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TSE vai cadastrar digitais de 6 milhões de eleitores

TSE vai cadastrar digitais de 6 milhões de eleitores

AE

28/03/2011 - 22h32
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, deu início hoje, em Curitiba (PR), a uma nova etapa de recadastramento de eleitores para as eleições de 2012. Nesta fase, cerca de seis milhões de pessoas deverão comparecer às sedes dos tribunais eleitorais para o cadastramento das impressões digitais.

O objetivo é que até 2018 todos os estimados 150 milhões de eleitores do País estejam cadastrados biometricamente, o que, segundo Lewandowski, evitará fraudes, encurtará filas e apressará a apuração. Nas eleições de 2010, pouco mais de 1,1 milhão de eleitores foram identificados por impressão digital em todo o Brasil.

Além dos 1,3 milhão de eleitores curitibanos, os eleitores dos municípios paulistas de Jundiaí e Itupeva; dos pernambucanos Aliança, Caruaru, Catende, Macaparana, Sanharó e Vicência; de Goiânia, e de todas as cidades de Alagoas e Sergipe também participam do recadastramento nesta fase. Os eleitores da capital de São Paulo devem esperar algum tempo para a coleta das impressões digitais. "É um osso duro de roer, tem que estudar bem", disse Lewandowski. A capital paulista tem mais de 8,4 milhões de eleitores.

De acordo com o presidente do TSE, o recadastramento colocará os eleitores como prioritários para o recebimento da identificação única, chamada de Registro de Identificação Civil (RIC), que substituirá vários outros documentos. Em Curitiba, foi montada uma grande estrutura na Central de Atendimento ao Eleitor para que seja possível o recadastramento de até 5 mil eleitores por dia. A fim de evitar filas, os eleitores foram orientados a seguir uma distribuição baseada no mês de nascimento.

Ficha Limpa

Na semana passada, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que a Lei da Ficha Limpa não vale para as eleições de 2010. Hoje, quando falava dos avanços tecnológicos no sistema eleitoral, Lewandowski foi questionado sobre o assunto e reforçou seu ponto de vista, de que a lei deveria ter sido aplicada já nas últimas eleições. O ministro explicou que, além do avanço tecnológico, a Justiça tem procurado "afastar os maus políticos de ocuparem cargos públicos".

O presidente do TSE disse ainda que, no tempo em que vigorou, sustentada pela Justiça Eleitoral, a Lei da Ficha Limpa surtiu efeitos. "Primeiramente porque a população discutiu profundamente, de forma muito vertical, os antecedentes dos candidatos, e, em segundo lugar, os próprios partidos políticos fizeram uma triagem e eliminaram os candidatos que não tinham bons antecedentes", comentou.

Lewandowski ressaltou, ainda que, em alguns casos, os próprios candidatos que previam ser barrados renunciaram à candidatura ou sequer registraram-na. "Portanto, ela surtiu importantes efeitos durante sua vigência. E eu creio que a cidadania brasileira espera que o Supremo confirme a sua constitucionalidade para as eleições de 2012".

Meio Ambiente

Com 175 mil árvores nas ruas, Campo Grande amplia monitoramento e manejo

Prefeitura aposta em inventário e acompanhamento técnico para orientar podas, plantios e intervenções na arborização urbana

21/09/2026 16h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A questão ganha destaque nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore, em meio a uma política que envolve não apenas o plantio de novas mudas, mas também escolha de espécies, definição dos locais, acompanhamento do crescimento, podas e demais ações de manejo.

Em 2025, a Prefeitura produziu aproximadamente 40 mil mudas no Viveiro Municipal Flora do Cerrado. Dessas, 27.153 foram distribuídas à população. No mesmo ano, 9.429 mudas foram plantadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio do Projeto Via Verde e de outras ações em praças, parques e áreas verdes.

A arborização urbana exige decisões que começam antes de a muda chegar à calçada. A escolha da espécie precisa considerar o espaço disponível, o tamanho que a árvore poderá atingir, as raízes, a largura da calçada, a existência de fiação elétrica e a presença de outros equipamentos urbanos.

O próprio Manual de Arborização Urbana de Campo Grande estabelece diretrizes para implantação e manutenção das árvores e aponta que a escolha inadequada pode gerar conflitos com a infraestrutura urbana e aumentar a necessidade de intervenções futuras.

É justamente nessa etapa que o município tenta ampliar o uso de dados. O Arbolink permite registrar informações das árvores e identificar situações que podem exigir acompanhamento ou manejo. O sistema, porém, ainda está em fase de construção do inventário, com pouco mais de 8 mil árvores cadastradas diante de uma estimativa de aproximadamente 175 mil no sistema viário.

9,4 mil árvores plantadas

A expansão da arborização também ocorre por meio do Projeto Via Verde, que prioriza o plantio em regiões com menor cobertura arbórea e em locais que receberam pavimentação recentemente.

Ao todo, foram 9.429 mudas plantadas em 2025. A Prefeitura afirma que a ampliação da infraestrutura verde busca contribuir para o conforto térmico, qualidade do ar, drenagem urbana, biodiversidade e qualificação dos espaços públicos.

Além do plantio feito diretamente pelo município, a população também recebe mudas produzidas no viveiro municipal. Durante a Semana da Árvore deste ano, estão sendo distribuídas 10 mil mudas de espécies frutíferas.

O crescimento da arborização também impõe um desafio à administração pública: manter árvores saudáveis sem criar conflitos com calçadas, redes elétricas, ruas e demais estruturas urbanas.

Por isso, o planejamento prevê acompanhamento técnico desde a escolha da espécie até o manejo das árvores adultas. Equipes da Prefeitura passam por capacitações para diagnóstico, avaliação das condições das árvores, planejamento das intervenções e prevenção de riscos.

Campo Grande aparece entre as capitais com maior presença de árvores nas vias. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 91,4% dos moradores da Capital viviam em domicílios localizados em vias com pelo menos uma árvore, índice que colocou o município na primeira posição entre as capitais brasileiras nesse indicador.

A cidade também recebeu, em 2026, pelo sétimo ano consecutivo, o reconhecimento Tree Cities of the World, concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO/ONU.

Mais do que ampliar a quantidade de árvores, entretanto, o desafio passa pelo acompanhamento de uma floresta urbana que já reúne dezenas de milhares de exemplares. 

Recurso

Voto valerá como prova de vida para beneficiários do INSS

Recurso passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos causados pelo comparecimento presencial

21/09/2026 15h45

Reprodução / TSE

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O comparecimento eleitoral valerá para a verificação no processo de Prova de Vida no INSS. O procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. 

“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacando a praticidade da medida. 

O recurso possível com a Prova de Vida passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo modelo presencial gerava, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

A partir da Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra, estabelecendo que o próprio Estado deve buscar, de forma proativa, dados que confirmem a vivacidade do cidadão perante a administração pública. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 estabelece a votação nas eleições como um dos critérios de comprovação de vida.

Ou seja, quem votar, estará dispensado de realizar outras formas de comprovação. “Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, aponta a presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira.

Automatização 

Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.

Números do cruzamento eleitoral 

A base de dados do TSE teve contribuição significativa para a Prova de Vida em 2024. Nesse período, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.

Com informações de Governo Federal 

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