Correio B

ALIMENTAÇÃO E SAÚDE

Bebidas funcionais podem ser uma boa opção para manter o corpo hidratado

Especialmente durante o verão, as bebidas funcionais são uma boa opção e se for sem lactose, com proteína de soja isolada, a exemplo das sugestões de receita para este fim de semana, os benefícios para o organismo são ainda maiores

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A hidratação no verão é essencial, funcional e preventiva. As temperaturas elevadas intensificam a perda de líquidos pelo suor, aceleram o metabolismo e alteram o equilíbrio eletrolítico do corpo.

Quando a ingestão de água não acompanha esse ritmo, o organismo reduz a circulação periférica, diminui o desempenho físico, compromete a atenção e aumenta o risco de fadiga e câimbras.

Além da reposição de líquidos, nutrientes como vitaminas, minerais e compostos bioativos presentes em frutas, ervas e bases vegetais contribuem para manter energia, estabilidade metabólica e uma recuperação mais eficiente após a exposição ao calor.

Combinações que unem hidratação, antioxidantes e fontes equilibradas de proteína se tornam especialmente úteis para apoiar o corpo durante o verão.

Nesta edição, você pode aproveitar quatro receitas de sucos funcionais sem lactose, que combinam ingredientes como limão, gengibre, hortelã, maçã, camomila, mamão, banana e, por exemplo, uma base vegetal da proteína de soja isolada.

As preparações reforçam a hidratação, oferecem aporte nutricional e ajudam a manter o bem-estar nos dias mais quentes.

PROTEÍNA DE SOJA

A proteína isolada da soja já foi vista com certa desconfiança. Isso porque havia muitas dúvidas quanto à sua segurança e também em relação aos benefícios que poderia oferecer à saúde.

No entanto, com a publicação mais recente de estudos clínicos sobre o assunto, as inquietações vêm dando lugar a um consumo cada vez mais crescente. Especialista em obesidade, o médico nutrólogo Nataniel Viuniski aponta os principais benefícios do alimento.

ALTO VALOR BIOLÓGICO

A proteína isolada de soja é a única proteína vegetal que tem todos os aminoácidos essenciais. Ou seja, aqueles que precisam ser consumidos pela alimentação para atuarem na formação e na manutenção da massa muscular e outras funções do organismo.

Portanto, é a única proteína vegetal considerada de alto valor biológico, podendo, assim, ser comparada com as proteínas lácteas (caseína e whey protein) e a do ovo (albumina) quanto à sua digestibilidade e valor nutricional.

A forma isolada é a mais pura, com no mínimo 90% de proteína e uma mínima quantidade de carboidratos, gorduras e outros componentes que poderiam atrapalhar a sua absorção. “Por isso, é um alimento muito bem digerido e absorvido pelo organismo”, afirma Nataniel.

REDUZ O COLESTEROL “RUIM”

Por ser de origem vegetal, a proteína isolada da soja é naturalmente isenta de gordura animal, ou seja, colesterol. Dessa maneira, estudos mostram que ela pode contribuir para reduzir o colesterol total, o LDL (colesterol “ruim”) e os níveis de triglicérides.

“Essa proteína vegetal também melhora a sensibilidade à insulina [hormônio responsável por regular o açúcar no sangue], contribuindo para a saúde metabólica”, afirma o nutrólogo.

AJUDA A EMAGRECER

Assim como outras proteínas de alta qualidade, a proteína isolada da soja contribui para deixar a pessoa saciada por mais tempo, um fator importante nas dietas para emagrecimento. Não é à toa que os shakes nutritivos, indicados para o controle de peso, trazem essa proteína em sua composição.

“Estudos mostram ainda que, nas dietas ricas em proteína, ela favorece a redução de peso, a preservação da massa muscular e a maior perda de gordura abdominal, quando comparada à proteína animal. Entre os diversos fatores, também pelo fato de regular melhor a insulina”, explica Nataniel.

INTESTINO E IMUNIDADE

Segundo o médico nutrólogo, pesquisas recentes mostram que ela oferece benefícios para a microbiota intestinal, ao aumentar a quantidade de bactérias do “bem” importantes para a saúde do intestino.

