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Cinema B+: Custe o Que Custar: o novo thriller de Harlan Coben na Netflix

Um drama familiar levado ao limite, marcado por reviravoltas sucessivas, segredos cuidadosamente escondidos e aquela sensação de que ninguém absolutamente ninguém está dizendo toda a verdade. 

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Entramos em 2026, com 12 meses ainda para explorar muitos lançamentos e retornos importantes. Em sua boa parte, as plataformas seguram os destaques para a metade de janeiro, com isso, a Netflix sai na frente com a nova série limitada adaptada de um livro de Harlan Coben: Custe o que Custar.

Sempre que falo de séries que saiam do livro ou apenas da mente de Coben repito: é, no fundo, um novelão moderno travestido de thriller.

Um drama familiar levado ao limite, marcado por reviravoltas sucessivas, segredos cuidadosamente escondidos e aquela sensação de que ninguém — absolutamente ninguém — está dizendo toda a verdade. Custe o Que Custar não foge a essa regra. Ao contrário: ela a confirma com uma segurança quase reconfortante.

A trama parte de um medo universal, quase primitivo: o desaparecimento de um filho. Simon Greene, vivido por James Nesbitt, tinha a vida que parece dar certo: casamento estável, carreira sólida, filhos criados com cuidado.

Tudo desmorona quando a filha mais velha, Paige, se envolve com drogas, se afasta da família e desaparece. Quando Simon finalmente a reencontra, tocando música nas ruas de um parque, o impulso de resgatá-la termina em violência, confusão e humilhação pública.

Um vídeo editado circula nas redes, a narrativa se distorce, e pouco depois o namorado da jovem aparece morto. O pai desesperado vira suspeito. E o que era uma busca íntima se transforma em um labirinto policial, moral e emocional.

Esse é o território onde Coben se sente mais confortável: famílias aparentemente comuns empurradas para situações extremas, nas quais cada decisão revela uma rachadura antiga. Custe o que Custar não tenta reinventar o gênero. Ela aposta na acumulação: mais personagens, mais linhas paralelas, mais “enquanto isso”, mais segredos emergindo no pior momento possível.

A cada episódio, o roteiro oferece uma nova pista, uma informação deslocada, um detalhe que muda o sentido de tudo o que veio antes. É deliberado, quase mecânico e justamente por isso tão eficaz para o binge. Especialmente se você já sabe que Coben não proteger ninguém se puder criar uma reviravolta completa.

A série é adaptação direta do romance publicado em 2019. Ele coloca tudo no liquidificador: traições, dependência química, cultos religiosos, sites de DNA, vingança e reconciliação. É curioso que, dentro da obra do autor, o livro já fosse visto como menos pirotécnico e mais doloroso, interessado menos em truques de engenho e mais no impacto emocional.

Abordar a dependência química, a culpa parental e a ideia — devastadora — de que amar nem sempre é suficiente para salvar alguém está muito em discussão justamente pelas mortes recentes e trágicas de Rob e Michelle Reiner, cujo filho, Nick, é dependente químico e possivelmente o assassino dos pais. Ou mesmo quem acompanhou a dissolução do culto NXVIM pelos documentários The Vow. Mais ainda, quem está nos sites de genealogia que realizam testes de DNA. Tudo muito perto da realidade, mas com viradas inimagináveis.

A versão da Netflix mantém o núcleo do livro, mas expande personagens secundários, cria novos arcos paralelos e desloca a história para o Reino Unido, ajustando o tom ao humor seco e à contenção britânica.

Nada disso é casual. Custe o Que Custar existe porque há um acordo muito bem desenhado por trás. Em 2018, Harlan Coben assinou com a Netflix um contrato de exclusividade para adaptar 14 de seus livros, tornando-se produtor executivo de todos os projetos.

Em 2022, o acordo foi renovado e ampliado, incluindo produções fora do eixo americano. Na prática, Coben virou uma espécie de selo interno da plataforma: histórias fechadas, custo controlado, alto índice de engajamento e um público que, depois de assistir a uma, costuma seguir para a próxima. Não são séries pensadas como “evento”, mas como hábito. Televisão de confiança.

O elenco de Custe o Que Custar reforça essa lógica. James Nesbitt faz aquilo que sabe fazer melhor: o homem comum consumido pela raiva, pelo desespero e por escolhas impulsivas. Ao seu lado, Minnie Driver vive Ingrid, a mãe que tenta sustentar a casa enquanto tudo implode, personagem importante, embora curiosamente subutilizada, um luxo estranho quando se tem uma atriz desse calibre.

Quem mais se destaca é Ruth Jones como Elena Ravenscroft, investigadora privada contida, imprevisível, sempre sugerindo que há mais acontecendo por trás do olhar do que o texto revela. E impossível não deixar de elogiar Tracy Ann Oberman, como a advogada Jessica, que injeta energia, ironia e uma dose deliciosa de exagero em cada aparição.

