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Capa B+: Entrevista exclusiva com a apresentadora Regina Volpato

"O 'Chega Mais' fala de representatividade. É mais do que um programa, é uma marca minha, como profissional".

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O ano de 2024 está só no começo para apresentadora Regina Volpato, mas já é possível dizer que é um dos melhores e mais produtivos anos da carreira dela.

Em janeiro, ela estreou o videocast semanal “O Amor na Influência”, que coloca sempre um tema diferente e influenciadores convidados para debater e contar suas histórias de amor e sobre todos os tipos de relacionamento.

“Tem sido muito prazeroso conversar sobre relacionamentos com esta geração tão mais jovem que eu. É sempre muito divertido constatar os caminhos que trilhamos na busca pelo amor”, diz ela.

Em março, ela entrou no ar com o programa “Chega Mais”, nova aposta das manhãs do SBT. A atração tem 4 horas de duração com um mix de assuntos para fazer companhia a quem está do outro lado da telinha. “Estou muito animada. O novo programa tem, principalmente, prestação de serviços. E a gente colocou a cara do Brasil nesse programa”, explica Regina.

E o sucesso nas redes continua. Em seus perfis, Regina segue compartilhando momentos de bastidores, de sua vida cotidiana, além de produzir o quadro ‘Eu Acho’, em que recebe dúvidas de seus seguidores e dá sua opinião.

"O #euachorv começou para estreitar a relação com os seguidores e ter um canal para que eles mandassem alguns dilemas para eu dizer apenas o que eu acho! As caixinhas foram viralizando e, hoje, recebo muitos dilemas sobre família, traição, trabalho e amizade”, conta.

Todas as novidades e sucessos mostram a força de Regina, que ao longo de sua carreira passou por emissoras como Band, RedeTV e TV Gazeta, e ganhou fama ao comandar o “Casos de Família”, no SBT.  “Estou com vários projetos. Tenho o podcast, as minhas redes sociais, o programa do SBT, então é muito coisa legal pra fazer. E, pra mim, não há nada mais fácil do que fazer o meu trabalho. É prazeroso”, garante.

A apresentadora é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana. Em conversa com o Caderno Regina fala sobre seu momento na carreira atualmente, redes sociais e sua estreia no SBT. 
 

A apresentadora Regina Volpato é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe e Denise Neves

CE - Como foi o processo de entrar para o mundo da televisão? Quais foram os principais aprendizados que você teve nesse meio?
RV -
“Entrar para televisão foi um acaso. Eu fazia comercial de televisão como modelo da agência Ford e aí, um dia, sabendo que eu estudava Comunicação, me chamaram para fazer um teste para reportagem e eu entrei.

O maior aprendizado nesses anos todos foi justamente me colocar mais à vontade, levar a minha personalidade para frente das câmeras. Claro que quando eu apresentava o jornal era uma conduta diferente, agora que eu faço Entretenimento, é outra conduta. Mas o principal aprendizado foi aceitar o meu jeito, aceitar a minha figura como um todo e me divertir enquanto estou trabalhando.”

CE - Considerando sua vasta experiência na televisão, incluindo passagens por emissoras como Band, RedeTV e TV Gazeta, como você percebe sua evolução e crescimento profissional ao longo dos anos?
RV -
 “Depois de muitos anos se dedicando a desempenhar alguma atividade, eu acho que é natural e vai ficando mais fácil você tendo mais traquejo, porque a experiência ajuda e ajuda muito. E eu me dedico a ser uma boa profissional.

Não é assim que eu sou artista, sabe, é do meu jeito e ponto final, não. Eu me dedico quando eu acho que às vezes eu tenho uma conduta inadequada que acontece na fala. Muitas palavras, muitas colocações que antes eram corriqueiras, hoje já não podem mais. Então, eu me preocupo, sabe, de estar atenta a todas essas novas, esse novo jeito de a gente se comunicar. Então, eu tenho experiência, mas o aprendizado é constante. Eu me sinto sempre uma aprendiz e essa não é uma sensação que me incomoda, muito pelo ao contrário.”

