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Cinema B+ especial Emmy: O 76º Emmy Awards será uma premiação curiosa

Sem franco favorito além de O Urso, que pode repetir o domínio na festa, a premiação terá menos concorrência por ser um ano marcado pela greve e menos lançamentos

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Sei que vão se assustar por estamos falando de “próximo Emmy Awards” no dia seguinte da festa, mas os vencedores do 75º Emmy Awards não são os de 2024. Em outras palavras: ainda falta premiar os melhores do ano passado. Isso mesmo, a festa de 15 de janeiro aconteceu quatro meses depois da data que deveria ter sido, em setembro de 2023.

Tradicionalmente, os Emmys são a única premiação “fora” do circuito de festas e isso significa que, em 2024, teremos dois Emmy Awards. Mais precisamente dia 4 de junho saberemos os indicados e em julho, os vencedores. Portanto podemos voltar a especular, como sempre fazemos, sobre quem deve despontar na cerimônia!

Se em janeiro vimos o domínio de três séries O Urso, da Star Plus; Succession, da HBO Max e Treta, da Netflix, a próxima festa promete ser um Emmy Awards estranho porque sofrerá diretamente o maior reflexo das paralizações do ano passado. Foram menos lançamentos e mais despedidas, o que impacta na previsão dos favoritos. Aliás, com poucos deles.

Antes de mais nada, vamos compartilhar um resumo do calendário: até 25 de janeiro as plataformas e canais submetem seus conteúdos para consideração, mas a votação mesmo só começa no dia 4 de abril, terminando no dia 23.

Os indicados serão anunciados no dia 4 de junho. E a festa? Teremos nova data! Isso mesmo, nada de setembro, o 76º Emmy Awards está previsto para o dia 27 de julho de 2024. O auge do verão americano. São meros seis meses (nem isso) entre uma festa e outra.

Diante desses prazos, basicamente tudo que foi lançado entre junho de 2023 até janeiro de 2024, tem chance no 76º Emmy Awards. Infelizmente a 2ª temporada de House of the Dragon, cujos rumores de estreia estão dando agosto como o mês da volta, está fora da corrida esse ano, mas a última temporada de The Crown promete reascender as chances de abocanhar mais prêmios, incluindo Elizabeth Debicki como Princesa Diana e, sem dúvida, Leslie Manville como Princesa Margaret.

Foto: Guetty Imagens

Com esse vácuo, quem deve crescer é The Morning Show, que teve uma ótima temporada em 2023 e está sem grandes opositores no caminho.

Citei primeiro os conteúdos de drama porque – piada impossível de evitar - ainda não surgiu o sucessor para Succession, e não há um grande favorito ainda. Minha aposta é que The Gilded Age e The Morning Show tentem aproveitar essa chance, mas uma é muito novelinha e a outra fez sucesso, mas não engajou o mundo.

Do elenco da série de época, Cynthia Nixon deve ser indicada por sua grande atuação como Ada Brooks Forte, mas aposto que outra série da HBO Max, Julia, a série sobre Julia Child, que pode estar entre as festejadas do ano na categoria de comédia. Até agora (já está na 2ª temporada), passou meio escondida.

Um Assassinato no Fim do Mundo, da Star Plus, pode reforçar o estrelato de Emma Corrin (vencedora no passado por The Crown) e a impactante O Mundo Depois de Nós, da Netflix, pode trazer Julia Roberts entre as indicadas de Melhor Atriz Drama em Minisséries. Além disso, Julia é sinônimo de glamour para festa, vamos pôr os pingos nos is!
 

Da Apple TV Plus, embora não seja minha favorita, Uma Questão de Química, que esteve nas listas do Golden Globes e Critic’s Choices Awards, certamente vai constar do próximo Emmys, incluindo Brie Larson como atriz.

