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Capa B+: Entrevista exclusiva com a atriz Miá Mello

"Achei que fosse jet lag, mas eram os primeiros sintomas. Falar disso no teatro é oferecer ferramentas para atravessar esse período, que pode durar até 10 anos e ter mais de 70 sintomas."

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Três mulheres 40+ ficam presas em um elevador e, em apenas dezessete minutos sem sinal, ventilação ou filtros, desabafos, confissões e risadas tomam conta. As angústias do corpo em mudança, a sobrecarga familiar, o desejo em trânsito e a vergonha de falar sobre o óbvio se misturam ao surreal: um pentelho branco ganha voz e os hormônios fazem piquete numa greve. Inspirada em histórias reais, Mulheres em Chamas transforma o medo de envelhecer em humor e reconhecimento.

A peça onde tem a atriz e apresentadora Miá Mello no palco, estreou no dia 2 de julho na capital paulista e fica em cartaz até 28 agosto (quartas e quintas) no Teatro UOL. Miá está ao lado de Juliana Araripe e Camila Raffanti com direção Paula Cohen.

Marília Penariol Melo, é conhecida como Miá Mello, é tamém é publicitária, e estreou no teatro como parte do grupo Desnecessários, destacando-se na televisão no Legendários e em diversos trabalhos no Multishow. No cinema estrelou os sucessos Meu Passado Me Condena e Meu Passado Me Condena 2 com o amigo Fábio Porchat.

Miá em agosto retorna com a peça Mãe Fora da Caixa, saindo em turnê e celebrando mais de 100 mil espectadores. Ela também filmou um longa com Hassum e Letícia Isnard que ainda não tem data para sua estreia, mas já já, ela lança o filme que origina da peça Mãe Fora da Caixa que está pronto e em finalização com todos só no aguardo da estreia.

"Primeiro eu quero agradecer novamente o interesse, a entrevista, dizer que eu adoro a entrevista de vocês. Sempre que eu leio as perguntas eu falo, olha aí, uma jornalista ou um jornalista muito legal, informado, inteligente".

A nossa Capa exclusiva da semana tem tantas novidades, histórias e roteiros interessantes, que novamente após alguns anos deu uma nova e super entrevista exclusiva para o Caderno falando de sua primeira vez no palco, como começou como atriz, tudo sobre Mulheres em Chamas que estreou essa semana em São Paulo e a peça Mãe Fora da Caixa que já já estará nas telonas.
 

A atriz e apresentadora Miá Mello é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Thay Bonin - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana


CE - Miá como foi a sua transição da publicidade para a carreira de atriz?
MM -
 Oiê! Primeiro eu quero agradecer novamente o interesse, a entrevista, dizer que eu adoro a entrevista de vocês. Sempre que eu leio as perguntas eu falo, olha aí, uma jornalista ou um jornalista muito legal, informado, inteligente.

Então, primeiro de tudo, é um agradecimento e eu já emendo aqui na primeira pergunta que me formei em publicidade, trabalhei na área e aí quando eu fiz o último ano da faculdade, como eu já estava habituada a estudar à noite e trabalhar de dia, eu fiquei com um buraco aí à noite, porque eu só ia mais alguns dias para apresentar meu TCC, então a minha mãe viu um curso de teatro no jornal e falou, por que você não faz? Você está com essa noite livre aí? E eis que fui eu lá fazer o curso de teatro, que foi tão significativo.

Foi lá que eu vi que tinha gente que trabalhava com isso gente que não era filho de artista, porque na minha cabeça, eu nunca poderia ser atriz, sabe? Eu nunca tive esse sonho desde pequena porque não era uma possibilidade dentro da minha cabeça, eu achei tão bonito isso.  Conversando com a minha mãe esses dias, minha mãe é super artista, ela só não foi efetivamente, mas ela é rsrs!

E ela me disse que quando ela era mais jovem ela assistiu O Inimigo do Povo, do Ibsen, que foi uma peça que marcou muito ela e ela falou essa frase, se eu tivesse um artista na família com certeza eu ia fazer isso, ela falou essa frase e eu achei tão legal.

Então é quase uma crença limitante que a gente carrega de artista só pode ser quem vem de linhagem artística e tudo mais e que sorte que eu tive dessa de ter essa coragem/ignorância/loucura, não sei, que me deu de tentar correr atrás de uma coisa que parecia ser tão distante pra mim, porque eu de fato me encontrei.

E eu lembro que quando eu comecei a perguntar pras pessoas, mas vem cá, você faz isso, como que você faz? E comecei a ir atrás, de tentar fazer uns testes de publicidade, as coisas eram muito estranhas pra mim, nada, nada foi, nada dessa transição foi fácil ou simples, e ainda assim parecia que eu tava no caminho certo, acho isso tão interessante, tão bonito, tão mágico.