CE - Como você descreveria a sensação de começar o ano de 2024 com tantos projetos novos e excitantes em andamento, como o videocast "O Amor na Influência" e o programa "Chega Mais" no SBT?
RV -
 “Para mim, 2024 foi um início de ano com muitas expectativas, com muitos projetos em andamento. E isso não acontece sempre na vida, e quando acontece, a gente tem que curtir. A vida é muito generosa comigo, e especialmente esse período, esse começo de ano, assim, foi um momento muito, muito, muito especial.”

CE - Em relação ao videocast "O Amor na Influência", qual é o objetivo principal por trás do programa e como você espera que ele impacte seu público, especialmente a geração mais jovem?
RV -
“Eu fui contratada pela Amazon, é um projeto totalmente 100% da Wondery. O meu objetivo primeiro é fazer jus ao meu salário e a confiança que essa empresa depositou em mim. Segundo, é aprender, sempre. O que me move é a minha curiosidade na vontade de aprender, de entender, de descobrir ou de pelo menos saber que existe.

E já impactou o meu público, porque eu converso com pessoas muito jovens e as pessoas chegam no videocast não é por mim, não. Ou é pelo tema, pelo conteúdo, pelos convidados... Então, já impactou, não diria o meu público, mas as pessoas que sabem que eu existo.”

Regina ao lado de Patricia Abravanel e Claudete Troiano - Divulgação SBT

CE - Com a estreia do programa "Chega Mais" em março, quais são suas expectativas em relação ao formato do programa e como você planeja torná-lo relevante para o público das manhãs?
RV -
“Acabou de estrear, né? Então, assim, para quem já teve filho, sabe que o primeiro mês é... Você fala: ‘Meu Deus do céu... O que que eu faço? Para onde eu vou agora? O que que eu tenho que fazer?’ Então, a gente está nesse processo, acabou de nascer. E como torná-lo relevante?

Fazendo. Fazendo um dia depois do outro, entendendo o que a audiência quer e o que que a gente pode oferecer dentro do nosso perfil no SBT, entendendo o que a audiência quer acompanhar no SBT... O SBT tem mais que telespectadores, tem fãs. Então, o que os fãs da emissora esperam, o que que a gente pode fazer, como fazer diferente, está sendo uma descoberta de todos nós, de uma equipe muito integrada, interessada em fazer um programa gostoso para quem assiste e, também, para quem faz.”

CE - Você mencionou que o programa "Chega Mais" terá uma forte ênfase em prestação de serviços. Poderia compartilhar mais detalhes sobre os tipos de serviços e temas que serão abordados no programa?
RV - 
“São os tipos de prestação de serviço que o programa se propõe a oferecer. Olha, todo tipo de prestação de serviço, quando a gente fala de dengue, quando a gente fala de medo de dirigir, quando a gente fala de misturas de produtos de limpeza, quando a gente fala de educação infantil, aproveitamento dos alimentos na culinária, tudo isso é prestação de serviço.

Claro que a gente também vai ter pautas de puro Entretenimento, porque a gente gosta, faz parte da vida e temos tempo para isso. Então, todas essas editorias vão estar contempladas. Agora, prestação de serviço, eu acho interessante porque um programa que se propõe a ser companhia para quem está em casa, a hora que você também oferece prestação de serviço, você não fica só no Entretenimento, você consegue aprofundar e trazer assuntos que são de interesse da maioria das pessoas.”

CE - Como você vê o papel do novo programa "Chega Mais" em relação à representatividade e diversidade da cultura brasileira na televisão?
RV -
“Eu vejo o ‘Chega Mais’ com relação à representatividade. É um projeto da própria emissora trazer as praças do Brasil todo para o ‘Chega Mais’, então, acontecimentos, não só factuais, mas festas, costumes, culinárias do Brasil todo, de norte a sul do país, eu acho que só aí a gente já atende, sim, a expectativa de representatividade da própria emissora.

