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Capa B+: Entrevista exclusiva com a atriz Julianne Trevisol

"Além das novelas e séries, tive a oportunidade de atuar no cinema, no teatro e em outros projetos".

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A atriz Julianne Trevisol graduou-se em Artes Cênicas pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) e pela Universidade Estácio de Sá (ensino superior), além de cursar especialização em Preparação Corporal, na Angel Vianna. 

Na Televisão, a novela infantil Floribella (Band TV) foi o marco de sua estreia como atriz. Daí em diante, começou sua carreira de sucesso na TV. Já fez parte do elenco das produções da Record TV -  “Balacobaco” (2012), Vidas em Jogo (2011), Promessas de Amor (2009), Os mutantes: caminhos do coração (2008/2009), Paixões Proibidas (2007), Caminhos do Coração (2007) e a série Milagres de Jesus (2014).

Na Globo, integrou o elenco da série “Os dias eram assim” (2017) e da trama das sete “Totalmente Demais” (2015).

Entre seus trabalhos, ela também protagonizou a websérie Põe na Conta, do Gshow, participou da série TOC’S de Dalila, da Multishow; e esteve na série Desencontros, de Rodrigo Bernardo. No teatro, esteve em cartaz com a peça “Ela é meu marido”, ao lado de Bia Guedes.

No teatro, ela estrelou “Uma vida boa” (2014/2017) e o projeto ganhou prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro). Já no cinema, fez parte de “Divã” (2009) e “Ninguém ama ninguém... por mais de 2 anos” (2014).

"Não me limitei a apenas um tipo de plataforma ao longo da minha carreira. Além das novelas e séries, tive a oportunidade de atuar no cinema, no teatro e em outros projetos diversos.

Por exemplo, minha última incursão no universo bíblico foi há três anos, interpretando Nidana em Gênesis. Desde então, explorei diferentes papéis, como no musical "Casas de Cazuza", nos filmes "Nosso Lar" e "Casas e Casais", além das séries "Luz" da Netflix e "Vicky Amuza" da Globoplay, entre outros trabalhos", explica.

Em 2015, ela  participou do reality Super Chef Celebridades, do programa “Mais Você” - no qual ela foi a vencedora. Ela também tem formação em balé clássico, jazz e sapateado; danças de salão (gafieira, forró, bolero, soltinho, salsa, zouk) e contemporânea, além de canto e acrobacia em tecido aéreo.

A atriz já viveu também a ambiciosa Nidana, em Gênesis, da Record TV e atualmente está no longa “Nosso Lar 2”, em cartaz em todos os cinemas, e na série 'Luz' na Netflix.

Julianne é Capa do Correio B+ desta semana, e com exclusividade ao Caderno ela fala sobre escolhas, religião, trabalhos e projetos.

A atriz Julianne Trevisol é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Lineker Lenhard - Divulgação - Diagramação Denis Felipe e Denise Neves

CE - Entre novelas, séries, cinema e teatro, qual dessas plataformas você mais gosta de trabalhar e por quê?
JT -
Não me limitei a apenas um tipo de plataforma ao longo da minha carreira. Além das novelas e séries, tive a oportunidade de atuar no cinema, no teatro e em outros projetos diversos. Por exemplo, minha última incursão no universo bíblico foi há três anos, interpretando Nidana em Gênesis. Desde então, explorei diferentes papéis, como no musical "Casas de Cazuza", nos filmes "Nosso Lar" e "Casas e Casais", além das séries "Luz" da Netflix e "Vicky Amuza" da Globoplay, entre outros trabalhos.

Sobre a questão da fé e religiosidade, é importante destacar que, embora eu seja cristão e tenha uma forte fé em Deus, acredito na espiritualidade como um todo, independente de religião específica. Acredito que cada um de nós tem uma missão nesta vida e que nossa jornada vai além do que vivemos aqui.

O sucesso de uma obra como "Chico Xavier", especialmente em um momento pós-pandemia, reflete não apenas a audiência do público espírita, mas também na capacidade da história de tocar temas universais como amor, perdão e esperança na regeneração da humanidade.

