímetros, foi ocupado pelo mês atual nesta quarta-feira (25). Até agora, já choveu na Capital sul-mato-grossense um total de 264,8 milímetros. O volume esperado era de 180 milímetros, valor que foi alcançado tranquilamente no último dia 19. 

O segundo maior valor depois do alcançado em 2019 foi observado no ano de 2023, quando o volume de precipitação em Campo Grande no segundo mês do ano foi de 249,4 milímetros. 

O valor foi superado na madrugada desta quarta-feira, após um acumulado de 5,8 milímetros à 1h. 

Na última segunda-feira (23), o volume de chuva mensal na cidade já era mais que o dobro do volume no mesmo mês em 2025, quando choveu 116,8 milímetros. 

Os volumes nos meses de fevereiro desde o início do monitoramento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em 2017 em Campo Grande foram:

  • 2017: 91 mm
  • 2018: 206 mm
  • 2019: 251,4 mm
  • 2020: 227,2 mm
  • 2021: 116,2 mm
  • 2022: 73,2 mm
  • 2023: 242,2 mm
  • 2024: 104,6 mm
  • 2025: 116 mm
  • 2026: 264,8 mm (até agora)

A marca deste mês também é a quarta maior registrada entre os maiores acumulados na cidade na última década, ficando atrás dos acúmulos em:

  • Janeiro de 2021: 383,6 mm;
  • Janeiro de 2023: 328,6 mm; e
  • Dezembro de 2017: 273,8 mm.

Estragos

As consequências do grande volume de chuva na cidade são observadas há tempos. Além da buraqueira, problema comum na Capital, enchentes e alagamentos têm sido mais frequentes. Bastam poucos minutos de chuva para bairros sofrerem com enxurradas e, posteriormente, lama e sujeira. 

Desde o início do mês, trechos da cidade já alagaram como a Avenida Gunter Hans, a Avenida Costa e Silva, regioões dos bairros Portal Caiobá 2, Seminário, Nasser, Coophasul, Coophatrabalho, Santo Amaro, Zé Pereira, Jardim Centro Oeste, entre outroas.

Uma força-tarefa para tampar os buracos na Capital já vem sendo exercida, com, pelo menos, 60 mil buracos tampados até agora, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura da cidade. 

No entanto, para a Prefeita Adriane Lopes (PP), "não tem o que fazer" com relação aos estragos causados pelas chuvas. Em coletiva na última terça-feira (24), Adriane afirmou que, por enquanto, é preciso esperar a chuva passar. 

"Não conseguimos, neste exato momento, fazer cascalhamento nem arrumar as estradas e vias que não estão pavimentadas porque o solo está encharcado. Dificilmente as equipes conseguirão trabalhar neste momento. Atola, está tudo encharcado. Agora temos que esperar esse período de chuvas passar e recuperar os danos", afirmou. 

A prefeita também alegou que as chuvas trouxeram problemas novos e alagamentos em trechos novos. 

"São situações novas que vão surgindo porque a cidade vai impermeabilizando e a gente vai vivenciando novos tempos". 

Para ela, uma das soluções é a implementação de novas bacias de contenção que já estão no planejamento e em execução. No mais, a Secretaria de Obras afirmou tem atendido todos os chamados da população para corte de árvore, limpeza, remoção de entulho, de sujeira, limpeza de boca de lobo, entre outras atividades. 

Previsão

Como já noticiado pelo Correio do Estado, Mato Grosso do Sul está em alerta de perigo para chuvas intensas até a sexta-feira (27). As condições esperadas são de volumes de chuva podendo chegar a 50 milímetros por dia, acompanhados de rajadas de vento e tempestades pontuais. 

Entre a quinta-feira (26) e sexta-feira (27), a previsão indica um tempo mais firme, com sol e variação de nebulosidade, mas não estão descartadas pancadas de chuvas e tempestades pontuais. 

A formação de um novo ciclone extratropical na altura do oceano Atlântico Sul entre a quarta (25) e a quinta (26) impulsiona um sistema de alta pressão atmosférica pós-frontal, que contribui para um tempo mais seco e temperaturas mais baixas no início do dia, chegando a 18ºC, condição esperada especialmente nas regiões mais ao sul do Estado. 

Nas regiões Pantaneiras e Sudoeste, as máximas voltam a subir e chegam a 34ºC, e no Bolsão, Norte e Leste, chegam a 33ºC. 

Em Campo Grande, as mínimas variam entre 19ºC e 21ºC e as máximas ficam entre 29ºC e 31ºC. 

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