Isso porque ela participa no metabolismo dos ácidos graxos de cadeia curta que contribuem para manter a integridade da barreira desse órgão, dificultando a absorção de toxinas que causam doenças e promovendo um aumento da imunidade.

SEM CONTRAINDICAÇÕES

Tanto as crianças quanto os adultos de ambos os sexos podem consumir a proteína isolada, afirma o nutrólogo.

“Várias fórmulas infantis incluem a proteína isolada da soja como ingrediente. Além disso, os países mais populosos do mundo [Índia e China] são os maiores consumidores desse alimento, fato que reforça muito a segurança em relação à fertilidade e à sexualidade”, aponta o médico.

MAIS SUSTENTÁVEL

A proteína isolada da soja é mais sustentável do que a proteína animal. Enquanto a produção de um quilo de proteína isolada da soja gera 2,4 kg de dióxido de carbono (CO2) ao meio ambiente, a mesma quantidade de carne bovina produz 178 kg de CO2, diz Nataniel.

Ao analisar o consumo de água, a história é a mesma: são necessários 1.600 litros para se obter um quilo de carne de porco ou de vaca, contra apenas 38 litros de água para produzir a mesma quantia de proteína isolada da soja.

Limonada Suíça

Limonada suíça Limonada Suíça - Foto: Divulgação

Ingredientes

  • 2 xícaras (chá) de água gelada (400 ml);
  • 1 limão-taiti;
  • 4 folhas de hortelã;
  • 1 xícara (chá) de chá de capim-santo (200 ml);
  • 2 colheres (sopa) de proteína de soja isolada (26 g);
  • ¼ de xícara (chá) de açúcar;
  • 4 pedras de gelo.

Modo de preparo

Com um ralador, retire raspas do limão e reserve-as;

Em seguida, descasque-o retirando cuidadosamente toda a parte branca do limão, para que a bebida não fique amarga

 Despeje no liquidificador a água gelada, as raspas de limão, o limão sem a casca, as folhas de hortelã, o chá de capim santo, a proteína isolada de soja, o açúcar e o gelo;

Bata tudo em velocidade alta, coe e sirva em seguida.

Suco de cenoura, limão, gengibre e hortelã-pimenta

Suco de cenoura, limão, gengibre e hortelã-pimenta - Foto: Divulgação

Ingredientes

  • 2 colheres (sopa) de proteína de soja isolada;
  • 400 ml de água filtrada;
  • 1 limão;
  • 10 g de gengibre;
  • 1 cenoura;
  • 1 colher (sopa) de mel;
  • 15 g de hortelã-pimenta.

Modo de preparo 

Higienize e descasque a cenoura, o gengibre e corte-os em rodelas;

Retire algumas folhas de hortelã e higienize-as;

Em seguida, coloque os ingredientes no liquidificador;

Acrescente a água filtrada, o mel e a proteína de soja isolada;

Bata todos os ingredientes em velocidade alta por aproximadamente 5 minutos e, por último, adicione o suco do limão;

Se preferir, coe a mistura antes de servir e adicione algumas pedrinhas de gelo.

Suco de maçã com infusão de camomila

Suco de maçã com infusão de camomilaSuco de maçã com infusão de camomila - Foto: Divulgação

Ingredientes

  • 2 colheres (sopa) de proteína de soja isolada;
  • 400 ml água filtrada;
  • 2 maçãs;
  • 100 g de camomila (in natura);
  • 1 colher (sopa) de mel.

Modo de preparo:

Aqueça 400 ml de água filtrada. Depois, desligue o fogo, adicione a camomila e tampe por 7 minutos;

Coe o chá e, nessa infusão, coloque a proteína de soja isolada, o mel e as maçãs devidamente higienizados e cortadas em cubos;

Leve ao liquidificador e bata em velocidade alta por aproximadamente 5 minutos, até triturar bem as maçãs a ponto de espumarem;

Coe, se preferir. Sirva em seguida.

Vitamina Power

Vitamina power Vitamina Power - Foto: Divulgação

Ingredientes

  • 1 fatia de mamão grande;
  • 1 copo de chá-mate;
  • 1 banana;
  • 3 colheres de SupraSoy sem lactose original.

Modo de preparo

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata;

Sirva em seguida.

