Cidades

Em 16 minutos ...

Tempestade causa queda de árvores e destelhamentos na Capital

Na região do Aero Rancho foi a mais afetada; moradores estão sem energia elétrica

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O vendaval de 52 km/h assustou os campo-grandenses e causou destelhamentos e queda de árvores em diversos pontos de Campo Grande. A região mais afetada foi o Jardim Aero Rancho, região sul, onde moradores estão sem energia elétrica e serviço de internet desde às 11h. 

A reportagem do Correio do Estado esteve pelas ruas do bairro e deparou com várias árvores derrubadas e muita sujeira pelas ruas.

Diversos moradores estão sem energia elétrica e funcionários de empresas de internet e da Energisa estão pela região contabilizando os estragos e tentando restabelecer ambos os serviços.

Na rua Ricky Nelson, uma residência foi destelhada e familiares tiveram que estender uma lona para tentar salvar o que sobrou.

Um desses pontos de maior estrago foi no estacionamento do Hospital Regional, onde duas árvores de grande porte caíram em cima de 7 veículos. No local, dois caminhões do Corpo de Bombeiros estavam no estacionamento do hospital, com equipamentos para retirar as árvores em cima dos veículos.  

Preocupada com o retorno para casa, a professora de uma escola municipal Marta Jane, de 55 anos, moradora de Rio Verde de Mato Grosso, foi uma das vítimas. Ela chegou em Campo Grande próximo das 11h, onde trouxe o irmão para consulta médica e não sabe como voltar para casa.

"Faz 60 dias que meu irmão fez cirurgia do coração e ele nem sabe o que aconteceu. Acabei de ligar para a minha família contando o ocorrido e estão a caminho de Campo Grande para ver como vamos voltar para casa", relatou para a reportagem, olhando perplexa para os estragos. 

Foto: João Gabriel Vilalba 

Outra vítima é Doralice Bejarano, 70, anos. Assustada com os estragos, lamentou ter perdido o carro, ma ficou feliz por estra viva. A árvore caiu em cima de seu veículo corsa, de cor branca, mas um dos galhos pequenos ultrapassou o vidro e a ponta dele ficou no banco do motorista. 

 "Isso foi questão de segundos. Eu vim com uma amiga para uma missa e começou a chover fraquinho. Estávamos preocupados com o horário da missa, saímos correndo do carro. Se a chuva tivesse apertado, não teria saído do veículo e não sei o que seria de mim", relatou.  

Fotos: Marcelo Vitor

Tempestade de 16 minutos causou estragos 

Conforme informações do serviço de meteorologia, na região do Jardim Panamá e Lar do Trabalhador choveu 46,6 milímetros, com registro de vendaval, com ventos chegando aos 52 km/h.  Já nos bairros do Santa Luzia e Amambaí, os ventos se aproximaram dos 50 km/h e foram registrados 38,4 milímetros de chuva. 

Ainda conforme dados do meteorologista da Uniderp, Natálio Abrahão, na Vila Progresso choveu 15,6 milímetros. No total, em 16 minutos a chuva causou transtornos em diversos bairros da Capital, com registro de alagamento e enxurradas.   

De acordo com o meteorologista, há possibilidade de chuvas fortes, com possibilidade de enxurradas e enchentes no decorrer da semana.   

Alerta para chuvas intensas 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), renovou na manhã de hoje (26), o alerta de chuvas intensas entre 20 a 30 milímetros e com ventos entre 40 a 60 km/h, em vários municípios do Estado.  
 

INTERIOR

PRF-MS encontra uma tonelada de droga sobre carga de minério na BR-262

Diferente dos populares "mocós", substâncias foram alocadas por cima do carregamento legal de ferro

22/09/2026 12h59

Apreensão foi feita nas imediações do quilômetro 600 da rodovia BR-262

Apreensão foi feita nas imediações do quilômetro 600 da rodovia BR-262 Reprodução/PRF-MS

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Ainda nas primeiras horas da madrugada de hoje (22), nas imediações do quilômetro 600 da rodovia BR-262, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam quase uma tonelada de substâncias entorpecentes no município de Miranda, droga essa que estava apenas colocada sobre um carregamento de minério. 

Conforme repassado pela PRF, o carregamento ilícito não tratava-se de apenas um tipo de substância, sendo encontrado tanto pasta base e cloridrato de cocaína como porções de skunk, que respondiam pela maior parte desta carga. 

Abordado pelos agentes, o motorista disse primeiramente aos policiais que estaria fazendo transporte de minério de ferro, e que seu destino seria o Estado de Minas Gerais, aproximadamente  974 quilômetros do município sul-mato-grossense. 

Entretanto, esse motorista em questão teria apresentado comportamento suspeito, fornecendo segundo a PRF informações contraditórias sobre a logística do frete.

Durante a inspeção minuciosa ao veículo, no segundo semirreboque os agentes identificaram logo de cara a carga ilícita disposta sobre o carregamento de minério de ferro. Confira: 

Ao todo, segundo balanço da PRF, quase uma tonelada de droga foi localizada (974,6 quilos), substâncias entorpecentes identificadas e separadas nos seguintes pesos: 

  • 543 kg de skunk, 
  • 218,2 kg de pasta base e 
  • 213,4 kg de cloridrato de cocaína.

