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Estilo de Vida

Acompanhada da Golden Retrivier, jovem apresenta Celta-home em Campo Grande

Após viajar por 14 estados, Ana Clara Uchôa se reuniu com seguidores no estacionamento do Parque das Nações, na tarde desta quinta-feira (31). O próximo "encontrão" será na Feirona

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Ana Clara Uchôa, de 25 anos, cumpriu a promessa de se encontrar com seus seguidores campo-grandenses e parou o Celta, popularmente conhecido como Ozzy, acompanhada de Ísis, sua cachorra da raça Golden Retrivier, no estacionamento do portão Kadiwéu, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande.

A influencer, que tem mais de 505 mil seguidores no TikTok e mais de 325 mil no Instagram, viaja a bordo de um Celta, ano 2005, com 273 mil quilômetros rodados, modificado ao estilo motorhome e, ao chegar a Mato Grosso do Sul, alcançou a marca do 14º estado que está desbravando.

Apesar de preferir fugir de grandes centros, ela acabou se deparando com tanta receptividade nos últimos destinos que decidiu, na tarde desta quinta-feira (31), se encontrar com os seguidores de Campo Grande.

 

Ambientada com pessoas, Ísis estava em casa, correndo no gramado atrás das muitas bolinhas que ganhou de presente. O Celtinha, já marcado pelas viagens que passaram por Goiás e Mato Grosso antes de aportar por aqui estava com o porta-malas e as portas abertos.

O carro, que passou por modificações para ter uma cozinha na traseira, é um dos ambientes mais compartilhados nos vídeos, local em que Ana costuma iniciar suas transmissões, seja passando um café ou tomando leite com achocolatado, enquanto divide com seus seguidores o planejamento do dia.

A experiência tornou visível como o porta-malas foi dividido: de um lado, o espaço para guardar a roupa de cama; do outro, o banco traseiro virou o “quarto” de Ísis e Ana, com móveis planejados, sendo o mais importante o baú onde é armazenado o pacote de ração de 15 kg da cachorra.

O trio dividiu a história, cada qual à sua maneira, Ísis na doçura e no comportamento visto nos vídeos, Ana acolhendo os seguidores e sendo recebida com muito carinho e vários presentes.

"Eu conheci a Ana pelo TikTok, depois no Instagram, e desde então acompanho a vida dela. Acho legais os lugares que ela visita e admiro a iniciativa que ela teve de largar o emprego para viver a vida do jeito que acredita ser o certo", explicou a seguidora Thaissa Lemes, de 32 anos.

 

"A Ana traz a ideia de que tudo é possível se você tem um sonho. Sei lá… Igual ela falou: ela foi com medo. Pra mim, a representação dela é isso. E o dia a dia que ela compartilha faz a gente ter essa sensação de intimidade. Isso é muito legal, essa ideia que ela traz de 'gente como a gente', entendeu? Ver ela, como mulher viajando sozinha, é o verdadeiro significado de temperamento feminino", compartilhou a também seguidora, Raiany, de 23 anos.

 

 

Para quem não pôde estar no encontro durante a tarde, nesta noite Ana Clara vai conhecer a Feira Central com conhecidos para comer sobá e quer muito experimentar pastel de jacaré. Então, se alguém souber onde a iguaria é servida, ela será bem-vinda.

O povo sul-mato-grossense caiu nas graças da criadora de conteúdo, que por onde passa ganha presentes ao ponto de já estar pensando em despachar uma parte pelos Correios para a casa da mãe.

A única coisa que vai ficar é a bomba e a erva de tereré, bebida típica sul-mato-grossense que conquistou a joseense.

 

 

 

Olhar no Pantanal

Em terras sul-mato-grossenses, como acompanhou o Correio do Estado, antes de vir para a Cidade Morena, em Rio Verde de Mato Grosso, encontrou o lugar favorito do mundo, onde observou um pôr do sol na Fazenda Igrejinha, localizada a 18 quilômetros do município, quando o guia disse que ela estava no ponto conhecido por "os pés no cerrado e os olhos no Pantanal".

