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Diálogo

Alguns pré-candidatos, principalmente aqueles que "põem crachá" no peito d... Leia na coluna de hoje

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Patrícia cassol Eickhoff - escritora brasileira

Bola para frente na vida, porque se chutar para trás pode ser gol contra!”

Felpuda

Alguns pré-candidatos, principalmente aqueles que “põem crachá” no peito de defesa da moralidade, da democracia e do respeito à população, estão lépidos e fagueiros, mandando às favas a legislação eleitoral. As peraltices dessas figurinhas vão de espalhar outdoors com propaganda fora do tempo, passando pelas redes sociais, até a divulgação de narrativas com fake news. Com isso, a Justiça começou a ter trabalho em razão das ações dos que se acham mais espertos do que os outros. O dito popular ensina: “A esperteza, quando é muita, vira bicho e engole o dono”. Portanto...

Vespeiro

O PT não gostou nadica de nada da divulgação de que Fábio Trad, seu pré-candidato a governador de MS, não comparece ao local onde trabalha, a Embratur, em Brasília (DF), e sim atua “a distância”. Foi como se mexesse num vespeiro.

Mais

Aí, petistas de todos os naipes saíram em defesa, já elucubrando teoria da conspiração e acusando a extrema direita de tentativa de desqualificar Trad. No fim, acabou se confirmando que ele “cumpre seu expediente” dessa forma, tendo em vista que na Embratur há essa modalidade.

Dra. Ana Rottili

 

Ticiana Villas Boas, Amanda Ferber e Matheus Gait

Rumo

O time do MDB de MS está mais tranquilo, pois tudo indica que deverá seguir mesmo o caminho traçado para apoiar a reeleição do governador Riedel, como havia sido combinado. Nos bastidores, conversa é de que a senadora Simone Tebet, também emedebista, estaria “só num barco naufragando”. No caso, está sem espaço para candidatura ao Senado pelo Estado e a história de ser candidata ao governo de São Paulo não passaria disso mesmo, história.

Mala pronta

Nos bastidores, são fortes os comentários de que o vice-governador Barbosinha estaria afivelando as malas e de olho no Republicanos. E, por lá, dizem, o tapete estaria estendido para recebê-lo. Atualmente, o partido é representado por um parlamentar no Legislativo estadual, Antonio Vaz, e em Campo Grande, pelos vereadores Herculano Borges e Neto Santos.

Mais um

Quem também estaria com o sapicuá ajeitado para ir em direção ao Republicanos seria o deputado federal Beto Pereira (PSDB). A previsão é de que deixaria o ninho tucano para trabalhar por sua reeleição em novo partido. A legenda, além de estar em processo de inanição em Mato Grosso do Sul, a exemplo do que ocorre nacionalmente, ainda viveu momentos de tensão por questões de comando do ninho depois da saída do ex-governador Reinaldo Azambuja, que assumiu o PL. Atualmente, Beto é presidente do PSDB estadual.

