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Capa B+: Entrevista exclusiva com a consultora de imagem e estilo Gabriela Rosa

"Levar mulheres para a minha primeira imersão na Itália, não só um dos berços da moda, mas onde me fiz em várias áreas da minha vida, será um grande sonho e realização"

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Gabriela Rosa é especialista em imagem, estilo e marca pessoal. Ela possui 27 anos de experiência no universo da moda, com passagem por mais de 30 países durante a sua carreira como modelo. Na pandemia, se mudou para a Itália e se formou em consultora de imagem e estilo. Foi nesse período que ela criou o “Dolce Far Moda”, o seu programa de imersão de moda internacional realizado em Milão e Florença.

Atualmente, Gabriela presta consultoria ensinando as suas clientes a fazerem da vestimenta uma forma de expressão assertiva para concretizarem objetivos pessoais e profissionais.

A ex-modelo iniciou a sua carreira aos 14 anos de idade, quando ainda morava em Salvador (BA). “Começou com comentários da minha irmã, que dizia que eu era alta e magra como uma modelo. A minha mãe foi a minha maior incentivadora. Ela viu uma nota no jornal local sobre um curso de modelo e manequim em uma agência, recortou e me inscreveu. Desde então, nunca mais parei”, lembra Gabriela Rosa. Logo em seguida, surgiu a sua primeira oportunidade para trabalhar no exterior, em Cingapura.

A partir dessa experiência, se consagrou na carreira internacional fazendo campanhas, editoriais, catálogos e desfiles para marcas pelo mundo a fora. Com o surgimento da pandemia, Gabriela encerrou o projeto e foi morar na Itália. Se formou em Consultoria de Imagem e Estilo, se especializou em Fashion Image and Styling pelo Istituto Marangoni, experiências essas que consolidaram a sua formação técnica e estratégica para o desenvolvimento de marca pessoal. “Milão se tornou a minha segunda casa. Foi na Itália que vivi três grandes histórias de amor: com meu filho, com meu marido e com a moda italiana”, complementa.

Também no país estrangeiro, foi onde Gabriela Rosa criou a Dolce Far Moda, imersão que proporciona experiências transformadoras no coração da moda italiana, através de uma curadoria exclusiva feita em Milão e Florença. No programa, os participantes têm a oportunidade de vivenciar a moda na prática, com contato direto com profissionais do setor, ampliando repertório e aprendendo a pensar de uma maneira especial e que abrace a moda com outra visão. “A minha missão é ajudar as mulheres a se expressarem com autenticidade e segurança, usando a imagem não como máscara, mas como espelho de quem realmente são!”, finaliza.

A consultora de imagem e estilo é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre carreira, desafios e também sobre a sua imersão para a Itália, a Dolce Far Moda.

A consultora de Imagem e estilo Gabriela Rosa é Capa exclusiva do Correio B+ desta  semana - Foto: Glauco Epov para o B+ - Diagramação: Denis Felipe - Por Flávia Viana e Denise Neves - Look: Amir Slama - Cabelo e Make: Sandro Borges

CE - Gabriela, como foi todo o seu início na moda, momentos marcantes e processos importantes:
GR - 
Sou de Salvador e iniciei minha carreira como modelo aos 14 anos. Tudo começou com os comentários da minha irmã, que sempre dizia que eu era alta e magra como uma modelo. Minha mãe, minha maior incentivadora, viu uma nota no jornal local sobre um curso de modelo e manequim da agência Mega. Lembro como se fosse hoje ela recortando a notinha do jornal. Em seguida ela me inscreveu — e desde então, nunca mais parei.

Desfilei nas principais semanas de moda locais, participei de campanhas para revistas, comerciais de TV e editoriais de jornal. Minha mãe estava sempre ao meu lado, acompanhando cada desfile, cada evento — era minha fã número um. Alguns anos depois, surgiu minha primeira proposta para trabalhar no exterior. Meu destino inicial foi Cingapura. Naquela época, as redes sociais ainda não existiam como hoje. Era preciso ir pessoalmente aos castings com o book e salto alto na bolsa, pronta para divulgar o próprio trabalho. Essa jornada me levou a mais de 30 países.

A primeira grande dificuldade foi o idioma. Eu já estudava inglês há quatro anos, mas na prática precisei me soltar e aprender na marra. A ausência da minha mãe nos bastidores dos desfiles foi dolorosa, mas eu a mantinha informada sempre que possível — comprava cartões internacionais e fazia ligações de cabines telefônicas. A internet ainda era algo limitado.

CE - Como foi estar longe de casa e da sua família, mas com uma oportunidade como essa?
GR - 
Estar tão longe de casa, inserida em culturas completamente diferentes, me fez amadurecer cedo. Precisei aprender a administrar minha própria vida com pouca idade. Um dos grandes desafios foi seguir os padrões estéticos impostos pela indústria. Sempre fui magra, mas com as curvas típicas da mulher brasileira, o que exigia atenção redobrada à alimentação. Foi aí que comecei a estudar sobre nutrição, dietas e exercícios. Inicialmente por motivos estéticos, mas com o tempo, meu foco se voltou à saúde e ao bem-estar.