"É uma trilha no meio do cerrado, você vai fazendo e o [guia] vai te mostrando toda a história daquele lugar. É uma coisa incrível e, no final, você assiste ao pôr do sol e é maravilhoso. Quando cheguei naquele lugar, o Beto olhou pra mim e falou: 'Se você olhar para trás, é cerrado. E se você sempre olhar para frente, é o Pantanal'."

No horizonte o Pantanal sul-mato-grossense / Crédito: Redes Sociais / Fazenda Igrejinha / 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A paisagem deslumbrante do local, que é um sítio arqueológico, foi descrita por Ana Clara como um retorno às aulas de Geografia o que até rendeu uma mensagem da professora, a quem ela disse que deu muito trabalho para aprender o conteúdo.

Neste ponto, "pés no cerrado e olhar no Pantanal", o pensamento foi na professora.

E, em uma conexão surpreendente, assim que publicou o vídeo, recebeu uma mensagem da educadora, que relatou: "É a Geografia ao alcance dos olhos".

"Eu lembro que, quando era criança, tinha vontade de estar em dois lugares ao mesmo tempo. Sabe quando você abre a perna em uma divisa de estado e está em dois lugares ao mesmo tempo? Aquele momento foi a divisão de biomas eram dois biomas ao mesmo tempo", contou Ana Clara.

 

 

 

 

Produção de conteúdo

O conteúdo diferenciado, que faz o seguidor ter a sensação de estar em uma videochamada, é uma característica que ela decidiu aplicar. A receita se mostrou certeira: durante a reunião que havia combinado por meio das redes sociais, vários seguidores compareceram no Parque das Nações e estavam entusiasmados para conhecer mais de perto as histórias dela.

"Não é para ter aquela coisa cravada de 'bons lugares para conhecer em Campo Grande'. É para ser: qual foi a minha experiência, o meu sentimento passando por aqui, entendeu? Então, são mais trocas que eu tive com as pessoas, os lugares que eu fui", explicou Ana Clara.

Afinal de contas, seguir regras com tudo milimetricamente calculado terminaria por levá-la de volta à rotina de trabalho da qual ela decidiu se desvincular. Ela trabalhava na área administrativa de uma empresa de saúde quando decidiu que queria colocar o pé na estrada e viver aventuras na natureza com Ísis.

Crédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Mulher na estrada

Ana Clara fala abertamente que o plano é conhecer todos os estados do país e, posteriormente, chegar ao Peru. Mas, se algum dia decidir não ir mais, vai encarar como uma vitória, por toda a vivência e experiência trocadas com as pessoas com quem cruzou no caminho.

"Viajar traz muito esse sentimento de aprender as coisas na prática. Essa coisa das culturas... tem o Nordeste, tem o Norte, o Sul... Mas o viajar te coloca cara a cara com as coisas. E a minha viagem, ainda morando num Celta, é muito mais do que o conhecimento do Brasil. É também autoconhecimento. Porque, morando dentro de um carro, você precisa manter a cabecinha um pouco no lugar."

Embora a ideia de deixar o emprego, a família e os amigos para pegar a estrada na companhia de Ísis pareça simples, ela conta que todo o processo que envolveu essa tomada de decisão caminhou em torno da insegurança do desconhecido.

"Eu tenho muito medo. Isso não é socialmente falado. O povo acha que, na hora em que pedi demissão, abri uma gaveta, enfiei o medo lá dentro, fechei e falei: 'Ah, agora não olho mais pra ele, seja o que Deus quiser'. E não. Esses dias, postei um vídeo, falei que tomei banho e aproveitei para dar uma chorada. Dei uma choradinha ali e tá tudo certo."

Afinal de contas, o caminho a leva por rumos e exige abrir mão de pessoas por quem criou vínculos. No entanto, ela resume que a pessoa precisa escolher se o medo vai ser uma trava ou se vai ajudar a seguir adiante. Então, sempre que sente medo, a ideia é: “vou embora, seguir em frente”.

Cada nova descoberta


Outras cidades, conhecidos e amigos, que ela faz com facilidade, surgem pelo caminho. Já que não tem todo o tempo do mundo para muitas cerimônias e, de coração aberto e com espírito aventureiro, ela se prepara para novas etapas.

"Chegar numa cidade nova é quintal novo para o café do Celtinha. Então é a minha experiência, fazendo aquele café em um lugar diferente. E para as pessoas que me assistem, é tipo: 'Caramba, agora ela tá em tal lugar'."

