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Capa B+: Entrevista exclusiva com a apresentadora Regina Volpato

"O 'Chega Mais' fala de representatividade. É mais do que um programa, é uma marca minha, como profissional".

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O ano de 2024 está só no começo para apresentadora Regina Volpato, mas já é possível dizer que é um dos melhores e mais produtivos anos da carreira dela.

Em janeiro, ela estreou o videocast semanal “O Amor na Influência”, que coloca sempre um tema diferente e influenciadores convidados para debater e contar suas histórias de amor e sobre todos os tipos de relacionamento.

“Tem sido muito prazeroso conversar sobre relacionamentos com esta geração tão mais jovem que eu. É sempre muito divertido constatar os caminhos que trilhamos na busca pelo amor”, diz ela.

Em março, ela entrou no ar com o programa “Chega Mais”, nova aposta das manhãs do SBT. A atração tem 4 horas de duração com um mix de assuntos para fazer companhia a quem está do outro lado da telinha. “Estou muito animada. O novo programa tem, principalmente, prestação de serviços. E a gente colocou a cara do Brasil nesse programa”, explica Regina.

E o sucesso nas redes continua. Em seus perfis, Regina segue compartilhando momentos de bastidores, de sua vida cotidiana, além de produzir o quadro ‘Eu Acho’, em que recebe dúvidas de seus seguidores e dá sua opinião.

"O #euachorv começou para estreitar a relação com os seguidores e ter um canal para que eles mandassem alguns dilemas para eu dizer apenas o que eu acho! As caixinhas foram viralizando e, hoje, recebo muitos dilemas sobre família, traição, trabalho e amizade”, conta.

Todas as novidades e sucessos mostram a força de Regina, que ao longo de sua carreira passou por emissoras como Band, RedeTV e TV Gazeta, e ganhou fama ao comandar o “Casos de Família”, no SBT.  “Estou com vários projetos. Tenho o podcast, as minhas redes sociais, o programa do SBT, então é muito coisa legal pra fazer. E, pra mim, não há nada mais fácil do que fazer o meu trabalho. É prazeroso”, garante.

A apresentadora é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana. Em conversa com o Caderno Regina fala sobre seu momento na carreira atualmente, redes sociais e sua estreia no SBT. 
 

A apresentadora Regina Volpato é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe e Denise Neves

CE - Como foi o processo de entrar para o mundo da televisão? Quais foram os principais aprendizados que você teve nesse meio?
RV -
“Entrar para televisão foi um acaso. Eu fazia comercial de televisão como modelo da agência Ford e aí, um dia, sabendo que eu estudava Comunicação, me chamaram para fazer um teste para reportagem e eu entrei.

O maior aprendizado nesses anos todos foi justamente me colocar mais à vontade, levar a minha personalidade para frente das câmeras. Claro que quando eu apresentava o jornal era uma conduta diferente, agora que eu faço Entretenimento, é outra conduta. Mas o principal aprendizado foi aceitar o meu jeito, aceitar a minha figura como um todo e me divertir enquanto estou trabalhando.”

CE - Considerando sua vasta experiência na televisão, incluindo passagens por emissoras como Band, RedeTV e TV Gazeta, como você percebe sua evolução e crescimento profissional ao longo dos anos?
RV -
 “Depois de muitos anos se dedicando a desempenhar alguma atividade, eu acho que é natural e vai ficando mais fácil você tendo mais traquejo, porque a experiência ajuda e ajuda muito. E eu me dedico a ser uma boa profissional.

Não é assim que eu sou artista, sabe, é do meu jeito e ponto final, não. Eu me dedico quando eu acho que às vezes eu tenho uma conduta inadequada que acontece na fala. Muitas palavras, muitas colocações que antes eram corriqueiras, hoje já não podem mais. Então, eu me preocupo, sabe, de estar atenta a todas essas novas, esse novo jeito de a gente se comunicar. Então, eu tenho experiência, mas o aprendizado é constante. Eu me sinto sempre uma aprendiz e essa não é uma sensação que me incomoda, muito pelo ao contrário.”