Também entendi que cuidar da mente era tão importante quanto cuidar do corpo. Em muitos momentos, sentia que era tratada apenas como uma imagem, um “produto estético”. Isso me fez buscar o equilíbrio emocional e espiritual. Foi na Ásia, berço de tanta sabedoria, que conheci a yoga — prática que me ajudou a me reconectar comigo mesma.

O contato com diferentes culturas me ensinou muito sobre convivência, empatia e flexibilidade. Aprendi a me adaptar e a compreender o outro, qualidades que foram essenciais para fidelizar clientes ao redor do mundo. Recebi muitos “nãos”, mas hoje vejo que cada porta fechada me ensinou a ser resiliente. E aprendi que aquilo que é verdadeiramente nosso sempre encontra um caminho para nos alcançar.

CE - Qual a sua posição sobre o ser modelo?
GR - 
O trabalho de uma modelo vai muito além da estética: é interpretar o espírito de uma marca, muitas vezes em silêncio, por meio da imagem e da atitude. Esse aprendizado me levou, naturalmente, ao universo do styling. Trabalhei com produtos das marcas mais renomadas da moda europeia e desenvolvi uma profunda habilidade em personal styling. Participei de campanhas, editoriais, catálogos e desfiles para marcas nacionais e internacionais como L’Oréal, Mastercard, Chanel, Gucci, entre outras. Estive em revistas como Maxim’s, Women’s Weekly e Cleo Magazine.

CE - Você pausou sua carreira e também fez outras faculdades?
GR - 
Em 2013, recebi a notícia de que minha mãe estava com câncer. Decidi então deixar tudo e voltar para Salvador para cuidar dela. Aproveitei esse momento para retomar os estudos. Em 2016, me formei em Administração de Empresas e, em seguida, fiz uma pós-graduação em Negócios da Moda em São Paulo, motivada pelo desejo de empreender. No final de 2017, minha mãe faleceu. Enfrentei um luto profundo. Para transformar a dor em algo produtivo, comecei a planejar minha própria marca. Criei um e-commerce de moda praia brasileira em Miami, com peças feitas à mão por mulheres do Nordeste — um projeto que unia moda, propósito e cultura.

Durante a pandemia, decidi encerrar esse ciclo e seguir com meu marido para a Itália, um dos principais centros da moda mundial. No mesmo ano, me formei em Consultoria de Imagem e Estilo. No ano seguinte, me especializei em Fashion Image and Styling pelo Instituto Marangoni, em Milão — uma experiência que consolidou minha formação técnica e estratégica para o desenvolvimento de marca pessoal. Hoje, atuo como consultora de imagem e estilo, e sigo empreendendo, promovendo imersões de moda na Itália.

Com anos de experiência lidando diretamente com a própria imagem, aprendi o quanto a vestimenta pode ser uma ferramenta poderosa de comunicação. Saber me expressar de forma assertiva por meio da imagem me ajudou a alcançar meus objetivos pessoais e profissionais — e é exatamente isso que ensino às minhas clientes.

Graças à experiência prática aliada à formação nas mais renomadas instituições de moda, desenvolvi todas as ferramentas necessárias para guiar mulheres em seus processos de autoconhecimento, autoestima, desenvolvimento pessoal e posicionamento de marca pessoal.

Minha missão é ajudá-las a se expressarem com autenticidade e segurança — usando a imagem não como máscara, mas como espelho de quem realmente são.

A consultora de Imagem e estilo Gabriela Rosa é Capa exclusiva do Correio B+ desta  semana - Foto: Flávia Viana com Samsung Brasil - Diagramação: Denis Felipe - Por Flávia Viana e Denise Neves - Look - Amir Slama - Cabelo e Make: Sandro Borges

CE - O que a motivou a se tornar modelo? 
GR - 
Impulsionada pelo meu biotipo e o apoio da minha mãe e da minha irmã, dei os primeiros passos na carreira. Aos poucos, fui descobrindo um verdadeiro prazer em estar nesse universo.

CE - O que você destaca de mais positivo e negativo em ser modelo e por que?
GR - Positivo: t
rabalhar com o belo, participar de grandes eventos como semanas de moda e viajar por diversos países me permitiu conhecer pessoas incríveis, mergulhar em novas culturas e expandir minha visão de mundo.

Negativo: o culto à magreza e à perfeição ainda é uma realidade no mundo da moda. No entanto, percebo uma evolução significativa desde a época em que comecei. Hoje há mais espaço para a inclusão de corpos e belezas diversas, impulsionada por figuras influentes como Rihanna, que levou para as passarelas pessoas reais, plurais, fora dos padrões tradicionais.

