Cidades

Campo Grande

Câmara prioriza taxa do lixo e escanteia desconto de 20% sobre IPTU em Campo Grande

Sessão extraordinária tem como foco a derrubada sobre às cobranças que excedem os 5,32% previstos no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

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Com sessão extraordinária marcada para às 20h desta segunda-feira (12), o legislativo municipal deve priorizar o debate sobre a taxa de lixo da Capital e escantear a discussão sobre o desconto de 20% sobre o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). 

A discussão a ser transmitida nas redes sociais da Câmara no Youtube tem como foco a derrubada sobre às cobranças que excedem os 5,32% previsto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e por este motivo, o debate sobre os descontos ficam para segundo plano, conforme afirmou o presidente Papy (PSDB), em coletiva nesta manhã. 

"O debate (sobre o desconto) não está descartado, mas o desconto de 20% contam com discricionariedade da Prefeitura. Não queremos votar algo que possar incorrer em ação direta de inconstitucionalidade, uma vez que a taxa de lixo abrange toda a população, enquanto o desconto de 20% só àqueles que pagarão à vísta", destacou Papy. 

Cabe destacar que um Estudo do Perfil Socioeconômico  Imobiliário (PSEI), feito por parte da Divisão de Avaliação e Geoprocessamento da Prefeitura de Campo Grande, a Capital alterou após quase dez anos a base de cálculo da taxa de coleta de resíduos sólidos e domiciliares para este 2026, subindo mais de 44% dos moradores em busca de um "instrumento de classificação mais justo". 

Pelo estudo, o universo considerado para o exercício de 2026 corresponde a 486.962 inscrições imobiliárias correspondente à consolidação georreferenciada do Cadastro Imobiliário da Secretaria Municipal de Fazenda, das quais 478.769 estão aptas. 

Em outras palavras, há pelo menos 8.193 inscrições imobiliárias que, apesar da geometria válida, ficam localizadas fora da área de cobertura do serviço de coleta de resíduos sólidos domiciliares, popular lixo doméstico.

Na ponta do lápis, houve um aumento no número de inscrições aptas a atribuição do perfil Socioeconômico imobiliário, uma expansão da base tributável que incluiu ao cálculo 20.782 novas unidades, sendo 457.987 tributadas em 2025, diante dos mais de 478 mil deste ano. 

O presidente da Câmara afirmou que o Legislativo tem sido pressionado pelas bases eleitorais e que o clima na cidade é de indignação.

“A gente ouviu dos colegas cada um a sua percepção em relação ao tema do IPTU, todo mundo tem sido cobrado ativamente pelas suas bases, a cidade inteira num clima muito de indignação com a questão dos aumentos. A gente está separando as coisas porque um assunto é IPTU, outro assunto é taxa de lixo, eles estão juntos no mesmo carnê, mas são objetos diferentes, legislações diferentes e formas de lidar diferentes”, declarou.

Sobre a possibilidade de enfrentamento direto com a prefeita Adriane Lopes (PP) e a derrubada da cobrança do IPTU como está apresentada, Papy afirmou que a reunião só ocorreria em caso de consenso entre os vereadores.

“Eu tenho certeza que os vereadores só vão para uma sessão extraordinária se nós tivermos um consenso para uma aprovação unânime. Então, sim, se nós apresentarmos uma convocação de extraordinária, nós vamos votar de forma coesa e unânime. Nós estamos desde o início colocando a sessão extraordinária como uma possibilidade.”

Questionado sobre a situação de contribuintes que já efetuaram o pagamento, Papy disse que eventuais ressarcimentos ou compensações dependerão de decisões posteriores.

“Essa é mais uma questão técnica e logística da prefeitura, mas eu entendo que lei é feita para cumprir-se e daqui o que sair uma determinação que reverta algum quadro em relação à arrecadação de IPTU e taxa de lixo, a prefeitura tem que encontrar os seus caminhos para equacionar isso ou criar desconto para os próximos tributos, créditos com a prefeitura ou até mesmo a devolução.”

Papy  também revelou diálogo direto com a prefeita e reforçou que a Câmara precisa dar uma resposta à sociedade. “Já conversei com a prefeita hoje e nós vamos ficando sem saída, porque precisamos dar uma resposta para a população, não só pela questão política, mas principalmente ou por pressão. Tem gente que pensa que a Câmara é pautada por essas pressões e não é. A gente é pautado pelo compromisso com as pessoas, com a cidade”, falou

Ele acrescentou que, caso a Câmara entenda que houve excesso por parte do Executivo, haverá posicionamento contrário. “Se a gente entende que a Prefeitura extrapolou a sua cobrança e criou uma surpresa para o contribuinte, nós temos aqui o dever de nos posicionarmos contra isso.”

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Corumbá e Ladário

Crise climática em cidades de MS vira objeto de fiscalização do MPF

A região pantaneira, principalmente nas cidades de Corumbá e Ladário, é conhecida pelas altas temperaturas ao longo do ano, as quais ultrapassam os 40ºC

31/05/2026 16h30

Em 2024, durante os incêndios, Corumbá foi coberta por fumaça

Em 2024, durante os incêndios, Corumbá foi coberta por fumaça Arquivo / Rodolfo César

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar a implementação de políticas públicas municipais, estaduais e federais para "adaptação e resiliência" das cidades de Corumbá e Ladário às mudanças climáticas e eventos extremos.

