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CULTURA

Confira a agenda cultural para o fim de semana

Programação tem desfile de 7 de Setembro e shows

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O fim de semana em Campo Grande está dedicado à música. No sábado, a banda Whisky de Segunda completa 16 anos com um show especial no Blues Bar, a partir das 21h30min. No dia, será lançada a música “Whisky’s Boogie” e haverá a divulgação de novos produtos e a participação de vários músicos durante a apresentação. 

O encerramento será com a banda The Rockfeller. 

O Blues Bar fica na Rua 15 de Novembro, 1.186. O preço dos ingressos é de R$ 15,00. 

No sábado, acontece ainda o Festival Filhos da Terra, com Almir Sater, Chicão Castro e Sampri, e também o Boteco da Valley – Arte e Gastronomia. O festival será realizado no Shopping Bosque dos Ipês e tem valores de ingressos diferenciados. Para clientes que comprarem R$ 300,00 em compras, o ingresso sai a partir de R$ 30,00. Caso o cliente queira apenas adquirir o ingresso, sem as compras, a entrada custa R$ 600,00 e R$ 300,00 (meia-entrada).

Já no domingo é dia de Praça da Bolívia, com uma festa pré-primavera. A programação começa às 9 horas, com Ana Flávia apresentando dança cigana; segue às 10h, com o músico Guilé; às 10h30min, com a dança árabe do estúdio Lisa Lima; às 10h45min, com a Cia de Arte Negus; às 11h, com Renato Mendes & Rick Bergamo; às 11h30min, com Zé Geral; às 12h, com a Cia do Mato e o espetáculo “Tempos Idos”; e às 12h30min, com o Coletivo Chakaruna. O evento também tem feira e produtos artesanais e ocorre na Rua das Garças com a Barão da Torre, no Bairro Santa Fé.

Confira a programação completa:

SEXTA-FEIRA (6)

Quatro anos de Jack
Neste fim de semana, o Bardo e o Banjo farão uma apresentação em celebração aos 4 anos do Jack Music Hall. No evento, também terá show de Guga Borba e Stone Alice Jam, que farão um tributo com uma das vozes mais marcantes do nosso Estado, cantando Pearl Jam, Alice in Chains e Stone Temple Pilots.
Data: hoje, às 19 horas.
Local: Jack Music Hall, na Rua 15 de Novembro, 2.098.
Quanto: R$ 20,00, R$ 30,00 e R$ 40,00. 

Sarau na Rotunda
A Rotunda terá um sarau especial com atrações e microfone aberto para poesias, performances e música. 
Data: hoje, às 18h30min.
Local: Rotunda Bar, na Rua 14 de Julho, 3.731.
Quanto: gratuito.

Morada dos Baís
A banda On the Road apresenta sucessos de rock nesta sexta-feira. 
Data: hoje, às 20h.
Local: Sesc Morada dos Baís, na Avenida Noroeste, 5.140.
Quanto: gratuito.

Clássicos dos anos 1980 e 1990
A banda V12 faz um show com clássicos dos anos 1980 e 1990, no Blues Bar. 
Data: hoje, às 22h. 
Local: Blues Bar, na Rua 15 de Novembro, 1.186. 
Quanto: R$ 20.

Sexta Cultural
Roda de samba com o projeto Sexta Cultural. O evento será realizado no Bar Saideira e terá a participação de Jason DJ. 
Data: hoje, às 19h.
Local: Rua Eva Maria de Jesus, na Comunidade Tia Eva. 
Quanto: R$ 5,00.

SÁBADO (7) 

Feira do Vinil de Campo Grande
A Feira do Vinil de Campo Grande terá uma edição itinerante, na cervejaria Eden Beer, com apresentação dos Djs Chico e Samambaia. O evento é uma oportunidade de aumentar as coleções de vinis, comprando, vendendo e trocando LPs.
Data: neste sábado, às 14h.
Local: Eden Beer Campo Grande, na Avenida Mato Grosso, 68.
Quanto: gratuito.

Tributo a Marisa Monte
O Trio Spirit Soul reúne três artistas em um projeto dedicado a apresentar repertórios de artistas consagrados e sensíveis. No show do dia 7, a cantora Marisa Monte será a homenageada pelo trio. 
Data: neste sábado, às 19h.
Local: Genuíno, na Rua Aporé, 97.
Quanto: R$ 15,00.