A mudança que vai ocorrendo internamente, ao passar pelos destinos, tirou o peso dos ombros de seguir uma rota fixa e permitiu a abertura para alterações de percurso, situação que, inclusive, chegou a ocorrer.

"O ser humano foi programado para seguir um plano. Então, se eu saí de São Paulo com um plano de chegar até o Acre, se eu mudar esse plano em determinado momento, vai ser como se eu tivesse falhado. Em alguma camada do meu cérebro vai estar ali: 'Pô, mais uma vez?'. Porque, querendo ou não, já fiz a primeira rota e tive que voltar. E me veio esse sentimento. Aí eu falei: 'Pô, mais um estado, né? Mais um país, não custa nada. Mato Grosso do Sul tá aqui embaixo'", disse Ana, e completou:

"Você já é bem acolhido, já vê coisas maravilhosas. Você tem a realização de ver uma coisa que sempre quis ver que, no meu caso, é o Pantanal, e que nem estava na rota? Venci. Eu venci sem ter chegado. Eu sinto isso na minha viagem."

Rede de apoio

O segredo do equilíbrio não é uma receita de bolo. Na realidade, o auxílio para continuar estabelecendo pontes à medida que avança, permitindo-se viver novas experiências, passa pelo autocuidado de manter a terapia online uma vez por semana.

"Porque, querendo ou não, estou em constante mudança, em constante movimento. Eu não paro nunca. Tem gente entrando, saindo, gente passando, gente falando, gente deixando de falar o tempo todo. Ou você fica 24 horas meditando dentro do carro ou tem alguém que te acompanha. Eu até brinco que o Celtinha tem um mecânico de confiança, a Ísis tem a veterinária de confiança dela, e eu tenho minha terapeuta."

 

Próximas paradas


Os próximos destinos são Aquidauana, Serra da Bodoquena e Bonito, e a saída do país está sendo estudada. Muito possivelmente será por Ponta Porã, no Paraguai, já que a Bolívia está passando por um processo eleitoral que torna o cenário instável.

Planos futuros

  • Visitar a região sul do país;
  • A próxima viagem será para  Ushuaia, na Argentina;
  • Depois ela seguira para o Norte e Nordeste do Brasil;
  • Após encerrar a cruzada o carro será aposentado;
  • Assim que estiver com um veículo novo, o primeiro cachorro que aparecer na estrada será adotado e receberá o nome de Ozzy.

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FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (25)

25/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Millôr Fernandes - escritor brasileiro

"Ninguém sabe o que você ouve, mas todo mundo ouve muito bem o que você fala”.

 

FELPUDA

A vereadora Isa Jane Marcondes está andando em campo minado, pois a cada fiscalização que realiza e posta em suas redes sociais, torna-se alvo de saraivada de ataques, inclusive dos seus colegas da Câmara Municipal de Dourados. Persistente, ela anda se desviando das minas espalhadas em cada órgão público que visita para constatar se os serviços estão indo ao encontro do que a população quer. Ela verifica, inclusive, o que teria sido varrido para debaixo do tapete. A realidade, dizem, é que há aqueles que desejam tirá-la do páreo de voos mais altos. Vai saber...

Diálogo

Eclético

O deputado Paulo Duarte está buscando novo rumo e, assim, deve deixar o PSB para se filiar, ao que tudo indica, no PSDB. O parlamentar tem trajetória partidária um tanto quanto extensa em sua vida política. Ele foi filiado ao PT.

Mais

E, inclusive, integrou o “núcleo duro” da administração petista em MS. Saiu do PT em 2016 e migrou para o PDT. Mas não durou muito, pois logo mudou de sigla, filiando-se ao MDB. Posteriormente, buscou abrigo no PSB e agora consta que estaria indo para o PSDB. Ufa!

DiálogoDr. Afonso Simões Corrêa, que está participando do programa de residência médica em Oncologia Clínica na USP, em São Paulo

 

DiálogoFlávia Ceretta

Eu juro!

O governador Eduardo Riedel jurou por todos os santos e arcanjos que não conversou sobre política com Lula, quando ele esteve em Campo Grande. Disse que o diálogo entre eles foi sobre, em suas palavras, “investimentos no Estado; falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também de projetos que estão na Casa Civil e devem ser enviados ao Senado para aprovação da CAE, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida”. Então, tá...

