Correio B

Correio B+

Coluna Desatando Nós: Paternidade não é ajuda

Quando um homem se coloca como alguém que ajuda, ele se posiciona como coadjuvante de algo que também é sua responsabilidade.

Continue lendo...

É comum ouvirmos que um pai “ajuda” em casa ou com os filhos. A frase, aparentemente inofensiva, revela muito sobre como ainda entendemos os papéis dentro da família. Ajudar pressupõe que a responsabilidade principal é de outra pessoa. No caso, quase sempre, da mulher.

Quando um homem se coloca como alguém que ajuda, ele se posiciona como coadjuvante de algo que também é sua responsabilidade. Cuidar dos filhos, organizar a rotina, participar das decisões e sustentar emocionalmente a família não são tarefas de apoio. São funções compartilhadas. São parte do papel de ser pai e de estar em uma relação adulta.

Essa forma de pensar não impacta apenas o casal. Ela também atravessa a forma como as crianças aprendem sobre relações. Filhos observam quem se responsabiliza, quem organiza, quem cuida e quem apenas executa quando solicitado. É assim que, muitas vezes, padrões se repetem entre gerações, mantendo desequilíbrios que parecem naturais, mas não são.

Quando a paternidade é vivida de forma ativa, algo muda na dinâmica familiar. A sobrecarga feminina diminui, o vínculo com os filhos se fortalece e o casal deixa de operar em uma lógica de cobrança e ressentimento. Em vez de ajuda, passa a existir parceria real.

Assumir esse lugar não é sobre perfeição, mas sobre presença e responsabilidade. É compreender que dividir a vida não significa apenas estar junto, mas sustentar, pensar e cuidar de forma compartilhada.

Revisar essa ideia é um passo importante para relações mais equilibradas e para a construção de novos modelos familiares. Não se trata de apontar erros, mas de abrir espaço para mudanças possíveis e necessárias.

Vamos desatar esses nós?
@vanessaabdo7

Cinema Correio B+

Mulheres Imperfeitas e as pequenas grandes mentiras que se repetem

Adaptação do livro do mesmo nome, a série transforma um estudo delicado de amizade feminina em um thriller elegante.

11/04/2026 13h00

Mulheres Imperfeitas e as pequenas grandes mentiras que se repetem

Mulheres Imperfeitas e as pequenas grandes mentiras que se repetem Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Há um prazer imediato em entrar no universo de The Imperfect Women, a série da Apple TV que caminha para a reta final na próxima semana. O elenco é forte (Kerry Washington, Kate Mara e Elisabeth Moss), o acabamento visual é sofisticado e a narrativa se ancora em um dos dispositivos mais eficazes do
suspense contemporâneo: uma morte, um grupo de mulheres e uma rede de segredos que começa a se desfazer.

É um tipo de história que o streaming aprendeu a fazer muito bem e que o público também aprendeu a decifrar. Talvez por isso a experiência seja dupla. De um lado, funciona. É envolvente, bem conduzida, sustentada por performances que dão peso emocional ao que poderia facilmente escorregar para o clichê. De outro, há uma familiaridade que, para quem devora o gênero, se aproxima da previsibilidade.

O “whodunit” (quem matou?) não me pareceu impossível de identificar, uma vez que os roteiros gostam mais de surpreender do que de construir possibilidades. Dito isso, o “porquê”, demora um pouco mais a ser revelado e é justamente aí que a série encontra sua camada mais interessante.

O ponto de partida vem diretamente do  livro de Araminta Hall, que constrói menos um mistério tradicional e mais uma investigação sobre memória, ressentimento e as fissuras das relações de longa duração. No romance, a morte é um gatilho, mas não o centro. O que importa é como cada personagem reescreve o passado para conseguir viver com ele.

Na adaptação da Apple TV, há um leve deslocamento. A série se aproxima mais do suspense clássico. Organiza melhor as pistas, estrutura o enigma, cria uma progressão mais clara. Isso torna tudo mais acessível, e também um pouco mais previsível. É o preço de transformar ambiguidade em narrativa audiovisual
contínua: o que no livro era dúvida, aqui precisa ganhar forma. Ainda assim, há algo que merece ser destacado.

Em um momento em que o true crime domina o interesse do público, The Imperfect Women aposta em uma história original, ficcional, construída a partir de personagens e não de casos reais.
E isso faz diferença.

Há mais liberdade, mais espaço para trabalhar nuances, mais possibilidade de errar sem o peso ético de reencenar tragédias reais. A recepção crítica tem caminhado nesse equilíbrio. Há elogios consistentes ao elenco e à atmosfera, à maneira como a série constrói tensão emocional antes mesmo de depender do mistério.