Ela nos faz refletir sobre nossas ações e nos conforta ao lembrar que nossos afetos perduram para além desta vida. Acredito que obras assim têm o poder de expandir mentalidades e emocionar pessoas, especialmente em um contexto onde o cinema brasileiro busca revitalização.

Participar de um projeto como esse não é apenas uma oportunidade artística, mas também uma missão, pois todos os envolvidos têm o objetivo de emocionar e transformar através da arte.

O fenômeno que o filme tem se tornado não é apenas pela credibilidade da história de Chico Xavier, mas também pela maneira como ela é contada e como ressoa com as pessoas, motivando-as a voltar ao cinema em busca de uma narrativa que fala de amor, redenção e perdão.

CE - Como foi participar de um reality show culinário a e o que mais te surpreendeu durante o programa?
JT -
Sobre o superchefe, ele é um momento chave na minha vida, porque quando eu entrei eu achei que eu não era competitiva, eu entrei porque eu sou muito estudiosa e eu adoro aprender coisas novas e eu sempre gostei de gastronomia, mas eu não tinha conhecimento sobre cozinhar, tinha um instinto de gostar de cozinhar.

Como eu venho de uma família também que cozinha bem, né, mas uma coisa bem caseira, bem aquela coisa da comida caseira, eu não tinha muito esse olhar de como era uma gastronomia, como era esse universo dos chefes e aí eu aceitei esse convite, logo quando acabou totalmente demais, para participar do programa, que era um reality, muito no intuito de aprender, porque eu vi que nós ali, todos os dias, nós teríamos um workshop com cada chefe diferente de diversas modalidades, diversos estilos de gastronomia, uma culinária de cada lugar, uma culinária de cada tipo, isso me fascinou.

Quando eu fui vendo, eu já estava imbuída naquilo, eu já estava... dedicada naquilo, e aí eu não estava pensando em ganhar, mas a minha competitividade é muito grande comigo mesma, porque ela trabalha numa exigência minha.

Então essa minha exigência em querer me superar a cada momento, em ser melhor comigo mesma, foi o que fez eu ganhar esse programa, porque na final do programa, inclusive, eu perdi pontos por atraso, porque eu preferia atrasar o tempo e entregar os pratos para ganhar 10, entregar na qualidade, que eu sabia que eu estaria me superando, do que eu entregar no tempo e saber que eu poderia não ter entregue o meu melhor.

Então eu me arrisquei, perder para entregar o meu melhor, e eu lembro que eu tomei essa decisão em segundos na hora, eu falei, ou eu vou entregar, eu vou atrasar, eu posso perder por falta de pontos, porque vamos descontar os pontos, mas eu vou ganhar 10, ou eu posso, tenho a possibilidade de ganhar, mas também tenho a possibilidade de perder, porque eu posso não ganhar 10, porque os pratos não estão realmente como eu acho que estão, o melhor que eu poderia fazer, então eu optei em fazer o melhor.

Então essa minha competitividade, ela... Ela é, sobretudo, atravessada por mim, pelas minhas exigências, minha auto-exigência e a minha auto-superação. Então, o programa tem um marco na minha vida nesse sentido. Dali eu me apaixonei pela gastronomia e é algo que eu faço até hoje.

Estudo, faço curso na Le Cordon Bleu, faço experiências gastronômicas sempre que posso. Acabei conhecendo o universo da gastronomia, tenho grandes amigos chefes até hoje. Já viajei a outros lugares do mundo para conhecer gastronomias diferentes. E ainda pretendo ter projetos voltados para gastronomia e arte futuramente.

Julianne venceu o Super Chef na TV Globo - Divulgação

CE - O filme "Nosso Lar 2" e a série "Luz" na Netflix são projetos bastante distintos. Como é para você transitar entre diferentes gêneros e formatos de produção?
JT - 
Indiretamente, o público juvenil sempre me escolheu de alguma forma. Tenho uma conexão muito forte com crianças e sempre gostei delas.

Após me formar em dança, com especialização em balé de sapateado, comecei a dar aulas para crianças e pré-adolescentes. Posteriormente, ao concluir a faculdade de teatro, continuei lecionando teatro para crianças, inclusive em escolas especializadas.