CE – Em que momento as artes cênicas entraram na vida e como?
MM -
 Bom, acho que eu respondi um pouco da primeira pergunta, acabei respondendo um pouco sobre isso, mas o que eu não contei, que é uma coisa que eu acho muito bonita também, é que eu sempre amei cinema.

Eu lembro que eu assistia cinema nacional e me dava uma espécie de um comichão na barriga, que eu não sabia explicar o que era. E que quando eu comecei a entender que eu ia vir a atriz, que eu queria fazer isso como profissão, claro, fui atrás do teatro, porque eu entendi que era a grande base de tudo, mas eu carregava já comigo esse desejo muito grande de fazer cinema.

E eu lembro que meu primeiro trabalho em dramaturgia na televisão foi uma série, a série com o Fábio Porchat. E aí, quando a gente estava fazendo a série, a Marisa Leão, que era a produtora, falou gente, me procuraram para fazer um filme e eu achei que a gente pode fazer a nossa história num navio. O que vocês acham?

Eu lembro que eu ouvi aqui e pensei, calma, Miá, não vai ser tão rápido assim. E aí foi muito rápido, claro, por mérito de tudo, da história ser muito boa, de todo mundo ver o potencial naquele casal, da Marisa Leão ser uma potência como produtora e um nome muito forte do cinema brasileiro.

Mas eu lembro que eu fiquei tão feliz e tão emocionada de estar realizando aquele sonho. E não à toa, né, o comichão lá da barriga era isso, era porque eu tinha que fazer isso. E eu amo o cinema, toda vez que eu faço eu não deixo de me deslumbrar fazendo.

CE – Como foi a sua primeira vez no palco, você se lembra?
MM -
 Nossa, essa pergunta me deixou tão intrigada, eu não lembro qual foi a minha primeira vez no palco. Não lembro mesmo, porque talvez eu deva ter feito peças na escola, porque eu gostava bastante. Mas uma que eu lembro, eu fiz o Célia Helena, a cada final de semestre a gente apresentava uma peça.

E aí uma que eu lembro, assim, como se chamasse meu pontapé inicial da carreira artística já profissional, eu fiz a gata da Cinderela, numa peça do Zé Wilker. E nossa, eu lembro que eu fiquei muito feliz com o convite.

A Renata Ricci, que na época fazia gata, foi fazer algum musical da Disney, alguma coisa desse tipo, e aí eles me convidaram pra fazer a gata. E eu amei, eu amei, a maquiagem era tão linda, tão legal, essa é uma primeira lembrança profissional de palco.

CE – Teatro, cinema ou TV?
MM -
 Nem vem com essa pergunta, hein? Não dá, não dá. Cada um tem a sua beleza. O teatro, ele tem um mergulho tão profundo, denso e verdadeiro na arte. E tem um trabalho muito intenso que é feito antes de você apresentar para o público.

Quando você apresenta para o público, claro que tem um ganho grande dessa troca, tem evolução, tem melhoras, tem tudo isso. Mas quando a gente chega ali para mostrar alguma coisa, esse trabalho já foi profundamente feito, refeito e apresentado. Eu acho isso muito lindo do teatro.

Já o cinema foi tudo aquilo que eu contei, meu xodó. Eu amo, eu acho que o cinema faz as coisas com tanto cuidado, com tempo, com uma beleza, com dinheiro muito bom. Não que o teatro não tenha, mas eu acho que o cinema tem um outro lugar de verba para as coisas acontecerem. No cinema é onde a gente dá nome para o personagem, a gente conta uma história de onde ele vem, pra onde ele foi, a gente mostra detalhes. Não que no teatro não dê, mas no cinema eu sinto que é uma beleza muito grande que acontece.

E na TV a gente ganha um alcance, ganha o povo, ganha o público, ganha notoriedade. E claro, às vezes a gente ganha de alguns trabalhos muito incríveis na TV também.

CE – Como nasceu o Mãe Fora da Caixa?
MM -
 Eu amo essa história porque o Mãe Fora da Caixa começou com o homem, o Pablo Sanábio, meu amigo, ator, ele é um idealizador muito potente e tinha adotado a Manoela e tava naquele hiperfoco da paternidade, onde ele me ligou e falou, você já ouviu falar do Mãe Fora da Caixa, a gente tem que fazer alguma coisa.

E isso que nasceu, todo esse projeto que é tão próspero e tão importante, no meio da conversa, ainda na conversa, eu comprei o livro da Thais Vilarinho, o livro chegou no mesmo dia, eu devorei o livro, o que mais me chamou atenção foi que mesmo quando eram histórias que não diziam a respeito da minha maternidade, faziam eu lembrar da minha maternidade, então eu acho aquilo muito potente e não à toa que a peça tem essa alta poder de identificação, eu sempre digo isso, que muitas vezes a gente não tem filho, mas todo mundo é filho de alguém. Então eu acho que essa aqui é uma potência muito linda desse projeto.