CE - Como você descreveria a sensação de começar o ano de 2024 com tantos projetos novos e excitantes em andamento, como o videocast "O Amor na Influência" e o programa "Chega Mais" no SBT?
RV -
 “Para mim, 2024 foi um início de ano com muitas expectativas, com muitos projetos em andamento. E isso não acontece sempre na vida, e quando acontece, a gente tem que curtir. A vida é muito generosa comigo, e especialmente esse período, esse começo de ano, assim, foi um momento muito, muito, muito especial.”

CE - Em relação ao videocast "O Amor na Influência", qual é o objetivo principal por trás do programa e como você espera que ele impacte seu público, especialmente a geração mais jovem?
RV -
“Eu fui contratada pela Amazon, é um projeto totalmente 100% da Wondery. O meu objetivo primeiro é fazer jus ao meu salário e a confiança que essa empresa depositou em mim. Segundo, é aprender, sempre. O que me move é a minha curiosidade na vontade de aprender, de entender, de descobrir ou de pelo menos saber que existe.

E já impactou o meu público, porque eu converso com pessoas muito jovens e as pessoas chegam no videocast não é por mim, não. Ou é pelo tema, pelo conteúdo, pelos convidados... Então, já impactou, não diria o meu público, mas as pessoas que sabem que eu existo.”

Regina ao lado de Patricia Abravanel e Claudete Troiano - Divulgação SBT

CE - Com a estreia do programa "Chega Mais" em março, quais são suas expectativas em relação ao formato do programa e como você planeja torná-lo relevante para o público das manhãs?
RV -
“Acabou de estrear, né? Então, assim, para quem já teve filho, sabe que o primeiro mês é... Você fala: ‘Meu Deus do céu... O que que eu faço? Para onde eu vou agora? O que que eu tenho que fazer?’ Então, a gente está nesse processo, acabou de nascer. E como torná-lo relevante?

Fazendo. Fazendo um dia depois do outro, entendendo o que a audiência quer e o que que a gente pode oferecer dentro do nosso perfil no SBT, entendendo o que a audiência quer acompanhar no SBT... O SBT tem mais que telespectadores, tem fãs. Então, o que os fãs da emissora esperam, o que que a gente pode fazer, como fazer diferente, está sendo uma descoberta de todos nós, de uma equipe muito integrada, interessada em fazer um programa gostoso para quem assiste e, também, para quem faz.”

CE - Você mencionou que o programa "Chega Mais" terá uma forte ênfase em prestação de serviços. Poderia compartilhar mais detalhes sobre os tipos de serviços e temas que serão abordados no programa?
RV - 
“São os tipos de prestação de serviço que o programa se propõe a oferecer. Olha, todo tipo de prestação de serviço, quando a gente fala de dengue, quando a gente fala de medo de dirigir, quando a gente fala de misturas de produtos de limpeza, quando a gente fala de educação infantil, aproveitamento dos alimentos na culinária, tudo isso é prestação de serviço.

Claro que a gente também vai ter pautas de puro Entretenimento, porque a gente gosta, faz parte da vida e temos tempo para isso. Então, todas essas editorias vão estar contempladas. Agora, prestação de serviço, eu acho interessante porque um programa que se propõe a ser companhia para quem está em casa, a hora que você também oferece prestação de serviço, você não fica só no Entretenimento, você consegue aprofundar e trazer assuntos que são de interesse da maioria das pessoas.”

CE - Como você vê o papel do novo programa "Chega Mais" em relação à representatividade e diversidade da cultura brasileira na televisão?
RV -
“Eu vejo o ‘Chega Mais’ com relação à representatividade. É um projeto da própria emissora trazer as praças do Brasil todo para o ‘Chega Mais’, então, acontecimentos, não só factuais, mas festas, costumes, culinárias do Brasil todo, de norte a sul do país, eu acho que só aí a gente já atende, sim, a expectativa de representatividade da própria emissora.

E eu, como parte da minha, mais do que da minha carreira, da minha vida, eu converso com todos os tipos de público, todos mesmo, em todos os sentidos, então, isso é mais do que um programa, é uma marca minha, como profissional, e o profissional leva um pouco dos seus interesses, da sua personalidade, para o trabalho dele, um apresentador de televisão ainda mais.

Às vezes nem é tema da pauta, mas quando o assunto sai, eu acabo manifestando a minha opinião, e aí eu acho que eu acabo trazendo um pouco dessa representatividade. Eu acho isso fundamental, porque não tem mais como você ter qualquer situação que não esteja contemplada representatividade.”