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Cinema B+: BAFTA 2026: previsível, mas não irrelevante

Ele organiza o tabuleiro, legitima favoritos e, vez ou outra, antecipa viradas que Hollywood ainda resiste a enxergar.

10/01/2026 14h00

Cinema B+: BAFTA 2026: previsível, mas não irrelevante

Cinema B+: BAFTA 2026: previsível, mas não irrelevante Foto: Divulgação

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Eu avisei: a temporada mal começou e já soa repetitiva. A longlist do BAFTA confirma aquilo que outras premiações vêm ensaiando desde dezembro: os mesmos títulos, os mesmos nomes, a mesma geometria de forças. Ainda assim, seria um erro descartar o prêmio britânico como mera formalidade.

O BAFTA é previsível, sim, mas raramente é neutro. Ele organiza o tabuleiro, legitima favoritos e, vez ou outra, antecipa viradas que Hollywood ainda resiste a enxergar.

O histórico recente ajuda a entender esse paradoxo. Em 2023, o BAFTA coroou Cate Blanchett por Tár, contrariando a onda que levou Michelle Yeoh ao Oscar. Foi uma leitura “europeia”, sofisticada, coerente com o gosto da academia britânica, mas que não se confirmou no desfecho da temporada.

Já no ano passado, o prêmio surpreendeu ao entregar o troféu a Mikey Madison quando praticamente todos esperavam Demi Moore. Não foi apenas um gesto de distinção: foi uma previsão certeira. Madison acabou confirmando a vitória no Oscar, e o BAFTA saiu como aquele que viu antes.

No centro da disputa de 2026 estão, novamente, os filmes que já dominam a narrativa. One Battle After Another lidera com folga e ocupa o lugar clássico do “filme a ser batido”: ambicioso, politicamente carregado, com peso autoral e elenco de prestígio. 

Leonardo DiCaprio surge como a face mais visível desse projeto e, mais uma vez, como candidato natural a encarnar a “performance do ano”. Do outro lado está Sinners, de Ryan Coogler, que combina impacto cultural, força de bilheteria e um Michael B. Jordan em modo total de estrela. São dois tipos de prestígio distintos: o da obra “importante” e o do filme que se impõe ao debate público.

A disputa masculina passa também por Timothée Chalamet. Marty Supreme o coloca numa chave diferente de DiCaprio: menos instituição, mais reinvenção. Chalamet não é apenas um favorito; ele é o rosto de uma geração que o BAFTA tenta legitimar sem parecer rendido à moda. Se o prêmio optar por ele, o gesto será menos sobre consagração e mais sobre futuro. DiCaprio representa o cânone. Chalamet, a aposta de longo prazo.

No campo feminino, a lista revela uma contradição interessante. Enquanto premiações americanas vêm ignorando Cynthia Erivo, o BAFTA faz questão de lembrá-la por Wicked: For Good.

Não é um detalhe: é um sinal de que a academia britânica ainda se permite valorizar performances que não entraram no consenso hollywoodiano. Ao lado dela estão nomes como Jessie Buckley, Renate Reinsve, Emma Stone e Jennifer Lawrence, um conjunto que mistura respeito autoral, prestígio crítico e reconhecimento de mercado.

É, porém, no bloco britânico que o BAFTA mostra mais claramente sua função de vitrine nacional e onde a distância em relação às premiações americanas fica mais evidente.

Em Dragonfly, Brenda Blethyn encarna uma mulher idosa vivendo numa comunidade rural inglesa, em um drama de observação delicada sobre envelhecimento, solidão e resistência silenciosa.

É um papel construído na tradição do realismo britânico: poucas explosões, muita interioridade, um tipo de atuação que raramente se impõe em campanhas de Oscar, mas que o BAFTA historicamente valoriza. Blethyn não está ali como “coadjuvante exótica” da temporada, ela representa uma escola de interpretação que o cinema britânico se recusa a abandonar.

Já I Swear aposta em outro registro. O filme acompanha um jovem envolvido em um caso judicial que expõe tensões de classe, masculinidade e moralidade na Inglaterra contemporânea. 