E eu, como parte da minha, mais do que da minha carreira, da minha vida, eu converso com todos os tipos de público, todos mesmo, em todos os sentidos, então, isso é mais do que um programa, é uma marca minha, como profissional, e o profissional leva um pouco dos seus interesses, da sua personalidade, para o trabalho dele, um apresentador de televisão ainda mais.

Às vezes nem é tema da pauta, mas quando o assunto sai, eu acabo manifestando a minha opinião, e aí eu acho que eu acabo trazendo um pouco dessa representatividade. Eu acho isso fundamental, porque não tem mais como você ter qualquer situação que não esteja contemplada representatividade.”

Regina Volpato - Divulgação

CE - Em relação ao sucesso contínuo de suas redes sociais, incluindo o quadro "Eu Acho", como você mantém a autenticidade e a conexão com seu público em meio a um cenário digital tão saturado?
RV -
“Tem espaço para todo mundo. Como eu mantenho a autenticidade num firme propósito de ser eu mesma, em todos os sentidos. O fato de ter 56 anos, faz com que isso seja mais do que um propósito. É a única alternativa, entendeu?

Ou eu consigo me expressar e falar do meu jeito e tal, ou eu não consigo fazer de outro jeito. Eu acho que já não é mais nenhuma preocupação, é parte de mim. E aí eu questiono, né? Está saturado? Eu não sei. Eu acho que quando você faz um conteúdo relevante, seja para um nicho ou não, o espaço se faz. Porque se tem muito conteúdo, também tem muita demanda.”

CE - Poderia compartilhar algumas das histórias mais marcantes ou impactantes que surgiram durante o quadro "Eu Acho"? Como você lida com dilemas delicados e sensíveis apresentados pelos seus seguidores?
RV -
“As engraçadas muitas vezes são as mais difíceis, assim como as histórias do ‘Caso de Família’. Porque às vezes uma história que pode soar muito engraçada, na verdade, está trazendo uma situação de sofrimento. Já aconteceu de eu entrar em contato com a pessoa e para não ser leviana nem expor a pessoa, nem gerar alguns gatilhos eu só mandei uma mensagem do tipo: ‘Fiquei preocupada com você, eu acho que a sua situação realmente é séria e que precisa de uma ajuda profissional’.

Eu sinto que as pessoas me tratam como amiga e amiga não deixa outra na mão. Quando a amiga acha que a outra está precisando de um toque ou de um direcionamento, a gente dá e eu tento me comportar como amiga quando eu dou risada, quando eu falo às vezes o que eu acho que é para falar mesmo as pessoas não concordando, e, também, quando eu acho que não tem graça e é preciso falar sério.”

CE - Em meio a tantos projetos, como você equilibra sua vida pessoal com as demandas profissionais? Você tem alguma estratégia específica para manter essa harmonia?
RV -
“Alimentação, eu procuro nunca deixar de lado, mas atividade física foi comprometida. Eu tento sempre manter o foco em mim e priorizar o que realmente é importante, cuidar das minhas horas de sono, da minha alimentação, das minhas relações e dos meus pensamentos. Eu não gosto de fazer mal feito e pela metade, o meu nível de exigência comigo mesma é muito alto.

Eu tenho acordado muito cedo, deito, durmo, e às 20h30 eu já estou tomando banho para deitar e dormir. Eu procuro ter uma rotina muito regrada para ter saúde e tranquilidade. Quando a gente começa a fazer muita coisa, vem uma certa irritação, uma falta de paciência, de senso de urgência que não ajuda. Além disso, são mais de 20 anos de terapia, com muito tempo dedicado ao autoconhecimento e autoaceitação, eu já entendi até onde eu posso ir e até onde eu não posso ir de maneira alguma.

E perdi o medo de fazer algo e o que as pessoas vão pensar. É uma eterna conversa minha comigo mesma, muitas vezes sem certeza alguma, mas tendo o propósito da regra básica de não fazer para os outros o que eu não gostaria que fizessem para mim e de amar o outro como a si mesmo. Eu procuro sempre me amar e não agredir o outro.”
 