Regina Volpato - Divulgação

CE - Em relação ao sucesso contínuo de suas redes sociais, incluindo o quadro "Eu Acho", como você mantém a autenticidade e a conexão com seu público em meio a um cenário digital tão saturado?
RV -
“Tem espaço para todo mundo. Como eu mantenho a autenticidade num firme propósito de ser eu mesma, em todos os sentidos. O fato de ter 56 anos, faz com que isso seja mais do que um propósito. É a única alternativa, entendeu?

Ou eu consigo me expressar e falar do meu jeito e tal, ou eu não consigo fazer de outro jeito. Eu acho que já não é mais nenhuma preocupação, é parte de mim. E aí eu questiono, né? Está saturado? Eu não sei. Eu acho que quando você faz um conteúdo relevante, seja para um nicho ou não, o espaço se faz. Porque se tem muito conteúdo, também tem muita demanda.”

CE - Poderia compartilhar algumas das histórias mais marcantes ou impactantes que surgiram durante o quadro "Eu Acho"? Como você lida com dilemas delicados e sensíveis apresentados pelos seus seguidores?
RV -
“As engraçadas muitas vezes são as mais difíceis, assim como as histórias do ‘Caso de Família’. Porque às vezes uma história que pode soar muito engraçada, na verdade, está trazendo uma situação de sofrimento. Já aconteceu de eu entrar em contato com a pessoa e para não ser leviana nem expor a pessoa, nem gerar alguns gatilhos eu só mandei uma mensagem do tipo: ‘Fiquei preocupada com você, eu acho que a sua situação realmente é séria e que precisa de uma ajuda profissional’.

Eu sinto que as pessoas me tratam como amiga e amiga não deixa outra na mão. Quando a amiga acha que a outra está precisando de um toque ou de um direcionamento, a gente dá e eu tento me comportar como amiga quando eu dou risada, quando eu falo às vezes o que eu acho que é para falar mesmo as pessoas não concordando, e, também, quando eu acho que não tem graça e é preciso falar sério.”

CE - Em meio a tantos projetos, como você equilibra sua vida pessoal com as demandas profissionais? Você tem alguma estratégia específica para manter essa harmonia?
RV -
“Alimentação, eu procuro nunca deixar de lado, mas atividade física foi comprometida. Eu tento sempre manter o foco em mim e priorizar o que realmente é importante, cuidar das minhas horas de sono, da minha alimentação, das minhas relações e dos meus pensamentos. Eu não gosto de fazer mal feito e pela metade, o meu nível de exigência comigo mesma é muito alto.

Eu tenho acordado muito cedo, deito, durmo, e às 20h30 eu já estou tomando banho para deitar e dormir. Eu procuro ter uma rotina muito regrada para ter saúde e tranquilidade. Quando a gente começa a fazer muita coisa, vem uma certa irritação, uma falta de paciência, de senso de urgência que não ajuda. Além disso, são mais de 20 anos de terapia, com muito tempo dedicado ao autoconhecimento e autoaceitação, eu já entendi até onde eu posso ir e até onde eu não posso ir de maneira alguma.

E perdi o medo de fazer algo e o que as pessoas vão pensar. É uma eterna conversa minha comigo mesma, muitas vezes sem certeza alguma, mas tendo o propósito da regra básica de não fazer para os outros o que eu não gostaria que fizessem para mim e de amar o outro como a si mesmo. Eu procuro sempre me amar e não agredir o outro.”
 

Regina Volpato - Divulgação

CE - Qual é a importância do prazer e da satisfação pessoal em seu trabalho, especialmente diante de uma agenda tão ocupada?
RV -
“Aí está a minha vaidade. Quando eu vejo que fiz um bom trabalho, quando eu olho e reconheço que fiz um bom trabalho. E não estou dizendo só no sentido de prazer, de tudo gostoso, de tudo legal. Não, às vezes não é prazeroso, mas justifica a dificuldade e as horas trabalhadas, por exemplo.

Se justificam porque o objetivo vai ser um bom trabalho que pode ser relevante em algum contexto e em algum momento, nesse todo que é o meu trabalho, que é um pedacinho, porque é sempre um trabalho em equipe, então, é um pedacinho no meio de um todo. É fundamental eu gostar do que eu estou fazendo, mesmo que naquele momento seja chato, mas eu sei que isso faz parte, que depois vai ser legal e que o prazer virá. É muito importante eu estar feliz, eu estar inteira, eu estar sendo fiel à minha ética, aos meus princípios. Isso é, sim, fundamental.”