ANIVERSARIANTES

Adriana Bellei, 
Ulisses do Amaral, 
Deborah Gabínio Paraná, 
Ilson Roberto Morão Cherubim, 
Cleuza dos Santos Marin, 
Anderson Ricardo Ferreira Gonçalves,
Gilberto Lamartine Pimpinatt,
Vandir José Schio,
João Antônio de Oliveira Mônaco,
Mercedes Luzia Whaitlock,
Ana Paula Avelino Rodrigues da Silva,
Luciene Nogueira Queder,
Manoel José da Silva Júnior,
Carlos Fernando de Souza,
Rita Maluf Haddad, 
Fábio Pinto de Figueiredo, 
Dalva Guimarães Dias Freitas de Jesus,
Ana Paula Machado Baptista, 
Renato de Medeiros Baréa,
Francisco Batista de Almeida,
Flaviane Bueno Azambuja,  
Carlos Eduardo Trevelin Millan,
Maria Cristina de Barros Miguéis,
Ana Claudia Hvala,
José Ferreira de Souza,
Higino Veiga Macedo,
Marina Rêgo Lopes, 
Antônio Calarge Filho, 
Luiza Higa, 
Sionei Ricardo Leão,
Celanira Borges do Amaral,
Mariângela Gomes Freire,
Ruth Martins, 
Tânia Maria Zeola, 
Angelo Gonçalves da Rosa,
Maura Thereza Britto Ribeiro,
Lenir Gomes Campos Nunes, 
Sirley Ferreira Silva,
Rosângela Rique Urbieta,
Sandra de Araújo, 
Denise Regina Rosa Barbosa,
Homero de Sousa Rosa,
Lilian Azevedo de Souza, 
Ronaldo Galvão Modesto,
Celso Ajala da Rocha,
Gustavo Rodrigo Rodrigues,
Núbia Furetti Santos Romero,
Ritva Cecilia de Queiroz  
Garcia Vieira, 
Elza Aparecida Jorge, 
João Manoel Andrade Coelho, 
Carlos Alberto Pereira,
Alexandre Luis Ramão,
Pedro Carlos Barbosa,
Esequiel Loureiro, 
Diva Nantes,
Renata Gomes Ferreira,
Maria Auxiliadora Pereira,
Olivia Medeiros,
Maria Emília Nogueira,
Pedro Paulo Flôres,
Zilá Maria Barbosa,
Renato Mattos de Souza, 
Flaviano Bellinati Garcia Perez,
Nádia Oliveira,
Maria Lúcia Rezende da Rosa,
Adriana Tannus,  
Verônica Alcaraz, 
Carlota Figueira Lima,
Paolla Santos da Silva,
Giulliana Monteiro,
Juliana Aranda e Silva,
Wendel Barbosa da Luz,
Ricarda Lopes Alves,
Oriane Carla de Abreu Almeida Silva,
Paulo Henrique Nogueira Biscola,
Thatiana Juraski Gomes Haddad,
José Paulo Martins Machado,
Hélio Alexandre Vera Taveira,
Mara Elaine Bandeira Abdalla,
Reinaldo Martins de Oliveira, 
Lúcia Aparecida Suffiatti Frozza,
Paulo Roberto Burgueno,
Mario Correa Albernaz,
Zaira Modesto de Souza Nascimento,
Gervalino Oliveira da Rocha, 
João Pedro Santos Vieira, 
Cristiane Lang Cabral Gomes,  
Paulo Marco Medeiros Ocampos,
Marco Antonio Almeida Cavalheiro, 
Rodrigo Rodrigues Peres,
Staner Amaral Guimarães,
Antonio Machado de Souza,
Henrique Cardoso da Costa Barbosa,
Adão da Silva Matos,
Marcos Tadeu Motta de Sousa, 
Lilianne Cardoso Pena, 
Paulo Sérgio Matos Lima, 
Mário de Oliveira e Souza, 
Sebastião Lopes Machado, 
Maria Lídia Alves Pereira, 
Paula Monteiro de Oliveira, 
Henrique Carvalho Gomes, 
Geraldo Rocha Alves, 
Alício Santos Vieira, 
Valdete Barbosa Almeida.

*Colaborou Tatyane Gameiro

Saúde

Tendências fitness: do incentivo ao risco

Especialistas analisam como tendências da internet podem motivar hábitos saudáveis, mas alertam para a necessidade de acompanhamento profissional e cuidado com as expectativas irreais

26/01/2026 14h30

Reprodução/Freepik

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Nos últimos anos, especialmente no período pós-pandemia, a busca por hábitos saudáveis ganhou força impulsionada pelo acesso à informação e pela influência das redes sociais. Tendências como canetas emagrecedoras, receitas fitness virais no TikTok e exercícios da moda viralizam e atraem milhares de pessoas. Mas será que essas novidades funcionam como um pontapé inicial para uma vida saudável duradoura, ou podem gerar frustrações e riscos à saúde?

De acordo com pesquisa da Abbott realizada em 2021, 65% dos brasileiros avaliaram positivamente sua saúde após a pandemia, e a maioria pretende manter hábitos adquiridos, como alimentação caseira e redução no consumo de industrializados.

Estudos nos EUA mostram que usuários das canetas emagrecedoras cortam a ingestão calórica diária em até 40%. E o corte começa pelo supérfluo: salgadinhos, doces, biscoitos e bebidas alcoólicas.