Diante do flagrante o motorista recebeu voz de prisão e, em conversa com os agentes, alegou que teria recebido a proposta de um homem após realizar uma parada em um restaurante. A oferta consistiria em uma determinada quantia de dinheiro para que as substâncias entorpecentes fossem trazidas até Campo Grande.

Vale lembrar que cargas de minérios há tempos tem sido usadas como "máscaras" para o tráfico de drogas, como os mais de 800 quilos encontrados entre esse tipo de carregamento em dois dias em abril neste 2026. 

Antes disso, ainda em fevereiro deste ano outra carga foi interceptada também na BR-262, na tentava passar substâncias entorpecentes entre carregamento lícitos, sendo 391 kg de cocaína e 247 Kg de maconha localizados nessa ocasião em um bitrem, que transportava minério de ferro

Skunk? 

Substâncias entorpecentes mais "refinadas" e de alto valor comercial, há tempos são feitas apreensões de drogas que chamam atenção pelos nomes, como Skunk e Dry, que muitas vezes levantam dúvidas sobre o que exatamente está sendo falado.

Com mais de meia tonelada deste carregamento ilícito tratando-se da droga chamada de "skunk", aqui cabe explicar a diferença desse subproduto da maconha. 

Com propriedades que vão muito além de "fazer a cabeça", tendo até mesmo um "primo careta", o cânhamo - um anagrama da palavra maconha conhecido em inglês como "Hemp" -, a planta de nome científico "cannabis" serve de também de matéria prima para tipos específicos de entorpecentes. 

Enquanto o cânhamo por sua vez possui um nível baixíssimo do chamado tetrahidrocanabinol, esses batizados de "skunks" seriam justamente as substâncias fabricadas para possuir maior concentração de THC. 

Em outras palavras, os cultivadores em busca de uma "maconha mais forte" cruzam subespécies diferentes de cannabis através da botânica, em busca de sensações específicas, posteriormente separadas em "correntes", indo desde as sativas para maiores picos de agitação pelo THC ou até “índicas” através do CBD, que não é psicoativo e pode ajudar em tratamentos terapêuticos como anti-inflamatório, anticonvulsivante e ansiolítico e mais.

 

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Decisão Judicial

Mulher receberá R$ 10 mil após ter dados usados em anúncios de serviços sexuais

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul entendeu que a plataforma falhou ao não impedir novas publicações depois da primeira denúncia

22/09/2026 12h15

Divulgação/TJMS

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Uma plataforma digital de anúncios, foi condenada a pagar R$ 10 mil reais por danos morais a uma mulher que teve sua imagem vinculada de forma indevida em anúncios de serviços sexuais. A condenação foi obtida através da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. 

De acordo com o processo, a vítima teve seu nome, fotografias, telefone e endereço divulgados e utilizados, de forma indevida, em anúncios sexuais.

Segundo os autos, terceiros utilizaram os dados pessoais e imagens da moça, sem autorização para criar anúncios na plataforma. Após a publicação no site, a vítima começou a receber contatos e mensagens de pessoas que possuíam interesse na contratação de supostos serviços. 

A vítima entrou em contato com a plataforma sobre a fraude e o primeiro anúncio foi retirado, porém os novos anúncios foram feitos posteriormente, desta vez contendo seus dados. Dessa forma a vítima fez novo apelo para retirada do anúncio.

A empresa responsável por coordenar a plataforma, fez um recurso, alegando que apenas hospedava conteúdos produzidos por terceiros e que não poderia ser responsabilizada pelas publicações.

A plataforma sustentou que adotou as providências necessárias após ser comunicada sobre os anúncios, além de questionar a fundamentação da sentença e a legitimidade para responder à ação. 

Porém a relatora do caso, rejeitou os argumentos, pois a responsabilidade da plataforma não decorre de simples hospedagem de conteúdo publicado por terceiros nem da existência de um dever de monitoramento prévio de todas as publicações. 

Após tomar conhecimento inequívoco do uso fraudulento da imagem e dos dados pessoais da vítima, a plataforma deveria ter adotado medidas eficazes para impedir novas publicações. 

No entanto, a republicação dos anúncios após a primeira denúncia evidenciou que as providências adotadas foram insuficientes.

Na decisão ficou destacada que a divulgação do nome, imagem, telefone e endereço da vítima associadas à prestação de serviços sexuais, configura-se violação aos direitos da personalidade. 

A magistrada responsável pelo processo, Denize de Barros Dodero, declarou que a situação ultrapassou os limites dos meros aborrecimentos cotidianos, atingindo a privacidade e a dignidade da vítima.  

Dessa forma, foi mantida a indenização fixada em R$ 10 mil, considerada adequada diante da gravidade da ofensa, da repercussão do caso e da republicação do conteúdo na plataforma, mesmo após a primeira denúncia realizada pela vítima. 

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