CE - Como você percebe o impacto de seu trabalho na vida das pessoas e na sociedade em geral? Existe alguma história ou feedback que você recebeu que o destacou para você?
RV -
“Eu não sei se eu percebo... Falando sério, mesmo quando alguém fala palavras que talvez pudessem me fazer imaginar isso, eu acho que a pessoa estava no caminho dela, e aí, por coincidência, eu estava ali. Eu não me vejo com essa grandeza toda.

Eu procuro fazer bem feito, acho que algumas pessoas gostam mais, outras menos, em alguns momentos elas me escutam mais do que outros e tal, mas eu não acho que eu tenho essa importância toda. A minha maior preocupação é não fazer errado. Fazer certo para não fazer errado.”

Divulgação - SBT

CE - Em sua opinião, qual é o segredo para manter-se relevante e inspirador em uma indústria tão dinâmica e competitiva como a televisão?
RV -
“Por algumas vezes, eu tive a certeza de que tinha saído da televisão para nunca mais voltar. Então, não sei se é na profissão, eu acho que é na vida. Eu acho que como a gente pode ter uma conduta, pelo menos tentar ter uma conduta ilibada, o que não significa não errar nunca, mas ter uma conduta ali.

A gente sabe o que é certo e o que é errado, então, é se manter dentro dessa conduta, independentemente da profissão. É que eu sou jornalista, mas se eu fosse manicure, engenheira, advogada, faxineira, eu acho que esse é o norte, independentemente da profissão. Aí a gente acaba sendo relevante na nossa vida, mais do que na vida dos outros. Relevante tendo orgulho do que eu faço, sabendo que dou o meu melhor, sabendo que se hoje eu não fui o que poderia ser, eu tenho amanhã. Essa é a minha conduta em tudo o que eu faço.”

CE - Quais são seus objetivos e ambições para o futuro de sua carreira? Existe algum projeto dos sonhos que você ainda deseja realizar?
RV -
“Eu estou muito alegre e envolvida com tudo que a vida me agraciou, especialmente nesse período entre o final de 2023 e começo de 2024. Eu nunca trabalho com projeto a longo prazo. Se você me perguntar como eu me vejo daqui a cinco anos, eu não sei. Eu sei que para esse ano, o desafio é dar conta de todos esses projetos que eu comecei, continuar me reinventando nas minhas redes, porque isso me alimenta, me desperta mais ainda para a minha criatividade, a minha curiosidade, e eu acho que isso me oxigena.

Tentar conseguir manter uma vida saudável, apesar de tudo isso, não deixar de ser engolida e pular almoço ou dormir mal, isso daí não é uma atitude amorosa comigo mesma e eu gosto de me tratar bem. Eu me amo de verdade, então, o que eu te diria para esse ano, é que eu quero dar conta disso tudo e no fim do ano olhar para trás e poder fazer um balanço positivo.”

CE - Qual é a mensagem que você gostaria de deixar para as futuras gerações de apresentadores e profissionais da televisão?
RV -
“Eu acho que uma característica muito importante é a gente entender que a vida tem um propósito, a vida tem um porquê. A vida não é o que a gente vê, porém, a gente tem que tomar decisões com o que a gente vê, com o que temos no momento. Eu acho que tem que ter coragem para dizer sim, para dizer não e ser resiliente. Saber se refazer, deitar triste hoje, mas amanhã abrir os olhos e fazer diferente, dar a volta por cima.

Nem sempre no dia seguinte você vai ter essa força, às vezes você precisa de alguns dias, mas enfim, isso faz parte da vida e faz parte dessa nossa profissão, que é muito exposta. E se a gente começa a acreditar em tudo que falam pra gente, sejam elogios ou críticas, não é legal. Eu acho que a nossa avaliação tem que ser um pouco distante e severa e amorosa ao mesmo tempo, e balanceando para gente não perder o prumo, deixar de ser quem a gente é e esquecer de quem a gente é.”

Diálogo

Na corrida eleitoral, candidatos, principalmente os da direita, terão de... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (26)

26/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Leandro Karnal - Escritor brasileiro

"Pessoas elevadas falam de ideias; pessoas medianas falam de fatos; pessoas vulgares falam de pessoas”.