Isso significa que Gary Oldman, a estrela de Slow Horses, possa representar a série na festa também. Não podemos esquecer que sem tantos títulos, a despedida de Physical, embora mais fraca, possa pelo menos render o reconhecimento de Rose Byrne.

Emmy - Foto:Guetty Imagens

Da Disney Plus, a terceira temporada de Loki tem chance de estar na lista novamente, assim como a pérola Echo, ambas ainda mostrando o fôlego da Marvel na fase mais árida dos super-heróis. Será que Ahsoka pode ser incluída de alguma forma? É possível, uma vez que Obi-Wan Kenobi e Andor estavam entre as melhores séries na 75ª edição do prêmio.

Também acredito que Special Ops: Lioness, da Paramount Plus, também renda as presenças de Zoe Saldaña e Nicole Kidman na festa, sem esquecer de Dopesick, da Netflix, que também deve estar na categoria de Drama, o que pode se aplicar à hoje quase esquecida The Full Circle, da HBO Max, que é assinada por Steven Soderbergh e dificilmente não será indicada, por outro lado, acho difícil que And Just Like That, The Idol – ambas da HBO Max - ou Secret Invasion, da Disney Plus, estejam na festa. The White House Plumbers, também da HBO Max, terá indicações como minissérie de comédia e The Crowded House, da Apple TV Plus, deve render a indicação de Tom Holland como ator.

No ano em que Billions deu adeus, poderíamos considerar suas chances, mas se até hoje nem passou perto, por que seria diferente agora?

Até a nova temporada de True Detective: Night Country tecnicamente tem chance de estar na lista, mas, a minha aposta de virar favorito até julho é a série de Ryan Murphy que vai estrear em breve:  Capote contra Os Cisnes, um dramalhão de época e com grande elenco. Os destaques de Sci-Fi também têm alguma janela de entrada, Silo, da Apple TV Plus e A Roda do Tempo, da Amazon Prime Video, não podem ser descartadas em um ano de poucos lançamentos.

Foto: Guetty Imagens

A previsibilidade entre as comédias é que tira bastante o campo da especulação. A onda de O Urso era ainda marola, vai crescer mais e não percam o fôlego, vai ganhar tudo para o que for indicada em julho. Lembrando que o domínio da série no 75º Emmy Awards foi referente à temporada de estreia (de 2022) e agora concorre com a segunda temporada.

O que prejudica a minha favorita do ano passado, a terceira temporada de Only Murders in The Building (Star Plus), que tem sido rejeitada ao longo dos anos. É indicada, mas nunca ganha. Falando nisso, a volta de Frasier, na Paramount Plus, não teve o impacto da original, mas quem sabe? Pode estar na lista.

No 76º Emmy Awards, já temos o favoritismo de O Urso no lado da comédia e sugiro considerar The Morning Show no Drama. Sim, quando um favorito desponta, a festa fica um tédio só, é como se estivéssemos vendo de longe a festa íntima de alguém que não nos convidou. Vamos acompanhar, claro!

Diálogo

Petista que posa de vestal da moral e dos bons costumes vem colecionando... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (15)

15/09/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Margaret Thatcher - Política britânica

"Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas quem você é, você não é”.

FELPUDA 

Petista que posa de vestal da moral e dos bons costumes vem colecionando revés na Justiça Eleitoral. Em vez  de apresentar propostas e mostrar ao eleitor o que pretende fazer na Câmara Federal, caso seja eleito, prefere se perder em intrigas e tentativas de desestabilizar adversários, segundo político que conhece bem os bastidores. A estratégia, pelo visto, tem sido mais de conversa do que de conteúdo. Detalhe: o dito-cujo, a cada eleição, tenta conquistar um mandato, mas nunca consegue. Como se vê, discurso inflamado nem sempre é suficiente para convencer o eleitor.