Regina Volpato - Divulgação

CE - Qual é a importância do prazer e da satisfação pessoal em seu trabalho, especialmente diante de uma agenda tão ocupada?
RV -
“Aí está a minha vaidade. Quando eu vejo que fiz um bom trabalho, quando eu olho e reconheço que fiz um bom trabalho. E não estou dizendo só no sentido de prazer, de tudo gostoso, de tudo legal. Não, às vezes não é prazeroso, mas justifica a dificuldade e as horas trabalhadas, por exemplo.

Se justificam porque o objetivo vai ser um bom trabalho que pode ser relevante em algum contexto e em algum momento, nesse todo que é o meu trabalho, que é um pedacinho, porque é sempre um trabalho em equipe, então, é um pedacinho no meio de um todo. É fundamental eu gostar do que eu estou fazendo, mesmo que naquele momento seja chato, mas eu sei que isso faz parte, que depois vai ser legal e que o prazer virá. É muito importante eu estar feliz, eu estar inteira, eu estar sendo fiel à minha ética, aos meus princípios. Isso é, sim, fundamental.”

CE - Como você percebe o impacto de seu trabalho na vida das pessoas e na sociedade em geral? Existe alguma história ou feedback que você recebeu que o destacou para você?
RV -
“Eu não sei se eu percebo... Falando sério, mesmo quando alguém fala palavras que talvez pudessem me fazer imaginar isso, eu acho que a pessoa estava no caminho dela, e aí, por coincidência, eu estava ali. Eu não me vejo com essa grandeza toda.

Eu procuro fazer bem feito, acho que algumas pessoas gostam mais, outras menos, em alguns momentos elas me escutam mais do que outros e tal, mas eu não acho que eu tenho essa importância toda. A minha maior preocupação é não fazer errado. Fazer certo para não fazer errado.”

Divulgação - SBT

CE - Em sua opinião, qual é o segredo para manter-se relevante e inspirador em uma indústria tão dinâmica e competitiva como a televisão?
RV -
“Por algumas vezes, eu tive a certeza de que tinha saído da televisão para nunca mais voltar. Então, não sei se é na profissão, eu acho que é na vida. Eu acho que como a gente pode ter uma conduta, pelo menos tentar ter uma conduta ilibada, o que não significa não errar nunca, mas ter uma conduta ali.

A gente sabe o que é certo e o que é errado, então, é se manter dentro dessa conduta, independentemente da profissão. É que eu sou jornalista, mas se eu fosse manicure, engenheira, advogada, faxineira, eu acho que esse é o norte, independentemente da profissão. Aí a gente acaba sendo relevante na nossa vida, mais do que na vida dos outros. Relevante tendo orgulho do que eu faço, sabendo que dou o meu melhor, sabendo que se hoje eu não fui o que poderia ser, eu tenho amanhã. Essa é a minha conduta em tudo o que eu faço.”

CE - Quais são seus objetivos e ambições para o futuro de sua carreira? Existe algum projeto dos sonhos que você ainda deseja realizar?
RV -
“Eu estou muito alegre e envolvida com tudo que a vida me agraciou, especialmente nesse período entre o final de 2023 e começo de 2024. Eu nunca trabalho com projeto a longo prazo. Se você me perguntar como eu me vejo daqui a cinco anos, eu não sei. Eu sei que para esse ano, o desafio é dar conta de todos esses projetos que eu comecei, continuar me reinventando nas minhas redes, porque isso me alimenta, me desperta mais ainda para a minha criatividade, a minha curiosidade, e eu acho que isso me oxigena.

Tentar conseguir manter uma vida saudável, apesar de tudo isso, não deixar de ser engolida e pular almoço ou dormir mal, isso daí não é uma atitude amorosa comigo mesma e eu gosto de me tratar bem. Eu me amo de verdade, então, o que eu te diria para esse ano, é que eu quero dar conta disso tudo e no fim do ano olhar para trás e poder fazer um balanço positivo.”