Numa projeção de adoção mais agressiva do tratamento no Brasil, gigantes como Ambev (cervejas), M. Dias Branco (massas) e Camil (cereais) projetam uma queda de até 2% no lucro líquido em 2027.

Impulso inicial

Para a nutricionista Camila Vargas, as tendências fitness podem ser um ponto de partida positivo. "Despertam curiosidade, aumentam o interesse pelo autocuidado e ajudam muitas pessoas a darem o primeiro passo", diz.

O personal trainer Alexandre Comyama Saldanha concorda: "Quando um influenciador que a pessoa admira faz uma dieta, faz uma atividade física e ainda aposta, mesmo com outros trabalhos, com outras coisas para fazer, ele mostra que é possível todo mundo fazer, todo mundo se preocupar um pouco com a saúde e tomar um tempo do dia para isso".

A nutricionista Aline Macedo observa que a pandemia funcionou como um "divisor de águas" na conscientização sobre prevenção e qualidade de vida. No entanto, ela alerta que as redes sociais também trazem distorções. "Muitas vezes há desinformação e uma aceleração para ter para ontem o corpo e a saúde que aos 30 e aos 20 anos a pessoa não teve".

Riscos das expectativas irreais

O uso sem orientação de canetas emagrecedoras e a busca por resultados rápidos preocupam os especialistas. Alexandre relata casos de pessoas que perdem peso de forma irregular e prejudicial: "Perde 15 [quilos] em dois meses […] Houve muita perda de massa muscular, deixando a pessoa não só magra, mas como flácida. Dos 15 kg, às vezes ela perdeu 8 kg de gordura, mas 7 kg de músculo. Na balança não faz sentido, não tem vantagem em fazer isso, você se torna menos saudável. Apesar de ter perdido gordura, pode gerar outros problemas musculares ou tendinosos".

O personal destaca ainda impactos na autoestima. "A pessoa achau que vai ficar de uma forma e fica de outra, por perda excessiva. O rosto muda, os olhos afundam, a boca muda, quem tem botox em excesso no rosto vai ficar mais protuso, mais aparente. Isso também serve para outras próteses. Então se vai fazer administração de canetas emagrecedoras, tem que ser muito bem administrada a dose, o psicológico e a alimentação. E não é para tomar sem treino de musculação, porque vai ficar flácido, vai cair tudo".

Camila Vargas reforça que "essa perda de peso rápido não é considerado saudável". "É importante lembrar que grande parte do que circula na internet não mostra o processo real, não considera diferenças individuais e, muitas vezes, não tem embasamento científico. Saúde não é linear, nem imediata. Mudanças sustentáveis acontecem com tempo, constância e orientação adequada", reforça.

Aline Macedo critica o uso indiscriminado das canetas. "Então, a caneta veio com um foco de tratamento, um emagrecimento, uma melhora de várias alterações metabólicas, mas hoje ela está sendo usada de maneira mais indiscriminada. As pessoas estão se automedicando, restringindo a comida, querem aplicar doses a ponto de não sentirem fome. Mas nenhum medicamento emagrecedor vem para tirar a fome e sim para controlar, trabalhar no eixo hormonal para fazer uma digestão um pouco mais lenta, para fazer uma resposta insulínica melhor e, assim, a pessoa comer certo, exercitar e ter um peso reduzido de maneira progressiva", explica a nutricionista.

Performance ou bem-estar?

Para a maioria dos entrevistados pela Abbott, o conceito de saúde está diretamente ligado ao estilo de vida e a não ficar doente. Entre os aspectos apontados como os mais importantes para se ter uma boa saúde estão: alimentar-se de maneira saudável (52%), envelhecer com disposição (41%), dormir bem (40%), não depender de remédios (37%) e estar com a imunidade alta (37%).

Embora a performance ainda motive parte do público, o bem-estar tem ganhado espaço. "Hoje, observa-se uma busca cada vez maior por bem-estar, embora a performance ainda esteja presente como motivação para parte das pessoas. Muitos começam pelo objetivo estético ou de desempenho, mas ao longo do processo passam a valorizar mais qualidade de vida, saúde mental, disposição e equilíbrio", diz Camila.