DiálogoFoto: Reprodução

Disponível gratuitamente para toda a população, a AEDO – Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos – feita em cartório pode ser consultada, via CPF do falecido, pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, diretamente na Central Nacional de Doadores de Órgãos. A iniciativa, que busca ajudar as pessoas que atualmente aguardam na fila por transplante de órgão, pode ser solicitada digitalmente em qualquer um dos Cartórios de Notas do Brasil. O interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br, que é recepcionado pelo cartório selecionado. Em seguida, o tabelião agenda uma sessão de videoconferência para identificar o interessado e coletar a sua manifestação de vontade. Por fim, o cidadão e o notário assinam digitalmente a AEDO, que fica disponível para consulta do Sistema Nacional de Transplantes. É possível ainda escolher qual órgão deseja doar –medula, intestino, rim, pulmão, fígado, córnea, coração ou todos. No Brasil, a maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas, Pela legislação vigente, quem autoriza a doação em caso de morte encefálica é a família, que precisava estar ciente da intenção da pessoa em doar seus órgãos e/ou tecidos. Com a AEDO esta manifestação de vontade fica registrada dentro de uma base de dados acessada pelos profissionais da Saúde, que terão em mãos a comprovação do desejo do falecido para apresentar à família no momento do óbito. A plataforma está acessível 24 horas por dia, 7 dias por semana, de qualquer dispositivo com acesso à internet.

Diálogo Mônica, Marcela e Eduardo Riedel - Foto: Arquivo Pessoal

 

Diálogo Dra Juliana Lusvarghi - Foto: Arquivo Pessoal

Termômetro

A sucessão da prefeita Adriane começa a entrar no radar político de Campo Grande com vistas a 2028, embora a movimentação mais efetiva deva ocorrer a partir de 2027. Ainda não se sabe  se os partidos que hoje integram o arco de alianças do governador Riedel estarão novamente do mesmo lado. Algumas figuras já andam assanhadas e ensaiam colocar o bloco na rua. A eleição deste ano poderá servir para medir força e espaço dos candidatos. 

Cadeiras

Se for reeleito, o governador Riedel poderá entrar na disputa por uma das vagas ao Senado em 2030. A cadeira que estará em jogo será a da senadora Tereza Cristina, com o final do seu mandato. Ela, por sua vez, também poderá entrar na disputa pelo Governo de MS. Assim, as eleições deste ano já produzem reflexos sobre a montagem do cenário de 2030. Como na política ninguém costuma olhar apenas para a próxima curva...

Responsa

Está nas mãos dos irmãos Fábio e Marcos Trad, hoje em partidos de esquerda, parte importante da responsabilidade de ampliar o espaço político da família nestas eleições. Fábio disputa o Governo, enquanto Marcos busca uma vaga na Câmara dos Deputados. O senador Nelson Trad Filho, por sua vez, desistiu do confronto direto e agora integra uma chapa majoritária como suplente. Se os dois irmãos não obtiverem sucesso nas urnas, o legado político da família poderá sofrer um forte revés. A eleição, portanto, servirá para medir a força do sobrenome.

