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Vereadores derrubam aumento do IPTU em Campo Grande

Decreto que resultou no aumento do tributo foi suspenso em sessão extraordinária, mas desconto de 10% foi mantido; Contribuintes que já pagaram poderão ser ressarcidos

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Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram, em sessão extraordinária realizada na noite desta segunda-feira (12), projeto de lei complementar que derruba o aumento no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e da taxa do lixo acima da inflação na Capital. O desconto, que passou de 20% para 10%, será mantido.

O projeto aprovado suspende os efeitos do decreto municipal que definiu a forma de lançamento e cobrança da taxa de coleta de lixo, tributo que vem embutido no carnê do IPTU e é considerado estratégico para aliviar o valor final cobrados dos contribuintes.

O decreto suspenso, de número 16.402/2025, foi editado pela Prefeitura no fim de setembro e regulamenta a cobrança da taxa de coleta, remoção e destinação de resíduos sólidos domiciliares para 2026.

Com a aprovação, os efeitos do decreto deixam de valer, abrindo espaço para que os parlamentares recomponham a forma de cálculo ou tentem diminuir o peso financeiro para os moradores.

Os contribuintes que já fizeram o pagamento poderão receber o ressarcimento de forma administrativa, conforme regulamentação a ser expedida pela Prefeitura de Campo Grande no prazo de dez dias.

A votação aconteceu em turno único e foi aprovada por unanimidade, com 20 votos a favor e nenhum contrário.

Votaram a favor os vereadores:

  • André Salineiro (PL)
  • Ana Portela (PL)
  • Carlão (PSB)
  • Clodoilson Pires (Podemos)
  • Dr. Jamal (MDB)
  • Dr. Lívio (União Brasil)
  • Fábio Rocha (União Brasil)
  • Flávio Cabo Almi (PSDB)
  • Herculano Borges (Republicanos)
  • Jean Ferreira (PT)
  • Júnior Coringa (MDB)
  • Leinha (Avante)
  • Luiza Ribeiro (PT)
  • Maicon Nogueira (PP)
  • Marquinhos Trad (PDT)
  • Neto Santos (Replubicanos)
  • Otávio Trad (PSD)
  • Professor Riverton (PP)
  • Rafael Tavares (PL)
  • Veterinário Francisco (União Brasil)

O presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB), encerrou a votação ressaltando que a Casa tem compromisso com o contribuinte.

"Essa Casa tem compromisso com o povo de Campo Grande e quero dizer que o diálogo foi a ferramenta das nossas ações e a presença da Câmara nos debates importantes e as vezes espinhosos e difíceis de lidar, não se omitiu nenhuma vez, abriu o diálogo com vários segmentos da sociedade, inclusive com aqueles que divergem de nós em vários assuntos", disse.

"A Câmara agiu com responsabilidade e a sessão extraordinária é um compromisso de responsabilidade, nós mostramos aqui hoje a independência e autonomia da Câmara, para dizer ao Poder Executivo que o diálogo tem que ser constante e não se pode mexer em alíquota ou qualquer imposto sem diálogo, com a sociedade primeiro, e com o Poder Legislativo, e o Executivo pecou nisso", acrescentou.

Papy disse ainda que a Câmara tentou a todo o momento um acordo, mas sem sucesso, resultando na sessão de hoje.

Aumento do IPTU

O decreto citado, em um dos artigos, restabeleceu o Mapa do Perfil Socioeconômico Imobiliário como base de cálculo da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliar para este ano.

Conforme a Câmara, houve "remodelação total na classificação dos imóveis e das localidades (regiões, bairros) de Campo Grande, sem a devida divulgação aos contribuintes, bem como sem a análise anterior do Poder Legislativo para estudo do Perfil Socioeconômino do Imóvel (PSEI) 2026".

Esta alteração feita pelo Executivo Municipal resultou em reajuste do tributo a diversos contribuintes, levando a inúmeros questionamentos devido a falta de clareza sobre quais os parâmetros utilizados para a reclassificação dos imóveis.

