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Conexão RJ/SP B+: Ney Matogrosso - Homem com H volta em cartaz no Teatro Porto em São Paulo

A criação do espetáculo nasceu de uma aproximação direta com Ney Matogrosso. No palco, o camaleônico Ney Matogrosso grande homenageado do musical é interpretado por Renan Mattos.

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O Teatro Porto abre a temporada 2026 com o retorno do musical Ney Matogrosso - Homem com H, visto por mais de 86 mil pessoas na capital paulista. A peça tem temporada estendida e volta ao cartaz a partir de 30 de janeiro de 2026.

Ney Matogrosso - Homem com H tem texto de Marilia Toledo e Emílio Boechat, vencedores do Prêmio Bibi Ferreira por este trabalho. Marilia também divide a direção da peça com Fernanda Chamma, enquanto a direção musical é assinada por Daniel Rocha. 

No palco, o camaleônico Ney Matogrosso — grande homenageado do musical — é interpretado por Renan Mattos (que venceu os prêmios Bibi Ferreira e DID 2022, além de ter sido indicado ao APCA) - que é acompanhado por mais 16 atores e banda ao vivo composta por 6 músicos.

A criação do espetáculo nasceu de uma aproximação direta com Ney Matogrosso. Segundo Marilia Toledo, a montagem surgiu depois que seus sócios, Marcio Fraccaroli e Sandi Adamiu, adquiriram os direitos para um longa-metragem sobre o cantor.

“Eu logo pedi para que eles também adquirissem os direitos para levar a história para o teatro. Tivemos um almoço com o Ney, quando pudemos compartilhar com ele nossa visão sobre esse musical”, revela.

“Ney é um artista único, com uma visão cênica impressionante. Ele cuida de todas as etapas de sua performance. Além da escolha de repertório e banda, pensa no figurino, na iluminação, na direção geral.  E, quando está em cena, transforma-se em diferentes personagens. Ele nunca estudou dança e, quando o assistimos, parece que nasceu sabendo dançar. Mas ele jamais se coreografa. É sempre um movimento livre”, admira-se. 

Já para Renan Mattos é extremamente desafiador interpretar uma figura tão importante para a nossa cultura. “O Ney é um ser camaleônico, tem um lado íntimo reservado, mas ao mesmo tempo é catártico no palco e apresenta um leque de personas a cada música. Cada uma dessas personas tem algo de místico, de misterioso, de selvagem, um ser ‘híbrido’ como definido por muitos, indecifrável. Então eu não me sinto interpretando o Ney e sim pedindo licença e pegando emprestado tudo aquilo que ele transformou na música e na vida das pessoas, todos os caminhos que ele abriu para pessoas e artistas como eu e isso é muito significativo”.

O musical apresenta ao público essa figura tão importante para a nossa cultura, “algo obrigatório para qualquer brasileiro”, como considera Toledo.

“A discografia de Ney Matogrosso passeia pelos compositores mais importantes do nosso país, o que reflete a nossa história. E sua história de vida é extremamente interessante. Ele sempre foi um homem absolutamente autêntico. Experimentou e ousou como nenhum outro artista, enfrentando os militares de peito aberto e nu, literalmente”.

Conexão RJ/SP B+: Ney Matogrosso - Homem com H volta em cartaz no Teatro Porto em São Paulo - Foto: Adriano Dória

A montagem

Ney Matogrosso – Homem com H explora momentos e canções marcantes na trajetória do cantor sem seguir uma ordem cronológica. A história começa em um show do Secos & Molhados, em plena ditadura militar, quando uma pessoa da plateia o xinga de “viado”. Essa cena se funde com momentos da infância e adolescência do artista. E, dessa forma, outros episódios vão se encadeando na cena.

Para contar essa história, Marilia Toledo e Emilio Boechat mergulharam nas três biografias já publicadas sobre Ney Matogrosso, além de matérias jornalísticas, vídeos e o próprio artista. “Com a ajuda do próprio Ney, tentamos ser fiéis aos fatos mais importantes de sua vida privada e profissional, mas com a liberdade lúdica que o teatro pede”, revela a diretora.