ANIVERSARIANTES 

  • Leni Fernandes, 
  • Déo José Rimoli Filho,
  • Neiba Ota,
  • Marcus Vinicius Saucedo Perez, 
  • Dalila Felix Damian Miragaia, 
  • Adirson Moreno Peixoto,
  • Gete Ottano da Rosa,
  • Francisca Cosma de LIma Cordeiro,
  • João Yossimitu Chimabuco,
  • José Pereira de Viveiros,
  • Oilson Rizzo,
  • Paulo Cesar Coelho,
  • Rodrigo Seabra Gomes,
  • Josefina Antonia Toledo da Silva,
  • Julianne de Souza Espindola,
  • Cleusa Araujo Clark,
  • Yassuo Noguchi,
  • Silvia Kozima,
  • Gilza Nuria Marroni,  
  • Paulo Sergio França,
  • Jurandir Calixto da Cruz,
  • Osny Duarte Ribeiro,
  • Carlos Hamilton Pereira,
  • Dr. José Rizkallah, 
  • Dr. Jorge Eduardo Rodrigues,
  • Mauro Antônio Zaionc, 
  • Eliane Del Greco Michelazzo,
  • Roberto Pinheiro de Lima,  
  • Wilson Marques Barbosa,     
  • Ana Cecília Mascarenhas Moreira,
  • Vanir Pato dos Santos,
  • Ricardo Ferreira,
  • Sueli Higa, 
  • Orlando Costa Marques Leite,
  • Rochelle Costa,
  • Vanildo Neves Barbosa,
  • Raimundo Nonato Teixeira,
  • Lecir Regenold Martins, 
  • João Pereira Guimarães Neto,
  • Gislene Maria de Macedo,
  • Maurilio Nicomedes da Cunha,
  • Neuza Maria Trindade Benites,
  • Luiza Miyahira,
  • Eliane Novaes Guimarães,
  • Hélio Arthur Bacha,
  • Alex Addor,
  • Nelson Buianain Filho, 
  • Arides Gonçalves Gattis,
  • Dr. Victor Hugo Andrade de Oliveira,
  • Cleber José Ferreira Aguilar,
  • João Nunes,
  • Ramão Barbosa de Souza,
  • Josias dos Santos Rosa,
  • Cleiton Alves Rodrigues,
  • Roberto de Paula Almeida, 
  • Vera Brum,
  • Dr. Aristóteles Ferreira,
  • Maria Cristina Andrade Lopes,
  • Wilson Gomes,
  • Anibal do Nascimento Reis,
  • Maria Antonieta Assunção,
  • Silvio Bezerra Silva,
  • Edison Nepomuceno,
  • Rosiane Nogueira Escobar,
  • Hilda Silveira Gomes,
  • Marisa Mendes Gonçalves,
  • Orcílio Pereira de Queiroz,
  • Dácio Barbosa,
  • Antônio Cotrim Júnior,
  • Dra. Jussara Toshie Hokama, 
  • Elsi Abussafi dos Santos,
  • Márcio César Gonzaga,
  • Pedro Sorrilha Nantes,
  • Sérgio Adalberto Oliskovicz,
  • Hudson Oliveira,
  • Maria de Lurdes Teófilo Tavora,
  • Pedro Paulo Batista,
  • Carmem Fonseca,
  • Soraia Aparecida Chrun Silva,
  • Cristina Xavier da Silva,
  • Emanuel Kilkner Xavier Correa,
  • Altair Carvalho de Oliveira,
  • César Glauco dos Santos Braga,
  • Hans Edgar Bacahenheimer Aguilera,
  • João Edson Vitti,
  • Arnaldo Oscar Drews,
  • João Sguissardi da Rosa,
  • Milton dos Santos de Souza,
  • Roseli Douxera Aquino,
  • José Carlos Oliveira Junior,
  • Manoel Afonso, 
  • Janete Bellini D´Oliveira,
  • Plinio de Arruda Junior,
  • José Carlos Sena,
  • Zito Manuel da Silva,
  • Fabiano Battiston,
  • Oscar Aparecido Santana,
  • Waldelino Pereira Fernandes,
  • Alexandre Rodrigues Favilla,   
  • Nailor Holsback Pereira,          
  • Ayrton Assunção Matos Júnior,     
  • Cassiano Zambam Biglia,
  • Jair de Almeida Serra Neto,
  • Laralice da Rocha Aidar,
  • Jucyliana Cristine Arantes,
  • Mozart Stefani, 
  • Taís Gouvêa Assunção, 
  • Lourdes Peres Benaduce,
  • Roberta Moreschi,
  • Samanta Viki Ramos,
  • Marlene Meneses de Almeida.

Colaborou com Tatyane Gameiro

crônica

Cidade Afeto

14/09/2026 15h05

Arquivo

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Ao aceitar o convite  de Henrique Medeiros, presidente da Academia de Letras de Campo Grande e da amiga   e acadêmica Theresa Hilcar para uma palestra, a memória revirou.  Não imaginava que viveria tantas emoções em dois dias. Momentos diferentes de minha vida vieram à tona. 