CE - Qual é a mensagem que você gostaria de deixar para as futuras gerações de apresentadores e profissionais da televisão?
RV -
“Eu acho que uma característica muito importante é a gente entender que a vida tem um propósito, a vida tem um porquê. A vida não é o que a gente vê, porém, a gente tem que tomar decisões com o que a gente vê, com o que temos no momento. Eu acho que tem que ter coragem para dizer sim, para dizer não e ser resiliente. Saber se refazer, deitar triste hoje, mas amanhã abrir os olhos e fazer diferente, dar a volta por cima.

Nem sempre no dia seguinte você vai ter essa força, às vezes você precisa de alguns dias, mas enfim, isso faz parte da vida e faz parte dessa nossa profissão, que é muito exposta. E se a gente começa a acreditar em tudo que falam pra gente, sejam elogios ou críticas, não é legal. Eu acho que a nossa avaliação tem que ser um pouco distante e severa e amorosa ao mesmo tempo, e balanceando para gente não perder o prumo, deixar de ser quem a gente é e esquecer de quem a gente é.”

Despedida

Morre Luis Pedro Scalise, artista e arquiteto que transformou a paisagem cultural do Estado

Referência nas artes plásticas, na arquitetura e no design, profissional deixa um legado de mais de 35 anos marcado por obras icônicas, criatividade e uma identidade visual que se tornou símbolo da cena cultural sul-mato-grossense

07/08/2026 08h00

Reprodução

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Morreu na tarde de ontem, aos 58 anos, em Campo Grande, o arquiteto, artista plástico, designer e cenógrafo Luis Pedro Scalise, um dos principais nomes da produção artística e arquitetônica de Mato Grosso do Sul.

Dono de uma trajetória de mais de três décadas, ele construiu uma carreira que ultrapassou as fronteiras entre arte, arquitetura e comunicação, deixando sua assinatura em espaços emblemáticos da Capital e em projetos realizados no Brasil e no exterior.

Scalise estava internado em estado grave na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Unimed, em Campo Grande. Nos últimos dias, familiares haviam informado que ele apresentava boa resposta ao tratamento e pediram orações por sua recuperação. A causa da internação não foi divulgada.

Ao longo de mais de 35 anos de atuação, consolidou um estilo próprio, caracterizado pelo uso intenso das cores, pela cenografia, pelo diálogo entre diferentes linguagens e pela valorização da identidade como elemento central da criação.

Seu trabalho transitou por artes plásticas, arquitetura, urbanismo, design de interiores, cenografia e comunicação visual, tornando-o uma das figuras mais reconhecidas da produção cultural sul-mato-grossense.

VOCAÇÃO

Natural de Florianópolis (SC), Luis Pedro Scalise encontrou em Mato Grosso do Sul o lugar onde desenvolveu praticamente toda a sua carreira. A relação com a arte começou muito cedo.

Autodidata, pintou seu primeiro quadro aos 3 anos de idade e, ainda criança, passou a frequentar o ateliê da artista plástica Inês Corrêa da Costa, que havia sido discípula de Candido Portinari.

O talento precoce logo chamou atenção. Em 1980, tornou-se o mais jovem integrante da associação de artistas plásticos de Mato Grosso do Sul, iniciando uma trajetória que o levaria a participar de inúmeras exposições individuais e coletivas ao longo das décadas seguintes.

As experiências vividas em diferentes estados brasileiros e, posteriormente, em diversos países ampliaram seu repertório estético e ajudaram a construir uma linguagem artística facilmente reconhecida.

Em suas telas, as cores vibrantes e os elementos lúdicos conviviam com referências arquitetônicas, culturais e afetivas, compondo um universo visual muito particular.

MÚLTIPLAS ARTES

A criatividade presente nas telas encontrou continuidade na arquitetura. Em 1990, Scalise se formou em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro de Ensino Superior de Campo Grande (Cesup), atual Uniderp.

A partir daí, passou a desenvolver projetos que chamaram atenção pela originalidade e a capacidade de transformar espaços em experiências sensoriais.

Seu trabalho alcançou projeção internacional. Atuou em países como Emirados Árabes Unidos, incluindo Dubai e Abu Dhabi, Catar e Jordânia. Também viveu temporadas na Itália, na França e nos Estados Unidos, experiências que influenciaram diretamente sua produção artística e arquitetônica.