Palanque

A ministra Simone Tebet bateu o martelo com Lula e trocará MDB, seu partido por três décadas, pelo PSB, cuja figura mais ilustre é o vice-presidente Alckmin. Ela disputará uma das vagas ao Senado, mas por São Paulo, estado com maior colégio eleitoral do País, para “fazer palanque” para o lulismo. Em sua trajetória política em Mato Grosso do Sul foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.

Recuo

Com a reta final da janela partidária e algumas definições para composição de chapas e, até mesmo, interesse de alçar outros voos, políticos decidiram fazer análise mais detidamente do cenário eleitoral. Assim, já se verifica certa disposição de algumas pré-candidaturas serem mantidas. Uma delas seria a da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL). Ela teria cogitado até se filiar ao Novo para disputar o Senado. Porém...

Aniversariantes

Elaine Batista de Oliveira,
Alfredo Zamlutti Júnior,
Lauane Braz Andrekowiski Volpe Camargo,
Vilmar Vendramin,
Andréa Elizabeth Ojeda,
Clelia Casanobas Pereira,
Ilda Vilalba Lima,
Aline de Oliveira Silva,
Cicero Pucci,
Antônio Fernandes Teixeira,
Constantinos Mastroyannis,
Goro Shiota,
Izaura Saad do Amaral,
José Aparecido Miguel,
Luis Adolar Camargo Kieling,
Paulo Ricardo Sbardelote,
Darci Rocha Rodovalho,
Elcimar Serafim de Souza,
Marizeth de Faria Molina,
Eva Lefreve,
Miguel Cherbakian Primo,
Amaury D’Anunzio de Miranda Leal,
Eduardo Orsi Abdul Ahad,
Dra. Janete Lima Miguel,
Dr. Sidney Valieri,
Pércio de Andrade Filho,
Ana Carolina Correia,
Adelino Augusto Arakaki Martins,
Maria Neusa de Souza,
Thomaz Lipparelli,
Cristiane Iguma Câmara,
Bertildes Oliveira de Abreu,
Rose Mary Monteiro,
Joaquim Alcides Carrijo,
Luis Antonio de Oliveira,
Wagner Dagoberto Baptista,
Osmar Marques do Amaral,
Aparecido Camazano Alamino,
Alceu Roque Rech,
Zely Vieira Recalde,
Antônio Vladimir Furine,
Hélio Aldo dos Santos,
Magdalena Ferraz Baís,
Roseny Rodrigues Nogueira,
Maria Pereira Motta,
Leôncio de Souza Brito Filho,
Dr. Carlos Benigno Tokarski,
Nilza Maria Coutinho,
Maria Helena Pinheiro,
Zulmira de Freitas,
Nilton Nantes Coelho,
Arialú Paula Nogueira,
José Ernesto de Souza Faria,
Gabriel Meudau Lemos,
Marilda Coelho Lima,
Otávio Otaviano da Silva Pereira,
Maria Emília da Silva,
Pedro Paulo Gentil,
Dirceu Teixeira Nogueira,
Mirna Gonçalves,
Geraldo Carvalho Corrêa,
Nilson Arantes,
Altagno Sandin Bacarje,
Dilma Alvarenga da Silva,
Agenor de Figueiredo,
Fábio da Costa Rondon,
Maria Aparecida Barros de Moura,
Lodemir Cânepa Penajo,
Carlos Augusto Melke,
Taís Oliveira Pena,
Cristina de Melo Hamana,
Assis Alves Pimenta,
Allan Kardec Victor Hugo dos Santos,
Juliene Aparecida da Silva Gomes,
Wanir Maria Gasparetto da Silva,
Edilson Carlos Araujo de Oliveira,
Dayselene de Lara,
Anuncia Gimenes Ayala,
Antonio da Silva,
José Mário Facioli,
Gustavo Kiotoshi Shiota,
Everton Santos Garcia,
Edmilson Amaral da Rosa,
Carlos Uechi,
José Antonio Amaral Camargo,
Milton de Souza Leite,
Rodrigo Fernandes Ramos,
Silvia Aparecida da Silva Rocha,
Eloisa Fernandes dos Santos,
Ademir Gonçalves da Silva,
Thamara Silva Dauzacker Furlan,
Andreia Gomes Gusman,
Guilherme Coppi,
Rubens José Franco Cozza,
Silvania Gobi Monteiro Fernandes,
Márcio José da Cruz Martins,
Cenise Fatima do Vale Montini Jonson,
Dianary Carvalho Borges,
Carlos Eduardo Tedesco Silva,
Douglas Tiago Campos,
Katiussia Ribeiro Vieira,
Nelma Ortolan Franzim,
Sara Rosane Barcelos Moreira,
Luciane de Araújo Martins,
Everton Armôa Martos,
Humberto Dauber,
Carlos Henrique Suzuki,
Vicente Martins,
Quirino Areco