Tenho ainda o desejo de reativar esse projeto para crianças especiais, sendo uma das madrinhas do Instituto Vidas Raras, que auxilia crianças com doenças raras. Entendo que é parte da minha vida me comunicar com esse público desde sempre e levar a arte a eles de alguma maneira, estabelecendo uma troca de energia gratificante.

Adoro o público infantil-juvenil. A novela Floribela, minha primeira atuação, foi muito especial, trazendo essa energia infantil. Em Mutantes, embora minha personagem, Gor, fosse inicialmente uma vilã, o público adolescente se identificou com ela, o que foi surpreendente. Mesmo sendo maléfica e possuindo poderes de hipnose, conectei-me de alguma forma com esse público, recebendo carinho mesmo interpretando uma vilã.

A vida sempre me proporciona trabalhos que me aproximam desse público. Os fãs de Mutantes cresceram, e novos públicos surgiram com trabalhos como Luiz e Vicky Amuza. Considero Luz uma série linda que aborda representatividade ao falar da comunidade indígena do Sky Gang, contando a história de Luiz de forma poética e lúdica. É crucial termos mais produções de qualidade para esse público, e é uma honra fazer parte delas quando convidada.

Em Vicky Amuza, interpretei uma sereia, exigindo preparação especial com uma cauda de 32 quilos e uma caracterização elaborada, levando mais de um mês para ser finalizada.

Embora tenham sido episódios específicos, a sereia se tornou uma figura marcante na série. Adoro quando há um esforço para criar personagens e histórias especiais para o público jovem, e é uma alegria fazer parte disso.

Com o elenco do filme Nosso Lar 2 - Divulgação

CE - Como está sendo a resposta do público para esses lançamentos mais recentes?
JT -
 Também é muito interessante essa comparação entre a Fernanda de "Luz" e a Lu de "Totalmente Demais". Coincidentemente ou não, nosso diretor geral, Thiago Teiter-Roy, que também foi meu diretor em "Totalmente Demais".

Quando me convidou para fazer os testes para "Luz", inicialmente fiz para outro personagem que não era a Fernanda. Isso se deu pelo receio de que a Fernanda pudesse ter alguma semelhança com a Lu, já que ambas eram secretárias e possuíam características joviais e solares. Achávamos que poderia haver muitas semelhanças entre elas, então, quando a Netflix decidiu que eu faria a Fernanda, pensei que seria interessante e desafiador, pois são personagens com algumas semelhanças.

O grande desafio seria encontrar as diferenças entre elas e atualizar certos aspectos, pois a Lu foi construída há sete anos. Eu, por outro lado, mudei e cresci como atriz nesse período. Embora ambas sejam jovens, interpreto a Fernanda com uma maturidade e repertório diferentes.

Foi uma grande brincadeira interpretar a Fernanda, explorar um universo que talvez eu já conhecesse um pouco devido à profissão dela, semelhante à da Lu, mas também encontrar as diferenças. Realmente havia diferenças nas quais me agarrei. Por exemplo, a Fernanda tem paixão por gatos, ela é completamente louca por eles.

Ao mesmo tempo que é solar, ela é muito solitária; sua família são esses gatos. Ela é uma menina bonita, divertida, mas também um pouco esquisita, com dificuldade em relacionamentos. Ela não sabe seduzir, chegar ou se colocar bem em relacionamentos, então ela comete erros constantemente. Portanto, há diferenças entre essas duas personagens, e foi isso que exploramos mais. Claro, a caracterização também ajudou bastante.

A Lu era muito colorida, com um cabelo claro e luminoso, enquanto a Fernanda tinha uma aparência mais São Paulo, com um estilo de cabelo mais clássico e uma paleta de cores sóbrias para o figurino. Essas diferenças contribuíram muito para a composição e construção da personagem.

CE - Existe alguma preferência entre trabalhar em produções para o cinema ou para o streaming?
JT -
Minha maior lembrança da jornada da Gor, sem dúvida, foi como ela se tornou uma porta de entrada para mim, especialmente na época em que estava na Record. Foi uma oportunidade incrível e uma possibilidade muito grande de desenvolver meu trabalho.

