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Ventania destrói barracos do assentamento Estrela Jaraguari

Ventania destrói barracos do assentamento Estrela Jaraguari

Laís Camargo

17/09/2011 - 11h41
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Uma ventania que começou às 18h30min de ontem destruiu a maioria dos barracos e casas do assentamento Estrela Jaraguari, na BR 163. “Quando a gente viu tava voando tudo, os barracos improvisados foram embora, molhou colchão, perdemos comida, foi muito triste. E agora está pior porque está todo mundo no relento”, conta Wilson Ferreira dos Santos, 37 anos, liderança do Movimento Sem Terra (MST) no assentamento.


Junto com o vento, a chuva rápida que lavou as conquistas de 194 famílias que residem no local. Destas, por volta de 120 ficam no local cotidianamente. Segundo a liderança, o assentamento foi sorteado em 2008 por um programa de habitação federal para ganhar moradias, que ainda não foram construídas. Em janeiro de 2010, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e a Fetagri (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso do Sul) anunciaram a construção de 176 casas, que também não foram iniciadas.


“Não temos recursos pra plantar mais, ficamos esperando o incentivo, mas deram pra gente só o lote e não tem como começar a plantar”, afirma Wilson. Atualmente os assentados subsistem com mandioca, galinhas e algumas vacas leiteiras, mas ainda têm de comprar arroz e feijão, por exemplo, na cidade.

ousadia

Inpasa inclui MS na rota de alcoolduto que custará R$ 22 bilhões

Entre a divisa de MT e Campo Grande os dutos acompanhariam a BR-163. Depois, seguiriam a rota do Gasbol. Projeto também prevê um segundo duto para outros combustíveis

14/09/2026 09h51

Etanol produzido em Dourados seria transportado por rodovia até Campo Grande e poderia ser despachado pelos dutos que a empresa está projetando

Etanol produzido em Dourados seria transportado por rodovia até Campo Grande e poderia ser despachado pelos dutos que a empresa está projetando

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Com duas usinas para produção de etanol de milho em Mato Grosso do Sul (Dourados e Sidrolândia), a Inpasa pretende investir R$ 22 bilhões para construir dois dutos para transporte de combustíveis entre Sinop (MT) e Paulínia (SP), numa extensão de 2,1 mil quilômetros, passando por Campo Grande e outros nove municípios de Mato Grosso do Sul.

Batizado de Projeto Pascal, o empreendimento permitirá transportar 13,3 milhões de metros cúbicos de etanol do Centro-Oeste a Paulínia, principal polo de distribuição de combustíveis do país — e, posteriormente, ao Porto de Santos.

No sentido inverso, um segundo duto levará 6,6 milhões de metros cúbicos de derivados de petróleo de Paulínia rumo a Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

De acordo com o site Eixos, no trecho inicial os dutos devem acompanhar o traçado da BR-163, entre Sinop e Campo Grande, uma distância da ordem 1,1 mil quilômetros. 

Depois disso, a pretensão é acompanhar o traçado do Gasbol, saindo de Campo Grande e passando por Ribas do Rio Pardo, Água Clara e Três Lagoas.

Documentos obtidos pela agência Eixos mostram que o projeto já foi inclusive apresentado ao Ibama para o início do licenciamento ambiental federal. O empreendimento está formalmente sob responsabilidade da IPA Participações Ltda.

O investimento representaria um salto na infraestrutura de escoamento do etanol de milho, cuja produção cresceu rapidamente nos últimos anos no Centro-Oeste.

Segundo dados apresentados pela empresa, 15 usinas de etanol de milho foram construídas na região Centro-Oeste nos últimos cinco anos.

A produção regional aumentou de 11,3 milhões para 16,2 milhões de metros cúbicos e já representa quase a metade da produção brasileira de etanol.

Os dois dutos planejados pela Inpasa serão instalados paralelamente e compartilharão uma única faixa de passagem. O Projeto Pascal foi dividido em quatro trechos:

O primeiro liga a usina da Inpasa em Sinop (MT) à unidade de Nova Mutum (MT). O traçado passa por uma estação de bombeamento em Primavera, no município de Sorriso.  

