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EDUCAÇÃO

Volta do ensino médio nas particulares contará com 1.185 alunos presenciais

Estudo foi feito pelo Sindicato das Escolas Particulares para saber como será o retorno das atividades a partir da próxima segunda

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Pesquisa feita pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso do Sul mostrou que 1.185 mil alunos do ensino médio tem a intenção de voltar para as aulas presenciais a partir da próxima segunda-feira (19), nas instituições de ensino particulares de Campo Grande.

De acordo com a presidente da entidade, Maria da Glória Paim Barcellos, esse número representa 37% da quantidade total de alunos que a rede tem na Capital hoje, que são 3.133. 

Porcentual que é maior que o liberado pela Prefeitura de Campo Grande, de acordo com decreto publicado ontem no Diário Oficial do município.

No documento, a administração manteve a obrigação de que apenas 30% da capacidade das escolas seja ocupado com os estudantes presenciais. O restante deverá manter estudos remotos. 

Havia um pedido das instituições particulares para que essa limitação aumentasse para 50%, tanto para os estudantes do ensino médio, como para os da educação infantil, que retornaram às aulas presenciais no dia 21 de setembro deste ano.  

O pedido era, inclusive, apoiado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Entretanto, a prefeitura decidiu manter a medida já em vigor. 

“Nós vamos orientar as escolas para que elas sigam a determinação de liberar apenas 30% da capacidade. É um decreto e vamos cumprir”, disse Barcellos.

Segundo a presidente da entidade, era esperado que o número de alunos com intenção de retomar os estudos in loco não fosse muito grande, assim como ocorreu com os estudantes da educação infantil.

Além da limitação de alunos, outras medidas do decreto anterior também são válidas para os adolescentes. 

Entre elas o distanciamento das mesas e carteiras, que “devem estar organizadas de forma a sempre ser mantido o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os alunos, inclusive considerando as movimentações dos alunos nas carteiras”.

O documento também estabelece que a entrada e saída dos alunos deve ocorrer de forma escalonados, “de modo a evitar aglomerações nas áreas de acesso às instituições”.

Para a reabertura, a prefeitura também solicita que as instituições de ensino elaborem seu Plano de Contenção de Riscos. 

"Necessariamente acompanhado da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) ou documento equivalente de profissional habilitado, com a devida comprovação de titulação registrada junto ao Conselho de Classe respectivo”.  

 

RETORNO

A volta do ensino médio estava definida desde o dia 1º de outubro, quando uma reunião entre representantes do MPMS, prefeitura e entidades ligadas às escolas entraram em consenso sobre o retorno também dos adolescentes.

A publicação de ontem ocorre apenas como formalidade e devido ao fato de que um possível aumento de casos da Covid-19 e de ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) poderia retardar a volta.

Agora, apenas os alunos do ensino fundamental continuam com as aulas 100% remotas nas instituições de ensino particulares. A volta dos estudantes do ensino médio tem como objetivo a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

As aulas na rede particular em Campo Grande estavam suspensas desde o dia 23 de março deste ano, em função de decreto do governo do Estado devido aos primeiros registros da Covid-19 na Capital.

Durante os sete meses em que o ensino presencial das escolas particulares esteve suspenso, a estimativa é de que mais de 2 mil alunos tenham deixado a rede e cerca de 5 mil profissionais do setor tenham sido demitidos em função de corte de gastos.

VAREJO

Casas Bahia: sindicato diz que tomará medidas após demissões e fechamento de lojas

A varejista teria fechado 298 lojas e demitido cerca de 2 mil pessoas, de acordo com o Valor Econômico

15/08/2026 21h00

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O Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor) manifestou preocupação com o fechamento de unidades da Casas Bahia e disse que tomará as medidas necessárias para garantir os direitos dos trabalhadores.

A varejista teria fechado 298 lojas e demitido cerca de 2 mil pessoas, de acordo com o Valor Econômico. Funcionários relataram que foram pegos de surpresa com a interrupção das operações em algumas lojas.

O Secor disse se preocupar com a maneira como o processo está sendo conduzido. Segundo relatos recebidos pelo sindicato, muitos trabalhadores ainda aguardam informações detalhadas sobre os procedimentos de desligamento, pagamento das verbas rescisórias, liberação do FGTS, seguro-desemprego e demais direitos previstos na legislação trabalhista e na convenção coletiva da categoria. A entidade disse estar monitorando a situação e prestando atendimento aos trabalhadores afetados.

"O Sindicato está acompanhando de perto essa situação e tomará todas as medidas necessárias para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Os comerciários não podem arcar com prejuízos decorrentes de decisões empresariais tomadas sem o devido diálogo e transparência", disse o presidente do Secor, Luciano Pereira Leite, em nota.

Balanço

A Casas Bahia, que registrou prejuízo de R$ 3 bilhões em 2025, adiou a divulgação do balanço do segundo trimestre de 12 para 14 de agosto, com teleconferência no dia 17, para concluir um plano que prevê demissões e mais fechamento de lojas, segundo fontes. Mas até a manhã deste sábado, a empresa ainda não havia divulgado seus números.

De acordo com o Valor, a rede teria planejado, neste mês, cortar 30% do quadro e vem adiando pagamentos a lojistas do marketplace e buscando estender prazos com a indústria para melhorar o ciclo financeiro.

BRIGA

Discussão em bairro de Campo Grande termina com mulher esfaqueada

Vítima foi encaminhada para Santa Casa e apresentava lesões na parte superior da cabeça, orelha e bochecha

15/08/2026 15h30

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol Divulgação/PCMS

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Uma discussão entre duas mulheres, na manhã deste sábado (15), por volta das 9h30, no bairro Vila Manoel Taveira, em Campo Grande, terminou com uma esfaqueada e a outra presa. A vítima teve um corte na região superior da cabeça e foi encaminhada para Santa Casa.

De acordo com os relatos colhidos no local, o fato começou com uma discussão em outro ponto do bairro. Em certo momento, as duas passaram a trocar golpes pela rua, ocasião em que a autora, de 43 anos, teria utilizado uma faca para atingir a outra, de 46.

Após ser ferida, a vítima se dirigiu até uma padaria nas proximidades, onde permaneceu aguardando atendimento médico. Aos policiais da 5ª Companhia Independente da Polícia Mílitar (CIPM), ela informou o sentido por onde a autora teria fugido. Diante disso, a equipe realizou rondas nas imediações e localizou a suspeita.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima apresentava corte na região superior da cabeça, outro ferimento próximo à orelha e uma lesão na bochecha. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou o atendimento e encaminhou a mulher à Santa Casa de Campo Grande.

A Polícia Militar isolou o local para poder realizar os trabalhos periciais. Uma faca de aproximadamente 20 centímetros foi apreendida, mas os policiais não confirmaram se o objeto foi utilizado como arma do crime.

A conduzida foi presa e encaminhada a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol. A vítima permaneceu sob atendimento médico na Santa Casa. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.

 

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