A atriz e apresentadora Miá Mello é Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Edu Pimenta - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE – Você volta com a turnê da peça?
MM -
 Volto com a turnê agora em agosto, eu vou para seis cidades: Ribeirão Preto, Natal, Fortaleza, Brasília, Florianópolis... será que eu tô esquecendo alguém? Bom, mas faço essa turnê e eu tô muito animada porque eu vou fazer essa turnê do Mãe Fora da Caixa em cartaz com Mulheres em Chamas, então eu fico em cartaz quarta e quinta em São Paulo e faço essa turnê pelo Brasil.

Estou achando tão chique, tô contando pra todo mundo que eu vou fazer essa jornada dupla. Então volto com a peça, por enquanto são essas as cidades, mas eu acho que a gente ainda dá uma pinta por São Paulo, todo mundo pede pra gente voltar pro Rio, então eu acho que é uma peça, fico com a sensação que o Mãe Fora da Caixa é uma peça que dá pra fazer por muitos e muitos anos.

CE – São mais de 100mil expectadores? Qual a sensação?
MM -
 Bom, 100 mil espectadores. Que orgulho, hein? A sensação que eu tenho é essa, que as pessoas gostam de assistir a peça e gostam de voltar com outras pessoas. Eu tenho a impressão de que o que elas gostam é de mostrar o que se passa dentro da nossa cabeça, do nosso corpo. Acho que essa peça exemplifica através do humor, através das cenas que a gente mostra lá, o que mais ou menos acontece nesse período tão intenso que é o Puerpério.

CE – E o filme, quando teremos a estreia? E como foi todo o processo?
MM - 
Bom, o filme já está pronto e, nossa, eu fiquei tão feliz de assistir porque eu acho que eu vi muita verdade no filme. Eu acho que isso é muito importante quando a gente está falando de maternidade real. Eu acho que ele está previsto para sair até o semestre que vem.

Estou aqui guardando minha ansiedade numa caixinha porque eu não vejo a hora de dividir com todo mundo. E acho que acontece um processo muito interessante, onde a peça nasce do livro da Thais Vilarinho, quando a gente fala de Cláudia Gomes para escrever a peça. A gente aproxima um pouco mais, a gente cria um guarda-chuva e uma história de uma mãe que está ali no banheiro vendo se está grávida do seu segundo filho ou não, mas ainda chama mãe e só.

E quando a gente chama a Patrícia Corso, e eu também assino colaborando o roteiro, a gente aproxima ainda mais dessa história e essa mãe ganha um nome, ganha uma profissão, ganha um marido. E com tudo isso, esses detalhes deixam a história. Rica. Então não vejo a hora de dividir com todo mundo.

Mãe Fora da Caixa - Divulgação

CE – Fale um pouco do longa com Hassun e Letícia Isnard?
MM - 
Vim agora desse filme que eu rodei no Rio de Janeiro, O Alibi, que é a direção do Felipe Joffily, e foi um deleite. É a palavra que eu fico toda hora reverberando pra lembrar de como foi o processo. O Felipe é um diretor muito aberto, eu lembro que eu escutava em cena assim, faz do jeito que você quiser que a câmera te pega. Nossa, isso chega a emocionar, assim, porque é de uma liberdade criativa.

E muitas das vezes a parte que eu mais gosto do meu trabalho é a criação da gênese e da personagem, esse mergulho em pesquisa, dessa nova personalidade dessa pessoa que eu tô criando e tudo mais, mas muitas das vezes a gente fica com esse trabalho muito subjetivo. 

Quase ninguém nunca vê esse trabalho, é um trabalho que compõe muito, mas a gente não pode, não tem espaço pra mostrar ele. E tudo certo, é sobre isso mesmo. Mas com o Felipe Joffily, eu tive a oportunidade de colocar muitas.

Coisas que eu criei dessa gênese da personagem, que chama Nath, pra fora, eu consegui mostrar, então eu fiquei muito feliz, assim, achei que foi uma parceria muito legal. Saí de lá falando assim, não vejo a hora de fazer o próximo filme com você.

E que delícia conseguir fazer o filme com o Hassun, né, há tempos que a gente vem tentando trabalhar juntos, falei pra ele que também não valeu, porque a gente fez algumas cenas só, nossos personagens não ficam o tempo todo interagindo juntos, então eu falei, olha, não valeu esse, eu quero outro, hein, e ele é muito legal, um baita companheiro de camarim, cara engraçado, divertido, talentoso, humilde.

Tudo que ele toca vira ouro, então eu tô feliz de estar junto com ele, e Letícia Isnard, era um sonho trabalhar com ela, eu fiquei muito, assim, honrada de estar junto com ela, porque eu acho que ela é uma baita atriz, e eu tinha certeza que seria maravilhoso trabalhar com ela, e foi.