Vejo avanços também no universo infantil — como a presença de bonecas negras, algo que não existia na minha infância. Esses movimentos representam progresso, sim, mas acredito que ainda estamos em um processo de transição. O que foge ao padrão estabelecido ainda enfrenta resistência e não é plenamente aceito. Há caminho a percorrer, mas estamos avançando.

CE - Quais foram os maiores desafios que você enfrentou na carreira como modelo?
GR -
 Uma menina de 14 anos, em plena adolescência, ainda está em processo de descoberta. Não conhece plenamente seu corpo, suas emoções ou sua identidade. É uma fase de transição entre a infância e a vida adulta — e iniciar a carreira de modelo nesse momento, em um ambiente onde a beleza e o ego são tão valorizados, exige uma atenção muito maior às questões psicológicas, especialmente à autoestima, que ainda está em formação.

Por isso, acredito que o suporte psicológico deveria ser algo fundamental para todas as modelos, principalmente as iniciantes. Ter alguém experiente como mentor, que possa orientar, traçar um plano de carreira e oferecer direcionamento, faz toda a diferença.

Outro ponto essencial seria o conhecimento sobre a própria imagem, algo que a consultoria de imagem e estilo proporciona com profundidade. Se eu tivesse acesso a esse tipo de informação durante o início da minha carreira, com certeza teria me sentido mais segura e preparada para enfrentar os desafios da profissão.

CE - Quais foram os maiores desafios que você enfrentou na carreira como consultora? 
GR -  
Atuar online, morando em outro país e atendendo clientes no Brasil, é absolutamente possível — e tem se tornado cada vez mais comum. Ainda existem alguns mitos, especialmente em relação à coloração pessoal, que fazem muitas pessoas acreditarem que esse tipo de análise só pode ser feita presencialmente. No entanto, isso não é verdade.

Estudos já comprovaram que, com o uso de técnicas adequadas, gabaritos específicos e conhecimento técnico, é possível alcançar resultados precisos e satisfatórios também no ambiente digital. A tecnologia, quando aliada à metodologia correta, torna a consultoria online tão eficaz quanto a presencial — especialmente quando realizada por um profissional capacitado.

Apesar dessa viabilidade, um dos maiores desafios é construir uma comunidade engajada nas redes sociais, especialmente no Instagram. Criar conexão verdadeira com o público, gerar valor constante e se destacar em meio a tantos perfis exige estratégia, consistência e autenticidade. Não basta apenas publicar conteúdo — é necessário planejamento, estudo do algoritmo e uma comunicação alinhada com a identidade da marca e os interesses do público-alvo.

Construir autoridade e atrair clientes de forma orgânica demanda tempo e dedicação, mas os resultados vêm com persistência e propósito claro. Acredito que, quando há verdade na entrega, o digital se transforma em uma ponte poderosa para alcançar e impactar pessoas em qualquer lugar do mundo.

Gabriela Rosa - Foto: Glauco Epov com exclusividade para o Correio B+ - Look: Amir Slama - Cabelo e Make: Sandro Borges

CE - Qual conselho você dá pra quem sonha em ser modelo?
GR - 
Seja você mesma. Siga seus sonhos com coragem e esteja aberta às oportunidades e conexões que a vida oferece. Cuide da sua marca pessoal — ela é o reflexo do que você transmite ao mundo. Lembre-se: você está sendo observada o tempo todo, por isso, cultive responsabilidade, honestidade, pontualidade e compromisso com a excelência. Entregue mais do que esperam de você. Vá além, sempre com autenticidade e dedicação.


CE - Qual conselho você dá para quem quer ser consultora de imagem?
GR - 
Estude muito — e estude sempre. Embora seja uma profissão aparentemente voltada para a imagem externa, o verdadeiro trabalho começa de dentro para fora. Antes de orientar outras mulheres, passe você mesma pelo processo de consultoria. Vivenciar essa transformação é essencial para compreender, na prática, o impacto que ela pode causar.

Assim como um psicólogo também faz terapia, uma consultora de imagem deve experimentar o serviço que oferece. É nesse processo que você identifica crenças limitantes ligadas à sua própria imagem, desconstrói padrões enraizados e se permite acessar uma versão mais autêntica de si mesma.

Desapegar de peças antigas que fizeram parte da sua história pode ser desafiador — às vezes até doloroso — mas é, acima de tudo, libertador. Só depois de viver essa jornada com profundidade é que você estará realmente pronta para conduzir outras mulheres no caminho do autoconhecimento e da expressão verdadeira através da imagem. 

CE - Conte sobre a sua experiência vivida em Milão.
GR - 
A Itália me encantou desde o primeiro momento — pela cultura rica, pela história viva em cada rua, pela tradição e, principalmente, pela forma como os italianos valorizam o belo. Eles se destacam mundialmente quando falamos em design, estética e bom gosto.

A atenção aos detalhes, a destreza manual e a sofisticação natural estão presentes em tudo o que fazem. Existe um verdadeiro compromisso com a qualidade — e, mais do que isso, com o envolvimento emocional em cada trabalho. Percebi que, para eles, fazer bem feito é uma forma de expressar amor.