Lembro-me da confiança que o diretor, Alexandre Vansini, juntamente com Tiago Santiago e a Record, depositaram em mim. Quando fui escalada para interpretar a Gor, inicialmente era apenas uma participação de dois ou três meses, e a personagem não tinha a dimensão que acabou ganhando, no entanto, transformei esse desafio em uma oportunidade.

Encarei a personagem com determinação e consegui expandir seu papel, tornando-a a grande vilã da novela e mantendo-a por três temporadas. Foi um processo incrível ver a personagem crescer e o reconhecimento do público.

Me recordo claramente de ser reconhecida nas ruas, as pessoas querendo ver como era a Gor, algo que nunca havia experimentado antes. Apesar de já ter uma carreira consolidada no teatro, na publicidade e na dança, interpretar a Gor foi um marco em minha carreira na televisão, sendo a primeira personagem de grande repercussão nacional que interpretei. Essa é, sem dúvida, minha maior lembrança dessa jornada.

Em Genesis - Divulgação

CE - Qual é a diferença mais significativa entre trabalhar no teatro e na televisão/cinema, e como você se adapta a essas diferenças?
JT -
 Sobre os meus 40 anos, é incrível chegar a essa idade. Nunca imaginei que me sentiria tão bem e tão realizada aos 40 anos. Acho que é uma libertação. Lembro-me de uma frase do Caetano que fala sobre a calma que vem com a idade, sobre deixar de ser tão ansioso.

Claro, isso não significa que eu tenha perdido completamente a ansiedade, especialmente porque a arte é uma profissão que naturalmente nos leva a questionar e enfrentar muitas incertezas emocionais ao longo da jornada. No entanto, ao atingir os 40 anos, sinto-me mais equilibrada.

Percebi que minha felicidade está intrinsecamente ligada à maneira como eu me posiciono no mundo, às escolhas que faço e como cuido de minha vida profissional, equilíbrio emocional e saúde física e espiritual.

Chegar aos 40 anos me trouxe clareza sobre como lido com os diferentes aspectos da vida. Também percebo que me tornei mais seletiva em relação às pessoas ao meu redor, o que, paradoxalmente, abre novas possibilidades de conexão e me ajuda a refinar minhas escolhas, alinhando-as cada vez mais com meus verdadeiros desejos.

Recentemente, minha intuição se tornou mais aguçada. A intuição feminina, tão característica do meu signo de Câncer, tornou-se mais evidente com a chegada dos 40. Aprendi a prestar mais atenção nessa voz interior, distinguindo-a de meras preocupações, e busco equilibrar melhor esses insights.

Além disso, sinto que ganhei maturidade emocional e uma maior segurança como mulher. À medida que me tornei mais segura, passei a encarar a vida de forma mais leve e, curiosamente, a me sentir mais jovem.

Quando era mais jovem, precisei assumir uma postura mais madura em muitos aspectos da minha vida profissional e pessoal. Agora, não sinto mais essa pressão de provar algo para os outros. Conheço-me melhor, compreendo minha trajetória e tenho uma ideia mais clara do que desejo para o futuro.

Essa sensação de autoconhecimento e segurança traz uma confiança renovada, pois sei quem sou e o que me trouxe até aqui. Estou ciente das minhas conquistas e sei para onde desejo direcionar-me daqui para frente. Aos 40 anos, tudo isso converge de maneira mais interessante e gratificante.

CE - Conta sobre sua personagem em Reis, vc esta confirmada para a 10ª temporada?
JT - 
A gente brinca que o personagem que escolhe a gente, não somos nós atores que escolhemos as personagens e a Isabel, sem dúvida nenhuma, me escolheu e o Wagner me deu essa grande oportunidade de contar essa história.

E além de tudo que já falei aqui sobre a minha relação com a história e com as minhas crenças, Isabel vem trazendo pra minha vida esse universo da maternidade. Ela é diferente das outras vilãs que eu fiz. Eu já interpretei vilãs e personagens que eram mães, porém todas as outras personagens que eu fiz que eram mães, como por exemplo a Nidana de "Gênesis", que tinha uma filha, elas não eram boas mães, né, porque por elas terem uma característica de desvio de caráter por serem vilãs, naturalmente elas acabavam não sendo ali uma mãe muito presente ou uma mãe muito dedicada, ou uma mãe exemplar. Então eu não trabalhei tanto a fundo a relação com a maternidade antes e essa relação ela foi trabalhada durante.