Ela é uma atriz, assim, que faz o que ela faz, ela é uma atriz que faz tudo sem um menor esforço. Ela fala de um jeito que as coisas já são muito engraçadas e divertidas e também uma baita companheira.

Quero deixar também registrado que trabalhar com o Dudu Azevedo foi uma grande revelação. Revelação no sentido de que eu não estava como eu estava com o Hassun e a Letícia, né? Claro que eu gostaria de trabalhar com ele e tudo, mas foi uma dupla tão divertida.

Acho que a gente ganhou tanto com os nossos personagens ali que eu saí de lá falando Dudu, eu acho que a gente tem que fazer um spin-off dos nossos personagens e que virasse um filme só dos dois, porque foi muito divertido. Que ator inteligente, espirituoso, bonito, gente boa. Nossa, foi muito legal trabalhar com ele também.

Miá com Juliana Cohen e Camila Raffanti - Foto: Edu Pimenta - Mulheres e Chamas 

CE – Você estreou Mulheres em Chama com a Juliana Cohen e Camila Raffanti, conta pra gente sobre o porjeto? Como foi a estreia?
MM -
 Nossa, a estreia de Mulheres em Chamas foi catártica. Acho que é a única palavra que eu tenho para definir perto do que aconteceu. A gente já estava mergulhado nesse processo há um mês e uma semana, que é pouco, mas ao mesmo tempo parece que foi uma vida.

Fora todo o tempo que a gente escreveu e concebeu a ideia que foram mais ou menos uns dois, três meses. Ou seja, pouco tempo no total para muita coisa conquistada. Um grande acerto foi a direção da Paula Cohen. A gente chamou ela para dirigir, ela foi muito sensível e fez a gente fazer teatro. Tem umas partes tão interessantes da peça. Eu estou muito entusiasmada, sério.

Eu estou quase explodindo de orgulho. Estou com vontade de fazer de novo, que a gente está em cartaz às quartas e quintas. Estou com vontade de fazer hoje de novo já. Então isso é um ótimo sinal. Eu e as meninas a gente está impressionada com a repercussão. E o que a gente mais escuta é: o trio é muito legal, o trio é muito engraçado. Isso é tão interessante para a gente que, imagina, somos totalmente atrizes autorais.

A gente escreveu o texto, a gente concebeu a peça e a gente está atuando. E a gente está com um pé na produção e um pé ali. Também junto com um sócio muito incrível. Então viabilizar teatro dessa qualidade me dá muito orgulho. Eu estou muito satisfeita. Aliás, fica o convite. Quando vier a São Paulo, por enquanto a gente fica até outubro. Você vem assistir.

CE – Você acha que a menopausa ainda é vista como algo que se fala à respeito?
MM - 
Eu acho que somos a primeira geração a falar disso, quando eu vou conversar com a minha mãe. Tem até uma história maravilhosa que durante essa pesquisa, nesse mergulho, eu fui conversar com a minha mãe e perguntei pra ela, porque eu descobri que você entra na menopausa numa idade muito próxima que a sua mãe entrou, aí eu fui conversar com a minha mãe.

Aí sabe o que que ela me falou? Não tive! Você acredita? Como não teve, mãe? Todo mundo, imagina, você tá viva aqui? Não tive! Um dia eu fui conversar mais a fundo com ela, eu falei, não, mãe, sério, mas e aí? Suas amigas? A Leonor me dava um chá, ela tomava uns chás e a gente também tomava.

Aí eu falei, mas e aí? E sua mãe? Ela, minha mãe? Minha mãe me deu um livro, A Moça e Seus Problemas, quando me instruí pela primeira vez, foi a única conversa que ela teve comigo. Aí eu fui pesquisar, esse livro existe, ele é muito... Estranho, preconceituoso, ignorante, sabe? É muito doido. E olha o nome, né? A Moça e Seus Problemas, mas, enfim. falta muito a se falar ainda e eu acho que a geração passada não pode nem olhar pra isso.

CE – Como foi a criação e construção do texto da peça?
MM -
 Nossa, a criação desse texto foi algo muito intenso e visceral para mim em algum lugar. Primeiro porque eu já venho buscando esse lugar de roteirista também, de escritora, acho que talvez seja muito, meu Deus, que os deuses do Olimpo me perdoem por usarem uma palavra tão grandiosa, mas uma roteirista, digamos assim.

Então eu colaborei no Mãe Fora da Caixa, no filme, com o roteiro, e dessa vez eu entro para fazer o Mulheres em Chamas como roteirista junto com as meninas, que são duas grandes atrizes e roteiristas. Foram muito generosas nesse lugar de me ensinar, de ter paciência até de me ensinar a mexer no Final Draft, porque até isso elas tiveram que me ensinar, de me credibilizar, a Juliana Araripe tem muito isso, ela muito me credibiliza, ela é muito legal. Uma torcida assim, junto, que é muito legal de ter junto, sabe?

