Cidades

ENFRENTAMENTO

Um dia após ataque, escola tem aulas normais nesta sexta-feira

Além de uma equipe da Guarda Municipal, a Semed enviou cerca de 65 técnicos à escola para recepcionar pais, alunos e funcionários

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Com uma equipe da ronda escolar da Guarda Municipal na porta, a escola Bernardo Franco Baís teve aulas normais nesta sexta-feira (19), um dia depois do ataque de um ex-aluno que feriu com uma facada a mãe de um estudante da instituição de ensino no começo da tarde de quinta-feira (18).

Com quatro facas e uma marreta na mochila, ele só não fez mais vítimas porque o agente patrimonial e um professor conseguiram imobilizar o agressor jogando uma mesa contra ele e tomando as duas facas que estavam em suas mãos. 

E, além do reforço na segurança, antes das 7 horas da manhã de hoje já havia um verdadeiro batalhão de servidores da Secretaria Municipal de Educação (Semed) na escola. De acordo como secretário, Lucas Bitencourt,  cerca de 65 técnicos da Semed participaram da acolhida aos estudantes, pais e funcionários da escola nesta manhã. 

De acordo com o secretário, 85% dos estudantes compareceram na manhã desta sexta-feira, evidenciando que o ataque de ontem não abalou a comunidade escolar. O percentual está muito próximo da normalidade, segundo funcionários da escola, já que algumas ausências sempre ocorrerm. 

A vítima da facada, uma advogada de 46 anos e mãe de um aluno que havia acabado de entrar na escola, foi atendida na Santa Casa e ontem mesmo teve alta hospitalar. Ela foi atacada aleatoriamente, por estar próximo ao portão de acesso às salas de aula.

José Nogueira, pai de uma menina de 13 anos que estuda no oitavo ano é prova de que a invasão surtiu pouco efeito. “Não pode dar ibope para esse tipo de atitude. A gente precisa ser forte e enfrentar. É lógico que minha filha está com um pouco de medo, mas falei pra ela que tem que seguir com a vida normal e por isso trouxe ela para escola hoje de manhã”, afirmou assim que a filha foi recebida por um abraço pelos funcionários da Bernardo Franco Baís. 

Katiussi Araújo, mãe de um menino de 11 anos que está no sexto ano é outra que não se intimidou com a ocorrência de ontem. “Tem que confiar na escola, nas instituições como um todo. Aqui é um lugar ótimo, é uma escola que dá um suporte educacional muito bom. Esse caso não vai abalar a imagem que a gente tem”, afirmou, sorridente, após deixar o filho. 

Além do secretário de educação, o de segurança pública, Anderson Gonzaga, também acompanhou o início das atividades nesta sexta-feira no Bernardo Franco Baís, escola com mais de 60 anos de funcionamento. 

De acordo com ele, o adolescente que tentou invadir o prédio teria alvos específicos. Conforme a apuração preliminar da Guarda Municipal, ele teria intenção de atacar três alunos e uma funcionária. A Polícia Civil, que tomou o depoimento oficial do agressor, porém, não libera informações sobre as declarações que ele deu e não confirmou esta versão.

SUPOSTO ESTUPRO

Em seu depoimento, o adolescente de 15 anos teria dito que no ano passado teria sido vítima de abuso sexual quando fazia o nono ano no Bernardo Franco Baís e por isso teria decidido fazer o ataque desta quinta-feira. Indagado sobre essa suposta motivação, o secretário de educação limitou-se a afirmar “que não há nada em ata registrado, tá sendo feito um estudo para entender o que o motivou a isso”. 

O secretário de segurança, que também afirmou que o garoto nunca teve registro envolvendo violência na escola, acredita que a alegação de suposto estupro faz parte de uma espécie de jogada. “Ele vai fazer a defesa dele, óbvio, vai dar a versão dele. Porém a veracidade dos fatos está sendo apurado pela Polícia Civil”, pontuou Anderson Gonzada. 

A identidade do adolescente está sendo mantida sob sigilo, mas tanto o secretário de educação quanto o de segurança garantem que em suas redes sociais não foi encontrado nada até agora que pudesse ligá-lo a algum grupo extremista ou que pudesse indicar que a invasão à escola tivesse a participação ou apoio de terceiros. 
 

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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