Cidades

MEIO AMBIENTE

Zona de amortecimento do Prosa cresce além do previsto

Decreto amplia área de proteção no entorno do parque, endurece regras urbanísticas e impõe novas exigências para empreendimentos em Campo Grande

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A área de proteção no entorno do Parque Estadual do Prosa ficou maior do que o previsto inicialmente e agora soma cerca de 904 hectares, aumento em relação à estimativa anterior de 832 hectares.

A ampliação está presente no Decreto nº 16.757, publicado nesta terça-feira (31), que regulamenta a chamada zona de amortecimento do parque, considerada estratégica para conter os impactos do avanço urbano sobre uma das principais áreas verdes de Campo Grande.

Na prática, a zona de amortecimento funciona como uma faixa de transição entre o parque e a cidade. Ela não impede a ocupação, mas estabelece regras para garantir que o crescimento urbano não comprometa nascentes, fauna, vegetação e a qualidade ambiental da região.

Pelo decreto, a área total é formada por aproximadamente 135 hectares do parque e cerca de 769 hectares do entorno protegido, número superior ao projetado anteriormente.

Pressão imobiliária

A revisão da área ocorre em meio ao crescimento acelerado de empreendimentos imobiliários no entorno do Parque dos Poderes e da Avenida Poeta Manoel de Barros, regiões que concentram condomínios de alto padrão e novos projetos habitacionais.

O próprio decreto reconhece esse cenário ao listar impactos já observados ou potenciais, como aumento do fluxo de veículos, atropelamento de animais silvestres, poluição sonora e atmosférica, interferência em rotas de aves, processos erosivos e risco de contaminação de nascentes.

Diante disso, o governo estadual endureceu as regras para novos empreendimentos. Entre as principais medidas estão:

  • exigência de autorização prévia do Imasul para licenciamento ambiental
  • limitação de altura de construções em áreas sensíveis
  • obrigatoriedade de medidas para proteção da fauna
  • controle mais rigoroso sobre supressão de vegetação
  • restrições a atividades com potencial poluidor

Sem a anuência do Imasul, licenças concedidas pelo município podem perder validade.

Divisão 

A zona de amortecimento foi dividida em três setores, com diferentes níveis de restrição.

O setor mais próximo ao parque concentra as regras mais rígidas, incluindo limite de até 15 metros para edificações e exigência de recuos maiores. Já no setor intermediário, que abrange o Parque dos Poderes, o licenciamento ambiental passa a ser de competência direta do Estado.

Há ainda regras específicas para a Avenida Poeta Manoel de Barros, considerada área sensível independentemente do setor, com limites de altura ainda mais restritivos e exigência de acessos controlados.

Veja o mapa: 

O decreto também traz uma série de medidas voltadas à preservação ambiental. Entre elas:

  • proibição de fachadas espelhadas, para evitar colisão de aves
  • obrigatoriedade de adaptação de cercas para passagem de animais
  • criação e manutenção de corredores ecológicos
  • limite de ruído de até 55 decibéis em determinadas áreas

Além disso, ficam proibidos aterros sanitários, descarte de resíduos e instalação de atividades industriais com alto potencial de poluição.

O uso do fogo também é vetado, exceto em ações de combate a incêndios ou controle autorizado.

Outro ponto citado é a exigência de adequações na rede de esgoto. O município terá prazo de até três anos para corrigir ligações irregulares no Parque dos Poderes e até cinco anos para implantar sistema de esgotamento sanitário em toda a zona de amortecimento.

Também passam a ser obrigatórias medidas de drenagem e retenção de água da chuva em novos empreendimentos, com o objetivo de evitar assoreamento e proteger os cursos d’água da região.

O decreto determina ainda que o Plano Diretor de Campo Grande e demais normas municipais deverão se adequar às novas regras ambientais, reforçando a integração entre política urbana e preservação.

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OPERAÇÃO SEMANA SANTA

Ao contrário de 2025, bitrens estão liberados em rodovias neste feriadão

Dessa vez, veículos de dimensão e peso elevados estarão liberados

01/04/2026 12h15

BR-262, próximo a Campo Grande

BR-262, próximo a Campo Grande Paulo Ribas

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Operação Semana Santa da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ocorrerá de quinta-feira (2) a domingo (5) em rodovias federais de Mato Grosso do Sul.