                 Miá com Juliana Cohen e Camila Raffanti - Foto: Edu Pimenta - Mulheres e Chamas 

CE -  Para vocês como foi compartilhar as histórias?
MM -
 E o compartilhar das histórias foi algo muito engraçado, onde a gente tinha trocado experiências, tem até um pedaço de uma história de uma pessoa que eu conheço que está na peça, ali misturada nos personagens, nas gênese dos personagens.

E tem muitas coisas que a gente foi extraindo da vida, porque a vida é muito maluca. A vida é, até se você transporta muito, o roteiro vão falar que é louco demais. Tem que dar uma atenuada na vida para o roteiro parecer incrível.

Porque a vida é muito louca. Até esse encontro das três foi muito legal, como a gente brinca que eu comecei com um pedido de amizade para a Juliana, porque a gente já tinha trabalhado juntas, a gente era vizinha, e um belo dia deu um estalo assim, nossa, como que eu saio mais com a Juliana? Ela é minha vizinha aqui, e aí comecei a ver ela andando com uma turma legal, umas mulheres interessantes, engraçadas, aí um dia eu mandei para ela, cara, vamos ser amigas?

A gente mora uma do lado da outra, ela, vamos, lógico, a gente já é, é maravilhoso, e a gente, na segunda vez, sei lá, terceira que eu fui sair com ela, ela me convidou para um aniversário na casa dela, super legal. E quando ela me chamou a terceira vez para sair, ela falou, vou te apresentar a minha melhor amiga, vem aqui. E aí ela me apresentou a Camila Rafante, que é um tesouro.

Uma baita atriz, uma baita roteirista, uma baita amiga. E no final das contas a gente está fazendo uma peça muito legal, mas a gente também está celebrando essa nossa amizade. A gente está toda hora juntas, a gente passou o dia inteiro juntas, porque a gente teve que trabalhar, gravar vídeo, porque isso, a gente está fazendo milhões de coisas.

É um assunto muito próspero. Então a gente vai fazendo várias coisas sobre o assunto já, muito legal. Então a gente está juntas no dia seguinte da peça, só reverberando tudo o que aconteceu.

CE – Quem for assistir vocês no teatro o que podem esperar?
MM -
 Olha, eu acho que quem for assistir Mulheres em Chamas vai rir muito e vai se identificar. Vai lembrar de quando era jovem, vai lembrar dos medos que ainda tem, vai lembrar de tanta coisa. Eu senti uma peça tão divertida de ver junto, dá vontade de ver com várias pessoas, eu fico com vontade de assistir.

Olha que doido, estou fazendo uma peça que eu queria sentar na poltrona lá e assistir. Porque fazer já é muito divertida, eu acho que é uma peça muito legal, muito divertida. Para falar de um assunto que às vezes dá tanto medo e também é tão bonito de falar. Isso que é a beleza e a arte por teatro, a arte nisso é muito especial.

CINE CAMPO GRANDE

Venda expõe impasse entre planejamento e preservação do patrimônio histórico

Venda do Cine Campo Grande expõe impasse entre planejamento institucional, entraves urbanos e mobilização pela preservação do patrimônio histórico

26/03/2026 09h00

Cine Campo Grande se consagrou por décadas como um dos principais polos culturais da Capital

Cine Campo Grande se consagrou por décadas como um dos principais polos culturais da Capital Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O leilão do Cine Campo Grande, último cinema de rua da capital sul-mato-grossense, foi finalizado na tarde de ontem e se transformou em um dos temas mais sensíveis do cenário cultural local.

O caso evidencia uma disputa que envolve memória coletiva, políticas públicas, planejamento institucional e o futuro do audiovisual em Mato Grosso do Sul. O espaço foi arrematado com um único lance de R$ 4.944.755,22, valor mínimo estipulado para o imóvel.

A decisão de levar o prédio a leilão ocorreu após a Prefeitura Municipal de Campo Grande não aprovar o projeto de reestruturação do espaço, apontando como um dos principais entraves a ausência de estacionamento subterrâneo.

O argumento, no entanto, tem sido questionado por artistas, cineastas e especialistas, que destacam que cinemas de rua, por sua própria natureza, historicamente funcionam em áreas centrais e não dependem desse tipo de estrutura.

Um exemplo disso é o Cinema São Luiz, que, com 74 anos de história, tornou-se um dos mais emblemáticos cinemas de Recife e um dos últimos cinemas de rua do Brasil mesmo sem estacionamento próprio.

