Cidades

ACESSIBILIDADE

Universidade oferece atendimento odontológico gratuito à pessoas deficientes

Pacientes em qualquer faixa etária pode agendar consulta

MARIANE CHIANEZI

14/03/2017 - 17h56
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O Complexo Policlínico Odontológico da Uniderp está realizando atendimento gratuito para pessoas com deficiência. São oferecidos serviços de limpeza dental, ensino da técnica de escovação, aplicação de flóur e de selantes dentais, restauração, tratamento para gengiva, extração e exame de diagnóstico do câncer bucal.Em 2016 foram efetuados mais de mil atendimentos a pacientes com necessidades especiais.

Público beneficiado inclui pessoas com síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral, déficit de inteligência, Parkinson, Alzheimer, alterações congênitas, síndromes genéticas e deficiências de audiocomunicação (mudos e surdos), sendo esses pacientes em qualquer faixa etária.

Exames, orientações de higiene dental, diagnósticos e tratamentos clínicos são alguns dos procedimentos desenvolvidos por acadêmicos de Odontologia e supervisionados por seus docentes. Além disso, os alunos confeccionam instrumentos de adaptação para acomodar os pacientes na cadeira de atendimento.

Renata Belchior Barros, professora de Odontologia, chama atenção para o cuidado com a saúde bucal. ““É importante que a prevenção seja constante, pois se trata de um público com complicações e, muitas vezes, com opções de tratamento restritas, o que agrava o sofrimento do paciente”.

SERVIÇO

Agendamentos: de segunda a sexta-feira
Telefone: (67) 3348-8150 ou 3348-8151
Local: Complexo Policlínico Odontológico da Uniderp
Endereço: Av. Ricardo Brandão, 900 – Itanhangá Park .
Atendimento: exclusivamente às terças-feiras, período vespertino. 

Nova estrutura

Reforma de R$ 1 milhão transforma ala feminina do SUS no Hospital Nosso Lar

Reforma financiada com recursos de penas pecuniárias aumentou de 28 para 38 o número de leitos e modernizou toda a estrutura da unidade

09/10/2026 11h05

Foto: Reprodução / SES

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O Hospital Nosso Lar, voltado para tratamentos de saúde mental, psiquiatria e dependência química, passou por uma reforma que resultou na ampliação e melhoria da ala feminina do SUS, o Sistema Único de Saúde. 

Ao todo foram investidos R$ 1.013.232,91, o dinheiro foi oriundo de decisões da Justiça criminal. O valor, proveniente de penas pecuniárias destinada pela 2ª Vara de Execução Penal da comarca de Campo Grande. 

A obra começou em maio de 2025 e foi concluída nesta semana. Na tarde de quarta-feira (7), o juiz titular da 2ª Vara de Execução Penal, Albino Coimbra Neto, visitou a unidade para conhecer o resultado do investimento.

"Nós encaminhamos um recurso no ano passado, das penas pecuniárias, de um pouco mais de R$ 1 milhão, para fazer toda uma reforma. A reforma já foi finalizada e é uma obra grande e importante para os pacientes atendidos pelo hospital", afirmou o magistrado.

O investimento de pouco mais de R$ 1 milhão resultou em uma reorganização completa do espaço. A ala feminina do SUS passou de 28 para 38 leitos, a estrutura que antes era antiga, foi completamente repaginada. 

Os banheiros coletivos, deram lugar para enfermaria e agora conta com banheiros individuais, quartos renovados, camas novas e o espaço também conta com climatização. 

Para o presidente do hospital, Enier Fonseca, a mudança é tão profunda que equivale a uma nova unidade. "Hoje é um prédio novo. Os quartos estão com camas novas, pintura nova, piso novo, banheiro novo. Ou seja, inauguramos uma ala nova do hospital", resumiu

Ainda segundo Fonseca, a parceria com o Judiciário foi decisiva para tirar do papel um projeto que já existia, mas aguardava recursos para ser executado.

A escolha da instituição não foi por acaso, foi considerada sua importância para a rede de saúde mental do estado. Fundado em 27 de janeiro de 1966, o hospital completou 60 anos de atuação no tratamento psiquiátrico e atende pacientes particulares, de planos de saúde e encaminhados pelo SUS.

A destinação de penas pecuniárias é um exemplo concreto de como valores oriundos de decisões judiciais podem retornar à sociedade por meio de instituições que prestam serviços de interesse público. 

Não é a primeira vez que o Nosso Lar é contemplado, o hospital já recebeu recursos da mesma origem para a construção de um ateliê terapêutico e do Hospital Dia.

Estrutura hospitalar

Os pacientes contam com equipe multidisciplinar e participam de atividades terapêuticas como musicoterapia, ioga, capoeira, educação física, academia, futebol e fisioterapia.

No atendimento pelo SUS, os pacientes são encaminhados, em geral, pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e unidades básicas de saúde, por meio da Central de Regulação. O tempo de permanência é definido conforme a avaliação médica e a evolução de cada caso.
 

INTERVENÇÃO POLICIAL

Foragido desde 2022 morre durante confronto em MS

Condenado por duas tentativas de homicídio, homem foi baleado durante cumprimento de mandado em Jaraguari

09/10/2026 10h45

Valdinei Machado de Oliveira morreu após ser baleado durante ação da Polinter em assentamento de Jaraguari, na noite de quinta-feira (8)

Valdinei Machado de Oliveira morreu após ser baleado durante ação da Polinter em assentamento de Jaraguari, na noite de quinta-feira (8) Divulgação

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Valdinei Machado de Oliveira, que estava foragido desde 2022, morreu após ser baleado durante uma ação de policiais da Polinter na noite desta quinta-feira (8), em um assentamento de Jaraguari, na região de Campo Grande. Com o caso, Mato Grosso do Sul chega a 146 mortes decorrentes de intervenções policiais em 2026, conforme dados do Sistema Integrado de Gestão Operacional (SIGO Estatística).

De acordo com o portal Dourados Agora, o homem é condenado por duas tentativas de homicídio e investigado por uma terceira, Valdinei cumpria pena de cinco anos de reclusão em regime aberto antes de ficar foragido.

Os policiais chegaram ao assentamento após receberem informações sobre o paradeiro dele. A equipe foi até o local para cumprir um mandado.

Segundo a versão policial, durante a abordagem, Valdinei teria tentado atacar um dos agentes com uma faca. Diante da situação, o policial reagiu e efetuou disparos. O homem chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Ainda conforme as informações policiais, Valdinei teria utilizado uma faca em ataques contra vítimas de ocorrências anteriores.

Mortes em intervenções policiais no Estado

Com a morte registrada em Jaraguari, o número de vítimas de intervenções policiais em Mato Grosso do Sul chega a 146 neste ano.

De acordo com o levantamento do SIGO Estatística, agosto foi o mês com o maior número de registros, com 31 mortes, seguido por julho, com 26. Maio e junho contabilizaram 17 vítimas cada, enquanto abril e setembro registraram 14 mortes em cada mês.

Em janeiro, foram contabilizadas 12 mortes, contra cinco em fevereiro e oito em março. Outubro, até o levantamento apresentado, registrava uma vítima.

Os dados por faixa etária apontam 11 adolescentes, 66 jovens, 63 adultos e cinco idosos, além de um registro sem identificação da faixa etária.

Em relação ao sexo das vítimas, o levantamento informado aponta predominância masculina, com 137 homens, quatro mulheres e quatro registros sem informação.

 

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