Mas também aparece, com frequência, a observação de que a narrativa não escapa completamente das convenções do gênero. Que entrega o suficiente para prender, mas raramente o
suficiente para desestabilizar.

E talvez essa seja a melhor forma de entendê-la. Como um suspense sólido, bem executado, que cumpre o que promete, mas que dificilmente vai surpreender quem já percorreu
esse caminho outras vezes.

A comparação com Big Little Lies é inevitável, e ajuda a esclarecer onde cada uma se posiciona. As duas partem de estruturas semelhantes: mulheres, segredos, uma morte que reorganiza tudo. Mas enquanto Big Little Lies constrói, ao longo do percurso, uma espécie de aliança emocional entre suas personagens, The
Imperfect Women permanece mais fragmentada.

Menos interessada em solidariedade, mais inclinada a explorar as zonas de atrito. Se a série da HBO ainda acreditava na possibilidade de uma verdade compartilhada, aqui o que se impõe é a coexistência de versões. E talvez seja justamente isso que sustenta o interesse até o final. Mesmo quando o “quem” se revela cedo, o “por quê” continua ecoando.

Não como um grande twist, mas como uma pergunta mais incômoda — sobre o que essas mulheres fizeram umas às outras, e sobre o que escolheram esquecer para seguir em frente. No fim, não é uma série que reinventa o gênero.

Mas também não é pouco, hoje, encontrar um suspense que funcione, que tenha boas atuações e que ainda aposte em personagens, em vez de crimes reais, para construir sua tensão.

COMA BEM E SEJA SOLIDÁRIO

Costelão Fogo de Chão comemora 30 anos do Cotolengo sul-mato-grossense

Almoço é delicioso e cheio de propósito; valor do ingresso é R$ 50 antecipado e R$ 60 na hora (portaria)

11/04/2026 09h05

Cotolengo, localizado na rua Jamil Basmage, número 996, Mata do Jacinto, em Campo Grande

Cotolengo, localizado na rua Jamil Basmage, número 996, Mata do Jacinto, em Campo Grande Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Cotolengo Sul-mato-grossense estará de portas abertas, neste fim de semana, para receber os campo-grandenses com um almoço delicioso e cheio de propósito.

9° Costelão Fogo de Chão, realizado pelo Cotolengo Sul-mato-grossense, ocorrerá às 11h deste domingo (12), na sede da instituição, localizada na rua Jamil Basmage, número 996, Mata do Jacinto, em Campo Grande. O evento também comemorará os 30 anos da instituição.

Missa, em celebração ao aniversário, será realizada momentos antes do almoço, às 9h, também na sede da instituição.

O valor do ingresso é R$ 50 antecipado e R$ 60 na hora (portaria). Pessoas com deficiência (PcD) e acompanhantes não pagam.

Interessados no evento devem entrar em contato com os números (67)99693-1080 ou (67)3358-4848.

A renda arrecadada será revertida para a manutenção dos serviços prestados pela instituição, que cuida de crianças, adolescentes e adultos com paralisia cerebral grave, além de operar uma Residência Inclusiva e um Centro Especializado em Reabilitação (CER) voltado a pessoas com deficiência.

COTOLENGO

A Instituição Cotolengo Sul-Matogrossense foi fundada em 20 de julho de 1996 pela Pequena Obra Divina Providência, congregação religiosa fundada por São Luís Orione.

A sede, de 31.361,70 m², está localizada na rua Jamil Basmage, 996, bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande (MS).

A equipe é composta por médico pediatra, enfermeira, atendentes, psicóloga, assistente social, fonoaudiólogas, fisioterapeutas, nutricionista clínica, pedagogas e terapeuta ocupacional.

A missão é acolher pessoas com necessidades especiais de qualquer idade, gênero, raça e religião. Geralmente, atende crianças, adolescentes e adultos com paralisia cerebral grave e opera uma Residência Inclusiva e um Centro Especializado em Reabilitação (CER) voltado à pessoas com deficiência.

O objetivo é a promoção humana, reabilitação e inclusão social.

Realiza atendimentos nas áreas de: Terapia Ocupacional, Pedagogia, Psicologia, Fisioterapia Motora, Fisioterapia Respiratória, Fonoaudiologia, Serviço Social, Nutrição, Médico e Enfermagem.

Para custear os atendimentos, a instituição promove eventos beneficentes (bazares e o Porco no Rolete) e recebe apoio de empresas privadas, governo de Mato Grosso do Sul, Prefeitura Municipal de Campo Grande e Receita Federal (por meio de repasses do Imposto de Renda direcionado à instituições sociais).

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).