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

COMPORTAMENTO E SOCIEDADE

Sociedade Pesquisa mostra que 80% dos brasileiros se sentem felizes

Levantamento da Ipsos mostra crescimento nos níveis de bem-estar, com destaque para relações pessoais, saúde e espiritualidade como pilares da felicidade entre brasileiros

24/03/2026 08h00

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no Brasil Freepik

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Os brasileiros estão mais felizes atualmente do que estavam há um ano. É o que revela o Ipsos Happiness Report 2026, pesquisa global que mede a percepção de felicidade em 29 países e aponta um avanço significativo nos níveis de satisfação da população.

No Brasil, 80% dos entrevistados afirmam estar felizes ou muito felizes (um crescimento de dois pontos porcentuais em relação a 2025), colocando o País entre os mais satisfeitos do mundo, na sétima posição do ranking internacional.

O levantamento mostra que 28% dos brasileiros se consideram muito felizes e 52% felizes. Enquanto 15% dizem não estar muito felizes e apenas 5% afirmam não estar felizes de forma alguma. Os números brasileiros superam a média global, que registra 74% de pessoas felizes, sendo 18% muito felizes.

O cenário nacional acompanha uma tendência internacional: em 25 dos 29 países pesquisados, os níveis de felicidade aumentaram em comparação ao ano anterior.

Apenas três países registraram queda. O dado indica uma melhora generalizada na percepção de bem-estar, possivelmente influenciada por fatores como maior estabilidade econômica e recuperação social após períodos de crise.

Os dados do levantamento revelam uma compreensão mais ampla sobre o que significa ser feliz. No Brasil, essa percepção está fortemente associada a vínculos afetivos, saúde e propósito de vida – elementos que, mesmo diante de desafios econômicos, sustentam níveis elevados de satisfação.

Ao mesmo tempo, o estudo evidencia que a felicidade não é distribuída de forma uniforme e pode variar de acordo com fatores como idade, renda e contexto social.

MOTOR DA FELICIDADE

No Brasil, a felicidade tem raízes profundas nas relações humanas e no bem-estar emocional. O principal fator apontado pelos entrevistados é o sentimento de ser amado ou valorizado, citado por 34%. Em seguida, aparecem a saúde física e mental (31%) e o relacionamento com a família e os filhos (29%).

Esses resultados mostram que, mais do que condições materiais, são os vínculos afetivos e a qualidade de vida que sustentam a sensação de felicidade entre os brasileiros.

A tendência também se repete globalmente: sentir-se apreciado e ter boas relações familiares aparecem como os principais motores da felicidade em diversos países.

Outro ponto de destaque é o papel da espiritualidade. No Brasil, 22% dos entrevistados apontam a fé ou a vida espiritual como um fator relevante para a felicidade – mais que o dobro da média global, que é de 10%.

O dado reforça uma característica cultural marcante do País, onde a religiosidade segue sendo um elemento importante na construção do bem-estar.

Além disso, fatores como perceber que a vida tem sentido e ter controle sobre a própria trajetória também aparecem entre os elementos que contribuem para a felicidade, indicando uma combinação entre aspectos emocionais, sociais e subjetivos.

DIFERENÇAS ENTRE GÊNEROS

A pesquisa também revela nuances importantes quando se observa o recorte por gênero. Entre os brasileiros que se dizem muito felizes, os homens aparecem em maior proporção (29%) em comparação às mulheres (26%).