FELPUDA

Na corrida eleitoral, candidatos, principalmente os da direita, terão de andar com os olhos bem abertos. Adversários da esquerda já estão batendo às portas da Justiça Eleitoral para denunciar propagandas dos desafetos. Entre as reclamações estão até painéis com dimensões consideradas fora do padrão. A disputa parece ter ganho um novo instrumento: a fita métrica eleitoral. Pelo jeito, tem gente procurando milímetro por milímetro “irregularidade monumental”. E na eleição, até o tamanho do painel pode virar munição para uma boa briga jurídica.

Diálogo

Romaria

O escritório político de Reinaldo Azambuja tem recebido uma sucessão de lideranças interessadas em reafirmar apoio à candidatura ao Senado. Prefeitos e outras figuras políticas vêm passando pelo local em demonstrações públicas de alinhamento com o projeto eleitoral.

Mais

A movimentação revela uma campanha que procura consolidar apoios antes da reta decisiva. Azambuja, experiente na política, evita adotar o discurso de vitória antecipada. Sabe que alianças e pesquisas ajudam, mas é o último voto depositado na urna que efetivamente define o resultado.

Diálogo Luciene Orsi Abdul Ahad e Jorge Abdul Ahad - Foto: Studio Vollkopf

 

DiálogoIzabella Andrade - Foto: Arquivo Pessoal

Poço

Em MS, tem candidato a deputado disputando eleição como se o orçamento público fosse um poço sem fundo. Na falta de propostas realmente novas, aparecem promessas para todos os gostos. O problema é que boa parte delas depende de recursos, convênios e liberações que não acontecem simplesmente porque o candidato prometeu. Há projetos que exigem longa peregrinação pelos gabinetes. Portanto...

Cobrança

O deputado estadual Pedro Caravina colocou na pauta um problema ambiental que vem preocupando, há muito tempo, municípios da região do Rio Pardo: a proliferação de macrófitas aquáticas. A cobrança é por explicações sobre a abertura das comportas da Usina Mimoso e o deslocamento da vegetação para áreas de Santa Rita do Pardo e Bataguassu. Caravina quer saber quais critérios técnicos foram utilizados para a operação e se os impactos ambientais estão sendo considerados. 

Aqui, não!

Moradores e comerciantes do Bairro Amambaí lotaram audiência pública promovida pela Câmara Municipal  de Campo Grande, para discutir a instalação do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua na região. A proposta prevê a mudança para o antigo prédio da Secretaria de Assistência Social. Durante a audiência, moradores protestaram e manifestaram preocupação com a segurança e os possíveis impactos.