Serão fiscalizados 4.078 quilômetros nas rodovias BR-060, BR-158, BR-163, BR-262, BR-267, BR-376 e BR-487, nos pontos com maior fluxo de veículos, em quatro dias de feriadão.

O objetivo é combater a embriaguez ao volante, ultrapassagens indevidas, alta velocidade e não uso dos aparatos de segurança (cinto e cadeirinha/bebê conforto), de forma a eliminar acidentes graves e mortes em estradas.

Dessa vez, não haverá restrição de tráfego de carretas bitrem nas rodovias, ao contrário do ano passado. Com isso, veículos de dimensão e peso elevados estarão liberados.

De acordo com a PRF, 15 pessoas morreram em rodovias federais de MS em 2025, 20 em 2024 e 16 em 2023.

BAFÔMETRO

Pessoas que testarem acima de 0,34 mg/l de álcool de ar alveolar, por litro de sangue, serão encaminhadas à delegacia por flagrante de crime de trânsito.

De acordo com o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), quem for pego dirigindo sob efeito de álcool ou qualquer substância psicoativa que determine dependência:

  • Será multado em R$ 2.934,70. O valor pode dobrar caso o infrator seja flagrado novamente no período de um ano
  • Perderá o direito de dirigir por um ano
  • Poderá perder a habilitação
  • Poderá ser preso pelo período de seis meses a três anos
  • Suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor

*Quem se recusar a realizar o teste de etilômetro, sofrerá as mesmas penalidades.

ORIENTAÇÕES

Confira as orientações aos condutores que irão pegar estrada neste feriado:

  • Se beber, não dirija
  • Respeite a sinalização e limites de velocidade da via
  • Faça uso do cinto de segurança
  • Não dirija cansado ou com sono
  • Mantenha distância de segurança do veículo à frente
  • Não faça uso indevido dos acostamentos
  • Ultrapasse somente com segurança e em locais permitidos
  • Em caso de chuvas, redobrar a atenção devido à baixa visibilidade e pistas escorregadias
  • Realizar manutenção do veículo antes de pegar estrada

 

Combustível

Riedel promete endurecer fiscalização para derrubar preço do diesel

O governador confirmou que o estado aderiu à medida que prevê redução no valor do combustível

01/04/2026 12h00

Riedel adere proposta da União e promete fiscalização rigorosa nos postos de combustíveis

Riedel adere proposta da União e promete fiscalização rigorosa nos postos de combustíveis Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, aderiu à medida que prevê a queda no valor do diesel em R$ 1,20 por litro até o fim de maio. Além da redução, o Estado inclusive vai fazer a fiscalização nos postos por meio do Procon-MS, para garantir que estão seguindo a nova norma. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) também fará parte da fiscalização. 

Riedel explicou que essa medida foi tomada com caráter emergencial, para evitar que o consumidor final sofra com a alta do óleo do diesel, porque com o aumento, ele também impacta diretamente na elevação de preços para insumos básicos. 

O titular da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) explica quais critérios foram levados em conta para aderir a essa decisão. 

“Estabelecemos critérios bem claros em relação a essa adesão. Voltados primeiramente para um limite de tempo de dois meses e também um limite de teto, onde o Estado vai ter uma participação de 50% no valor de R$ 1,20 por litro de combustível. E nesse sentido o Estado está fazendo um grande esforço, entendendo também o momento que nós estamos vivendo aqui, para dar a sua parcela de contribuição nesse processo”. 

O principal objetivo da parceria com a ANP, é disponibilizar dados sobre postos de combustíveis que já possuem históricos com práticas ilícitas, inclusive estabelecimentos investigados na Operação Carbono Oculto, que identificou cerca de mil postos envolvidos em fraudes. 

O secretário ainda ressalta que ao reforçar a fiscalização no setor, a expectativa é ampliar a proteção ao consumidor, coibindo abusos e combatendo distorções na formação de preços.
 

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