Em 2008, o prédio foi revitalizado e tombado como monumento histórico pelo governo do estado de Pernambuco. Mais recentemente, foi cenário das gravações de “O Agente Secreto”, filme que concorreu ao Oscar em quatro categorias.

DE POINT A NADA

Inaugurado na década de 1980 e administrado pela Cinematográfica Araújo, o Cine Campo Grande foi, durante décadas, um dos principais pontos de encontro da cidade.

Localizado em uma área estratégica, na Rua 15 de Novembro, entre as Ruas Rui Barbosa e Pedro Celestino, o cinema oferecia fácil acesso à população e atraía públicos diversos, desde estudantes até trabalhadores do comércio.

Com ingressos acessíveis e programação popular, o espaço se consolidou como uma alternativa democrática de lazer. Para muitos campo-grandenses, foi ali o primeiro contato com o cinema.

O fechamento, em 2012, marcou o fim de uma era. Naquele momento, o filme que liderava as bilheterias nacionais era “Os Vingadores”, símbolo de uma indústria que migrava cada vez mais para os cinemas multiplex em shoppings.

Enquanto a franquia ganhava sequências, o Cine Campo Grande permanecia fechado, tornando-se um retrato do esvaziamento dos centros urbanos e da mudança nos hábitos de consumo cultural.

PROMESSA

Em 2013, o prédio foi adquirido pelo Sesc-MS, com a proposta de revitalizá-lo e transformá-lo em um centro cultural. O projeto previa um espaço multifuncional, com teatro, cinema, biblioteca, salas de música, oficinas e áreas de convivência.

A iniciativa gerou expectativa na comunidade, que via na proposta a possibilidade de reativar o centro da cidade e criar um polo de produção e difusão artística.

No entanto, o projeto nunca saiu do papel. Em 2015, o Sesc apontou a falta de área para estacionamento como um dos principais entraves para a aprovação da obra.

Ao longo dos anos seguintes, novos anúncios foram feitos, incluindo a afirmação, em 2022, de que o projeto estava pronto e seria executado, com prazo de conclusão até 2024.

Mesmo assim, as obras não começaram.

Relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) chegou a classificar o imóvel como ocioso, recomendando medidas para dar uma destinação ao espaço. Paralelamente, o prédio sofreu com abandono, invasões e incêndios, incluindo um caso em 2023 que atingiu a sala de projeção.

O LEILÃO

Diante desse cenário, o Sesc-MS decidiu levar o imóvel a leilão. Em posicionamento oficial, a instituição afirma que a decisão foi motivada pelas condições estruturais do prédio, que inviabilizaram a continuidade do projeto.

A entidade reforça ainda que continuará investindo em cultura por meio de outras iniciativas, como o Cine Sesc, a Mostra Sesc de Cinema e o Sesc Lab Mais, além de estudar novos projetos para criação de um espaço mais amplo e moderno que possa integrar diferentes linguagens artísticas.

No entanto, ao vender o imóvel, o destino do prédio deixa de estar sob controle da instituição, podendo resultar em usos completamente distintos de sua vocação cultural.

MUITAS PERDAS

O caso do Cine Campo Grande ganha ainda mais peso quando se observa o histórico da cidade. Campo Grande já chegou a ter mais de 20 cinemas de rua ao longo de sua trajetória. Espaços como Alhambra, Santa Helena, Acapulco, Center e Plaza desapareceram gradualmente, acompanhando transformações urbanas e econômicas.

Hoje, restaram apenas a memória desses locais e o prédio do Cine Campo Grande, o último vestígio físico dessa história.

Para a cineasta Marinete Pinheiro, essa perda é também simbólica. “Antes da popularidade da televisão, os cinemas eram os principais espaços de convivência social. E todos os anteriores já foram apagados da cidade”, afirma.

Ela ressalta que o valor do espaço vai além da arquitetura ou da função comercial. “Existe uma dimensão afetiva, de relações humanas, que foi construída ali ao longo de décadas”, completa.

MOBILIZAÇÃO

A decisão de leiloar o Cine Campo Grande provocou uma mobilização no meio audiovisual do Estado. No domingo, artistas, estudantes e profissionais do audiovisual realizaram uma manifestação em frente ao prédio.

O ato teve forte carga simbólica: um documentário sobre a história dos cinemas da cidade foi exibido nos tapumes do local, transformando o espaço abandonado em uma tela de resistência.

A mobilização levou à formação de uma comissão representativa, que se reuniu com o Sesc-MS nesta segunda-feira, com apoio da vereadora Luiza Ribeiro (PT), presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal.

Para a parlamentar, a venda representa um prejuízo irreparável. “O valor financeiro não compensa o dano permanente que a cidade terá ao perder o último cinema de rua”, afirmou.