Na sequência, os dutos avançam de Nova Mutum a Rondonópolis, onde a Inpasa tem um projeto de usina em construção, passando por Rosário Oeste, Cuiabá e São Vicente da Serra, no Mato Grosso. 

O terceiro trecho conecta Rondonópolis a Campo Grande (MS), ainda pelo corredor da BR-163, com passagem por cidades como Sonora (onde existe uma usina de etanol produzido a partir da cana-de-açúcar), Coxim, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Bandeirantes, Jaraguari e chegando a Campo Grande, onde os dutos receberiam o etanol produzido pela Inpasa em Dourados e Sidrolândia.  
      
A última etapa vai de Campo Grande a Paulínia (SP) e compartilha a faixa do Gasbol. O percurso inclui estações em Ribas do Rio Pardo (MS), Três Lagoas (MS), Bilac, no município de Araçatuba (SP), Lins (SP) e Boa Esperança do Sul (SP).

Os documentos apresentam números distintos sobre a quantidade de municípios atravessados. Uma descrição da Ficha de Caracterização da Atividade (FCA) menciona 72 municípios — 21 em Mato Grosso, 11 em Mato Grosso do Sul e 40 em São Paulo. Outro trecho da documentação contabiliza 69 municípios, sendo 19 em Mato Grosso, dez em Mato Grosso do Sul e 40 em São Paulo, possivelmente em razão de ajustes posteriores no traçado.

Licenciamento

O desenho reapresentado ao Ibama também ajustou o percurso para coincidir com as localizações previstas para os terminais de Sinop e Paulínia.

Uma vistoria aérea realizada no âmbito da análise ambiental constatou que a faixa de servidão do Gasbol se encontra, em geral, conservada e claramente delimitada.

A utilização de um corredor de infraestrutura já existente é apresentada como uma maneira de evitar a abertura de novas faixas e reduzir a supressão e a fragmentação da vegetação nativa.

O Ibama identificou, entretanto, áreas de sensibilidade ambiental e social ao longo do percurso. O corredor atravessa áreas agrícolas e de pastagem, remanescentes de vegetação nativa, áreas de preservação permanente, zonas úmidas e diversos cursos d’água.

Também foram verificadas edificações residenciais dentro ou imediatamente ao lado da faixa de servidão do Gasbol em pontos onde a expansão urbana avançou sobre o corredor.

Segundo a análise técnica, a situação exigirá atenção especial para segurança operacional, gerenciamento de riscos e restrições ao uso e à ocupação da faixa.

O órgão ambiental concluiu que a adoção de corredores já antropizados reduz novas intervenções, mas não elimina os impactos.

Áreas urbanizadas, travessias de grandes rios, zonas úmidas e segmentos de relevo acidentado precisarão ser aprofundados nos estudos ambientais.

A recomendação é que o futuro termo de referência cobre a avaliação de alternativas locacionais e a identificação do traçado de menor impacto. O documento servirá de base para a elaboração do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima).

Menos caminhão

A Inpasa estima que a operação dos dutos poderá retirar das rodovias aproximadamente 225 mil viagens de caminhão por ano, equivalentes à utilização de cerca de 5,4 mil veículos e motoristas.

Parte dessa estrutura poderia ser direcionada às operações de primeira e última milha — entre usinas, terminais e bases de distribuição — ou ao transporte da crescente safra de grãos do Centro-Oeste.

De acordo com a apresentação do projeto, o transporte dutoviário emite até 80 vezes menos carbono por tonelada-quilômetro do que o modal rodoviário.

 Em sua capacidade nominal, os dois dutos evitariam aproximadamente 500 mil toneladas de emissões de carbono por ano. Os números são projeções da própria companhia e ainda dependerão da configuração definitiva e do nível de utilização da infraestrutura.

A empresa projeta uma média de quatro mil postos de trabalho durante os cinco anos de construção, com pico de oito mil trabalhadores. Para a fase operacional, os documentos consultados apresentam estimativas de 185 a 407 empregos.

