Após os estragos provocados pelas fortes chuvas que atingiram Campo Grande desde o início da semana, a Avenida Rachid Neder começou a passar por obras da instalação de uma nova capa asfáltica na manhã desta sexta-feira (9).
Considerada uma das vias mais afetadas pelo temporal, a região sofreu com enxurradas que arrancaram trechos do asfalto, abriram crateras e obrigaram a interdição de pontos estratégicos para garantir a segurança de motoristas e pedestres.
Os serviços tiveram início no trecho entre as ruas Dona Idalina e Padre João Crippa. Já a área que ficou mais destruída, no cruzamento da Rachid Neder com a Rua Pedro Celestino, também está em obras desde o fim desta manhã e deve ficar pronto ainda hoje.
Enquanto os trabalhos seguem em andamento, as interdições permanecem inalteradas. A pista da Rachid Neder no sentido leste/oeste continua totalmente interditada, assim como o cruzamento da Pedro Celestino com a Padre João Crippa. Na Pedro Celestino com a Rua João Dinarte, o tráfego segue permitido apenas para acesso local.
Problema recorrente na região
Em 14 de novembro do ano passado, também após chuvas, a rotatória da Rachid Neder com a Ernesto Geisel amanheceu com o asfalto rachado e “em pedaços”, situação que se repetiu na tarde de ontem.
Na ocasião, a prefeitura, por meio da Sisep, intensificou os trabalhos durante o período de estiagem para recuperar os estragos provocados pelo temporal.
A recomposição do asfalto levado pela enxurrada na rotatória da Avenida Rachid Neder com a Avenida Ernesto Geisel foi feita no dia 19 de novembro do ano passado.
Solução custa R$ 200 milhões
Conforme reportagem do Correio do Estado, a solução para o alagamento constante causado por grandes volumes de precipitação na rotatória da Rachid Neder com Ernesto Geisel custa cerca de R$ 200 milhões, o que contemplaria as duas margens do Córrego Segredo, onde seriam feitas galerias, bacias de contenção, entre outras melhorias.
Em novembro, o secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, informou que não há previsão para que aquela região receba intervenções que possam resolver o problema.
Segundo disse o secretário na ocasião, algumas intervenções pontuais foram feitas em várias regiões da cidade, como drenagem e pavimentações em vias, porém, o projeto para aquela região em específico foi submetido ao crivo do governo federal, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), entretanto, ele não foi aceito.
“Nós enviamos um projeto para o [Novo] PAC da Rua Corguinho, na margem direita do córrego, o que resolveria em parte o problema ali. O projeto era de R$ 80 milhões, mas foi negado”, explicou Miglioli.
“A drenagem naquela região está subdimensionada, então, precisamos fazer novas galerias para que essa água possa escoar e evitar a inundação na região, além de bacias de contenção de água pluvial”, completou.
O projeto existe desde 2018, quando havia a previsão de construção de barragens que evitassem o transbordamento das águas na região. Na época, a previsão de gastos era de R$ 120 milhões, valor que subiu desde então a ideia segue no papel.
**Colaborou Glaucea Vaccari e Daiany Albuquerque**

