Cidades

CAMPO GRANDE

Transporte público vai atender apenas serviços essenciais

Aos fins de semana, somente trabalhadores de 13 setores poderão embarcar

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Devido às novas medidas de restrição para minimizar o avanço da pandemia de Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus), o transporte coletivo de Campo Grande vai operar em regime especial aos fins de semana. O serviço operado pelo Consórcio Guaicurus já é oferecido de forma reduzida aos domingos.

“Só vai circular usuários que trabalham na saúde pública e privada ou de serviços essenciais, devidamente organizados ou com crachá. Caso contrário, não vai embarcar”, disse o prefeito Marcos Trad (PSD).

O diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende Filho, não foi encontrado pela reportagem do Correio do Estado para comentar as mudanças.

ENTENDA

No fim de março, a prefeitura determinou restrições no transporte coletivo, autorizando o uso apenas para trabalhadores de serviços essenciais. Por dez dias, rodaram apenas 11 linhas especiais.

Com a flexibilização, em abril, o serviço aumentou a capacidade de operação. Em seguida, o consórcio retomou a operação das linhas normais. Porém, aos domingos, o serviço volta à operação especial.

Decreto publicado na edição desta quarta-feira (15) do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) lista treze serviços como essenciais. São eles:

  • Assistência à saúde, incluindo atividades da atenção primária a saúde e serviços médicos e hospitalares;
  • Farmácias e drogarias;
  • Hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, quitandas, padarias e centros de abastecimento de alimentos;
  • Serviços de infraestrutura, tais como fornecimento de água, esgoto, limpeza urbana, energia elétrica, distribuição de gás, telefonia e internet;
  • Atividades relacionadas à cadeia de resíduos;
  • Postos de combustíveis e serviços de apoio em rodovias;
  • Atendimento médico veterinário;
  • Serviços de entregas (delivery) e de segurança particular;
  • Serviços funerários;
  • Serviços de hospedagem;
  • Serviços de mobilidade urbana;
  • Atividades religiosas;
  • Ações de fiscalização e exercício do poder de polícia em geral.

VEJA O VÍDEO

Árbitro saca arma durante confusão em jogo de futsal sub-12 na Capital

Caso aconteceu na manhã deste sábado, no ginásio do Colégio ABC durante a Copa ABC de Futsal, resultado de uma briga entre o pai de uma criança e a arbitragem

26/09/2026 16h30

Árbitro aparece armado em quadra depois de confusão com torcedor

Árbitro aparece armado em quadra depois de confusão com torcedor Foto: Reprodução

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Um árbitro sacou uma arma durante um jogo de futsal sub-12, no ginásio do Colégio ABC, em Campo Grande, durante a Copa ABC de Futsal, após brigar com o pai de uma das crianças que estavam em quadra.

O jogo em questão foi entre o Colégio Batista e o Mussi Sports, e estava sendo transmitido pelo canal 123 Esportes, no Youtube. O jogo estava 1x0 para o Colégio Batista quando precisou ser paralisado devido uma confusão entre um integrante da competição e os torcedores.

No vídeo, é possível ver que um “bolinho” de pessoas começa a invadir a quadra, mas não é possível saber exatamente o que estava acontecendo. De repente, um dos árbitros sai do campo de visão da imagem e parece se dirigir à mesa do jogo. Quando reaparece, ele está portando uma arma e vai em direção à confusão. Um homem e outro árbitro conseguem contê-lo e nada de pior aconteceu.

O caso foi tão impactante que Rodrigo Capita, um dos maiores nomes do futsal brasileiro neste século e atual comentarista do Grupo Globo, reagiu ao vídeo nas redes sociais.

“O cara tá com uma arma dentro da quadra. O árbitro tá com uma arma dentro da quadra. Cara, eu avisei e vou avisar de novo. Vai dar uma m**** gigantesca daqui a pouco. Olha as crianças correndo lá”, disse.

O Correio do Estado entrou em contato com Fábio Manso, administrador do espaço, para entender com mais detalhes o que aconteceu. Porém, até o momento, não houve retorno. Abaixo, veja o vídeo com o momento completo da confusão:

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LEVANTAMENTO

Pesquisa aponta que 14% dos campo-grandenses já usaram canetas emagrecedoras

Realizada pela Fecomércio-MS, levantamento também fala que, após o uso dos injetáveis, quase 90% das pessoas diminuíram a quantidade de comida ingerida

26/09/2026 15h30

Canetas emagrecedoras estão em alta no Brasil e em Campo Grande não é diferente

Canetas emagrecedoras estão em alta no Brasil e em Campo Grande não é diferente Foto: Divulgação

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As canetas emagrecedoras, mesmo que ainda não liberadas à todas as camadas da população pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seguem em alta e mais de 14% dos campo-grandenses relatam usarem ou já terem usado o medicamento injetável para emagrecer ou controlar o peso.