Viver e trabalhar com italianos me trouxe muitos aprendizados. Um dos mais marcantes foi a honestidade com que se comunicam. Eles dizem o que pensam, expressam o que sentem e, principalmente, não têm medo de dizer “não”. Isso me fez refletir sobre como nós, brasileiros, muitas vezes evitamos negar algo por receio de desagradar ou de sermos rejeitados. Aprendi que dizer “não”, quando necessário, é uma forma de respeitar a si mesmo e aos outros — e que isso economiza tempo e energia para o que realmente importa.

Ao mesmo tempo, reconheci o quanto o nosso calor humano é um diferencial. Nós, brasileiros, temos uma forma afetuosa e genuína de nos conectar com as pessoas — e isso faz muita diferença em qualquer lugar do mundo.

Milão se tornou minha segunda casa. Aprendi o idioma durante a pandemia, ouvindo meu marido trabalhar de casa. E foi na Itália que vivi três grandes histórias de amor: com meu filho, com meu marido e com a moda italiana.

CE - Qual a importância da consultoria de imagem?
GR - 
A consultoria de imagem é essencial para alinhar a comunicação verbal à não verbal, garantindo que aquilo que dizemos esteja em sintonia com o que transmitimos visualmente. Ela é uma ferramenta estratégica para construir uma marca pessoal autêntica e coerente com nossos valores, objetivos e posicionamento.

Uma imagem, por si só, comunica — e quando é planejada com intenção, utilizando técnicas específicas e conhecimento sobre estilo, coloração, proporções e linguagem visual, ela se torna uma poderosa aliada. O resultado é uma imagem harmônica, intencional e verdadeira, que traduz com precisão a essência da pessoa.

Mais do que uma transformação estética, a consultoria é um processo profundo de autoconhecimento. Eleva a autoestima, amplia a percepção sobre si mesma e fortalece a confiança para se posicionar com clareza no mundo. Afinal, imagem não é vaidade — é comunicação.

Gabriela Rosa - Foto: Glauco Epov com exclusividade para o Correio B+ - Look: Amir Slama - Cabelo e Make: Sandro Borges

CE - Como você teve a ideia da imersão Dolce Far Moda?
GR - 
A ideia da imersão Dolce Far Moda nasceu em 2020, durante um período muito especial da minha vida. Já morando na Itália, e com mais de 25 anos de trajetória no universo da moda, comecei a pensar seriamente em criar uma experiência que unisse tudo o que vivi: minha bagagem profissional, minhas conexões com a moda italiana e o desejo profundo de proporcionar algo verdadeiramente transformador para outras mulheres.

Sempre fui apaixonada por estudar moda — busquei formação em escolas renomadas, que me deram uma base técnica sólida. Mas eu sentia falta de algo que fosse além da sala de aula. Sempre sonhei em viver experiências imersivas, que me colocassem em contato direto com o processo criativo, com os bastidores das marcas, com os profissionais que fazem a moda acontecer de verdade. E era exatamente isso que eu queria criar.

No entanto, pouco tempo depois de conceber essa ideia, descobri que estava grávida. Decidi então pausar esse sonho por um tempo para me dedicar inteiramente à minha família e à chegada do meu filho — uma das fases mais intensas e transformadoras da minha vida.

Somente quatro anos depois, com o coração ainda mais maduro e cheio de propósito, senti que era hora de tirar esse projeto do papel. E assim, com muita verdade, nasceu a Dolce Far Moda: uma imersão construída a partir do meu olhar, das minhas conexões reais com a moda italiana e do desejo de proporcionar a outras mulheres aquilo que eu mesma sempre busquei — uma vivência profunda, exclusiva, sensorial e inesquecível no berço da moda.

CE - Quais os diferenciais da Dolce Far Moda? E porque a escolha do nome?
GR -
 O grande diferencial da imersão Dolce Far Moda é justamente aquilo que construí ao longo de toda a minha trajetória: conexões reais com o universo da moda italiana, fruto dos mais de 25 anos que tenho de experiência no mercado e da vivência intensa que tive morando na Itália.

Ao longo desses anos, tive o privilégio de conhecer de perto profissionais, estilistas, marcas e instituições que fazem a moda italiana acontecer — e hoje, coloco tudo isso à disposição das participantes da imersão. São acessos exclusivos, experiências transformadoras, visitas guiadas a bastidores, aulas com especialistas e momentos únicos que não estão abertos ao público em geral.

Mais do que uma viagem, a Dolce Far Moda é uma experiência curada com sensibilidade e propósito: quero que cada participante saia inspirada, criativamente alimentada, com um olhar ampliado sobre moda e sobre si mesma. Essa imersão foi pensada para provocar transformação — seja na carreira, no estilo ou na maneira de enxergar o mundo. E eu estarei ali, conduzindo cada passo com quem entende a moda italiana de dentro.

