Cidades

CAMPEONATO DE DISC-J0CKEYS

Tropkillaz: Na pista, sem economia de graves e sons pesados

Tropkillaz: Na pista, sem economia de graves e sons pesados

THIAGO ANDRADE, DE BELO HORIZONTE

07/06/2014 - 06h05
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A diferença de gerações entre os DJs Zegon e Laudz é evidente, mas nas pick-ups, eles encontram a harmonia. Em 2012, eles formaram o Tropkillaz, que atualmente é um dos principais nomes da música eletrônica brasileira. O duo fechou a noite durante o campeonato de disc-jockeys Red Bull Thre3style, que aconteceu nesta madrugada em Belo Horizonte, e contou com a participação dos DJs Marquinhos Espinosa, de Campo Grande, e Guto Loureiro, de Corumbá.

No comando da pista entre as 3h30min e 5h, Zegon e Laudz não economizaram em graves e sons pesados, que misturam rap, reggae e dub. Ao público só restou dançar, pois é impossível ficar parado diante das investidas da dupla. Embora a música eletrônica tenha ganhado evidência nos últimos anos em todo o país, Tropkillaz destoa por investir em sons pesados, que em muito lembram o dubstep que colocou nomes como Skrillex e Deadmau5 entre os principais nomes da música eletrônica atual.

"Não acho que nosso som seja pesado, embora muita gente fale isso. O que nós fazemos é juntar a música eletrônica e o rap. É um pouco de 808, um pouco de Trap", afirmou Zegon, logo depois de deixar a pista. O Tropkillaz manteve o público dançando durante mais de uma hora, logo após o duelo de DJs promovido pela Red Bull. "Conseguimos promover esse encontro da música eletrônica com o rap, o que para nós algo é fundamental. É interessante ver como nosso som é bem aceito por todas as tribos."

A dupla, que chamou a atenção mundial ao misturar batidas pesadas de funk, eletro e dub as samples latinos e ao balanço nacional, emplacou em fevereiro no Super Bowl - um dos principais eventos esportivos televisionados nos Estados Unidos - o remix de "Hide" do N.A.S.A., com participação de Childish Gambino. "Foi algo totalmente inesperado, mas também excepcional. Significa que estamos acertando em algo", considera Zegon, que é ex-integrante do Planet Hemp e, atualmente, metade do N.A.S.A. junto ao americano Squeak E. Clean.
 

Nova lei

Lula sanciona lei que cria crime de 'vicaricídio' e amplia pena para violência contra mulher

O homicídio será considerado um crime hediondo, com pena prevista de 20 a 40 anos de reclusão.

09/04/2026 19h00

Presidente Lula

Presidente Lula Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula das Silva sancionou nesta quinta-feira, 9, um pacote de leis de combate à violência contra mulher. Entre as propostas sancionadas estão o uso de tornozeleira eletrônica para agressores em caso de violência doméstica e o PL que estabelece um novo tipo penal.

Aprovado pelo Senado Federal no último mês, o Projeto de Lei (PL) 3880/2024 sancionado pelo presidente inclui a violência contra filhos, enteados e parentes com objetivo de atingir psicologicamente a mulher na Lei Maria da Penha.

O "vicaricídio", como foi denominado o homicídio, será considerado um crime hediondo, com pena prevista de 20 a 40 anos de reclusão. Ele consiste em "matar descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher, com o fim específico de causar-lhe sofrimento, punição ou controle, no contexto de violência doméstica e familiar".

A pena poderá aumentar em um terço se o crime for praticado na presença da mulher, contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência, ou em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Outra proposta sancionada exige que homens que cometem violência doméstica contra mulheres ou crianças usem tornozeleira eletrônica de imediato. O PL 2942/2024 determina a colocação imediata da tornozeleira, autoriza a aplicação da medida por delegados em cidades sem juiz e amplia os recursos públicos direcionados à compra de equipamentos para monitorar com urgência os agressores.

O juiz, após ser comunicado, terá 24 horas para decidir sobre a manutenção ou a revogação da medida. Caso não aceite, ele precisará explicar o motivo. O projeto coloca como prioridade a compra e manutenção de tornozeleiras e de dispositivos de alerta para as vítimas, permitindo aos governos separar recursos específicos no orçamento para aplicação na proteção à mulher.

O texto altera ainda a Lei Maria da Penha para aumentar o adicional de um terço para até metade da pena - hoje, de reclusão de 2 a 5 anos, mais multa - por descumprimento de medidas protetivas, como violação das áreas de exclusão monitoradas eletronicamente (onde o agressor não pode ir), ou remoção, violação ou alteração da tornozeleira sem autorização judicial.

O pacote de leis institui ainda o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência às Mulheres Indígenas, que será celebrado no dia 5 de setembro.

aproveite

Expogrande terá emissão da carteira de identidade com 80 senhas por dia

Haverá duas estações de atendimento no Parque de Exposições Laucídio Coelho, entre os dias 9 e 19 de abril

09/04/2026 17h30

Estrutura foi montada no Parque de Exposições Laucídio Coelho durante a Expogrande

Estrutura foi montada no Parque de Exposições Laucídio Coelho durante a Expogrande Foto: Divulgação

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) montou uma estrada para emissão da Carteira de Identidade Nacional no Parque de Exposições Laucídio Coelho, durante a Expogrande. Diariamente, serão distribuídas 80 senhas para atender a população em duas estações.

De acordo com a Sejusp, o atendimento será realizado de 9 a 19 de abril, das 14h às 19h. A primeira via do documento é gratuita.

A estrutura funcionará na esquina da entrada principal do parque. Caso a procura supere a previsão inicial, a capacidade poderá ser ampliada.

A ação é realizada pela Sejusp, por meio do Instituto de Identificação da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, e integra a política de ampliação do serviço de identificação civil em locais de grande circulação de pessoas.

Além do local na Expogrande, a rede de atendimento para emissão de RG no Estado conta com 93 postos de identificação em funcionamento.

Carteira de Identificação Nacional

Segundo dados do Instituto de Identificação, Mato Grosso do Sul já contabiliza 723.439 registros desde a implantação do novo documento, em janeiro de 2024.

O volume corresponde a cerca de 24,7% da população estadual, com base na estimativa de 2.924.631 habitantes.

Para solicitar a CIN, é obrigatória a apresentação da certidão de nascimento ou da certidão de casamento, conforme o estado civil do requerente.

O novo documento adota o CPF como número único de identificação, conta com QR Code para verificação de autenticidade e traz também a MRZ, padrão internacional usado em passaportes.

A Carteira de Identidade Nacional tem validade de cinco anos para crianças de 0 a 11 anos, de dez anos para pessoas de 12 a 59 anos, e validade indeterminada para cidadãos a partir de 60 anos.

O documento antigo permanece válido até 2032, sem exigência de troca imediata.

Serviço

Emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) na Expogrande
Data: 9 a 19 de abril
Horário: 14h às 19h
Local: esquina da entrada principal da Expogrande, em Campo Grande
Senhas: 80 por dia
Custo: primeira via gratuita

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