De verdade, no filme "Nosso Lar", porque nós tivemos ali uma família muito coesa, a minha relação com essas crianças foi muito especial e foi uma relação que foi além do filme, nós temos essa relação até hoje, os meus filhos do filme me chamam de mãe até hoje, nós nos encontramos fora do trabalho durante esses dois anos que se sucederam entre as filmagens e agora a estreia. 

Eu estou acompanhando eles crescerem, então mexeu muito comigo fazer mãe dessas três crianças, porque isso veio numa fase onde eu tinha acabado de decidir fazer o congelamento de óvulos porque eu tinha entendido que realmente ser mãe é um dos meus sonhos de vida e que eu gostaria de preservar a minha fertilidade para que eu pudesse ser mãe quando eu achasse que é o momento, dentro de um contexto familiar que eu acredito, com os valores de família que eu acredito.

Então, eu ainda não tinha tido e ainda não tive a oportunidade de vivenciar essa experiência na minha vida real. E ter podido vivenciar isso na arte foi uma experiência muito deliciosa, foi uma troca maravilhosa.

E, naturalmente, eu estava também bem sensível, porque eu estava no meio do processo do congelamento de óvulos, onde a mulher passa por um processo de hormônios bem delicado, onde mexe com o nosso instinto maternal.

Você faz uma aplicação dos hormônios que você precisa fazer para desenvolver aqueles folículos, desenvolver aqueles óvulos para fazer a coleta. Então, naturalmente, você sente o seu corpo como se você estivesse um pouco gestando alguma coisa.

Você não sabe bem o que é, você não está gestando de fato, mas você está num processo ali de pré-gestação de algo, que na verdade é daqueles óvulos que vão ser coletados para futuramente realizar esse meu sonho.

Então, tinha uma expectativa maternal naquele momento e a Isabel veio preenchendo o meu coração dessa expectativa.

Eu usei todo esse emocional, essa sensibilidade para ela e, ao mesmo tempo, eu usei a serenidade que a personagem me exigia ter como uma mulher de fé, uma mulher que realmente pratica as boas ações dentro da família dela, dentro da casa dela, uma mulher que tem esperança, que tem certeza, que tem confiança em Deus, confiança de que as coisas realmente são como tem que ser e que as coisas vão ficar bem e vão melhorar.

Então, essa positividade, essa serenidade da Isabel eu levei para a minha vida no momento onde eu estava passando, embora gostoso, mas um processo difícil e delicado que é o processo de congelamento.

Julianne Trevisol - Divulgação

Projeto cultural

Após encantar alunos, show "Pop & Poesia" chega a mais três escolas a partir de hoje

Jerry Espíndola e Ju Souc levam clássicos regionais aos estudantes do EJA da Rede Municipal de Ensino com sucesso

15/04/2024 15h23

As últimas apresentações do "Pop & Poesia" estão prontas para conquistar mais uma vez o coração dos alunos do Eja. Foto: Leandro Marques

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O projeto "Pop & Poesia" está chegando ao fim com três apresentações emocionantes programadas para a próxima semana em escolas de Campo Grande. Sob a liderança dos talentosos músicos e amigos Ju Souc e Jerry Espíndola, os próximos shows estão marcados para os dias 15, 16 e 17 de abril, sempre às 19h30.

Depois de oito apresentações bem-sucedidas em escolas de bairros periféricos da capital, o projeto continua sua missão de compartilhar cultura e emoção. As apresentações continuam a acontecer em escolas municipais de diversos bairros, proporcionando uma experiência enriquecedora aos alunos do Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

A singularidade do "Pop & Poesia" reside na excelência musical dos artistas e na interação calorosa com o público. Com um repertório criteriosamente selecionado, os espectadores terão a oportunidade não apenas de apreciar clássicos regionais, mas também de conhecer novas composições fruto da parceria entre os músicos. O objetivo do projeto é envolver as pessoas na rica cultura regional e despertar a curiosidade sobre as histórias por trás das músicas.