Fé na Festa
Uma festa para renovar a fé nos encontros, na cultura e celebrar a vida, esta é a proposta da primeira edição da Fé na Festa, que acontece neste sábado. O evento é organizado pela Urgente Cia. e será realizado na sede da companhia de teatro, que fica na Esplanada Ferroviária. Como atrações musicais, o evento vai contar com a DJ Tamys e o som ao vivo da banda Projeto Kzulo. “A ideia da Fé na Festa é juntar pessoas, iniciativas, artistas locais, para que nesse tempo de tanta intolerância possamos ter a possibilidade de promover encontros”, explica Vitor Samudio, diretor da Urgente Cia.
Data: neste sábado, às 18h.
Local: Rua Dr. Temístocles, 64, na Esplanada Ferroviária. 
Quanto: R$ 10,00.

Reggae da Independência
O evento Reggae da Independência acontece com música de Rockers Sound System e Cana Roots Reggae.
Data: neste sábado, às 22h.
Local: Rua Heitor Laburu, 340, Jardim Itatiaia.
Quanto: R$ 10,00.

Charlie Brown Jr.
A banda Covil Suburbano apresenta um tributo em homenagem à banda Charlie Brown Jr.
Data: neste sábado, às 20h.
Local: Al Capone Music Bar, na Rua Juruena, 301.
Quanto: 1 kg de alimento não perecível. 

Blues
No bar Capim Guiné, o músico Clayton Sales apresenta um repertório dedicado ao blues. 
Data: neste sábado, às 20h.
Local: Bar Capim Guiné, na Rua Antonio Marques, 25.
Quanto: R$ 5,00.  

DOMINGO (8)

Forró de Domingo
A banda Mandacaru faz um show especial de forró neste domingo, no Genuíno. Em modelo sunset, o evento vai receber o professor Nathaniel para um aulão de forró.
Data: neste domingo, às 17h.
Local: Genuíno, na Rua Aporé, 97.
Quanto: R$ 10,00.

Vertentes
O projeto Vertentes, criado pelo Coletivo Campo Grande Música, apresenta o experimentalismo do jazz em sua 6ª edição, trazendo as bandas de Campo Grande Urbem e El Trio, além do cantor Gabriel de Andrade.
Data: neste domingo, às 18h.
Local: Casa de Ensaio, Visconde de Taunay, 203, Amambaí.
Quanto: R$ 30,00. 

Flor de Pequi
O grupo Flor de Pequi faz releituras do repertório consagrado do forró, composto e representado nas vozes de músicos como Dominguinhos, Marinês, Luiz Gonzaga e Chico César, nos quais se encontram gêneros musicais como o baião e o xote. 
Data: neste domingo, às 19h.
Local: Bar Capim Guiné,Rua Antonio Marques, 25.
Quanto: R$ 10,00.

Correio B

Rede de restaurantes volta com pratos clássicos após pedidos nas redes

Campanha é estrelada pela atriz e humorista Dani Calabresa

09/03/2026 13h30

Clássicos voltam ao cardápio no Back to Outback

Clássicos voltam ao cardápio no Back to Outback Divulgação

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Após pedidos frequentes de consumidores nas redes sociais, a rede de restaurantes Outback Steakhouse anunciou o retorno temporário de cinco pratos que já fizeram parte do cardápio da marca no Brasil. A ação, chamada Back to Outback, traz de volta itens considerados clássicos pelos clientes e ficará disponível nas unidades da rede até o dia 10 de maio.

A campanha de divulgação conta com a participação da humorista e apresentadora Dani Calabresa, que aparece em um vídeo reagindo a comentários publicados por consumidores nas redes sociais pedindo o retorno de pratos antigos. O material está sendo veiculado nos canais digitais da empresa.

Segundo a rede, a escolha dos itens foi feita a partir de pesquisas com clientes e da análise de comentários e mensagens recebidas em plataformas digitais e canais de atendimento. A iniciativa busca responder às demandas do público que manifestou interesse na volta de determinadas opções.