Durante a carreira, figurou entre os 100 arquitetos mais atuantes do Brasil e consolidou seu nome em diferentes segmentos da arquitetura, especialmente na criação de bares, restaurantes, espaços temáticos e projetos comerciais.

PROJETOS MARCANTES

Grande parte da memória afetiva da vida noturna de Campo Grande passa pelas mãos de Luis Pedro Scalise.

Entre seus projetos mais emblemáticos está o Pele Vermelha, inaugurado em 2002. Considerado pelo próprio arquiteto uma de suas obras mais importantes, o espaço rompeu padrões ao reunir uma floresta cenográfica, esculturas, elementos cênicos e até a carcaça de um avião suspensa na decoração.

Scalise costumava destacar que o Pele Vermelha foi o primeiro bar da Capital concebido desde o terreno exclusivamente para funcionar como casa noturna, em um período em que praticamente todos os estabelecimentos do gênero funcionavam em residências adaptadas.

Outra criação marcante foi o Grous Bar, no Jardim dos Estados, cuja estrutura remetia a um grande ninho, conceito que se tornou um dos diferenciais do projeto arquitetônico.

Também levam sua assinatura estabelecimentos como Valley, Valley Pub e Valley Tai, além de diversos bares e restaurantes em Campo Grande, Cuiabá, Goiânia e cidades do interior paulista.

Sua atuação ajudou a consolidar uma nova forma de pensar a arquitetura comercial, unindo funcionalidade, cenografia e narrativa visual.

Outro projeto que entrou definitivamente para a memória da população foi a Casa do Papai Noel.

Criada no fim da década de 1990 em sua própria residência, no Jardim dos Estados, a decoração natalina se transformou rapidamente em uma das principais atrações de fim de ano da Capital.

Inspirada na arquitetura germânica, a casa recebia milhares de visitantes a cada edição. Em 2005, segundo números divulgados pelo próprio arquiteto, mais de 148 mil pessoas passaram pelo espaço, que chegou a reunir 48 ambientes cenográficos cuidadosamente planejados.

Para muitas famílias campo-grandenses, visitar a Casa do Papai Noel se tornou tradição, reforçando o caráter afetivo presente em grande parte da obra de Scalise.

RECONHECIMENTO

A originalidade de seu trabalho também ganhou projeção nacional.

Em 2012, foi convidado pela Disney para criar um ambiente temático durante a Casa Cor São Paulo, por ocasião do lançamento do filme “Valente” no Brasil.

Inspirado na princesa Merida, o espaço de 58 metros quadrados reunia referências medievais, móveis exclusivos desenhados pelo arquiteto e até uma passagem secreta, evidenciando sua habilidade em unir arquitetura e narrativa.

No ano passado, quando completou 35 anos de carreira, recebeu uma homenagem do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Mato Grosso do Sul (CAU-MS) e do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de Mato Grosso do Sul (IAB-MS), em reconhecimento à contribuição deixada para a arquitetura, a cenografia e o design.

Na ocasião, amigos, colegas e profissionais celebraram uma trajetória marcada pela inovação e a construção de uma identidade própria.

PARTICIPAÇÃO NO CORREIO DO ESTADO

Além das telas e dos projetos arquitetônicos, Luis Pedro Scalise também encontrou espaço para compartilhar sua sensibilidade com os leitores do Correio do Estado.

   Ilustrações feitas por Luis Pedro Scalise para a coluna artística Mãos que Falam, do Correio do Estado - Fotos: Reprodução 

Em julho de 2018, passou a assinar a coluna Mãos que Falam, publicada em formato impresso e, posteriormente, expandida para as redes sociais.

O projeto reunia desenhos, frases, música e recursos tecnológicos para transmitir mensagens de afeto, reflexão e esperança.

Segundo o artista contou ao Correio do Estado na época do lançamento, a iniciativa nasceu de maneira espontânea durante a Páscoa, quando decidiu enviar desenhos personalizados a amigos.