Marlene Barros, uma estudante de 40 anos que está concluindo o Ensino Fundamental na Escola Municipal Profª Maria Regina de Vasconcelos Galvão, expressou sua gratidão pela oportunidade de vivenciar o show.

"Eu gostei muito do show, muitas músicas da minha infância, que ouvia bastante e me trazem muitas recordações boas."

A diretora da escola, Ângela Maria de Brito, também elogiou a iniciativa e compartilhou o encantamento dos alunos com o espetáculo.

Tem muita gente aqui que nunca foi num show na vida, nunca viu música ao vivo e todos estamos encantados com o que vimos hoje”, afirma.

Com a promessa de noites repletas de emoção, cultura e entretenimento, as últimas apresentações do "Pop & Poesia" estão prontas para conquistar mais uma vez o coração do público campo-grandense.

O "Show Musical - Pop & Poesia" é um projeto financiado pela Lei Paulo Gustavo (LPG) do Ministério da Cultura, Governo Federal, por meio de edital da Secretaria de Cultura e Turismo de Campo Grande. Mais informações podem ser encontradas no Instagram (@jerryespindola) e (@soucju).

Confira a programação:

- Segunda-feira (15 de abril) - E. M. Prof. Antônio Lopes Lins, rua Cibele, 460 - Portal Caiobá;
- Terça-feira (16 de abril) - E. M. Carlos Vilhalva Cristaldo, rua Pádua Gazal, 13 - Jardim Aeroporto;
- Quarta-feira (17 de abril) - E. M. José Mauro Messias da Silva, Rua Ivo Osman Miranda, 13 - Vila Moreninha IV.

*Com informações da assessoria

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PLATAFORMAS DIGITAIS

Confira as sugestões de filmes e séries desta semana

A dica da semana é o filme brasileiro "Rio 40 graus"

15/04/2024 14h34

"Rio 40 graus" está disponível no Globoplay e na Amazon Prime Video Divulgação

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“Rio 40 graus” é considerado um marco do cinema brasileiro, filme de Nelson Pereira mostra o Rio de Janeiro para além do estereótipo e possui críticas ainda muito relevantes para a cidade

Um dos mais importantes filmes do cinema nacional, “Rio 40 graus” (1955) foi o primeiro longa-metragem do cineasta Nélson Pereira dos Santos e um precursor do movimento chamado “Cinema Novo” no Brasil. Ao passo que as grandes companhias cinematográficas do país na época se preocupavam em tentar reproduzir um estilo hollywoodiano de contar histórias, “Rio 40 graus” inaugurou uma nova linguagem ao retratar o Rio de Janeiro – na época, capital do país – de uma forma realista, sem os floreios de “cidade maravilhosa” que povoavam o imaginário das pessoas. Atualmente, o filme está disponível no Globoplay e na Amazon Prime Video.

Uma espécie de drama com documentário, “Rio 40 graus” acompanha a trajetória de 5 meninos de uma favela carioca em um dia de domingo. Juntos, Zeca, Sujinho, Jorge, Paulinho e Xerife saem pelos pontos turísticos da cidade (Maracanã, Quinta da Boa Vista, Copacabana, Corcovado e Pão de Açúcar) para vender amendoim. Além de usarem o dinheiro para ajudar suas famílias, em especial Jorge – cuja mãe está doente e precisando de dinheiro para comprar remédios –, os meninos também desejam usar parte do valor arrecadado para comprar uma bola de futebol. Ao mesmo tempo, o filme aborda um conjunto de tramas paralelas, como a chegada de um coronel para visitar o Corcovado e a gravidez de uma migrante nordestina.

Apesar de, há muito tempo, o filme ser considerado um marco do cinema nacional, nem sempre foi assim. Na realidade, o longa sofreu com a censura na época do lançamento e a sua exibição foi proibida nos cinemas do país. O filme chegou a ser acusado de ser uma grande mentira e espalhar uma visão muito negativa da cidade – que, inclusive, nunca havia chegado aos 40° C de temperatura. Houve uma campanha para liberar a exibição do filme, que teve repercussão internacional entre artistas e intelectuais. A obra conseguiu sair da lista de filmes proibidos apenas no governo de Juscelino Kubitschek, em 1956.