No entanto, quando se trata do grupo que se declara feliz, as mulheres lideram, com 54%, frente a 50% dos homens.

Os dados sugerem que, embora os níveis gerais de felicidade sejam semelhantes entre os gêneros, a intensidade dessa percepção pode variar. Ainda assim, a soma total de pessoas satisfeitas com a vida se mantém elevada em ambos os grupos.

Relações pessoais e o sentimento de ser amado ou valorizado estão entre as maiores causas de felicidade no BrasilEspiritualidade é duas vezes mais relevante para a felicidade dos brasileiros do que para a média global - Foto: Freepik

VARIAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O estudo também analisa como a felicidade muda com a idade – e os resultados mostram um padrão curioso. A satisfação com a vida tende a ser alta na juventude, sofre uma queda por volta dos 50 anos e volta a crescer nas décadas seguintes, atingindo seu pico após os 70 anos.

Globalmente, pessoas com mais de 70 anos apresentam os maiores níveis de felicidade, enquanto aquelas na faixa dos 50 anos estão entre as menos satisfeitas.

No Brasil, a faixa etária entre 50 e 74 anos concentra o maior índice de felicidade, com 82% das pessoas se declarando felizes ou muito felizes. O dado indica que, apesar de desafios comuns à meia-idade, como questões profissionais ou financeiras, há uma retomada significativa do bem-estar com o avanço da idade.

Por outro lado, a geração Z – formada por jovens nascidos entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2010 – é a que apresenta o maior porcentual de pessoas que se dizem nada felizes, embora esse número ainda seja relativamente baixo, de 6%.

UM DOS MAIS FELIZES

No ranking global, o Brasil aparece entre os países com maior índice de felicidade. As primeiras posições são ocupadas por Indonésia (86%), Países Baixos (84%), México (83%) e Colômbia (83%). Com 80% da população feliz, o Brasil figura logo atrás, consolidando-se como um dos países mais satisfeitos entre os pesquisados.

A trajetória também é positiva no longo prazo. Desde 2011, o índice de felicidade no Brasil aumentou três pontos porcentuais, contrariando uma tendência de queda observada em alguns países ao longo dos anos.

Esse crescimento indica que, apesar de desafios econômicos e sociais, a percepção de bem-estar no País tem se mantido resiliente, sustentada principalmente por fatores não materiais.

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE, MAS AJUDA

Se por um lado a felicidade está ligada a aspectos emocionais e relacionais, a infelicidade tem uma origem mais concreta. No Brasil, a situação financeira é o principal fator de insatisfação, citado por 54% dos entrevistados.

Na sequência, aparecem a saúde mental e o bem-estar (37%) e as condições de moradia (27%). O padrão é semelhante ao observado globalmente, em que a situação financeira também lidera como principal causa de infelicidade, com 57% das menções.

O impacto das finanças é transversal e atinge todas as gerações. Entre os baby boomers, 68% apontam esse fator como a principal causa de infelicidade. O índice cai para 62% na geração X e para 49% entre millennials e geração Z, mas ainda se mantém como o principal motivo em todos os grupos.

A pesquisa também evidencia uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com maior poder aquisitivo tendem a ser mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%), o que reforça a importância das condições materiais na qualidade de vida.

Apesar do peso das finanças na infelicidade, a percepção sobre a economia apresentou melhora este ano. Em 18 dos 29 países analisados, mais pessoas passaram a acreditar que a economia nacional está mais forte do que no ano anterior.

Essa mudança pode ter contribuído para o aumento geral da felicidade, visto que reduz a insegurança e melhora as expectativas em relação ao futuro.

O estudo sugere que, embora fatores econômicos não sejam os principais responsáveis pela felicidade, eles exercem forte influência quando se trata de insatisfação, especialmente em contextos de instabilidade.

METODOLOGIA

O Ipsos Happiness Report 2026 foi realizado entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, com a participação de 23.268 adultos em 29 países. As entrevistas foram conduzidas por meio de plataformas on-line, com exceção da Índia, onde parte da coleta foi feita presencialmente.

No Brasil, a amostra contou com cerca de mil entrevistados, com margem de erro estimada em 3,5 pontos porcentuais. Os dados foram ajustados para refletir o perfil demográfico da população adulta, com base nos censos mais recentes.

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