Além da redução de emissões e do tráfego rodoviário, a Inpasa aponta como benefícios uma maior estabilidade no abastecimento, menor exposição à volatilidade dos fretes e mais controle sobre a qualidade, a origem e a tributação dos combustíveis transportados.

O projeto também ajudaria a solucionar uma assimetria logística do Centro-Oeste.  A região ampliou rapidamente sua produção de etanol, mas está distante dos grandes centros consumidores e dos portos de exportação. Ao mesmo tempo, depende do transporte rodoviário de derivados produzidos ou recebidos no Sudeste.

A distância entre as novas usinas de etanol de milho e os principais mercados consumidores pode chegar a 1,7 mil quilômetros.

A Inpasa se apresenta como a maior biorrefinaria de grãos da América Latina e a segunda maior do mundo. A empresa possui unidades em Sinop e Nova Mutum, em Mato Grosso; Dourados e Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul; Balsas, no Maranhão; e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, além de projetos em construção em Rondonópolis (MT) e Rio Verde (GO).

A companhia também prepara um novo terminal em Paulínia, com capacidade de armazenamento de 122 mil metros cúbicos. A estrutura faz parte de uma estratégia logística que inclui presença em portos, transporte por cabotagem, ativos ferroviários e operações em dutos já existentes.

(Informações da Agência Eixos)


 

PONTO DE PARADA

Caminhoneiros ganham espaço gratuito para descanso na BR-163 em MS

Estrutura oferece aos caminhoneiros espaço adequado para descanso, alimentação, higiene, bem-estar e segurança

14/09/2026 09h30

Primeiro Ponto de Parada e Descanso (PPD) do Estado foi inaugurado em São Gabriel do Oeste

Primeiro Ponto de Parada e Descanso (PPD) do Estado foi inaugurado em São Gabriel do Oeste Divulgação: Motiva Pantanal

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A Motiva Pantanal iniciou as atividades do primeiro Ponto de Parada e Descanso (PPD) da BR-163 no Estado, em São Gabriel do Oeste, localizado no km 638+600. O espaço oferece aos caminhoneiros melhores condições de descanso, conforto e segurança durante as viagens.

O espaço é gratuito para os caminhoneiros e foi projetado para atender às necessidades de quem passa longos períodos na estrada.

Para o diretor-presidente da Motiva Pantanal, Nelson Soares Neto, a entrada em operação do primeiro PPD gratuito do Estado reforça uma nova forma de cuidar de quem utiliza a rodovia.

“O início das operações do PPD de São Gabriel do Oeste representa um marco para a BR-163 em Mato Grosso do Sul. Pela primeira vez, os caminhoneiros contam com um espaço gratuito, estruturado e pensado especialmente para suas necessidades. Mais do que uma parada, queremos oferecer um lugar onde eles possam descansar, se cuidar e seguir viagem com mais segurança e tranquilidade”, destaca.

Com um investimento de aproximadamente R$ 18,9 milhões, a estrutura foi montada em um espaço de 334,34 m² de área construída, que possui refeitório com capacidade para 48 pessoas, sanitários completos e adaptados, lavanderia, sala de descanso e fraldário.

O espaço também dispõe de uma academia ao ar livre, com aproximadamente 97 m², equipada com aparelhos para a prática de atividades físicas. Além disso, o complexo possui um estacionamento com 62 vagas para caminhões e cinco para veículos leves.

O PPD de São Gabriel do Oeste é o primeiro dos três previstos pela Motiva Pantanal, que ainda construirá outros dois espaços, sendo um em Dourados e outro em Jaraguari.

Objetivo

A criação de pontos adequados para descanso está diretamente relacionada à promoção da segurança viária. De acordo com a Motiva Pantanal, ao oferecer infraestrutura para que o caminhoneiro possa interromper a viagem e realizar uma pausa adequada, a concessionária contribui para melhores condições de condução e para a redução dos riscos associados à fadiga.

A entrega integra o conjunto de investimentos e melhorias previstos para a BR-163 em MS no novo ciclo da concessão, que prevê a ampliação da infraestrutura, dos serviços e das condições de segurança ao longo dos 845,4 quilômetros da rodovia.

 

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