Prefeitura de Campo Grande contrata estudos e projetos por R$ 544 mil, mas obra anunciada em novembro de 2025 ainda não tem data para começar.
Quase um ano após o anúncio da construção do viaduto da Coca-Cola, uma das obras de mobilidade urbana mais aguardadas de Campo Grande, a Prefeitura formalizou um contrato de aproximadamente R$ 544 mil para a elaboração de estudos e projetos técnicos necessários à implantação da estrutura.
A contratação foi publicada nesta terça-feira (27), no Diário Oficial do Município (Diogrande), e representa uma nova etapa administrativa para a intervenção, anunciada em novembro de 2025, mas que ainda não saiu do papel.
O contrato foi firmado entre a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e o Consórcio Taquari, responsável pela elaboração dos projetos destinados à construção do viaduto na região das avenidas Gury Marques e Dr. Olavo Vilella de Andrade, na zona sul da Capital.
Conforme o extrato do Contrato nº 322/2026, publicado no Diogrande, a empresa terá prazo de até 90 dias para executar os serviços, contado a partir do recebimento da ordem de execução.
O documento, entretanto, não informa se a autorização já foi emitida, o que impossibilita estabelecer uma data exata para a conclusão dos trabalhos.
O procedimento que resultou na contratação foi homologado em 16 de janeiro de 2025. Os recursos destinados à elaboração dos projetos são provenientes de uma operação de crédito com a Caixa Econômica Federal, por meio do programa Finisa VI.
Apesar do avanço administrativo, o contrato não autoriza, por si só, o início da construção.
Para que as obras sejam efetivamente executadas, ainda será necessário concluir as etapas técnicas, obter as aprovações exigidas e realizar a licitação destinada à contratação da empresa responsável pela intervenção.
Obra anunciada há quase um ano ainda depende de licitação
A construção do viaduto foi anunciada em novembro de 2025, como parte de um conjunto de investimentos destinados à melhoria da mobilidade urbana de Campo Grande.
Na ocasião, o custo estimado era de aproximadamente R$ 90 milhões, com participação de recursos federais e contrapartida do Governo do Estado.
Em dezembro do mesmo ano, foi publicado no Diário Oficial da União o extrato de um contrato de repasse que prevê R$ 86,98 milhões para a intervenção, sendo R$ 86,12 milhões provenientes da União e cerca de R$ 861 mil de contrapartida estadual.
A estrutura deverá substituir a atual rotatória conhecida como Coca-Cola, localizada na confluência das avenidas Gury Marques, Costa e Silva, Senador Antônio Mendes Canale e Dr. Olavo Vilella de Andrade.
O trecho é considerado um dos pontos críticos da circulação de veículos na região sul da Capital, por concentrar diferentes acessos e receber o fluxo de motoristas que transitam entre bairros e importantes corredores viários.
O projeto anunciado prevê a implantação de um viaduto estaiado, modelo estrutural sustentado por cabos inclinados, além de intervenções de pavimentação e drenagem. A proposta busca reorganizar a circulação de veículos e reduzir os conflitos de tráfego na rotatória.
Construção pode custar até R$ 110 milhões
Embora o investimento tenha sido inicialmente estimado em R$ 90 milhões, o custo previsto para a construção foi atualizado ao longo de 2026.
Em setembro, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, informou que a obra poderia exigir entre R$ 100 milhões e R$ 110 milhões, valor superior ao divulgado quando o empreendimento voltou a ser anunciado.
Na ocasião, o secretário explicou que o Governo do Estado aguardava a entrega oficial do projeto pela Prefeitura para dar prosseguimento à licitação.
A documentação também deverá passar por análises técnicas da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e da Caixa Econômica Federal, em razão da utilização de recursos federais.
A previsão divulgada pelo Estado era de lançar a licitação para a construção no primeiro semestre de 2027, mas o cronograma permanecia condicionado à conclusão e aprovação dos estudos técnicos.
A nova contratação publicada nesta terça-feira formaliza a prestação dos serviços de elaboração dos projetos, mas não estabelece data para abertura da concorrência nem prazo para o início da construção.
Enquanto a intervenção permanece na fase preparatória, a rotatória da Coca-Cola continua sendo utilizada pelos motoristas que circulam pela região. A efetiva implantação do viaduto dependerá da conclusão dos projetos, das análises técnicas e da contratação da obra.