 

A Disney Plus disponibilizará “Under The Bridge”, um original Hulu, no dia 17 de abril

A Hulu é uma plataforma de streaming norte-americana que vem se destacando no mercado por suas produções originais bastante premiadas, como foi o caso de “The Handmaid 's Tale” (2017). O serviço da empresa não está disponível no Brasil, porém, através de parcerias com outras plataformas, é possível assistir esses originais no país. Esse será o caso com o novo original da Hulu, “Under the Bridge”, uma série de “true crime” baseada no livro homônimo da autora canadense Rebecca Godfrey. Dessa vez, a responsabilidade de distribuir o original ficou a cargo da Disney Plus, que disponibilizará a série no Brasil a partir do dia 17 de abril em sua plataforma.

A série acompanha as investigações de um crime real que chocou o Canadá, no ano de 1977.  A história começa com o desaparecimento de uma menina de 14 anos chamada Reena Virk, que saiu para encontrar as amigas em uma festa e nunca mais voltou. Quando a adolescente é encontrada morta de uma forma brutal, a investigação corre para tentar encontrar os responsáveis pelo crime. Dentre os principais suspeitos estão um grupo de 7 meninas e um menino, todos entre 14 e 16 anos de idade.

“Under The Bridge” aborda o caso pelos olhos da escritora Rebecca (Riley Keough) e da policial local Cam (Lily Gladstone), que unem forças para tentar desvendar os acontecimentos que levaram à morte da jovem. Juntas, elas começam a investigar a realidade dos adolescentes acusados e, com diferentes abordagens, conseguem fazer com que a verdade vá se revelando até que o caso seja concluído de forma inesperada. O caso de Reena Virk, na época, escancarou de forma trágica os perigos do bullying e suas consequências desastrosas para os jovens. Ajudou a mostrar o quanto era importante que o assédio moral nas escolas fosse um tópico mais discutido e combatido no país – e no mundo.

 

Nova série da Netflix mergulha mais fundo no universo de “Sandman”, criado por Neil Gaiman, e conta a história de dois meninos que investigam mistérios depois da morte

Um dos escritores mais famosos e bem-sucedidos da literatura contemporânea, o autor britânico Neil Gaiman tem uma obra bastante versátil, que vai desde livros e contos, até histórias em quadrinhos e séries televisivas. Dentre os seus trabalhos mais conhecidos, estão “Sandman” (1989) – que ganhou nove Eisner, importante prêmio da indústria norte americana de quadrinhos –, “Deuses Americanos” (2001), “Coraline” (2020) e “Good Omens” (2019). As histórias criadas por Gaiman são um prato cheio para os amantes de fantasia e do macabro, uma vez que o escritor consegue manipular com maestria o que é conhecido como “o desconhecido”, criando novas realidades a partir de um universo pré-existente.

Sendo assim, todas as vezes que as histórias de Gaiman recebem uma adaptação cinematográfica, elas recebem uma atenção especial. Continuando uma parceria frutífera com a Netflix, no dia 25 de abril chegará à plataforma de streaming mais uma parte do universo criado pelo autor em “Sandman”. Com o título de “Garotos Detetives Mortos”, a primeira temporada do original contará com 8 episódios e dará um espaço narrativo especial para dois personagens que aparecem, de relance, na edição de 1991 de “Sandman”. Depois dessa aparição, a dupla até ganhou uma série de HQs próprias, que compunham o universo de spin-offs de “Sandman”.

Em “Garotos Detetives Mortos”, os protagonistas são os personagens Edwin Paine (George Rexstrew) e Charles Rowland (Jayden Revri), dois jovens britânicos que se conheceram após a morte e se tornaram melhores amigos. Juntos, os dois fantasmas fogem do Inferno e da Morte para solucionar mistérios no plano Mortal. Ao longo das investigações, a dupla ajuda outros fantasmas a solucionar os casos que levaram às suas respectivas mortes. Os protagonistas também irão contar com a ajuda da vidente Crystal Palace (Kassius Nelson) e de sua amiga Niko (Yuyu Kitamura). Juntos, eles vão encarar diversos desafios, como bruxas poderosas e seres sobrenaturais.

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