Cine Campo Grande se consagrou por décadas como um dos principais polos culturais da CapitalMobilização resultou na reunião entre o Sesc-MS, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) e facilitadores do audiovisual em MS, mas já não havia como voltar atrás na venda do imóvel - Foto: Divulgação

DEMANDA CRESCENTE

O debate ocorre em um momento de expansão do audiovisual no Estado. Mato Grosso do Sul recebeu cerca de R$ 9 milhões apenas neste ano por meio de programas como os Arranjos Regionais.

Somados aos recursos da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc, os investimentos chegam a quase R$ 20 milhões.

A produtora cultural e coordenadora do Ministério da Cultura no Estado, Caroline Garcia, destacou que o governo federal tem ampliado significativamente o apoio ao setor. “Temos recursos, políticas públicas e produção crescente. O desafio agora é garantir espaços de difusão”, afirma.

Ela também ressaltou que o Ministério não foi previamente informado sobre a decisão de leiloar o imóvel, apesar de manter diálogo com o Sesc-MS.

PATRIMÔNIO SIMBÓLICO

Para o cineasta Joel Pizzini, o Cine Campo Grande representa um capital simbólico da cidade. “O movimento é espontâneo e reflete uma tomada de consciência da classe audiovisual, que quer devolver seus filmes ao público”, declara.

Ele destaca que o momento atual é diferente de décadas anteriores, com maior produção regional e políticas de incentivo mais robustas. “O cinema de rua tem função formativa e reflexiva. É um espaço de construção de pensamento”, defende.

Pizzini também aponta que a ausência de estacionamento pode ser reinterpretada à luz das novas políticas de mobilidade urbana, que incentivam deslocamentos a pé e o uso de transporte coletivo.

O caso do Cine Campo Grande sintetiza um dilema recorrente nas cidades brasileiras: como conciliar preservação da memória com demandas contemporâneas de planejamento urbano e viabilidade econômica.
Para muitos, a perda do cinema representaria mais um capítulo de apagamento cultural.

“Será um novo trauma para a cidade”, afirma Pizzini, ao lembrar o desaparecimento de outros espaços históricos.

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Felpuda

Eis que neste ano eleitoral, para não fugir da tradição, os paladinos da...Leia a coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (26)

26/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Bertolt Brecht - escritor alemão

"Perante um obstáculo, a linha mais curta entre dois pontos pode ser a curva”.

 

FELPUDA

Eis que neste ano eleitoral, para não fugir da tradição, os paladinos da moral e dos bons costumes, já começam a se apresentar, denunciado isso e aquilo, como se tivessem, tal qual mágico de circo mambembe, tirado um coelho da cartola para causar “surpresa”. O denuncismo, que é usado como peça de campanha eleitoral, tem prazo de validade, esvaindo-se tal qual fumaça no final das eleições. Nesses tempos de redes sociais, resta saber onde estava esse pessoal nos últimos três anos e que somente aparece nos “45 minutos do segundo tempo” de um ano eleitoral?

Malfeitos

Mesmo contando com orientações constantes do Tribunal de Contas de MS, ainda há gestores públicos que se acham mais espertos do que Assim, gastam indevidamente os recursos públicos. Por conta disso, muitas das “excelências” de várias cidades estão sendo investigadas por malfeitos nessa área. “Quem nunca comeu mel, quando come se lambuza”, né?

DiálogoA quadrinista Júlia Bruno Mello acaba de conquistar um marco super especial: o lançamento do seu primeiro livro de quadrinhos, “PomPomtiras”, em um evento oficial em São Paulo. Nascida na capital paulista, mas criada em solo sul-mato-grossense, a artista – conhecida no meio como Sailorjubs – já mostrava talento desde cedo. Aos 10 anos, começou a dar seus primeiros passos na profissão, ao publicar o quadrinho “melan Cólica” no Correio infantil, suplemento do Correio do Estado. Hoje, Júlia expandiu sua arte para cidades como São Paulo e Curitiba, atuando como ilustradora, quadrinista e diretora de arte. E ela não para. Vem com novas aventuras dos PomPons, que estão sendo preparadas. Para quem quiser conhecer mais do trabalho da artista é só acessar o site paperjubs.lojavirtualnuvem.com.br.

 

DiálogoRenato Hotta Perez, que a partir de hoje estará na presidência do Sindicato da Habitação – MS (Secovi), onde permanecerá até 2030

 

DiálogoDra. Laura Vilela Pazzini

Agitando

A dupla Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL) está a todo vapor, nessa reta final de arranjos partidários para a disputa eleitoral, a fim de não encontrar grandes embaraços à frente. Daí suas articulações para fortalecer siglas, não deixar companheiros mais chegados de fora das chapas e, ainda, caminhar com o arco de aliança forte. É claro que essas “mexidas no tabuleiro político” têm também como finalidade tentar obter sucesso no embate. O governador Riedel busca a reeleição e Azambuja está de olho em uma das cadeiras ao Senado.