O nome Dolce Far Moda nasceu de uma inspiração muito especial: uma releitura do famoso termo italiano “Dolce Far Niente”, que significa “o doce prazer de não fazer nada”. Esse conceito, tão enraizado na cultura italiana, fala sobre desacelerar, apreciar o momento presente e se permitir viver com mais leveza e presença.

Ao pensar na imersão, eu quis trazer essa mesma essência — mas conectada ao universo da moda. Assim surgiu o nome Dolce Far Moda: uma forma poética de expressar o prazer de viver a moda de maneira profunda, sensorial e verdadeira, com tempo, com significado, com beleza.

Porque não se trata de uma agenda corrida ou superficial, mas de uma vivência curada com cuidado, que convida cada mulher a se reconectar com sua essência, a ampliar o olhar criativo e a se inspirar no berço da moda, com calma, presença e encantamento. É o doce prazer de viver a moda — à italiana.

Gabriela Rosa - Foto: Glauco Epov com exclusividade para o B+ - Look: Amir Slama - Cabelo e Make: Sandro Borges

CE - Quem você admira nesse meio? Porque?
GR -
 Desde que comecei minha trajetória na moda, sempre tive uma admiração profunda pela Gisele Bündchen. Não apenas pela sua beleza, que é inegável, mas principalmente pela inteligência, visão estratégica e atitude com que conduziu cada passo da sua carreira.

Ela sempre foi muito mais do que uma supermodelo — foi e continua sendo um exemplo de autenticidade, disciplina e força feminina, que me inspira até hoje. Gisele soube transformar sua imagem em uma marca global, sem nunca renunciar aos seus valores, e isso, para mim, é o verdadeiro luxo: saber quem você é e fazer disso o seu maior ativo.

CE - O que espera dessa sua primeira imersão e quais as expectativas?
GR -
Minhas expectativas para a primeira edição da Dolce Far Moda vão muito além de mim. O que realmente importa é corresponder — e se possível superar — as expectativas daquelas mulheres que confiaram no meu trabalho e decidiram embarcar nessa experiência comigo.

Por ser a primeira turma, o significado é ainda mais especial. Eu compreendo profundamente a responsabilidade de alguém que escolhe investir em uma viagem internacional com o propósito de aprender, crescer e realizar um sonho. Sei o quanto essa decisão envolve planejamento, entrega e, acima de tudo, confiança.

Por isso, minha maior preocupação tem sido garantir que esse sonho se torne realidade da forma mais segura, fluida e inesquecível possível. Tudo foi pensado com muito cuidado, desde a curadoria das experiências até a estrutura por trás da imersão. Montei uma equipe dedicada, que inclui uma parceria sólida com uma agência de viagens especializada e o suporte fundamental da minha gerente geral, para assegurar que cada detalhe funcione com excelência.

Meu compromisso com cada participante é total. Quero que elas vivam a Dolce Far Moda como um marco em suas trajetórias — uma vivência transformadora, inspiradora e cheia de significado. Porque moda, para mim, é isso: conexão, propósito e emoção.

CE - Porque a Itália?
GR - 
Escolhi a Itália porque minha conexão com o país sempre foi profunda e natural. Morei em Milão em 2007, quando trabalhei como modelo, e foi ali que tive meu primeiro contato direto com a moda italiana — elegante, autêntica e cheia de história. Anos depois, a vida me trouxe de volta, dessa vez ao lado do meu marido, que é italiano.

Além do laço pessoal, a Itália representa tudo o que eu valorizo na moda: excelência artesanal, criatividade com identidade, tradição com inovação. Viver aqui me permitiu mergulhar nesse universo de forma intensa, vestir a moda italiana, conhecer seus bastidores e criar conexões reais com quem faz a moda acontecer. Por tudo isso, a Itália foi uma escolha natural e cheia de significado — o cenário ideal para dar vida à Dolce Far Moda.

CE - O que acha da moda brasileira?
GR - 
A moda brasileira é marcada por sua autenticidade, diversidade cultural e criatividade vibrante. Ela reflete a riqueza de um país multifacetado, com influências indígenas, africanas, europeias e contemporâneas que se misturam para criar uma identidade única e plural.

Diferente de outras capitais da moda, o Brasil se destaca por valorizar o conforto, a fluidez dos tecidos, as cores vivas e os elementos naturais, traduzindo o clima tropical e o estilo de vida descontraído do país. Mas a moda brasileira vai além do estereótipo do verão: ela tem se sofisticado, ganhando espaço com marcas autorais que exploram design, sustentabilidade, e narrativas identitárias fortes.

Nomes como Osklen, Isabela Capeto, Alexandre Herchcovitch, Lenny Niemeyer, Amir Slama, Ronaldo Fraga e Farm ajudaram a posicionar a moda brasileira internacionalmente, cada um com sua linguagem visual própria, mas todos com raízes profundamente conectadas à cultura nacional.

A moda brasileira é, acima de tudo, expressiva, afetiva e identitária — uma forma de comunicar quem somos em um país de muitos brasis. Ela não busca copiar, mas criar a partir da própria essência, tornando-se um campo fértil para inovação e representatividade no cenário global.