Entre os pratos que retornam ao cardápio estão três opções de entrada. Uma delas é a Aussie Beef Quesadillas, preparada com pétalas da tradicional Bloomin’ Onion, tiras de filé-mignon, queijos e tomate. Outra é a Chook’n Dillas, versão da quesadilla recheada com frango temperado, bacon, cogumelos e queijos. Também volta ao menu a Ribs Rocker Crown, uma versão da costela servida em formato de coroa, acompanhada de macarrão com queijo cremoso e coberta com costela desfiada.

Para quem prefere hambúrguer, o cardápio passa a incluir novamente o Catupiry Madness Burger, preparado com hambúrguer de 200 gramas, disco empanado de Catupiry, maionese verde da casa, molho defumado e picles de cebola roxa no pão brioche.

Já entre as sobremesas, retorna o S’mores Outback, composto por base de cookie com gotas de chocolate, brigadeiro, marshmallow gratinado e calda de chocolate, servido quente.

De acordo com a empresa, os itens estão disponíveis em todas as unidades da rede no país por tempo limitado. No entanto, a Ribs Rocker Crown será servida apenas nos restaurantes físicos e não estará disponível para pedidos por delivery.

 

BIOGRAFIA

Livro lançado em Campo Grande fala do legado de Laucídio Coelho

"Um Legado Forjado entre Rios: A História de Laucídio Coelho", escrito por Kenneth Corrêa, reúne memórias familiares, entrevistas inéditas e documentos históricos sobre o empresário que ajudou a moldar Mato Grosso do Sul

09/03/2026 08h30

Montagem / Mariana Piell

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Na sexta-feira, o salão do Hotel Slaviero Prime, em Campo Grande, foi palco de um encontro entre história, memória e identidade sul-mato-grossense.

No local, fundado por um dos mais influentes empresários da região, ocorreu o lançamento do livro “Um Legado Forjado entre Rios: A História de Laucídio Coelho”, escrito pelo bisneto do pecuarista, o autor Kenneth Corrêa.

A escolha do cenário para o lançamento não foi casual. O hotel integra o conjunto de empreendimentos criados por Laucídio Coelho, figura central na formação econômica e social do antigo Mato Grosso e, posteriormente, de Mato Grosso do Sul.

A data também carrega um simbolismo especial: coincidiu com o aniversário de Kenneth e ocorreu justamente no ano em que o patriarca da família completaria 140 anos.

A obra propõe um mergulho na trajetória de um homem que, ao longo do século 20, construiu um império agropecuário, participou da formação de instituições econômicas e deixou marcas profundas no desenvolvimento regional.

Bisneto resgata a história da própria família e de Mato Grosso do Sul em biografia sobre Laucídio Coelho - Foto: Mariana Piell

O livro busca revelar histórias familiares, memórias e testemunhos que ajudam a compreender não apenas a vida de Laucídio, mas também as transformações de uma região que se consolidava como potência agropecuária.

Para Kenneth, o processo de escrita foi também uma jornada pessoal de redescoberta das origens. “O que eu aprendi não foi só sobre a história dele, mas sobre a história da família, que eu considero a minha história, as origens, a ancestralidade, as tradições. Já valeu demais essa jornada”, afirmou.

MEMÓRIAS

Um dos diferenciais da obra é o conjunto de entrevistas realizadas pelo autor com pessoas que conviveram diretamente com Laucídio Coelho. Muitas delas já estão na casa dos 90 anos, e seus relatos ajudam a preservar lembranças que, de outra forma, poderiam se perder com o tempo.

Entre os entrevistados estão antigos funcionários, amigos e familiares do pecuarista. Kenneth citou, por exemplo, depoimentos de pessoas que trabalharam com Laucídio ainda jovens e acompanharam o crescimento de seus negócios.

“Esse livro é inédito em muitas histórias porque eu fiz entrevistas com pessoas incríveis que estão com a gente aqui hoje. O seu Rubem Figueiró, na casa dos 90 anos, a Lacy, que é a caçula do Laucídio, na casa dos 90 anos, e um dos primeiros funcionários dele, Daniel Ávalo, também com cerca de 90 anos”, explicou.

Segundo o autor, essas vozes trazem um retrato mais humano do empresário, revelando aspectos do cotidiano, da liderança e da personalidade do homem que se tornaria conhecido como um dos maiores pecuaristas do País.