Cinema B+: BAFTA 2026: previsível, mas não irrelevanteCinema B+: BAFTA 2026: previsível, mas não irrelevante - Divulgação

Robert Aramayo surge como protagonista em uma performance contida, nervosa, marcada por silêncios e microgestos: um tipo de trabalho que dialoga mais com o teatro e a televisão britânicos do que com a retórica emocional que costuma seduzir a Academia americana. O BAFTA o acolhe como “ator sério”, ainda que Hollywood mal o registre.

Em Pillion, Harry Melling assume um personagem desconfortável, ambíguo, quase anti-carismático, em um drama que explora relações de poder, sexualidade e marginalidade. É uma atuação de risco, que deliberadamente evita empatia fácil, exatamente o tipo de escolha que costuma ser celebrada no circuito europeu, mas que raramente se converte em narrativa de prêmios nos Estados Unidos.

E talvez o caso mais simbólico seja The Ballad of Wallis Island. O filme, uma história melancólica ambientada numa ilha isolada, acompanha personagens que vivem entre memória, pertencimento e a sensação de estar fora do tempo. 

Carey Mulligan aparece em um registro oposto ao de seus papéis mais “premiáveis”: menos grandiloquente, mais etéreo, sustentado por atmosfera e presença. É um trabalho de precisão emocional, profundamente britânico em sua contenção e, por isso mesmo, pouco alinhado ao gosto mais explícito das campanhas americanas.

Esses títulos e performances ajudam a explicar por que o BAFTA, embora previsível em seu eixo central, não é simplesmente uma réplica do Oscar. Ele reafirma um circuito de prestígio que valoriza o intimismo, a ambiguidade moral e a tradição do realismo britânico, mesmo quando esses trabalhos não conseguem atravessar o Atlântico em forma de narrativa de premiação.

Nada disso significa que o prêmio esteja disposto a subverter completamente a temporada. Ao contrário: o desenho geral é seguro. One Battle After Another e Sinners concentram as apostas. DiCaprio, Chalamet, Jordan, Stone, Lawrence. Tudo reconhecível, tudo “onde deveria estar”. A previsibilidade, nesse sentido, não é falha ocasional: é método.

Mas é justamente aí que o BAFTA continua relevante. Ele não decide o Oscar, e às vezes erra de forma elegante, como no caso Blanchett versus Yeoh.

Outras vezes, porém, acerta quando poucos ousam, como com Mikey Madison. Funciona menos como espelho da indústria americana e mais como seu contraponto: confirma tendências, mas também testa limites; legitima consensos, mas deixa pistas de onde a temporada pode, ainda, virar.

Em 2026, o quadro é claro. One Battle After Another e Sinners dominam a paisagem. DiCaprio e Chalamet disputam não apenas um troféu, mas duas ideias de protagonismo.

Cynthia Erivo encontra no BAFTA um reconhecimento que Hollywood lhe negou. E os atores britânicos — Blethyn, Aramayo, Melling, Mulligan — ocupam, como sempre, um espaço de prestígio que não depende da validação americana.

A lista é previsível, sim. Mas não é irrelevante. Como sempre, o BAFTA não escreve o final da história — ele organiza o enredo. E, às vezes, revela quem está sendo preparado para o último ato.

Correio B

Da caminhada ao rapel, conheça 21 trilhas para se aventurar em MS

Mais: Especialista dá dicas essenciais para ter um passeio seguro em meio à natureza

10/01/2026 12h00

Trilha que leva à Gruta do Lago Azul, em Bonito, é considerada fácil para iniciantes

Trilha que leva à Gruta do Lago Azul, em Bonito, é considerada fácil para iniciantes Reprodução

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O universo trilheiro esteve em alta na última semana com o caso de Roberto Farias Tomaz, jovem de 19 anos que ficou desaparecido por cinco dias em um dos trechos de Mata Atlântica mais preservados do mundo, após se aventurar em uma trilha no Pico do Paraná, o ponto mais alto do Sul do país. 

Para quem deseja encarar as trilhas de Mato Grosso do Sul sem correr o risco de se perder, o Correio B separou uma lista com dicas de rotas e de segurança para ter uma aventura sem grandes surpresas.

O estado possui diversas rotas que conectam belezas naturais como rios, serras e cachoeiras e podem ser percorridas a pé, de bicicleta, ao estilo off road e até mesmo de barco.