Em relação às canções do homenageado, o musical também não segue uma cronologia – exceto naqueles momentos em que a dramaturgia precisa ser mais fiel à realidade. As músicas vão sendo encaixadas no contexto de cada cena e as letras acabam estabelecendo um diálogo interessante com a vida de Ney Matogrosso.  

Quanto à encenação, as diretoras apostam em um ensemble potente, que apoia o protagonista do começo ao fim – e praticamente sem sair de cena. As trocas de figurinos e até maquiagens, inclusive, são feitas na frente do público, brincando com as ideias de oculto e explícito o tempo todo. 

Além da própria trajetória do homenageado, o musical discute um tema cada vez mais relevante para a realidade brasileira: a liberdade. “Principalmente, a liberdade de ser quem se é, a qualquer custo. Ney combateu a ditadura não com palavras, mas com sua atitude cênica, entrando maquiado e praticamente nu no palco e na televisão, na época de maior censura que o país já viveu.

As ambiguidades que ele sempre trouxe para o público foram pauta na década de 70 e permanecem em pauta até os dias de hoje. Ele também sempre foi adepto do amor livre e deixou clara a sua bissexualidade desde o início”, destaca Toledo.

Outro aspecto que tem bastante importância na montagem são os icônicos e provocantes figurinos de Ney Matogrosso. A diretora conta que a figurinista Michelly X fez uma intensa pesquisa dos trajes originais usados pelo artista-camaleão para poder reproduzi-los com bastante fidelidade.

“Para a direção musical, demos total liberdade a Daniel Rocha na concepção musical e sonora. Ele tem uma inteligência profunda na arte de contar histórias por meio de seus arranjos e escolhas de instrumentos e vozes para cada momento da trama”. 

NEY MATOGROSSO – HOMEM COM H
Temporada: De 30 de janeiro a 29 de março de 2026.

Sessões: Sextas e sábados às 20h e domingos às 17h.

Duração do espetáculo: 3 h (com 15 minutos de intervalo)

Obs. Não haverá sessões no feriado de Carnaval.

 

 

 

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Morre Manoel Carlos que eternizou "Helena" em novelas da televisão brasileira

Ele foi um dos escritores de folhetins mais bem sucedidos da tv

11/01/2026 12h00

Crédito: Wikipedia

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Morreu neste sábado (10), aos 92 anos, Manoel Carlos, responsável por novelas clássicas brasileiras como Páginas da Vida, Por Amor, entre outras.

A produtora Boa Palavra, que tem os direitos autorais de Carlos, soltou um comunicado ontem, no qual confirmou a morte:

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, carinhosamente conhecido como Maneco, ocorrido hoje, aos 92 anos”.

Manoel Carlos, nascido em 14 de março de 1933 em São Paulo, começou sua carreira em 1950, no teatro, como ator. Mas já em 1952 lançou sua primeira novela, Helena, na TV Paulista, emissora que mais tarde se tornaria a TV Globo. Também passou pela TV Tupi, Record, Manchete, Band, com novelas, minisséries, direção de programas etc.

Mas foi mesmo com seus folhetins na Globo que Maneco ganhou reconhecimento nacional. Sua primeira novela no canal foi Maria, Maria, em 1978, na faixa das 18h. Em 1980, entrou para o horário das 20h, considerado nobre, e foi coautor de Água Viva ao lado de Gilberto Braga. Foi um grande sucesso para o canal. Outros êxitos históricos surgiram em 1981 e 1982, com Baila Comigo e Sol de Verão, respectivamente.

O bom relacionamento de Maneco com a Globo gerou mais novelas de sucesso como Felicidade (1991 a 1992), Por Amor (1997 a 1998), Laços de Família (2000 a 2001), Mulheres Apaixonadas (2003), Páginas da Vida (2006 a 2007), Viver a Vida (2009-2010) e foi até 2014, com se último folhetim, Em Família.

