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conflito em MS

Vídeo com artistas critica 'lobby ruralista' contra os guaranis-caiovás

Vídeo com artistas critica 'lobby ruralista' contra os guaranis-caiovás

Folhapress

02/01/2014 - 15h45
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Um vídeo divulgado nas redes sociais em defesa dos índios guaranis-caiovás afirma que há um "genocídio" dessa etnia em curso em Mato Grosso do Sul, que seria "agravado pelo lobby ruralista na mídia e no Congresso Nacional".

Na gravação, atores como Wagner Moura, Camila Pitanga e Bete Mendes e o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) se identificam com o termo "guarani-caiová" em seus sobrenomes a referência à etnia foi disseminada nas redes sociais como forma de protesto em defesa dos índios.

Ao som da música "Um Índio", cantada por Caetano Veloso, o vídeo traz textos dizendo que há um conflito entre ruralistas e os índios guaranis-caiovás em Mato Grosso do Sul.

Um dos trechos afirma: "Sofrendo com uma das mais altas taxas de assassinatos e um dos maiores índices de suicídio do mundo, [os índios guarani-caiová] são o lado frágil de um conflito que perdura por décadas e é agravado pelo lobby ruralista na mídia e no Congresso Nacional".

O senador Waldemir Moka (PMDB-MS), integrante da bancada ruralista, não quis comentar as acusações do vídeo nem as críticas aos produtores rurais, mas negou que os fazendeiros sejam responsáveis pelos conflitos na região.

"Há uma dívida com a população indígena, eu sempre reconheci isso. Agora essa dívida é da sociedade como um todo, e querem cobrar em cima de um único segmento que é o produtor rural", disse à Folha de S.Paulo.

Segundo o senador, a causa do conflito "são propriedades que estão sendo invadidas pelos índios". Ele afirmou ainda que o impasse deve ser resolvido pelo governo federal, por meio de desapropriações mediante pagamento pelas terras.

"Se tiver que fazer uma ampliação [das reservas], aumentar mais, demarcar, tudo bem. Mas isso tem que ser feito através de desapropriação e pagamento pelo valor da propriedade", afirmou.

O governo federal discute atualmente, junto com ministérios como o da Justiça e o do Desenvolvimento Agrário, uma nova regulamentação para demarcações, cuja prerrogativa é hoje exclusiva da Funai (Fundação Nacional do Índio).

Gravado durante evento da organização Movimento Humanos Direitos que prestou homenagem aos índios do Brasil, em 18 de dezembro, o vídeo também cita uma campanha de financiamento coletivo para a realização de um documentário sobre o conflito entre indígenas e produtores rurais.

Conflito
De acordo com estimativas do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), há 45 mil guaranis-caiovás distribuídos em diversas aldeias de Mato Grosso do Sul.

No Estado, produtores rurais adquiriram do governo federal, na segunda metade do século 19, terras que tradicionalmente tinham sido habitadas pelos guaranis-caiovás.

Ao longo do século 20, os índios dessa etnia viveram restritos em uma reserva indígena, misturados a outros grupos. Em 1990, eles decidiram sair da reserva e se instalar em uma área já habitada por seus ancestrais. Desde então, houve constantes conflitos.

Hoje eles vivem em reservas ou em acampamentos improvisados em fazendas e às margens de rodovias. Enfrentam problemas como alto índice de alcoolismo e de suicídio.

Em 2012, uma comunidade de guaranis-caiovás do Mato Grosso do Sul ganhou projeção nacional, com apoio nas redes sociais. Depois de a Justiça determinar sua retirada de uma área, a comunidade de uma aldeia da cidade de Iguatemi escreveu uma carta em que pedia que fosse decretada a morte coletiva do grupo. 

Financiamento

UCDB receberá R$ 13,5 milhões para pesquisar sobre feridas

Pesquisa financiada pela FINEP e pela FUNDECT vai estudar peptídeos capazes de auxiliar na formação de novos tecidos e na cicatrização

23/10/2026 10h15

Universidade Católica Dom Bosco

Universidade Católica Dom Bosco Foto: Reprodução

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O Governo do Estado por meio do Diário Oficial, publicado na manhã desta sexta-feira (23), um Extrato de Convênio onde a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), irá receber investimentos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e da Fundação de Apoio e de Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (FUNDECT).  Os recursos serão destinados para o projeto “Plataforma Inteligente Baseada em Peptídeos para Tratamento de Feridas e Otimização da Cicatrização”

O convênio foi assinado em 24 de março de 2026 e terá prazo de até 36 meses para execução física e financeira. Além do valor previsto pela FINEP, o projeto contará com R$ 3,38 milhões da FUNDECT, totalizando até aproximadamente R$ 13,54 milhões em recursos.