 

CHANEL

Ovelha pet tem vida de luxo com direito a babá, vestidos e passeio no shopping

Animal foi rejeitado pela mãe quando nasceu e hoje vive vida de "princesa" com sua família humana

04/03/2026 12h05

Ovelha Chanel com vestidinho verde e colar de pérolas

Ovelha Chanel com vestidinho verde e colar de pérolas MARCELO VICTOR

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Chanel, ovelha pet, nasceu no “berço de ouro”, vive como princesa e, possui várias regalias que um ser humano comum não tem acesso.

Mimada, o animal é de estimação e mora com sua tutora em um condomínio localizado em Campo Grande (MS).

Ovelha Chanel com vestidinho verde e colar de pérolasOvelha Chanel e sua dona, a empresária Milaine Marçal. Foto: Marcelo Victor

Geralmente, ovelhas vivem em áreas rurais, fazendas, chácaras, ranchos e pastos. Mas, Chanel é diferenciada: domesticada, vive em casa e é considerada membro da família, como se fosse a filha caçula de Milaine Marçal, sua tutora.

Princesa da mamãe e “filha” mais nova, tem uma vida de luxo inalcançável para muitos humanos:

  • passeia no shopping
  • passeia no rancho três vezes na semana
  • tem babá para cuidar dela, fazer companhia, trocar a fralda e dar comida e água
  • tem costureira particular
  • toma banho no petshop toda semana
  • possui vestidos personalizados, sob medida, de várias cores e estilos
  • dorme em uma cama confortável e quentinha
  • dorme oito horas de sono por noite
  • tira soneca durante o dia
  • tem alimentação balanceada
  • recebe água e comida na hora certa
  • possui milhares de seguidores no Instagram
Ovelha Chanel com vestidinho verde e colar de pérolasChanel adora tirar uma soneca no sofá a tarde. Foto: Marcelo Victor

Chanel é privilegiada e tem a vida que muitas pessoas trabalham duro anos e anos para conquistar.

Tudo começou quando Milaine sentiu o desejo em seu coração de ter uma cabra. Com isso, pesquisou como era o comportamento do bicho e viu que não seria viável e, então, perceberam que uma ovelha seria melhor. Em seguida, estava decidida em comprar o animal.

Logo soube da história de Chanel, que foi rejeitada e abandonada pela mãe quando nasceu e quase morreu largada no pasto sozinha. Com isso, pegou a ovelha para criar e, até então, para morar no rancho com as outras ovelhas.

Mas, pegou carinho e afeto pelo animal e o levou para morar em sua casa, junto com sua família. Ela teve que se readaptar: antes, morava em um apartamento e teve que se mudar para uma casa, por conta da chegada da ovelha.

“Já estava combinado que iria ficar no rancho, a gente iria pagar a estadia dela no rancho assim como fazemos com os nosso cavalos, e iríamos visitar ela lá com frequência, mas quem diz que consegui? Me apeguei a ela e não consigo mais viver sem ela”, contou a tutora.

Hoje, após ser rejeitada pela mãe, vive uma vida de "dondoca" com tudo do bom e do melhor com sua família humana.

OVELHA CHANEL

A ovelha é da raça Santa Inês, tem 4 meses de vida e 20 quilos. Sua expectativa de vida é de 12 anos e pode

Ovelha Chanel com vestidinho verde e colar de pérolasChanel vestida de Branca de Neve para o Carnaval 2026. Foto: Marcelo Victor

chegar até 40 quilos.

Se alimenta de feno, alfafa peletizada, ração para ovinos e água. Quando era recém-nascida, tomava 1,5 litro de leite, por dia, na mamadeira.

Usa fralda geriátrica e troca pelo menos 10 vezes por dia. Ela tem babá, que dá água/comida e faz companhia, pois a ovelha não gosta de ficar sozinha.

De acordo com sua dona, os gastos de Chanel giram em torno de R$ 2 mil por mês.

Sua rotina é acordar às 6h, comer, tomar água, trocar a fralda, levar a “irmã” para a escola, almoçar, tirar uma soneca a tarde, passear pelo condomínio, jantar e dormir.

Toma banho no petshop toda quarta-feira e sua tutora ainda manda o lanchinho para não passar fome durante seu momento de beleza.

Passeia todos os dias no condomínio em que mora e vai para o rancho três vezes por semana, onde interage com outras ovelhas, pasta e se diverte.

Ovelha Chanel com vestidinho verde e colar de pérolasChanel tem um armário só de vestidos e acessórios. Foto: Marcelo Victor

Frequenta shoppings, onde vai toda estilosa, com vestidinhos, óculos, colares e tiaras.

Chanel faz sucesso e para o shopping: várias pessoas ficam encantadas e querem tirar fotos com ela. O passeio rende vários cliques e vídeos.

Ela espalha fofura e conquista o coração de todos por onde passa: além de ser refinada, a ovelha ainda é dócil, simpática e possui vários fãs. Inclusive, já ganhou vários mimos (óculos e colar) durante os passeios no shopping.