A pesquisa “Canetas Emagrecedoras: A Revolução que Está Redesenhando o Mercado”, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS), ouviu 1.087 consumidores de alimentação fora do lar nas sete regiões urbanas de Campo Grande, entre 24 de agosto e 02 de setembro.

Deste montante, 14,1% disseram usar ou já ter usado medicamentos injetáveis para emagrecer ou controlar o peso. Ainda, destes que relataram o uso de canetas, 87,7% falaram que preferem porções menores em relação ao que costumavam consumir, o que revela uma mudança do comportamento alimentar de boa parte da população campo-grandense.

“São informações que nos ajudam a compreender um consumidor que vem se transformando e a refletir sobre como as empresas podem se adaptar ao novo cenário. Mas queremos ir além da informação”, afirmou o presidente do Sistema Comércio MS, Juliano Wertheimer.

Ainda segundo a pesquisa, 85,6% consideram que a preocupação com alimentação saudável fora de casa representa uma mudança permanente de comportamento, enquanto apenas 6,3% a classificam como tendência passageira. Entre as 69 pessoas que já pararam de usar os medicamentos, 27,5% disseram ter mantido praticamente todas as mudanças de hábito e 36,2% preservaram parte delas.

Para se ter uma relação com isso, a mudança reflete nos critérios considerados na hora de escolher o que comer. O equilíbrio entre prazer e saúde foi citado por 47,7% dos usuários, contra 31,6% dos não usuários. Já o preço apareceu para apenas 1,3% de quem utiliza ou já utilizou os medicamentos, diante de 11,1% entre os demais consumidores.

Além disso, foi traçado um perfil das pessoas que relataram o uso das canetas. Entre as mulheres entrevistadas, 19,2% usam ou já usaram os medicamentos, mais que o dobro dos 9,1% registrados entre os homens. O uso também cresce conforme a renda, passando de 11,1% entre pessoas com renda domiciliar de até três salários mínimos para 22% entre aquelas com renda superior a dez salários mínimos.

Sucesso de apreensão

Outro dado que demonstra o crescimento desenfreado na aquisição e uso das canetas emagrecedoras é de apreensões realizadas. Dados da Receita Federal mostram que R$ 5,9 milhões em medicamentos foram apreendidos no Estado até 13 de julho, enquanto durante todo o ano de 2025 o valor ficou em R$ 1,5 milhão. 

Na prática, em pouco mais de seis meses, o volume apreendido em MS já é quatro vezes maior que o registrado em todo o ano de 2025. A diferença é de R$ 4,4 milhões. 

A alta registrada acompanha um movimento que ocorre em todo o País. Segundo a Folha de São Paulo, no primeiro semestre deste ano, a Receita Federal apreendeu mais de R$ 80 milhões em canetas emagrecedoras, contra R$ 4 milhões no mesmo período de 2025. O valor cresceu mais de 20 vezes de um ano para o outro. 

A popularização desses medicamentos e a procura por versões mais baratas vendidas no Paraguai têm aumentado a preocupação das autoridades com a entrada irregular dos produtos no Brasil. 

Em MS, por exemplo, o problema ganha ainda mais peso por conta da extensa fronteira com o país vizinho. Medicamentos sem registro ou sem autorização da Anvisa não podem entrar legalmente no Brasil. 

Além das fronteiras, a Receita identificou que a venda irregular também avançou pela internet, onde as canetas podem ser encontradas em marketplaces e com vendedores não autorizados.

O crescimento pode ser observado também em Foz do Iguaçu (PR), uma das principais portas de entrada de produtos vindos do Paraguai. 

Entre maio e dezembro do ano passado, foram apreendidas 7.479 unidades de ampolas e canetas emagrecedoras na região. Neste ano, o número já chegou a 71.860 unidades, alta de 860,8%.

Com o crescimento do problema, Brasil e Paraguai decidiram reforçar o combate à venda e à entrada irregular desses medicamentos.

A Anvisa e a Dinavia, órgão de vigilância sanitária paraguaio, fecharam um acordo para aumentar a troca de informações e as ações de fiscalização na fronteira. A parceria também prevê compartilhamento de resultados de testes feitos em laboratório e cooperação no combate à falsificação e ao contrabando. 

Ao mesmo tempo em que tenta barrar os produtos irregulares, o Brasil tem aumentado o número de opções vendidas legalmente.  Em julho, a Anvisa aprovou cinco novas canetas à base de semaglutida: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema. Também foram liberados os primeiros registros de medicamentos genéricos feitos com a substância.

Promessa

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, durante agenda em Montes Claros (MG), que canetas emagrecedoras serão distribuídas gratuitamente para pacientes com obesidade. Lula, porém, não indicou quando a iniciativa passará a valer, nem mesmo se será neste ou em um eventual quarto mandato.

"Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, para as pessoas que tenham obesidade. Quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de se curar", disse o petista durante uma visita ao Complexo Industrial da Eurofarma.

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