“REI DO GADO”

Kenneth Corrêa - Foto: Mariana Piell

Nascido em 1886, Laucídio Coelho cresceu em meio à vida rural e desde cedo se envolveu com a criação de gado. Ao se casar, em 1911, com Lúcia Martins, já tinha um rebanho significativo e iniciou um processo de expansão de suas propriedades.

Com o passar das décadas, consolidou-se como um dos maiores proprietários de terras da região. Suas fazendas chegaram a somar cerca de 1 milhão de hectares no Centro-Oeste brasileiro, dimensão que o colocaria entre os maiores latifundiários do mundo em seu tempo.

Esse crescimento não se deveu apenas à expansão territorial. Laucídio era reconhecido por sua visão empresarial e pela adoção de técnicas consideradas modernas para a época, como o uso de equipamentos agrícolas, formação de pastagens e estratégias logísticas para a condução de boiadas entre diferentes propriedades.

Uma das práticas que se tornaram célebres foi o sistema de fazendas distribuídas ao longo das rotas da boiada. Ao longo do percurso, animais cansados eram substituídos por outros mais fortes, garantindo que o rebanho chegasse ao destino em boas condições.

A estratégia, considerada sofisticada para o período, é frequentemente citada como exemplo de organização logística no campo.

Graças ao tamanho de seu rebanho e à influência econômica que exercia, Laucídio ganhou o apelido que atravessou gerações: “Rei do Gado”.

Uma história curiosa relatada por Kenneth ilustra bem como a fama do pecuarista ultrapassava fronteiras regionais.

Segundo o autor, após a morte de Laucídio, o então presidente da República Emílio Garrastazu Médici teria comentado com um de seus filhos, o político Lúdio Coelho, sobre as lendas que cercavam o tamanho do rebanho da família.

“Dizem que o Médici perguntou para ele: ‘Mas é verdade essa história do seu pai ser o rei do gado? Quantas cabeças de gado ele tinha?’”, contou Kenneth.

Segundo o relato, Lúdio teria respondido que o número girava em torno de 700 mil cabeças de gado, ao que o presidente teria reagido com surpresa: “Isso só de machos, né?”

LEGADO

Além da pecuária, Laucídio Coelho também atuou na criação de instituições e empresas fundamentais para o desenvolvimento regional.

Ele foi um dos responsáveis pela criação do primeiro frigorífico do Estado, o Frima, iniciativa que permitiu que a região deixasse de exportar apenas gado vivo e passasse a comercializar carne processada para grandes centros consumidores.

O empresário também participou da fundação do Banco Financial de Mato Grosso e esteve envolvido na criação de cooperativas e outras iniciativas econômicas. Ao longo das décadas, suas atividades ajudaram a impulsionar setores como a agropecuária, o comércio e os serviços.

Dentro da própria família, seu legado também se estendeu à política. Dois de seus filhos tiveram destaque na vida pública: Italívio Coelho, que atuou como deputado estadual e empresário, e Lúdio Coelho, que foi prefeito de Campo Grande e senador da República.

Segundo Kenneth Corrêa, essa combinação de empreendedorismo, influência política e participação em projetos estruturantes teve papel importante na construção do Estado.

“Se existe hoje um estado chamado Mato Grosso do Sul, é porque ele foi construído em cima de várias fundações. E eu fui descobrindo na pesquisa, nas entrevistas e nos documentos que o Laucídio teve um papel crucial”, afirmou.

IDENTIDADE REGIONAL

Para Kenneth Corrêa, a biografia não conta apenas a história de um empresário bem-sucedido. O objetivo principal é ajudar novas gerações a compreender o processo de formação da região. “Para saber para onde a gente está indo, precisamos saber de onde viemos”, resumiu o autor.

A obra reúne documentos históricos, fotografias de arquivo e relatos inéditos, compondo um mosaico que conecta a trajetória da família Coelho à história econômica e social de Mato Grosso do Sul.

Ao lançar o livro no hotel construído pelo bisavô, Kenneth buscou criar um elo simbólico entre passado e presente. O edifício, que continua em funcionamento no centro de Campo Grande, tornou-se uma espécie de cenário vivo da narrativa apresentada na obra.

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