Marcia, minha esposa,  e eu percorremos o que foi possível da cidade, a qual estou ligado desde os anos 1970-1980, quando reunido com autores de minha geração atravessávamos o País   fazendo palestras a estudantes e professores em escolas, pátios, quadras, porões, calçadas, praças, estações ferroviárias, resistindo a um regime que tentava nos calar.

Para mim, esta ida, agora, semanas atrás, me trouxe Berlim, onde morei nos anos 1980. Acabara de me separar de  Bia, minha esposa, e ela mudara para o Mato Grosso com meus filhos. Comunicávamo-nos por telefone. Eu fazia a ligação para Daniel e André, à noite nos orelhões berlinenses. Era muitíssimo mais barato. Havia os fusos, porém os meninos me aguardavam ansiosos para transmitir tudo da  cidade deles, tão verde. Enquanto eu estava enregelado, ele ardiam de calor, e riam, não entendiam a diferença. Eu dizia: “estou com um pouquinho de neve na mão”, e eles queriam saber: “Qual  é o gosto da neve”. Berlim era gelada e gelado e Campo Grande, ardia. 

Eu acompanhava as escolas deles, dos jogos de futebol nos terrenos vagos em torno da casa na Rua da Paz, dos passeios.  Contavam dos campeonatos de futebol de salão no colégio. Estavam felizes, a cidade os acolheu. Eu me adaptava a Berlim,  eles a Campo Grande. Havia afeto. Lembro-me rindo de um “castigo” para alunos  rebeldes.  Eram trancados na biblioteca. Daniel e André faziam arrelia para serem  fechados e ali ficavam lendo. Eu sabia da Rua da Paz, onde tinham morado,  jogando futebol nas ruas de terra. Hoje avenidas asfaltadas, em bairro de classe média alta, a casa em que os meninos moravam, desapareceu.

Circulei por uma cidade dominada por um verde exacerbado que me atordoava, eu lembrando o romance “Não Verás País Nenhum”, hoje um clássico da questão ambiental. Assim  circulei em torno do cerrado conservado, milhares de árvores  me envolvendo e ouvia, sim, uvia,  todo aquele verde me  agradecendo pela imensa reserva do Cerrado.  Apego à natureza. 

Aquela época lá atrás foi a  do muro de Berlim com seus belvederes  (observatórios)  aos quais  subíamos do lado de cá, dito democrático, para  observar os “comunistas” do “lado de lá”. Como se fossem animais de zoológico. Loucuras da Guerra Fria.

Na semana passada, em   acordo entre a Academia Brasileira e a de Campo Grande  falei por duas horas para uma sala lotada. Ou seja, as academias estão  se   abrindo,  multiplicando encontros pelo País inteiro.
Terminados os autógrafos  fomos levados para o Território Ristorante, do filho de Theresa Hilcar , Diogo Wendling ,que ficara aberto para nos receber. Lá estavam os chefs e cozinheiros, fora de seus horários, em homenagem à literatura. Os matogrossenses tem ideia do tesouro raro que tem?  Calculam o valor de uma cozinha superior aos mais medalhados de São Paulo, Rio, Nova York? Diogo na cozinha se  pauta pela inovação  sem esquecer o regional.  É um olhar contemporâneo à gastronomia italiana. Marcia e eu hesitamos entre o Torteille di Ossobuco e o Entrecôte di Angus ala Grigia. Decidimos pelo Risoto Pantaneiro que leva carne seca, banana-da-terra, parmesão e pangrattato.  Disputando palmo a palmo com os parisienses “L’Atelier” ou o “Le Perocope”, ”Le Meurice”ou o “JulesVerne”Comida é afeto. Falar é formar leitores  Campo Grande, cidade afeto.

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