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Mulheres Imperfeitas e as pequenas grandes mentiras que se repetem

Adaptação do livro do mesmo nome, a série transforma um estudo delicado de amizade feminina em um thriller elegante.

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Há um prazer imediato em entrar no universo de The Imperfect Women, a série da Apple TV que caminha para a reta final na próxima semana. O elenco é forte (Kerry Washington, Kate Mara e Elisabeth Moss), o acabamento visual é sofisticado e a narrativa se ancora em um dos dispositivos mais eficazes do
suspense contemporâneo: uma morte, um grupo de mulheres e uma rede de segredos que começa a se desfazer.

É um tipo de história que o streaming aprendeu a fazer muito bem e que o público também aprendeu a decifrar. Talvez por isso a experiência seja dupla. De um lado, funciona. É envolvente, bem conduzida, sustentada por performances que dão peso emocional ao que poderia facilmente escorregar para o clichê. De outro, há uma familiaridade que, para quem devora o gênero, se aproxima da previsibilidade.

O “whodunit” (quem matou?) não me pareceu impossível de identificar, uma vez que os roteiros gostam mais de surpreender do que de construir possibilidades. Dito isso, o “porquê”, demora um pouco mais a ser revelado e é justamente aí que a série encontra sua camada mais interessante.

O ponto de partida vem diretamente do  livro de Araminta Hall, que constrói menos um mistério tradicional e mais uma investigação sobre memória, ressentimento e as fissuras das relações de longa duração. No romance, a morte é um gatilho, mas não o centro. O que importa é como cada personagem reescreve o passado para conseguir viver com ele.

Na adaptação da Apple TV, há um leve deslocamento. A série se aproxima mais do suspense clássico. Organiza melhor as pistas, estrutura o enigma, cria uma progressão mais clara. Isso torna tudo mais acessível, e também um pouco mais previsível. É o preço de transformar ambiguidade em narrativa audiovisual
contínua: o que no livro era dúvida, aqui precisa ganhar forma. Ainda assim, há algo que merece ser destacado.

Em um momento em que o true crime domina o interesse do público, The Imperfect Women aposta em uma história original, ficcional, construída a partir de personagens e não de casos reais.
E isso faz diferença.

Há mais liberdade, mais espaço para trabalhar nuances, mais possibilidade de errar sem o peso ético de reencenar tragédias reais. A recepção crítica tem caminhado nesse equilíbrio. Há elogios consistentes ao elenco e à atmosfera, à maneira como a série constrói tensão emocional antes mesmo de depender do mistério.

Mas também aparece, com frequência, a observação de que a narrativa não escapa completamente das convenções do gênero. Que entrega o suficiente para prender, mas raramente o
suficiente para desestabilizar.

E talvez essa seja a melhor forma de entendê-la. Como um suspense sólido, bem executado, que cumpre o que promete, mas que dificilmente vai surpreender quem já percorreu
esse caminho outras vezes.

A comparação com Big Little Lies é inevitável, e ajuda a esclarecer onde cada uma se posiciona. As duas partem de estruturas semelhantes: mulheres, segredos, uma morte que reorganiza tudo. Mas enquanto Big Little Lies constrói, ao longo do percurso, uma espécie de aliança emocional entre suas personagens, The
Imperfect Women permanece mais fragmentada.

Menos interessada em solidariedade, mais inclinada a explorar as zonas de atrito. Se a série da HBO ainda acreditava na possibilidade de uma verdade compartilhada, aqui o que se impõe é a coexistência de versões. E talvez seja justamente isso que sustenta o interesse até o final. Mesmo quando o “quem” se revela cedo, o “por quê” continua ecoando.

Não como um grande twist, mas como uma pergunta mais incômoda — sobre o que essas mulheres fizeram umas às outras, e sobre o que escolheram esquecer para seguir em frente. No fim, não é uma série que reinventa o gênero.