ANIVERSARIANTES 

  • Carlos Alberto Peratelli,
  • Dr. Luiz Antônio Saab,
  • Dra. Isabella Miotello Ferrão, 
  • Dr. Oclécio Assunção Júnior, 
  • Yuri Andreis Boeira, 
  • Antônio Benjamim Correa da Costa,
  • Clóvis Martins,
  • Edgar Andrade D´Avila,
  • Eloina Yanez Brites,
  • Moezis José dos Santos,
  • Jorge Ono,
  • Inêz Geralda de Magalhães Madureira,
  • Marli Gauto Viliagra,
  • Edson Sanches,
  • Christian Maluf Victório,
  • Aroldo José de Lima,
  • Gilberto Veiga de Souza,
  • Tauana Montier Onça Bortolini, 
  • Tatiana Decarli,
  • José Roberto Tedeschi,
  • Dra. Rejane Alves de Arruda,
  • Aloysio Moreira Salles,
  • Caetano Rottilli, 
  • Thiago Rieger Silverio dos Santos,
  • Afonso Basso,
  • Dr. Hélinton Moura Lutz, 
  • Francisco Carlos Brasil Leite,  
  • Suely Aparecida Morilla Alves,
  • Eduardo Ferreira dos Santos,
  • Maria de Fátima Vieira Andrade,
  • Seiki Miiji, 
  • Antônio Cavalcante, 
  • Hélvio Rodrigo Gonçalves,
  • Alexandre Morais Cantero, 
  • Ricardo Aparecido da Silva,
  • Silvia Regina da Silva,
  • Laura Menzio,
  • Sérgio Retumba Carneiro Monteiro,
  • Moacir da Silva Queiroz,
  • Janethe Leite Cardoso,
  • Maria de Fátima de Souza,
  • Genésio Rodrigues Corrêa,
  • Aristides Brun,
  • Dinalva Garcia Lemos de Morais Mourão, 
  • Karla Marchitto Jacob Farias, 
  • Sônia Virgínia Moreira,
  • Pedro Franco Neto,
  • Vera Lúcia Nogueira,
  • Alcides Landfelt da Silva,
  • Sueli Alves Braga,
  • Altevir Soares de Alencar,
  • Sônia Maria Avelino Duarte,
  • Luiz Ferreira de Alencastro, 
  • Elizabeth Kioko Kohatsu,
  • Lutiane Machado Romero,
  • Dr. Benjamin Ramos, 
  • Maria de Fátima Camparin,
  • Sirley de Albuquerque,
  • Ricardo Luiz Silveira,
  • Luiza Francisca Oliveira,
  • Wilson de Paula Souza,
  • Bruno Vieira Antunes,
  • Clóvis Trindade Rocha,
  • João Tadeu Gonçalves,
  • Maria Luiza Pereira Franco,
  • Francisca da Silva Tôrres, 
  • Eliane Yamazato,
  • Danilo Mandetta Júnior, 
  • Dr. Agliberto Marcondes Rezende,
  • Kleber Pinheiro da Silva,
  • Ramão Gilberto Valiente,
  • Mauricio Vieira Gama,
  • Edson Andrade da Vila,
  • Victor Scarpellini,
  • Luiz Braz de Oliveira,
  • Francisco Muniz Soares,
  • Francisco Silva de Freitas,
  • Julio Cesar Gonçalves da Silva,
  • Adelaide Fernandes,
  • Eva Maria Barbosa,
  • Evelin Flávia Alves da Silva, 
  • Zeferina de Souza Montenegro 
  • de Camargo,
  • Alberto Magno Ribeiro Vargas,
  • Michelly de Souza Andrino,  
  • Neuri Paulo Gasparetto,
  • Ligia Toma,
  • Anna Cristina Barros Toledo Giurizatto,
  • Paulo Ricardo de Oliveira Reghin,
  • Luiz Yasunaka,
  • Glória Segrillo Faker,
  • Gustavo Rodrigues Nacasato,
  • Dr. Marcelo Oliveira dos Santos,
  • Márcio Rômulo dos Santos Saldanha, 
  • Valéria Martins dos Santos,
  • Ariane Marques de Araújo,
  • Elaine Maria dos Santos,
  • Arlindo Murilo Muniz,
  • Camila Morena Kudo da Silva,
  • Ana Paula Gaspar Melim,
  • Daniel Martins Ferreira Neto,
  • Armando de Oliveira, 
  • Regina Célia Goya,
  • Ana Cristina Castilho Sanchez,
  • Roberto Lorenzoni Neto,
  • Carlos Cesar Girardi Ferreira,
  • Norma Aquino Castro,
  • Arildo Loper.

Colaborou com Tatyane Gameiro

Cultura

Show do pagodeiro Ferrugem abre a 25ª edição do Festival de Inverno de Bonito

Evento começa amanhã e vai até domingo, reunindo shows nacionais, teatro, dança, cinema, artes visuais, artesanato e atrações regionais em uma edição que celebra os 25 anos do festival

25/08/2026 08h30

Ferrugem

Ferrugem Foto: Divulgação

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De amanhã até domingo, Bonito recebe a 25ª edição do Festival de Inverno de Bonito (FIB), que neste ano aposta em uma programação diversificada, gratuita e espalhada por diferentes espaços da cidade.

Celebrando um quarto de século de história, o festival reunirá grandes nomes da música brasileira, espetáculos de dança e teatro, exposições, feira de artesanato, atividades formativas, cinema e atrações voltadas para toda a família.

A proposta é transformar novamente o principal destino de ecoturismo do Estado em um grande palco a céu aberto, onde a arte dialoga com a natureza, a memória e a identidade cultural brasileira.

O cantor Ferrugem abre a sequência de grandes shows nesta quinta-feira. Considerado um dos principais representantes do samba e do pagode da atualidade, o artista carioca deve levar ao palco sucessos como “Pirata e Tesouro”, “Pra Você Acreditar”, “Climatizar” e “Até que Enfim”.