O projeto foi intitulado “Plataforma Inteligente Baseada em Peptídeos para Tratamento de Feridas e Otimização da Cicatrização”. A proposta é desenvolver uma tecnologia capaz de auxiliar na recuperação de tecidos lesionados, especialmente em situações nas quais a cicatrização ocorre de forma lenta ou inadequada.

Feridas crônicas podem estar relacionadas a doenças como diabetes, problemas de circulação, infecções, queimaduras, traumas e lesões provocadas por pressão. Nesses casos, o processo de recuperação pode se prolongar e aumentar o risco de complicações.

A tecnologia poderá reunir a seleção dos peptídeos, a formulação do material utilizado na ferida e um sistema capaz de liberar as substâncias de maneira controlada.

Peptídeos são pequenas sequências formadas por aminoácidos, componentes básicos das proteínas. Algumas dessas moléculas podem desempenhar funções importantes no organismo e, por isso, são estudadas para aplicações médicas e biotecnológicas.

Esses peptídeos são importantes para o tratamento de feridas, pois possuem uma capacidade de estimular a manipulação e a migração de células, favorece a produção de colágeno, controla inflamações e auxilia na defesa contra microrganismos.

A pesquisa deverá investigar quais peptídeos apresentam potencial terapêutico, como eles podem ser aplicados na região lesionada e de que maneira podem contribuir para a formação de novos tecidos.

O financiamento dá início a uma etapa de pesquisa que pode incluir testes laboratoriais, desenvolvimento de protótipos, avaliação de segurança e estudos sobre a eficácia da tecnologia.

impasse

TCE vê falhas e barra compra de diesel para usina de asfalto

Licitação para compra de cerca de 500 mil litros está sendo feita pelo consórcio de municípios presidido pela prefeita Adriane Lopes, de Campo Grande

23/10/2026 09h50

Usina do consórcio presidido por Adriane Lopes produz boa parte da massa usada no serviço de tapa-buracos de Campo Grande

Usina do consórcio presidido por Adriane Lopes produz boa parte da massa usada no serviço de tapa-buracos de Campo Grande arquivo

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Decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) publicada no diário oficial da instituição desta sexta-feira (23) manteve suspenso o pregão eletrônico que previa desembolso de até R$ 3.696.300,00 para compra de diesel pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de MS, presidido pela prefeita de Campo Grande, Adriene Lopes (PP).

A licitação, que permite a compra de mais de 500 mil litros, ou cerca de 10 carretas bi-trem carregadas com diesel, entrou na mira do Tribunal de Contas de forma rotineira, como ocorre com uma infinidade de licitações. Neste pente-fino rotineiro, os técnicos constataram supostas irregularidades e o pregão foi suspenso no final de julho.

O Consórcio, que pretende utilizar o combustível na usina de asfalto onde é produzida boa parte do material utilizado para os serviços de recapeamento e tapa-buracos de Campo Grande, fez algumas alterações no edital, mas mesmo assim os conselheiros do TCE mantiveram o veto ao andamento do certame.

Por unanimidade, os conselheiros entenderam que é “insuficiente a memória de cálculo desacompanhada dos documentos de suporte e das informações adicionais sobre os critérios utilizados para a definição dos quantitativos estimados, o que fragiliza a comprovação de que estes refletem a real necessidade da Administração”.

Na publicação desta sexta-feira, o TCE também destacou que “a alteração do critério de julgamento definido na fase de planejamento, sem apresentar motivação, compromete a coerência entre os atos da fase preparatória e o dever de planejamento previsto” na legislação.

Outra irregularidade é que não existe a previsão para que até 25% do volume pudesse ser fornecido por microempresas e empresas de pequeno porte, já que o produto em questão (diesel) pode ter o fornecimento fracionado facilmente. Isso, segundo o TCE, é uma “irregularidade insanável, por interferir diretamente na disputa competitiva e no universo de licitantes, não podendo ser corrigida sem alteração do edital e reabertura da fase externa, o que impõe a anulação do certame”.

O caso foi relatado pelo conselheiro Iran Coelho das Neves, mas teve o voto favorável dos demais conselheiros. O julgamento foi concluído ainda em 24 de setembro, mas somente agora, um mês depois, foi publicada a decisão no diário oficial. 

Além de Campo Grande, fazem parte do Consórcio Central MS os municípios de Sidrolândia, Dois Irmãos do Buriti, Terenos e Jaraguari. E a aquisição da usina de asfalto foi um dos primeiros investimentos da entidade, que diz ter uma economia da ordem de 30% no custo da massa asfáltica na compração com o preço pago a empresas privadas. 

A usina tem capacidade para produzir 120 toneladas de massa asfáltica por hora e há um mês o consórcio firmou contrato de R$ 46 milhões com a prefeitura de Campo Grande para colocar nas ruas cinco equipes que estão atuando nos serviços de tapa-buracos.

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