Ela tem uma costureira particular, que faz seus vestidos temáticos, personalizados e sob medida, para cada evento que vai. Por exemplo, no Carnaval, vestiu uma fantasia de Branca de Neve. Em um evento country, foi de vestidinho xadrez acompanhada da dona.

Possui 2 mil seguidores no Instagram (@ovelhachanelcg). Sua tutora garante que nunca usou a imagem dela para parcerias ou publicidade.

Ovelha Chanel com vestidinho verde e colar de pérolasChanel de fralda. Foto: Naiara Camargo

Mila, sua tutora, passou por algumas fases difíceis em sua vida e Chanel se tornou o apoio emocional dela. Ela tem laudos psicológicos que garantem que a ovelha contribui para seu bem-estar e suporte emocional.

De acordo com a empresária, Milaine Marçal, até hoje, nenhuma pessoa se queixou ou se incomodou com a presença da ovelha no condomínio, shoppings ou lugares públicos.

“Pessoal sempre recebe ela super bem, com o maior amor. Todos ficam admirados, acham diferente uma ovelha de estimação e querem tirar foto com ela. Quando ela vai no shopping, ela para o shopping. Todo mundo quer pegar, abraçar, fazer carinho e tirar fotos”, disse.

Chanel convive com uma gatinha em sua casa. As duas se dão bem juntas e até brincam uma com a outra.

* Fotos: Marcelo Victor 

LITERATURA

Procurador do Estado Carlo Fabrizio lança o livro de poemas "Como se Voassem os Peixes"

Procurador do Estado Carlo Fabrizio lança livro de poesias nascido na pandemia, com poemas que transitam entre o lúdico e o social, apostando na liberdade do leitor e na força da imaginação

04/03/2026 10h30

Divulgação

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Em meio à angústia coletiva provocada pela pandemia de Covid-19, enquanto o mundo aprendia a conviver com o isolamento e a incerteza, o procurador do Estado Carlo Fabrizio encontrava na poesia uma forma de atravessar o tempo suspenso.

O que começou como exercício em cursos de escrita criativa, iniciados em 2021, transformou-se, aos poucos, no livro “Como se Voassem os Peixes”, que será lançado amanhã, em Campo Grande, em evento organizado pela Editora Hámor.

“Ele foi sendo construído aos poucos, desde 2021. Essencialmente, foi um resultado dos cursos de poesia e de prosa que fiz durante a pandemia e que mantenho até hoje. Na verdade, foi uma resposta íntima à angústia que a pandemia me causou”, afirma o autor.

A obra nasce, portanto, de um tempo histórico específico, mas não se limita a ele. O livro reúne poemas que transitam entre o social e o subjetivo, entre o lúdico e o crítico, entre o sonho e o incômodo, sempre apostando na potência da palavra como experiência sensível.

METÁFORA

O título “Como se Voassem os Peixes” carrega uma imagem que provoca estranhamento e curiosidade. A escolha não foi imediata. Segundo Carlo, inicialmente, tanto o livro quanto o poema que o inspirou tinham outro nome. A mudança ocorreu durante o processo editorial.

“Foi baseado na primeira poesia de temática infantojuvenil que fiz. Tanto o título como a poesia são uma brincadeira com os sonhos de uma criança para seu futuro”, explica.

A imagem do peixe que voa desloca o leitor da lógica habitual. Peixes não voam, ao menos não na realidade cotidiana, mas na poesia, sim. E é justamente nesse deslocamento que o livro parece encontrar uma de suas chaves: a liberdade de imaginar o impossível como possibilidade simbólica.

TEMÁTICA

Os temas que atravessam a obra são variados. Há poemas com viés social, de tom mais crítico e até cínico. Em outros momentos, o autor mergulha em reflexões íntimas, transformando pensamentos e sensações em versos. Também há espaço para o lúdico, especialmente nas poesias de temática infantil e nos haicais.

“Às vezes, têm uma temática social, de viés mais crítico e cínico, às vezes, simplesmente são pensamentos em forma de poesia, sobre o que penso e sinto, mas também tem alguma coisa de lúdico”, resume Carlo.

Essa pluralidade temática reflete uma compreensão ampla da poesia como campo aberto, não restrito a uma única estética ou preocupação. O livro não se fecha em um manifesto, tampouco se limita a um único tom emocional. Ele oscila, provoca e acolhe.

Entre os textos que compõem o livro, dois foram especialmente desafiadores. Ambos abordam temas sensíveis: a tortura e o Holocausto.

Tratar de dores históricas e traumas coletivos em poesia exige equilíbrio entre respeito, sensibilidade e densidade estética.

O desafio, nesse caso, não é apenas técnico, mas ético. Ao abordar esses assuntos, o autor amplia o escopo do livro, que não se restringe à intimidade do eu lírico, mas também dialoga com a memória e a violência inscritas na história.