A repercussão positiva fez com que continuasse produzindo novas ilustrações, incorporando trilhas sonoras e animações em vídeo, inicialmente no Instagram e depois no YouTube.

Mãos que Falam sintetizava uma característica presente em toda sua obra: a capacidade de integrar diferentes linguagens em uma única experiência artística.

Diálogo

Tem candidato que descobriu um novo conceito de lotação para, digamos... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (7)

07/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Jey Leonardo - Escritor Brasileiro

"A verdadeira força é ser vulnerável. É reconhecer que você não pode ser forte o tempo todo. E não ter medo nenhum disso”.

FELPUDA

Tem candidato que descobriu um novo conceito de lotação para, digamos, tentar impressionar o distinto eleitorado. Publicou nas redes sociais que reuniu milhares de apoiadores, esquecendo convenientemente de informar que o público era o somatório de todas as siglas presentes na convenção conjunta. Na fotografia, parecia um ato monumental; na realidade, era um evento coletivo. Como observou um experiente analista da política: “Se a criatividade começa antes da campanha, imagine depois da posse”. Convém manter a calculadora por perto.

Diálogo

Ameaça?

Nos bastidores, há quem diga que a maior ameaça à reeleição de Camila Jara (PT) à Câmara Federal pode estar dentro do próprio campo aliado. O nome citado é o vereador Marcos Trad, do PV, que tem forte base eleitoral em Campo Grande, onde está o maior número de eleitores.

Mais

Marcos também carrega outro ingrediente político: é irmão de Fábio Trad, candidato do PT ao Governo de MS. Em eleição, parentesco, base eleitoral e votos costumam formar combinação nada desprezível.  Assim sendo...

DiálogoDra. Viviane Nogueira Orro - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoEleonora Perez - Foto: André Ligeiro

Escada 

Alguns protegidos crescem à sombra de grandes lideranças, ganham musculatura e depois descobrem que caminhar sozinhos é muito mais conveniente. São candidaturas descompensadas, com 99% de apoio anunciado e 1% de compromisso efetivo com quem abriu portas e segurou a escada. Na eleição seguinte, porém, a memória dos padrinhos costuma voltar rápido que só. E aí protegido descobrirá que escada também  se recolhe. Vai vendo...

Otimistas

A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar para compor a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro foi recebida com entusiasmo pelos bolsonaristas de MS. Nos bastidores, a avaliação é de que o PL acertou ao escalar nome com trajetória no Ministério Público e forte discurso na área da segurança pública. Gaspar ganhou projeção nacional como relator da CPMI do INSS. Entre aliados, a chapa já é tratada como “puro-sangue”.

Dilema

A Justiça agora terá uma missão incomum: decidir se um pai poderá passar o Dia dos Pais com os filhos. Jair Bolsonaro pediu ao STF autorização para receber Carlos, Flávio e Jair Renan em casa, onde cumpre prisão domiciliar. O pedido é tratado como de caráter humanitário, enquanto seguem em vigor as restrições impostas ao ex-presidente. O episódio coloca sobre a mesa um dilema que vai além do processo: onde termina o rigor da decisão judicial e começa a dimensão humana? No fim, uma simples visita familiar ganhou status de questão constitucional.