O órgão ministerial quer garantir que os Poderes Executivos estejam integrados no enfrentamento da crise climática e na redução das desigualdades socioterritoriais. O MPF quer vistoriar também se as medidas estão em conformidade com as diretrizes da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) e do Plano Nacional de Adaptação.

No ano passado, a COP30, realizada em Belém (PA), consolidou a adaptação climática como eixo central das negociações, aprovando o Objetivo Global de Adaptação (Global Goal on Adaptation – GGA), e reforçou a noção de continuidade obrigatória das políticas públicas de adaptação, vinculando os compromissos internacionais às legislações nacionais.

De acordo com a Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei nº 12.187/2009), que institui diretrizes para mitigação e adaptação às mudanças climáticas, é obrigação do Poder Público formular e implementar planos de ação.

O Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001) estabelece normas de ordem pública e interesse social para o
uso da propriedade urbana, impondo ao município o dever de integrar sustentabilidade e adaptação climática em seus planos diretores.

O procurador da República em Mato Grosso do Sul, Marco Antônio Delfino de Almeida, destacou uma série de considerações para instaurar o procedimento administrativo.

Para ele, a adaptação das cidades às mudanças climáticas exige a promoção de um novo modelo de desenvolvimento urbano, que seja mais justo, sustentável e responsável, requerendo obras de mitigação de riscos, como o remanejamento de populações em áreas vulneráveis, a recuperação de fundos de vale, a arborização urbana, a criação de áreas verdes e a adoção de soluções baseadas em natureza, como o conceito de “cidades esponja”, que ampliam a permeabilidade do solo e reduzem enchentes.

Impactos das altas temperaturas

Entre as considerações, o MPF destacou o estudo “Análise multiescala de seca, ondas de calor e eventos compostos no Pantanal brasileiro em 2019–2021”, publicado na revista Climatologia Teórica e Aplicada, o qual evidencia a ocorrência simultânea de secas severas e ondas de calor prolongadas na região pantaneira, configurando eventos compostos de alta intensidade. 

Tais fenômenos impactaram diretamente a biodiversidade, a dinâmica hidrológica e as atividades econômicas locais, incluindo turismo e pesca, além de aumentar a vulnerabilidade das populações residentes em Corumbá e Ladário, o que reforça a urgência de políticas públicas de adaptação e resiliência específicas para este território.

As altas temperaturas médias anuais entre 31°C e 33°C e a ocorrência de ondas de calor, que ultrapassam os 40°C, tornam essas cidades altamente vulneráveis a enchentes, estiagens e queimadas, afetando diretamente o meio ambiente, a economia local e a população.

As projeções científicas divulgadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e por estudos internacionais apontam para um aumento médio de 2°C a 4°C nas temperaturas da região Centro-Oeste até meados do século XXI, com maior frequência e intensidade de ondas de calor superiores a 40°C.

Tais perspectivas agravam os riscos de secas prolongadas, incêndios florestais e impactos severos sobre a biodiversidade, o turismo e a qualidade de vida da população local.

 

Transporte Coletivo

Passageiros poderão cobrar melhorias no transporte coletivo da Capital

População poderá acompanhar apresentação de relatórios de fiscalização e enviar sugestões sobre o serviço de ônibus em Campo Grande

31/05/2026 16h02

Foto: Gerson Oliveira

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A situação do transporte coletivo em Campo Grande voltará ao centro das discussões públicas na próxima semana. A Prefeitura realiza, na terça-feira (2), uma audiência pública para apresentar relatórios, dados e informações sobre a fiscalização do sistema de ônibus da Capital.

O encontro será aberto à participação da população e íntegra os trabalhos da comissão criada pela Procuradoria-Geral do Município (PGM) para avaliar a execução do contrato do transporte público.

Na audiência, serão detalhadas as ações de monitoramento e fiscalização realizadas pelo município, além da divulgação de dados técnicos elaborados pelas agências reguladoras responsáveis pelo acompanhamento do serviço.

A proposta é ampliar a transparência das ações desenvolvidas pela administração municipal e permitir que os usuários acompanhem os resultados das análises realizadas sobre o sistema de transporte coletivo.

Além da apresentação dos relatórios, os cidadãos terão a oportunidade de registrar manifestações, sugestões e questionamentos sobre a qualidade do serviço prestado à população. As contribuições serão incorporadas ao processo conduzido pela comissão responsável pela avaliação contratual.

De acordo com a procuradora-geral do Município e coordenadora da comissão, Cecília Rizkallah, a participação popular é uma etapa prevista dentro do procedimento administrativo em andamento.

“Esta já é uma etapa prevista em todo o processo. Além dessa apresentação, os usuários também serão ouvidos e suas manifestações inseridas nos atos do processo”, destacou.

A audiência faz parte das medidas adotadas pelo município para acompanhar o cumprimento das obrigações contratuais do transporte coletivo, tema que tem sido alvo de debates frequentes devido às reclamações de usuários relacionadas à qualidade da frota, horários, lotação e condições de operação do serviço.

Os interessados em participar poderão encaminhar manifestações até o dia da audiência por meio do e-mail: [email protected], ou presencialmente na sede da Procuradoria-Geral do Município, localizada na Rua Marechal Rondon, nº 2.655, no Centro.

A participação é gratuita e aberta a qualquer cidadão, entidade ou instituição interessada em contribuir com as discussões sobre o futuro do transporte coletivo em Campo Grande.

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