Aline confirma: "Como nós observamos em Campo Grande, as pessoas estão cada vez mais tendo a consciência do autocuidado e das práticas de atividade física. Então nós temos um público, sim, que está procurando por performance, mas a grande maioria busca prevenção, saúde e bem-estar".

Alexandre também observa que a balança pende para o bem-estar, mas nota que "hoje em dia muita gente treina por alto rendimento".

Acompanhamento

As tendências fitness e produtos como canetas emagrecedoras podem, de fato, servir como incentivo para o início de uma jornada de saúde. No entanto, sem filtro, orientação adequada e paciência, o risco de frustração, transtornos e prejuízos à saúde é real.

Os especialistas são unânimes em destacar a importância do acompanhamento profissional. "Ajudam a transformar a motivação inicial em resultados seguros, eficazes e duradouros", afirma Camila.

Alexandre explica que o profissional “entrega mastigado” o caminho, evitando erros comuns. "A gente mostra os melhores caminhos administrativos de dosagem de exercício, o que fazer, o que comer, o que tomar, o que parar de fazer, o que melhorar... Então a gente guia, da melhor forma, para a pessoa chegar no seu objetivo".

E Aline defende uma visão integral. "Quando nós temos um acompanhamento individualizado, esse profissional te olha como um todo, corpo, mente, espírito, seus exames laboratoriais, seus sinais e sintomas, seu hábito de vida, sua cultura, e ele consegue encaixar algo adequado e o processo específico para você".
 

ALIMENTAÇÃO & SAÚDE

No Dia da Gula, saiba diferenciar o que é fome e o que é compulsão

Mais do que se fartar, cabe o alerta sobre hábitos alimentares e saber diferenciar fome, gula e compulsão alimentar; especialistas explicam o papel do alimento no organismo, chamando atenção, além da função nutritiva, para aspectos psicológicos

26/01/2026 10h00

No Brasil, 31% da população adulta é obesa e 68% têm excesso de  peso, segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025

No Brasil, 31% da população adulta é obesa e 68% têm excesso de peso, segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025 Reprodução/Internet

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Quem nunca comeu além da conta “só porque deu vontade”? Um doce depois de um dia estressante, um salgado fora de hora ou aquele belisco automático quando surge o tédio e a ansiedade ou como forma de recompensa para uma situação difícil.

Esses episódios pontuais são comuns e até podem ser inofensivos, se esporádicos. O alerta surge quando esse comportamento deixa de ser exceção.

É justamente essa reflexão que ganha mais sentido hoje, no Dia da Gula (26 de janeiro). A data não foi criada para incentivar exageros, mas para conscientizar sobre a relação entre emoções, comportamento alimentar e saúde, ajudando a diferenciar manifestações como fome física, gula, fome emocional e compulsão alimentar.

Em um cenário em que a obesidade avança no Brasil, com 31% da população adulta vivendo com a condição e 68% apresentando excesso de peso, segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2025, entender nossa relação com a comida se torna fundamental. Afinal, quando estamos diante da fome real, da gula ou de um transtorno alimentar?

A nutricionista Lucila Santinon afirma que a gula está ligada ao desejo intenso de comer, muitas vezes, sem relação com a fome real.

“E também tem motivação diferente da compulsão alimentar, que é um transtorno caracterizado por episódios recorrentes de ingestão de grandes quantidades de comida em um curto espaço de tempo mesmo sem fome, acompanhando a sensação de perda de controle e muitas vezes associados a fatores emocionais”, explica a especialista.

Ela comenta que a gula acontece quando a pessoa come ou bebe de forma exagerada, bem além do necessário, mas de maneira eventual.

“Exceder ao se deliciar com um prato de doce ou salgado é gula, mas, quando a situação se torna recorrente e deixa de ser um deleite, passando a ser uma fonte de sofrimento, é sinal de que necessita de ajuda profissional. Esse comportamento pode ser um gatilho para desenvolvimento de transtornos alimentares”, observa Lucila.

Fome emocional

Distinguir a fome fisiológica da gula e da compulsão alimentar nem sempre é simples. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a fome é um sinal fisiológico do corpo que indica a necessidade de alimento para obtenção de energia e nutrientes, podendo se manifestar por sintomas como fraqueza, dores abdominais ou queda de concentração.