Mas também não é pouco, hoje, encontrar um suspense que funcione, que tenha boas atuações e que ainda aposte em personagens, em vez de crimes reais, para construir sua tensão.

Pet Correio B+

Pele pode ficar mais ressecada com o frio; veja cuidados com os pets

Para evitar coceiras e piora de dermatites, é necessário diminuir frequência de banhos e usar produtos com fórmulas gentis

14/06/2026 09h00

Pele pode ficar mais ressecada com o frio; veja cuidados com os pets

Pele pode ficar mais ressecada com o frio; veja cuidados com os pets Foto: Divulgação

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O aumento do frio e a proximidade do inverno faz com que quadros de ressecamento, coceira e dermatites apareçam com mais frequência na rotina dos pets, exigindo atenção extra dos tutores. Neste período, banhos frequentes e o uso de produtos inadequados podem comprometer a barreira natural da pele e intensificar desconfortos em cães.

"Durante o inverno, a pele reduz naturalmente a produção de umidade superficial e fica mais suscetível ao ressecamento. Por isso, a recomendação geral é evitar o excesso de banhos, que podem remover lipídios naturais da pele e comprometer a microbiota protetora e a barreira cutânea", explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá, primeira marca de skincare para animais do Brasil.

No caso de animais com subpelo também chamado de pelagem dupla , como os cães das raças spitz alemão, husky e samoieda, os cuidados precisam ser ainda maiores. Conforme o inverno se aproxima, o organismo desses animais tende a aumentar a retenção do subpelo, reduzindo a velocidade da troca para que a pelagem fique mais densa para conservar o calor. 

"Isso faz com que muitos tutores tenham a impressão de que o pelo parou de cair quando, na verdade, a pelagem está sendo mantida para proteção térmica. Neste momento, se houver excesso de banhos ou até mesmo se o ambiente estiver muito seco, os pelos podem ficar mais ressecados", explica Nathália.

Já os cães de pelagem simples, a exemplo do maltês, yorkshire, poodle e shih tzu, possuem pouco ou nenhum subpelo, tendo maior dependência da temperatura ambiental para manter-se aquecidos.

Neles, os pelos costumam crescer mais lentamente, com menor renovação da pelagem, e a pele pode ficar mais ressecada. Portanto, tendem a sofrer mais com os efeitos dos banhos frequentes.

Se o pet apresentar coceira, caspa, pelagem opaca e queda excessiva de pelos, além da piora ou surgimento de dermatites, é um sinal de que a frequência de banhos de imersão está muito alta.

Para manter a saúde da pele e dos pelos no dia a dia, a recomendação é usar um mousse de limpeza a seco após os passeios, assim como aplicar um sérum, que deve ser escolhido junto com um médico-veterinário de acordo com a necessidade de cada pet. 

"O cuidado diário reduz a necessidade dos banhos de imersão, que podem ser realizados com intervalo mínimo de 45 dias no inverno. É importante que o shampoo e demais produtos de uso tópico tenham fórmulas gentis, que respeitem o pH natural da pele. Também é fundamental evitar banhos muito quentes, que podem piorar o ressecamento, e, depois, secar bem, já que a umidade favorece o desenvolvimento de fungos", afirma Nathália.

Além do cuidado tópico, é preciso estar atento se o animal está consumindo a quantidade ideal de água e se alimentando bem, visto que o cuidado deve ser de dentro para fora. Ao mesmo tempo, sinais externos podem indicar algum problema mais sério, como alguma questão gastrointestinal.

"Sempre que surge fora do normal, como queda de pelos excessiva ou fora de época, coceiras e mudanças no comportamento, precisamos investigar a saúde do pet como um todo", alerta a CEO.

Beleza Correio B+

Oito ativos que você precisa analisar antes de comprar um gloss labial

Especialista explica quais componentes ajudam a manter os lábios hidratados, protegidos e saudáveis no dia a dia

13/06/2026 17h00

Oito ativos que você precisa analisar antes de comprar um gloss labial

Oito ativos que você precisa analisar antes de comprar um gloss labial Foto: Divulgação

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Após a pandemia, o mercado de maquiagem passou por uma transformação significativa, impulsionando o crescimento de produtos voltados para os lábios em diferentes formatos, embalagens e fórmulas.