Manoel Caros também foi muito bem-sucedido em séries e teve alguns hits importantes como a altamente elogiada Malu Mulher, entre 1979 e 1980. Em 2001, escreveu Presença de Anita e em 2009 foi a vez de Maysa: Quando Fala o Coração.

Com suas protagonistas chamadas de Helena, histórias de família e mulheres fortes, Maneco, apesar de ser paulistano, usou muito bem o Rio de Janeiro como cenário e, com tudo isso, deixa uma marca eterna na TV brasileira.

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Saiba onde assistir ao Globo de Ouro; Wagner Moura e 'O Agente Secreto' disputam o prêmio

Confira onde acompanhar a 83ª edição do Globo de Ouro, na noite deste domingo (10), em que o filme O Agente Secreto concorre em três categorias

11/01/2026 08h40

Crédito: Victor Jucá / Divulgação

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Após Fernanda Torres levar o Globo de Ouro como melhor atriz pela interpretação da personagem Eunice Paiva em Ainda Estou Aqui, o cinema brasileiro vive um momento apoteótico. Neste domingo (11), o ator Wagner Moura tem fortes chances de levar o prêmio por O Agente Secreto.

O filme do diretor Kleber Mendonça Filho concorre em três categorias: Melhor Filme de Drama, Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama.

Os principais concorrentes na categoria Melhor Filme de Drama são Frankenstein, Hamnet, It Was Just an Accident, Valor Sentimental e Pecadores.

Na categoria que consagrou Fernanda Torres em 2025, agora Wagner Moura concorre com nomes como Dwayne Johnson, pelo filme Coração de Lutador, e Oscar Isaac, por Frankenstein.

Saiba onde assistir

O filme, que venceu prêmios em Cannes e outros festivais, deu fôlego para a campanha de Wagner Moura, que vem sendo elogiado por diversos atores de Hollywood, como Lupita Nyong’o.

O Globo de Ouro 2026 pode ser assistido ao vivo no Brasil pela TV Globo, Globoplay, TNT e plataformas de streaming associadas. A cerimônia começa às 19h (horário de Mato Grosso do Sul), com a cobertura inicial no tapete vermelho.

Transmissão no Brasil

  • TV aberta: TV Globo transmite a premiação principal.
  • Streaming: Globoplay oferece acesso completo, incluindo tapete vermelho.
  • TV por assinatura: TNT e Space exibem ao vivo para assinantes.

Confira a lista de indicados ao Globo de Ouro 2026

 

Melhor Filme de Drama

  • Frankenstein
  • Hamnet
  • Foi Apenas um Acidente
  • O Agente Secreto
  • Valor Sentimental
  • Pecadores

Melhor Ator em Filme de Drama

  • Joel Edgerton – Sonhos de Trem
  • Oscar Isaac – Frankenstein
  • Dwayne Johnson – Coração de Lutador: The Smashing Machine
  • Michael B. Jordan – Pecadores
  • Wagner Moura – O Agente Secreto
  • Jeremy Allen White – Springsteen: Salve-me do Desconhecido

Melhor Atriz em Filme de Drama

  • Jessie Buckley - Hamnet
  • Jennifer Lawrence - Morra, Amor
  • Renate Reinsve - Valor Sentimental
  • Julia Roberts - Depois da Caçada
  • Tessa Thompson - Hedda
  • Eva Victor - Sorry, Baby
     

Melhor Direção

  • Paul Thomas Anderson – Uma Batalha Após a Outra
  • Ryan Coogler – Pecadores
  • Guillermo del Toro – Frankenstein
  • Jafar Panahi – Foi Apenas um Acidente
  • Joachim Trier – Valor Sentimental
  • Chloé Zhao – Hamnet

Melhor Filme de Comédia ou Musical

  • Blue Moon
  • Bugonia
  • Marty Supreme
  • No Other Choice
  • Nouvelle Vague
  • Uma Batalha Após a Outra

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