No dia seguinte, será a vez de Léo Foguete. O pernambucano se tornou um dos fenômenos mais recentes da música brasileira após o sucesso de “Última Noite”, em parceria com Nattan, que dominou as plataformas digitais em 2024. Com apenas 22 anos, o cantor conquistou milhões de ouvintes e figura entre os artistas mais populares do País.

Encerrando a programação nacional já anunciada, Seu Jorge sobe ao palco neste sábado. Dono de uma carreira consolidada na música e no cinema, o artista é reconhecido por misturar samba, soul, MPB e ritmos afro-brasileiros em um repertório que reúne sucessos como “Burguesinha”, “Mina do Condomínio”, “Carolina” e “Amiga da Minha Mulher”.

ALÉM DOS SHOWS

Ao longo de sua trajetória, o Festival de Inverno de Bonito se consolidou justamente por oferecer uma programação que contempla diversas linguagens artísticas. Neste ano, essa característica será mantida com uma agenda que pretende ocupar diferentes espaços da cidade.

O público poderá acompanhar apresentações de dança, espetáculos teatrais, intervenções artísticas, exposições de artes visuais e atividades ligadas à cultura popular. A programação também contará com oficinas e ações formativas voltadas para artistas, estudantes e interessados em produção cultural.

Outra atração confirmada é uma edição especial do Cine Câmara, iniciativa que amplia o diálogo entre o audiovisual e a comunidade por meio da exibição de filmes e debates.

A tradicional feira de artesanato também retorna ao festival, reunindo artesãos de diversas regiões de Mato Grosso do Sul. O espaço costuma ser uma vitrine para trabalhos que valorizam matérias-primas locais, saberes tradicionais e a identidade cultural sul-mato-grossense.

As atividades destinadas ao público infantil e familiar também devem ocupar lugar de destaque na programação.

ARTE LOCAL

Outra característica que faz do Festival de Inverno de Bonito uma referência nacional é a valorização da produção cultural sul-mato-grossense.

A presença dos artistas locais não apenas fortalece a cena cultural do Estado, como também promove intercâmbio entre diferentes linguagens e gera oportunidades de circulação para profissionais da cultura.

Segundo o diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, a expectativa é de que a edição comemorativa seja uma das maiores da história do festival.

“O Festival de Inverno de Bonito é um dos maiores patrimônios culturais do nosso estado. Estamos preparando uma edição que une grandes atrações nacionais à força da nossa produção artística regional, promovendo cultura, turismo e desenvolvimento econômico. A expectativa é de receber milhares de visitantes e proporcionar experiências inesquecíveis para quem vive e para quem visita Mato Grosso do Sul”, afirma.

25 anos 

Criado com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e fortalecer a produção artística regional, o Festival de Inverno de Bonito tornou-se uma das principais vitrines culturais do Centro-Oeste brasileiro.

Ao longo de 25 edições, o evento recebeu artistas de diferentes gerações e estilos, promoveu encontros entre criadores de diversas áreas e ajudou a consolidar Bonito não apenas como destino de natureza, mas também como referência cultural.

A edição deste ano traz como conceito a ideia de que a arte nasce de muitos lugares e se manifesta de diferentes formas, conectando pessoas, territórios e histórias.

A proposta aparece também na identidade visual do festival, que tem como símbolo o udu-de-coroa-azul, ave típica da região e associada à biodiversidade local.

A escolha reforça a relação entre cultura e meio ambiente, uma das principais características do evento desde sua criação.

TURISMO

Além do impacto cultural, o Festival de Inverno de Bonito é um dos períodos mais movimentados do ano para a economia local.

Durante os dias de programação, hotéis, pousadas, restaurantes, bares, agências de turismo e o comércio registram aumento na demanda, impulsionando a geração de renda e empregos temporários.
Para o prefeito de Bonito, o festival fortalece uma vocação que já faz parte da identidade do município.

“Bonito tem uma vocação natural para receber pessoas do mundo inteiro, e o Festival de Inverno fortalece ainda mais essa identidade. É um evento que movimenta a economia, gera oportunidades para empreendedores locais e valoriza nossa cultura. Estamos felizes em receber mais uma edição desse grande encontro entre arte, natureza e comunidade”, destaca.

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