Há desde opções de percursos para iniciantes que querem somente caminhar e tomar um banho de rio aos mais radicais que incluem rapel, escalada, ciclismo de montanha e outras atividades do turismo de aventura.

Além de trilhas com diferentes níveis de dificuldade, há ainda rotas que abrigam sítios arqueológicos, belezas históricas e culturais, que se somam ao grande potencial de ecoturismo de inúmeros municípios.

A maioria parte das trilhas conta com cursos de água em seu trajeto e muitas oferecem o bônus de várias cachoeiras. A possibilidade de se refrescar é de grande ajuda para quem não possui condicionamento físico para longas caminhadas.

TRILHAS

Para iniciantes

Trilha da Usina Abandonada (Campo Grande) – Apontada como a mais indicada para iniciantes, possui cerca de cinco quilômetros de extensão e quatro cachoeiras. Além do contato com a natureza, tem valor histórico, pois abriga as usinas da primeira usina hidrelétrica da Capital. A trilha inclui escalada e travessia do Córrego Ceroula. 

Trilha da Conquista (Sidrolândia) – Distante 40 km de Campo Grande, o trajeto é de 4,5 km em meio à mata nativa onde existem duas nascentes. O passeio passa por uma cachoeira de dois metros e termina com duas corredeiras.

Trilha do Los Pagos (São Gabriel do Oeste) – Com uma cachoeira de 70 metros em propriedade particular, tem fácil acesso e é um dos pontos turísticos mais visitados do município.

Trilha nas Cachoeiras do Jatobá (Jaraguari) – É um roteiro de ecoturismo com diversas quedas d'água e piscinas naturais no Rio Jatobá, ideal para fugir do calor perto de Campo Grande, com trechos que vão do fácil ao mais desafiador, incluindo subidas, pedras e trechos dentro d'água.

Trilha nas Cachoeiras do Arrependido (Jaraguari) – Também próxima a Campo Grande, a trilha é traçada em meio a natureza preservada e possui cachoeiras para banho ao longo do trajeto.

Trilha que leva à Gruta do Lago Azul, em Bonito, é considerada fácil para iniciantesVista do Morro do Paxixi | Fonte: Reprodução/262 Aventuras

Morro do Paxixi (Piraputanga) – Com acesso pela Estrada Parque de Piraputanga, a trilha leva a vários mirantes e em sua maior parte oferece opção de acesso com motocicleta.

Gruta do Lago Azul (Bonito) – É um passeio contemplativo que envolve uma curta caminhada inicial de 200m, seguida por uma descida de cerca de 300 degraus até o lago, com retorno pela mesma escadaria, totalizando aproximadamente 1h30 de duração. É um dos cartões-postais da região com formações rochosas impressionantes. 

Terceira Lagoa (Bonito) – É um percurso de natureza com águas cristalinas na Serra da Bodoquena, ideal para contemplação e flutuação (em pontos específicos). Acessível por veículos 4x4 ou quadriciclos, possui lagoas azuladas cercadas por mata nativa.

Intermediárias

Inferninho (Campo Grande) – Apesar do nome pouco atrativo, o local possui uma bela cachoeira com cerca de 30 metros de altura utilizada para a prática de rapel. Aberto à visitação, mas sem infraestrutura.      

Morro do Ernesto (Campo Grande) – Situado na Fazenda Córrego Limpo, propriedade privada a 20 quilômetros Capital, o local é aberto à visitação mediante pagamento de uma pequena taxa. O trajeto é de 8km passando por uma cachoeira de quatro metros e duas corredeiras. O trajeto pode ser feito a pé ou bicicleta e o diferencial é a permissão para animais de estimação participarem do passeio.

Trilha do Córrego Rico (Rio Negro) – Com caminhada sobre pedras, apresenta nível de dificuldade médio por exigir equilíbrio. Também exige conhecimento prévio do local devido ao risco de enchente repentina. Mas tomados os devidos cuidados, recompensa os visitantes com duas cachoeiras sobrepostas e um pequeno cânion de um quilômetro.

Trilha dos Mirantes (Piraputanga) – Situada em uma propriedade rural chamada Chácara dos Mirantes, possui sítio arqueológico e trilha com acesso a quatro mirantes, além de outras trilhas secundárias.