ANIVERSARIANTES

  • Rita Terezinha de Queiroz Figueiredo, 
  • Bruno Pagani Quadros,   
  • Acy Mary Corrêa Gregol Dib, 
  • Dr. Claudionor Miguel Abss Duarte, 
  • Pauline Zanardo,
  • Auzenete Vinagre Franjotti,
  • Lauro Miyahira,
  • Maurici Aparecida de Moura França,
  • Joaquim Ângelo Lopes de Souza,
  • Rose Mary Guidi, 
  • Dr. João Luiz Pinheiro,
  • Dr. Francisco José Soares Barroso, 
  • Luiz Antônio de Jesus Saran,
  • Maria Aucinéia de Souza,
  • Anecy de Almeida Lopes,
  • Delcina Goes Rodrigues de Souza,
  • Rosângela Aparecida Guiraldelo Pasqualotto,
  • Adriano Garcia Geraldo,
  • Judenez Souza de Jesus,
  • Liana Chianca Oliveira Noronha,
  • Sônia Hiroko Suzuki,
  • Eneu Fett de Magalhães, 
  • Patrícia Manvailer Dias Lemos,
  • Márcia Helena Hokama Razzini,
  • Amilcar Silva Júnior,
  • Gustavo Helder Vinholi, 
  • Solange Martins Meira Damico,
  • Dr. Antônio Martins França,
  • Carlos Eduardo Cury, 
  • Júlio Kenko Shimabukuro, 
  • Rodolfo Alfredo Martin,
  • Nilton José Barauna, 
  • Terezinha Rubi Falco, 
  • Marcia Cecília Serenza Ferreira Alves,
  • Paula Cristaldo,   
  • Aparecida Sirlei Casachi,
  • Bernardes de Melo,
  • Mário Antonio Barbosa dos Santos,
  • Nilza Mont Serrat Oliveira Cirineu,
  • Maria Helena Pires Boschilia, 
  • Claudenir Gonçalves de Godoy,
  • Tânia Marques Fogaça Souza,
  • Natalie Arce de Sousa,
  • Sônia Maria de Abreu Sirena, 
  • Rosana Morilhas Corrêa da Costa,
  • Marcos Roberto Arashiro,
  • Ítalo Regis Pinto,
  • Arminda Pereira de Souza,
  • Alexandre Magno Calegari Paulino,
  • Alfredo Kassar,
  • Dr. Mário Gonzalo Alberto Araóz Siles, 
  • Noêmia Ferreira Leite,
  • Eneida Fernandes Barbosa,
  • Osmar Morello Pacheco,
  • Elizabeth de Oliveira,
  • Tanner de Andrade,
  • Zailda Rocha Zeola,
  • Sônia Maria Azambuja de Almeida,
  • Lourdes Rezende,
  • Clotilde Martins Araújo,
  • Cecília Kehdi Crepaldi,
  • Joice Oliveira de Faria,
  • Luiz Alberto Bochete,
  • Nilva Aparecida de Azambuja Lopes,
  • Jurandir Martins, 
  • José João Rezek Júnior, 
  • Mário Márcio Ribas Teixeira,
  • Juruena de Barros,
  • Helena Sônia Lechuga,
  • Margarida Baptista dos Santos,
  • Otilia Maria Garcia Rosa,
  • Geise Souza Calves,
  • Raimundo Barizon,
  • Gilberto Vieira Veloso,
  • Tânia Santana Casas,
  • Guaracy de Miranda Corrêa,
  • Paola da Rosa Siqueira,
  • Gilson Sato,
  • Mário Henrique Araújo Leite,
  • Antonino Ferreira Chaves,
  • Márcio Eduardo Oliveira Dias,
  • Neila Maria Ferreira de Castro,
  • Wilson Ribeiro Lopes,
  • Ciriaca Freitas da Silva,
  • Liana Andrea Takahashi,
  • Sidney Antonio Arioza,
  • Daura Rosa dos Reis Menezes,
  • Ricardo Massaharu Kuninari, 
  • Dra. Blanche Falcão Chauviere,
  • Irineu Bacchi Neto,
  • Patricia Simioli de Brito,    
  • Elthon Thome Gomez, 
  • Dra. Ivandia Pereira Gonzaga,
  • André Luiz de Oliveira Costa,
  • Ricardo Meirelles Bernardinelli,  
  • Sheila Ione Martins de Abreu,
  • Mônica Teixeira de Souza e Souza,
  • Osvaldo Batista de Oliveira,
  • Thaís Queiroz,
  • Gabriela Muller Junqueira,
  • Tânia Mara Silva Campos,
  • Maurício Vieira Gois Junior,
  • Adélia Gauna Lucas, 
  • Margarete Junko Kurashige Kishinoto,
  • Lúcia Silvana Norbuta Michels, 
  • Lara Costa Viana.

Colaborou com Tatyane Gameiro

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