“Se o homem falhar em conciliar a justiça e a liberdade, então falha em tudo.” (Albert Camus)
Então, acabou a festa. Depois do Carnaval, voltamos à nossa realidade do dia-a-dia. Não é por acaso que temos nesta semana a presença marcante da Justiça como carta-regente.
No tarô, a Justiça representa equilíbrio, virtude, imparcialidade e o cumprimento do dever. Ela nos convida a avaliar nossas ações e decisões, ressaltando a importância de buscar a harmonia e a retidão em todas as áreas de nossa vida. É uma carta bastante fria e racional.
Nesta semana, avalie as opções, ouça todos, observe todos os prós e contras, delibere com cuidado. Então, quando sentir que tem o conhecimento necessário para tomar a decisão certa, execute-a com confiança. Em outras palavras, pense bem antes de agir.
A carta da Justiça no Tarô trata da razão, da verdade e, sim, literalmente da justiça. Neste sentido, ela é um presságio favorável para questões jurídicas. Se você está envolvido numa disputa legal ou aguarda uma decisão dos tribunais ou de algum órgão governamental, a justiça será feita.
Este arcano pode representar um momento para se fazer ajustes, bem como uma oportunidade para trazer de volta o equilíbrio físico, emocional, social e espiritual. Também significa que é hora de permanecer firme e forte contra as coisas e pessoas que podem estar tentando desequilibrá-lo.
Visto que está relacionada à justiça cármica, tem uma forte correlação com causa e efeito. Portanto, a Justiça também favorece “fazer a coisa certa”. Mesmo que as probabilidades pareçam estar contra você, siga sua bússola moral e confie que terá um resultado justo. “Homens fracos acreditam na sorte. Homens fortes acreditam em causa e efeito.” (Ralph Waldo Emerson).
Carta da Justiça - DivulgaçãoEla é um lembrete para deixarmos de lado nossas emoções e preconceitos, agindo com base somente na razão e na imparcialidade. Essa semana é ideal para buscar soluções justas, tanto em nossos relacionamentos pessoais quanto em questões profissionais.
Este arcano também simboliza a necessidade de seguir as leis/regras. Seja no ambiente corporativo ou nos negócios próprios, é importante lembrar que a honestidade e o respeito são fundamentais para se obter sucesso duradouro.
No plano pessoal, a Justiça nos chama a refletir sobre nossas relações interpessoais. É um momento propício para resolver conflitos e buscar o entendimento mútuo. Devemos ser honestos com nós mesmos e com os outros, assumindo a responsabilidade por nossas ações e buscando reparar qualquer injustiça que porventura possa ter ocorrido.
“A justiça mais feroz que existe é a consciência.” Esta carta aconselha justamente a procurarmos “liquidar as nossas dívidas cármicas”. Por exemplo, se você fez algo errado com alguém, você pode consertar.
Estamos entrando na temporada de Peixes, um signo que nos oferece profundidade e emoção. Portanto, é um momento favorável para conversas profundas e necessárias, procurando, claro, evitar discussões, buscando de uma solução pacífica para seus problemas.
No trabalho, a Justiça nos encoraja a agir de forma ética e justa em todas as negociações. É uma oportunidade para analisar nossas escolhas profissionais e avaliar se estamos seguindo o caminho que está de acordo com nossos valores.
Num contexto geral, a Justiça está mostrando que todas as ações têm consequências. Então, olhe para as suas circunstâncias atuais nesse contexto. Como as suas próprias ações contribuíram para onde você se encontra hoje? Há alguma lição cármica que você deveria aprender com sua situação atual?
A velha máxima diz que o ano só começa mesmo depois do Carnaval. E o ano de 2024 é justamente regido pela carta da Justiça, a mesma que rege a energia desta semana.
Quando este arcano aparece, é como se suas ações fossem colocadas em uma balança. Se você tiver sendo bom e justo, saiba que coisas boas surgirão em seu caminho. E suas ações e atitudes inspiram outras pessoas. “A justiça no mundo começa em cada um de nós.”
Uma ótima semana e muita luz,
Cris Paixão

Luiz Antônio Saldanha Rodrigues, que hoje está comemorando 80 bem vividos anos - Foto: Arquivo pessoal
Marina Liberman - Foto: André Ligeiro