Boca da Onça (Bonito) – Consiste em uma trilha com oito cachoeiras de água cristalina (a famosa Cachoeira Boca da Onça é a mais alta) e cinco paradas para banho.

Trilha no Cânion do Rio Salobra (Bodoquena) – É um Acqua Trekking espetacular no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, combinando caminhada por mata preservada, travessia dentro do rio de águas cristalinas com paredões imponentes (Muralha de Jericó) e paradas para banho e mergulho, com percurso total de 7km.

Trilha da Fenda Escondida (Corguinho) – Guardada em meio a mata nativa, possui paredões esverdeados de quase 50 metros de altura. Pela trilha, é possível conhecer os Mirantes do Vale e da Cachoeira, que mostram os encantos do Vale do Bugio e do Gavião de Penacho.

Trilha que leva à Gruta do Lago Azul, em Bonito, é considerada fácil para iniciantesTrilha das Cachoeiras do Ceuzinho | Fonte: Reprodução/262 Aventuras

Trilha das Cachoeiras do Ceuzinho (Campo Grande) – Distante apenas 13 km do Centro de Campo Grande, a trilha explora o córrego Ceroula, com diversas quedas d'água e as ruínas da antiga Usina do Ceroula.

Desafiadoras

Trilha da Pintura Rupestre (Rio Negro) – Possui cerca de 10 quilômetros incluindo ida e volta e abriga um sítio arqueológico. Situada em propriedade privada, oferece opção de rapel na cachoeira Rio do Peixe.

Caminho das Antas (Piraputanga) – Trilha contemplativa sobre um dos morros da Serra de Maracaju. É conhecida por ser desafiadora e íngreme em certas partes, como na crista da Serra.

Trilha que leva à Gruta do Lago Azul, em Bonito, é considerada fácil para iniciantesRapel no Morro do Totem | Fonte: Reprodução/262 Aventuras

Trilha para o Rapel no Morro do Totem (Piraputanga) – Com 90 metros, oferece uma vista privilegiada da bacia do Pantanal e Rio Aquidauana.

Trilha para o Rapel 97 (Piraputanga) – Como o nome sugere, é um rapel de 97 metros de altitude.

Bônus - Trilha aquática

Rota dos Pioneiros – A Rota dos Pioneiros é a maior trilha aquática do Brasil, com cerca de 400 km, percorrendo os rios Paraná, Paranapanema e Ivinhema, conectando unidades de conservação em MS, PR e SP, ideal para canoagem e caiaque, explorando a beleza natural e a história da ocupação da região, com trechos que passam por áreas como o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema. 

Dicas de segurança

Os cuidados necessários para a trilha começam na preparação com a vestimenta adequada (calças compridas, tecidos leves e tênis), passando pelos equipamentos de segurança (lanternas, cordas e até antialérgicos em alguns casos) e a presença de alguém com conhecimento prévio do local.

O condutor de turismo da agência 262 Aventuras, Moisés de Melo Pinasso, destaca que os trilheiros devem: 

  • possuir liberação médica para a prática da atividade, estar bem alimentados e hidratados; 
  • em caso de alergia a picada de insetos, ter sempre o antialérgico que costuma usar e comunicar os organizadores no momento da reserva;
  • nunca, em hipótese alguma, se afastar do grupo;
  • contratar uma empresa ou condutor que conheça bem a região, possua seguro aventura e seja cadastrado no Cadastur.

Caso do Pico do Paraná

Após se perder de uma amiga que o acompanhava na trilha, o jovem Roberto Farias Tomaz caminhou e cruzou, em cinco dias, o Vale do Cacatu, que fica entre as montanhas do Parque Estadual do Pico do Paraná. 

Ele seguiu o curso do rio e, em um dos pontos, precisou pular uma cachoeira com 30 metros de altura. O jovem realizou algumas ações estratégicas para sobreviver, como encher a garrafa com água da cachoeira e outros meios.

O jovem desapareceu no dia 1º de janeiro, quando descia a trilha que leva até o Pico Paraná. Segundo um bombeiro que trabalhou no resgate, ele andou cerca de 20 quilômetros até chegar a uma fazenda na localidade de Cacatu, em Antonina, na segunda-feira (5), onde pediu um celular emprestado, ligou para a irmã e comunicou que estava vivo.

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