UMA BIOGRAFIA FICCIONAL

Carlo Fabrizio, procurador do Estado e autor de “Como se Voassem os Peixes” - Foto: Divulgação

Questionado se a obra é autobiográfica, ficcional ou híbrida, Carlo responde com cautela. “Toda escrita tem algo de biográfico, seja do próprio autor, do que ele experienciou, seja da vida em si, da vida de outras pessoas ou de situações observadas”, reflete.

No livro, há poemas que assumem explicitamente esse tom mais pessoal. Ainda assim, o autor evita rotular a obra. A poesia, nesse sentido, funciona como território de atravessamentos, onde vivências, memórias, leituras e imaginação se misturam em um mesmo fluxo criativo.

ESTRANHAMENTO

O incômodo e o prazer convivem na mesma expectativa. A literatura, especialmente a poesia, não precisa ser confortável. Ela pode provocar fissuras, deslocar certezas, tensionar percepções. Ao mesmo tempo, pode oferecer beleza, ritmo, musicalidade e emoção.

Não há, segundo o autor, uma mensagem fechada ou moral explícita. “Creio que na poesia o mais importante é apostar no leitor, confiar nele e na sua liberdade de interpretar”. A obra, assim, se completa na leitura, na experiência singular de cada pessoa que a percorre.

“Gostaria que gerasse reflexão, algum estranhamento e incômodo em algumas poesias, e também o prazer de ler algo que de alguma forma toque o sentimento do leitor”.

A ESCRITA

Conciliar a produção literária com a rotina como procurador do Estado não foi tarefa simples para Carlo. O cotidiano jurídico, marcado por prazos e responsabilidades, exige concentração e energia.

“Às vezes fica complicado, pois no dia a dia é muito difícil ter um espaço de tranquilidade para pensar a poesia. Geralmente preciso de um ambiente sossegado”, relata o autor.

A solução foi encontrar brechas no tempo: escrever à noite, durante a semana, e nas manhãs de sábado e domingo. A disciplina, nesse caso, tornou-se aliada da sensibilidade.

Embora a dedicação sistemática à poesia seja recente – cerca de cinco anos –, o envolvimento com a literatura se intensificou com os cursos realizados durante a pandemia. O livro marca, assim, uma nova fase na trajetória do autor, que passou a se dedicar de forma mais metódica à escrita poética.

As referências literárias de Carlo são múltiplas e revelam um diálogo amplo com diferentes tradições. Entre os autores que o influenciam estão os chamados “poetas malditos” franceses, como Arthur Rimbaud, Charles Baudelaire e Antonin Artaud, além de clássicos como Lord Byron e Walt Whitman.

Na literatura brasileira, ele cita nomes como Augusto dos Anjos, Sousândrade, Hilda Hilst, Cecilia Meireles, Manoel de Barros e os irmãos Augusto de Campos e Haroldo de Campos.

“Em estilo e conteúdo, os autores e autoras que leio me influenciam bastante”, reconhece Carlo.

A diversidade de influências ajuda a compreender a amplitude temática e formal do livro, que não se prende a uma única vertente estética.

Uma das perguntas mais difíceis para qualquer escritor é saber quando a obra está pronta. Para Carlo, a sensação é de permanente inacabamento.

“Há sempre algo para melhorar. Mas chega uma hora que a gente é vencido pelo cansaço: ou publica, ou arquiva e não mexe mais”, afirma.

O processo de revisão foi, segundo ele, o maior desafio da produção: um trabalho minucioso realizado em conjunto com os editores, ajustando versos, ritmos e escolhas vocabulares.

A experiência profissional também atravessa, de alguma forma, a escrita. Para o autor, toda vivência contribui para a formação do olhar. “O essencial para escrever é, primeiro, observar e viver o mundo”, destaca.

Ele enxerga, inclusive, pontos de contato entre Direito e literatura. Embora o Direito esteja fundado em dogmas e respostas, há espaço para interpretação e criatividade, elementos que também são centrais na literatura.

Ainda assim, a poesia ocupa um território mais livre. “A literatura, e principalmente a poesia, é o campo da imaginação, do sonho, da fantasia e da liberdade, onde a cor tem cheiro e uma palavra não é somente uma palavra, ela contém o mundo. Devemos ir além do literal”, pontua Carlo. A escrita e a leitura funcionam, segundo ele, como “remédio contra a aspereza do cotidiano”.

LANÇAMENTO

O lançamento de “Como se Voassem os Peixes” será marcado por um bate-papo com o público, leitura de poemas e sessão de autógrafos. A conversa será mediada por Febraro de Oliveira, editor da Hámor, e por Oslei Bega.

A proposta é criar um espaço de diálogo aberto, em que os leitores possam compartilhar impressões e perguntas, prolongando em voz alta a experiência silenciosa da leitura.

>> Serviço

Lançamento de “Como se Voassem os Peixes”

Data: amanhã.
Horário: às 18h.
Local: Rua Amazonas, nº 1.080, Monte Castelo.

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