Entre eles, o gloss labial se consolidou como um dos itens mais desejados do segmento de beleza, ganhando espaço não apenas pela estética, mas também pelo apelo de cuidado e tratamento diário.

Muito além do efeito brilhante e volumoso, o gloss passou a incorporar ativos hidratantes e regeneradores, acompanhando uma demanda crescente por produtos multifuncionais. “Atualmente os consumidores procuram produtos que unam beleza e tratamento.

Os lábios são extremamente sensíveis, possuem uma barreira mais fina e poucas glândulas sebáceas e sudoríparas, sofrem com maior exposição ao ambiente e à saliva, o que favorece o ressecamento constante. Por isso, o gloss ideal é aquele que também entrega hidratação e proteção no uso diário”, explica a médica atuante em dermatologia Dra. Isadora Ragognete.

Os lábios são estruturas delicadas que revestem a entrada da boca e, justamente por serem mais vulneráveis às mudanças climáticas, poluição, exposição solar e até ao uso frequente de produtos inadequados, exigem atenção especial na rotina de cuidados.

A doutora reforça que os cuidados com a região devem fazer parte da rotina diária. “Por serem constantemente expostos a diferentes agressões no dia a dia, os lábios precisam de cuidados diários e de ativos que realmente façam diferença tanto a curto quanto a longo prazo”, conclui a médica.

Diante da variedade de fórmulas disponíveis no mercado, a Dra. Isadora listou os oito principais ativos que vale procurar em um gloss labial para manter os lábios mais saudáveis, hidratados e protegidos.

Ácido hialurônico

Conhecido pelo alto poder de hidratação, o ativo ajuda a manter os lábios mais macios e com aspecto volumoso. “Ele atrai água para a região dos lábios, ajudando a reduzir o aspecto ressecado e proporcionando uma aparência mais uniforme e saudável”, explica a Dra. Isadora.

Vitamina E

Com ação antioxidante, ajuda a proteger os lábios contra agressões externas e sinais de ressecamento. “A vitamina E auxilia na proteção da pele contra danos causados por fatores ambientais, além de contribuir para a manutenção da hidratação”, comenta a médica.

Manteiga de karité

Muito utilizada em produtos labiais, promove nutrição intensa e ajuda na recuperação de rachaduras. “É um ativo excelente para quem sofre com lábios sensíveis ou descamando, principalmente em períodos mais frios e secos”, destaca.

Pantenol

Possui ação calmante e regeneradora, ajudando na recuperação da barreira labial  “O pantenol é interessante porque ajuda a aliviar desconfortos e melhora a sensação de maciez logo nas primeiras aplicações”, afirma a Dra.

Óleos vegetais

Óleo de jojoba, coco e rosa mosqueta ajudam a manter a hidratação natural dos lábios. “Os óleos vegetais formam uma barreira protetora que reduz a perda de água e melhora a textura dos lábios ao longo do dia”, explica.

Ceramidas

Importantes para fortalecer a barreira de proteção da pele, evitando ressecamento excessivo. “As ceramidas ajudam a preservar a integridade dos lábios, principalmente em pessoas que têm tendência à sensibilidade”, comenta a médica.

Esqualano

Ativo hidratante leve e confortável, muito utilizado em fórmulas modernas de gloss. “O esqualano oferece hidratação sem deixar sensação pegajosa, trazendo conforto para o uso contínuo”, diz a Dra. Isadora.

FPS na fórmula

A proteção solar também é importante para a saúde labial. “Muitas pessoas esquecem que os lábios também sofrem com os danos da radiação solar. Produtos com FPS ajudam a prevenir ressecamento, manchas e envelhecimento precoce da região”, finaliza.

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