Cidades

Cidades

Última etapa do macroanel será iniciada neste mês pela prefeitura

Última etapa do macroanel será iniciada neste mês pela prefeitura

Redação

01/05/2010 - 05h58
Continue lendo...

A construção da última etapa do macroanel rodoviário de Campo Grande deve ter início ainda neste mês de maio. Segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antônio De Marco, o processo licitatório já foi concluído e deve ser homologado pelo Departamento Nacional de  Infraestrutura de Transportes (Dnit) nas próximas semanas. “A partir daí vamos assinar a ordem de serviço e a empresa vencedora vai começar a trabalhar”.
A obra está orçada em R$ 27,5 milhões, recursos que serão repassados à prefeitura pelo Ministério dos Transportes, por meio do Dnit. Por conta do início do período eleitoral, repasses do governo federal só podem ser feitos aos estados e municípios até o dia 31 de maio.
Por conta do prazo apertado, segundo De Marco, a prefeitura vai agilizar os trâmites burocráticos. “Finalizamos o processo de licitação e agora ele está sendo analisado pelo Dnit, para que seja homologado. Depois disso, formalizamos a contratação da construtora e damos a ordem de serviço para começar a obra. Se tudo correr dentro do previsto, vamos começar a trabalhar agora em maio”.

Obra
A última etapa do macroanel consiste na construção e pavimentação de aproximadamente 22 quilômetros que ligam a saída para Rochedo (rodovia MS-080) à saída para Cuiabá (BR-163).  Já foram construídas as vias que interligam as para Cuiabá (BR-163) e Três Lagoas (BR-262), São Paulo (BR-163) e Sidrolândia (BR-060), e Aquidauana (BR-262) e Rochedo (MS-080). A última fase fechará o anel.
O objetivo é drenar o fluxo de veículos que têm de passar por Campo Grande para chegar a outros municípios de Mato Grosso do Sul ou outros estados. Ou seja, para não ter que cruzar a cidade, automóveis utilizam as vias do anel, que contornam a Capital. A construtora Anfer é a vencedora da licitação e ficará responsável pela obra.

Pressa
Também para não correr risco de ter recursos retidos pelo governo federal, obras de drenagem e pavimentação de 12 bairros de Campo Grande também deve ter início ainda este mês. Na próxima segunda-feira, 3 de maio, os bairros Nascente do Segredo, Jardim Panorama, Jardim Nachiville, Jardim Aero Rancho, Jardim das Hortências, Jardim Tarumã e parte do Jardim Noroeste começam a ser asfaltados. (AZ)

Ministério Público

MP investiga plano de saúde por punir médicos que indicaram cirurgia para paciente idosa

De acordo com a cooperativa, os médicos indicaram uma cirurgia que não possuía cobertura pelo plano

12/03/2026 16h45

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP FOTO: Gerson Olivera/Correio do Estado

Continue Lendo...

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação para apurar se a cooperativa UNIMED puniu de forma indevida médicos que indicaram um procedimento considerado necessário para uma paciente idosa. 

A investigação começou após a paciente de 82 anos, que possui várias comorbidades, ser indicada a realizar um procedimento médico cardíaco após avaliação clínica e cardiovascular. 

Os dois médicos teriam recomendado que a idosa realizasse a Troca Valvar Aórtica por via Transcateter (TAVI), um procedimento minimamente invasivo usado para tratar problemas graves na válvula do coração. 

Segundo os profissionais, essa era a alternativa mais segura, já que a cirurgia tradicional apresentava alto risco de mortalidade para a paciente. 

Após a indicação médica, a operadora do plano de saúde negou a cobertura do procedimento, alegando que o TAVI não estaria incluído no rol mínimo de procedimentos obrigatórios definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Diante da negativa da UNIMED, a família da paciente recorreu à Justiça, que concedeu uma liminar autorizando a realização do procedimento, que foi realizado com sucesso. 

No entanto, mais tarde, os dois médicos que indicaram a cirurgia foram alvo de processo administrativo disciplinar dentro da própria cooperativa médica, acusados de solicitar um procedimento que não estaria coberto pelo plano. 

Como resultado, receberam advertência confidencial. Em um dos casos, uma médica cardiologista ainda foi punida com a determinação de ressarcir o valor total da cirurgia, que ultrapassou R$ 140 mil. 

Os médicos afirmaram que agiram de acordo com o Código de Ética Médica e que informaram à paciente e à família sobre todas as opções de tratamento, riscos e custos envolvidos. 

Eles também argumentaram que não incentivaram a judicialização do caso e que a decisão de acionar à Justiça foi tomada exclusivamente pela família após a negativa da UNIMED. 

Também questionaram a forma como o processo disciplinar aconteceu, alegando haver tratamento desigual, já que ambos participaram da indicação do procedimento, mas receberam punições diferentes. 

Em decisão, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que os procedimentos indicados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não devem ser vistos como limitação absoluta, servindo como referência mínima e não pode impedir um tratamento necessário quando há prescrição médica fundamentada e comprovação científica da eficácia do tratamento.

Assim, regras internas de cooperativas não podem se sobrepor a garantias constitucionais de proteção à saúde e aos direitos do consumidor. 

Com a abertura do Inquérito Civil, a Promotoria de Justiça do Consumidor quer verificar se houve prática abusiva por parte da operadora, especialmente em relação à punição dos médicos. 

A investigação busca, ainda, avaliar se regras internas da operadora podem ter sido usadas de forma indevida para restringir tratamentos médicos ou penalizar profissionais que agiram com base em critérios técnicos.

A empresa foi notificada e deverá apresentar esclarecimentos ao Ministério Público em até 15 dias. 


 

PURGATIO

Municípios de MS são alvos de operação que combate contrabando de agrotóxicos

Os produtos eram transportados do Paraguai e foram apreendidos em Campo Grande, Maracaju e Miranda

12/03/2026 16h16

Continue Lendo...

Nesta quintafeira (12), foi deflagrada a Operação Purgatio para combater o contrabando de agrotóxicos vindos do Paraguai. A ação teve o intuito de fiscalizar e repreender os crimes ambientais e a entrada irregular de produtos que representam risco à saúde pública e ao meio ambiente.

A Operação Purgatio foi realizada de forma conjunta pela Receita Federal, a Polícia Federal (PF) e o Ibama. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a pessoas físicas e jurídicas em Campo Grande, Miranda e Maracaju.

As equipes apreenderam mídias eletrônicas, documentos, bens utilizados para a prática do ilícito, uma quantidade significativa de agrotóxicos irregulares, além de uma lancha que estava no local. A comercialização e uso destes produtos são proibidos no País.

Em nota, a Receita Federal "reforça o trabalho integrado dos órgãos participantes para enfrentar práticas criminosas que colocam em risco a segurança da população, a economia e o patrimônio ambiental, garantindo a responsabilização dos envolvidos e a proteção dos recursos naturais".

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).