Com pressa

Em regime de urgência, e ainda podendo ser votado hoje, tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul o projeto do Executivo que reajusta em 3,81% os salários dos servidores estaduais. De acordo com a proposta, o índice corresponde à variação do IPCA nos últimos 12 meses, calculado pelo IBGE, estabelecendo o mês de maio como data-base e determinando que o aumento também seja aplicado a aposentados e pensionistas.

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O reajuste terá impacto financeiro para o Executivo de R$ 353,5 milhões neste ano, R$ 473,5 milhões em 2027 e R$ 490,1 milhões em 2028. Atualmente,MS conta com cerca de 86 mil servidores, incluindo ativos e inativos. O índice também será aplicado a servidores do Legislativo, do MPMS e da Defensoria Pública. Já o Poder Judiciário ajustou neste ano sua data-base para acompanhar os demais poderes.

Aniversariantes

Santina Cavaglieri Faccin,
Miriam Miranda,
Dr. Antonio Farias de Souza,
Caroline Zaionc Almeida,
Francieli Calgaro de Oliveira Quintanilha Nogueira,
Dirceu Domingues Vieira,
Mauro Renosto,
Antonio José Grande,
Oscar Arakaki,
Washington José Kleves Oliveira,
Fábio Itsuo Hashimoto,
Aparecida Rosângela Gimenez Sona Fernandes,
Maria Odete de Sousa,
Silvino Cesaretto,
Ramão Job Cabral,
Onildes Aquino Saldanha,
Dr. Donevir José Cividini,
Evaldir Marino Ferreira,
Lara Freitas Assumpção Oliveira,
Maria José da Silva,
Eduardo André Miranda,
Bernadete Gomes Lewandowski,
Vera Lúcia Duailibi Amizo,
Dra. Ana Maria Junqueira de Barros Piedade,
Jeanette Elias Zahran,
João Donizete Cassuci,
Teresa Noda Aoki,
Ricardo Hissamitsu Arakaki,
Maria Valéria da Costa,
Zilda Maria Martins,
Valdeci Batista dos Santos,
Odilson Alves Nogueira,
Marcos Antonio Paco,
Elizeth de Araújo,
Máximo Carlos Guimarães Jeleznhak,
Dora Teixeira,
Francisco Severino da Silva Júnior,
Carlos Adão Nogueira Lopes,
Wilson Cavalcanti de Moraes,
Reinaldo Gomes Yamaciro,
Jussara Mendes da Silva,
Pedro Carretoni Sobrinho,
Martha Martins Albuquerque,
Braulia Montania,
Sandra Aparecida Montania,
Braulino Lima,
Alda Bruno de Almeida,
Evandro Nogueira Barbosa,
Plinio Lima de Almeida,
Bianca Bertoni,
Jussara Ferzeli Neta,
Dr. Eduardo de Lacerda Ferreira,
Everaldo Alves da Rocha,
Maria de Lourdes Ávila Braga,
Fernando Peralta Filho,
Djalma Bittencurt Gautério,
Braulio Ramon Alvarenga,
Maria Odete Soares,
João Antônio Alvim,
Meire Vilma da Silva,
João Aparecido Spontoni,
Deise Maia da Silva,
Benigna da Silva,
Carlos Henrique Fontes,
Adelina Chaves,
Dr. José Roberto Spengler,
Berenice Santos,
Irany Franco de Almeida,
Maria Célia Oliveira,
Humberto Moreira,
Cândida Vieira,
Iber da Silva Xavier,
Laerson Pereira de Oliveira,
Aurodir Machado Vidal,
Halley Chrystian Salgado,
Domingos Rodrigues Veiga,
Joelma Thomaz,
Wilmar Lambert,
Raquel Aparecida Rezende Machado,
Helaine Dias Esbizaro Basen,
Vera Maria de Oliveira Silva,
Maria Franca Paiva,
Letícia Vilhalba Pedraza,
Natália Vilhalba Pedraza,
Ivanete Rodrigues Mota,
Maria Matheus de Andrade,
Vanderlei Ramos Duarte,
Dr. Carlos Nakao,
Sandra Maria Palhano Costa,
Eliege Fatima de Barros Peixoto,
Maria Dolores Franco,
Carla Londero Rupp Rodrigues de Almeida,
Claudineia Narvaiz Tuneca,
Dulcimar Marinho de Azevedo Ramires,
Jaqueline Santos Almeida Hlawensky,
Jeana Maria de Araújo Silva,
Leonardo Correa Ribeiro,
Maria Angélica Pereira Carreira,
Cristiane de Souza Ribeiro,
Daniella Leal Borges Teixeira,
Dorila Espindola de Santa Cruz,
Paulo Roberto Jabrayan,
Tatiana dos Reis Balaniuc Moreira,
Thiane Tonon

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

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