Também houve ajuizamento de ações por várias entidades para retomar o desconto de 20% no pagamento à vista e determinar que a prefeitura limite-se na cobrança apenas à correção monetária de 5,32% em relação ao ano anterior.

Cidades

Semana será típica de verão, com calor e tempestades em MS

Dias devem começar com sol, mas chuva deve ocorrer entre a tarde e a noite

12/01/2026 18h45

Há alerta de tempestades para quase todo o Estado, incluindo Campo Grande

Há alerta de tempestades para quase todo o Estado, incluindo Campo Grande Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A previsão do tempo indica que esta semana terá um padrão típico de verão, caracterizado por calor e pancadas de chuvas ao longo do dia. Há possibilidade de tempestades para algumas regiões do Estado.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), os dias devem começar com sol e variação de nebulosidade.

Já a partir da tarde e ao longo da noite, o aquecimento diurno e o deslocamento de cavados aumentam as condições para a ocorrência de pancadas de chuva.

Em pontos isolados do estado, podem ocorrer chuvas intensas e tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento, com possibilidade de rajadas pontuais superiores a 50 km/h.

Em relação às temperaturas, a mínima prevista é de 19°C e a máxima de 34°C. Veja a previsão por região:

  • Regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: Mínimas entre 19-21°C e máximas entre 27-31°C.
  • Regiões Pantaneira e Sudoeste: Mínimas entre 22-24°C e máximas entre 29-32°C.
  • Regiões Bolsão, Norte e Leste: Mínimas entre 21-24°C e máximas entre 31-34°C.
  • Campo Grande: Mínimas entre 21-23°C e máximas entre 28-30°C.

Alerta de tempestades

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem alerta vigente de perigo potencial para tempestade, válido para vários municípios do Estado, incluindo Campo Grande. A vigência é até o fim desta terça-feira (13), podendo ser renovado.

Conforme o alerta, pode ocorrer chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h), e queda de granizo.

Desta forma, há baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos.

O instituto alerta que, em caso de rajadas de vento, a população não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Também é recomendado evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Em caso de ocorrências relacionadas à chuva, a dica é acionar a Defesa Civil (telefone 199) ou o Corpo de Bombeiros (telefone 193).

VOLTA ÀS AULAS

Alunos da rede estadual terão educação jurídica na programação escolar

Os encontros terão dinâmicas, como jogos educativos e ações interativas, pensadas para facilitar o aprendizado e estimular a participação dos estudantes

12/01/2026 17h14

A implementação do programa foi viabilizada pela assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre a PGE do Estado e a de São Paulo,

A implementação do programa foi viabilizada pela assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre a PGE do Estado e a de São Paulo, Divulgação: Governo do Estado

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Os alunos da rede estadual de ensino terão novidades na volta às aulas neste ano.  O programa "Procurando Saber" tem como objetivo promover o conhecimento sobre o sistema de justiça, direitos e deveres dos cidadãos, utilizando linguagem simples e metodologia participativa, de modo a aproximar os jovens das instituições públicas. A iniciativa será promovida pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso do Sul (PGE-MS).

Os encontros terão dinâmicas, como jogos educativos e ações interativas, pensadas para facilitar o aprendizado e estimular a participação dos estudantes da rede estadual.

O programa contará com a participação de procuradores do Estado e apoio da Secretaria de Estado de Educação (SED).  As ações estão previstas para escolas estaduais de Mato Grosso do Sul.

A implementação do programa foi viabilizada pela assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre a PGE do Estado e a de São Paulo, que prevê o compartilhamento de metodologias e boas práticas do programa desenvolvido em São Paulo.

De acordo com dados da PGE de São Paulo, o projeto alcançou 560 estudantes, em 23 escolas públicas do estado.

O documento foi assinado neste mês pela procuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia, pela procuradora-geral de São Paulo, Inês Coimbra, e o secretário estadual de Educação, Hélio Queiroz Daher.

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