Ao redor deles, a série povoa o mundo com figuras que jamais são descartáveis: o protetor ambíguo vivido por Lucian Msamati, os detetives em tensão constante interpretados por Alfred Enoch e Amy Gledhill, os filhos que sabem mais do que aparentam, e até uma dupla de assassinos que cruza a narrativa como um lembrete de que, no universo de Coben, a violência nunca está muito longe.

No fim, Custe o Que Custar é exatamente o que promete ser. Um thriller envolvente, cheio de curvas fechadas, que se consome com rapidez e não pede compromisso além de alguns dias. Talvez não permaneça na memória por muito tempo, mas cumpre sua função.

Claro, especialmente se gostar de um dramalhão onde nem tudo faz muito sentido. E, nesse ecossistema de streaming, isso não é pouco. Às vezes, conforto também é uma escolha e Harlan Coben, mais do que ninguém, entende o valor disso.

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Gastronomia B+: Sobrou ceia por aí? Prepare duas receitas para reaproveitar os pratos das festas

Utilizar as sobras para novas receitas virou hábito de quem busca praticidade, menos desperdício e criatividade na cozinha

04/01/2026 10h30

Gastronomia B+: Sobrou ceia por aí? Prepare duas receitas para reaproveitar os pratos das festas

Gastronomia B+: Sobrou ceia por aí? Prepare duas receitas para reaproveitar os pratos das festas Foto: Divulgação

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Depois das comemorações de Natal e Réveillon, a geladeira costuma guardar mais do que lembranças: sobram pratos, ingredientes e boas oportunidades de criar outros tipos de refeições.

Com esse movimento cada vez mais presente no dia a dia dos consumidores, a proposta é mostrar como as sobras da ceia podem ganhar novas versões, com receitas simples, saborosas e alinhadas a um comportamento mais consciente e funcional. Pensando nisso, as marcas Água Doce Sabores do Brasil e Divino Fogão compartilham duas opções para deixar o pós-festa ainda mais saboroso.

ARROZ COM SOBRAS DE FRANGO OU PERU AO MOLHO DOURADO

Ingredientes para o arroz: 

  • 2 xícaras de arroz cozido
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 pitada de sal


Ingredientes para as sobras:

  • 2 xícaras de sobras de frango ou peru desfiado ou em tiras
  • 1 fio de azeite


Ingredientes para o molho dourado:

  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 50 gramas de cebola bem picada
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher de sopa de farinha de trigo
  • 1 xícara de caldo (pode ser de legumes, carne ou água com um cubinho daqueles temperos prontos)
  • 2 colheres de sopa de molho de tomate
  • 1 colher de chá de mostarda
  • 1 colher de chá de páprica picante
  • Sal e pimenta a gosto


Modo de Preparo:
Em uma panela, aqueça a manteiga, misture o arroz já cozido e ajuste o sal para ficar soltinho e brilhante. Aqueça as sobras em uma frigideira, coloque azeite e doure levemente as tiras de frango/peru só para ganhar sabor e reserve. Em outra panela, faça o molho dourado, derretendo a manteiga e refogando cebola e alho, e acrescente a farinha.

Mexa até virar uma pastinha e adicione o caldo aos poucos, mexendo até engrossar. Em seguida, misture o molho de tomate, mostarda, sal, pimenta e a páprica para dar a cor avermelhada. Cozinhe por 3 a 4 minutos até ficar brilhante e cremoso. Molde o arroz em uma tigelinha (pressione e desenforme no prato). Coloque as tiras de frango/peru ao lado e algumas por cima. Finalize derramando o molho dourado sobre a carne e um fio no arroz.

Tempo de preparo: 40 minutos
Grau de dificuldade: fácil
Rendimento: 2 porções



ESCONDIDINHO DE PERNIL, CHESTER OU PERU COM PURÊ DE BATATA

Ingredientes:

  • 1kg de pernil, chester ou peru moído ou desfiado
  • 1kg de purê de batata
  • 100 gramas de queijo muçarela
  • 100 gramas de cebola
  • 15 gramas de alho
  • 30ml de óleo


Modo de preparo:

Purê: Coloque a batata para cozinhar. Depois de cozida, passe pelo amassador. Em uma panela, coloque a margarina, a batata amassada e a noz-moscada. Acrescente o leite fervido e o sal. Mexa e deixe ferver bem.

Escondidinho: Em uma panela, coloque o óleo, a cebola e o alho. Refogue e, em seguida, acrescente o pernil, peru ou chester moído ou desfiado, terminando de refogar. Em uma travessa, coloque uma fina camada de purê, adicione a carne e cubra com o restante do purê. Polvilhe o queijo muçarela e leve ao forno aquecido em 180°C por 10 minutos para gratinar.