Segundo a nutricionista Ana Beatriz Guiesser, nem toda fome está ligada a uma necessidade biológica.

“A fome emocional, por exemplo, nos leva a buscar alimentos mais calóricos, como doces e frituras, funcionando como um mecanismo de recompensa para o cérebro. Em momentos de tristeza, estresse ou ansiedade, é comum recorrer a esses alimentos”, afirma Ana Beatriz.

A fome emocional, quando o alimento passa a cumprir uma função de conforto, posiciona-se, segundo especialistas, entre a gula frequente e a compulsão alimentar.

Do ponto de vista fisiológico, esse comportamento envolve alterações hormonais importantes que podem levar a episódios de gula e servirem como gatilho para a compulsão alimentar, que, segundo dados da OMS, afeta cerca de 4,7% da população brasileira.

A compulsão alimentar costuma surgir em momentos de exaustão emocional, estresse e ansiedade, quando o cérebro passa a buscar alívio imediato em alimentos altamente palatáveis, como doces e gorduras.

Outro mecanismo envolvido é a dopamina, neurotransmissor ligado à recompensa.

“Ela é liberada em maior quantidade durante experiências agradáveis, como comer uma das suas comidas prediletas. Essa comida gera um conforto que aumenta subitamente a dopamina no organismo, e sempre queremos repetir essa experiência, principalmente quando sentimos algum tipo de mal-estar”, acrescenta a nutricionista Lucila Santinon.

Fome social

Outro tipo frequente é a fome social, influenciada pelo ambiente. “Em festas, encontros com amigos ou reuniões, muitas vezes comemos por impulso, mesmo sem fome, o que pode levar aos excessos. O primeiro passo para mudar esse padrão é reconhecer os diferentes tipos de fome e observar o próprio comportamento”, orienta Ana Beatriz Guiesser.

Uma estratégia importante é priorizar alimentos nutricionalmente mais completos, o que contribui para maior saciedade e redução do consumo exagerado. A regra de ouro é optar por alimentos naturais ou minimamente processados.

Vale lembrar que, segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde, a alimentação vai além da ingestão de nutrientes: envolve a forma de preparo, a combinação dos alimentos, o modo de comer e também aspectos culturais e sociais, todos determinantes para a saúde e o bem-estar.

Como diferenciar? 

Para diferenciar a gula da compulsão alimentar, é importante observar a frequência e a intensidade dos episódios. Comer uma sobremesa e repetir ocasionalmente, mesmo após estar saciado, pode ser caracterizado como um episódio de gula, um comportamento impulsivo associado ao prazer, sem definição clínica formal.

Já a compulsão alimentar envolve o consumo de grandes quantidades de comida em um curto período de tempo, geralmente acompanhado de sensação de perda de controle e impactos físicos e emocionais.

O médico José Afonso Sallet, especialista em obesidade e doenças metabólicas, destaca que esses casos exigem acompanhamento especializado.

Saiba

"De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 4,7% dos brasileiros sofrem de compulsão alimentar, quase o dobro da média global, que é de 2,6%.

Estratégias simples e acessíveis podem interromper o ciclo automático entre emoção e alimento, tais como a prática de exercícios de respiração consciente, que ajuda a reduzir a ativação do estresse, além de manter uma rotina alimentar equilibrada, evitando longos períodos em jejum e dietas extremamente restritivas".

“Na obesidade grave [grau 3], cerca de 30% dos pacientes apresentam transtorno de compulsão alimentar. O acompanhamento psicológico e psiquiátrico é indispensável para o diagnóstico correto, a definição do tratamento, a prescrição de medicamentos, quando necessário, e a condução da psicoterapia”, afirma.

Sallet reforça ainda que o suporte de uma equipe multiprofissional é essencial para mudanças efetivas e duradouras.

“O trabalho integrado entre médicos, nutricionistas, psicólogos, endocrinologistas e profissionais de atividade física é fundamental, não apenas para a perda de peso, mas, principalmente, para a manutenção dos resultados no longo prazo”, diz o médico.

 

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