Tempo de preparo: 30 minutos
Rendimento aproximado: 2kg

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Comportamento B+: Jovens miram 2026: 10 dicas para ingressar no mercado de trabalho

Qualificação profissional, domínio de IA e preparação antecipada ganham força na disputa por oportunidades neste ano

03/01/2026 18h30

Comportamento B+: Jovens miram 2026: 10 dicas para ingressar no mercado de trabalho

Comportamento B+: Jovens miram 2026: 10 dicas para ingressar no mercado de trabalho Foto: Divulgação

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A chegada de 2026 promete um mercado de trabalho ainda mais competitivo e dinâmico, especialmente para jovens em busca do primeiro emprego.

Para apoiar esse público, Leonardo Andreoli, diretor nacional da Prepara IA, reuniu 10 dicas práticas para quem quer começar o ano preparado, combinando qualificação profissional, desenvolvimento de habilidades comportamentais e conhecimentos em Inteligência Artificial, área que já influencia praticamente todos os setores da economia.

A participação da geração Z no mercado de trabalho deve crescer rapidamente e chegar a 58% da força laboral global até 2030, de acordo com dados do Fórum Econômico Mundial. O avanço desse grupo muda o foco das empresas e intensifica a competição por talentos em um cenário cada vez mais digital e influenciado por transformações culturais.

Esse movimento tem orientado políticas de atração e retenção, além de ampliar a necessidade de compreender em profundidade quais são as expectativas e motivações desses profissionais.
 
Entre os fatores que moldam a relação dos jovens com suas carreiras, destaca-se a busca por evolução constante.

Hoje, 86% deles afirmam que suas escolhas profissionais estão diretamente ligadas às chances de crescimento e aprendizado dentro das organizações. Programas de capacitação contínua, acesso a mentorias e caminhos de desenvolvimento bem definidos são elementos considerados essenciais por essa geração.

1. Monte um currículo claro e atualizado
Organize suas informações, priorizando competências, cursos e experiências. Para quem não tem vivência profissional, incluir atividades escolares, voluntariado e projetos pessoais faz diferença.

2. Entenda os fundamentos da Inteligência Artificial
Mesmo quem não deseja seguir carreira em tecnologia precisa conhecer conceitos básicos de IA. Compreender como essas ferramentas funcionam e como podem apoiar o trabalho aumenta a produtividade e melhora a capacidade de resolver problemas.

3. Aprenda a usar ferramentas de IA no dia a dia
Além da teoria, dominar aplicativos e plataformas de IA que auxiliam em organização, escrita, cálculos e pesquisa já é um requisito valorizado por empresas que aceleraram a digitalização.

4. Invista em cursos profissionalizantes
A formação técnica segue como um diferencial importante para quem busca o primeiro emprego. Além de desenvolver habilidades práticas, cursos profissionalizantes apresentam rotinas reais do mercado e demonstram iniciativa aos recrutadores.

5. Construa um portfólio, mesmo sem experiência
Participar de cursos, desafios online, trabalhos voluntários ou criar pequenos projetos pessoais ajuda a demonstrar habilidades e reúne evidências práticas de aprendizado.

6. Estabeleça metas de estudo para 2026
Planejar o ano com antecedência auxilia na disciplina e no foco. Nós, da Prepara IA, recomendamos organizar um cronograma mensal com cursos, leituras e objetivos profissionais.

7. Desenvolva competências socioemocionais
Habilidades como comunicação, trabalho em equipe, organização e resiliência continuam entre as mais buscadas pelas empresas. Cursos, atividades extracurriculares e projetos colaborativos contribuem para amadurecer essas competências.

8. Participe de eventos, workshops e feiras de carreira
Esses ambientes oferecem contato direto com empresas, ajudam a entender tendências e ampliam a rede de contatos, um elemento essencial para quem está começando e busca ingressar no mercado de trabalho.

9. Pesquise sobre os setores que mais contratam
O mercado passa por mudanças rápidas. Conhecer áreas aquecidas, como tecnologia, logística, varejo e serviços, ajuda a direcionar sua qualificação e suas candidaturas.

10. Use plataformas de empregabilidade para começar a aplicar
Sites e aplicativos de vagas facilitam o acesso às oportunidades. Criar perfis completos e enviar candidaturas regularmente contribui para treinar o olhar do candidato e aumentar as chances de contratação.

“Combinando qualificação, domínio de novas tecnologias e preparação antecipada, os jovens podem iniciar 2026 mais competitivos e bem-posicionados para aproveitar as oportunidades em um mercado em constante transformação”, finaliza Leonardo Andreoli.

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