Correio B

Diálogo

Confira a coluna Diálogo na íntegra, deste sábado e domingo, 30 de setembro e 1º de outubro de

Por Ester Figueiredo ([email protected])

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Cecília Meireles - escritora brasileira

Liberdade é uma palavra que o sonho 
humano alimenta, não há ninguém 
que explique e ninguém que não entenda”.

FELPUDA

Parlamentar resolveu fazer média e apresentou moção de congratulação ao MST – conhecido por invasões de terras no País –, que teria distribuído marmitex para famílias atingidas por temporais. Só que a bajulação era destinada ao movimento no Rio Grande do Sul. A proposta teve dois votos favoráveis, e a maioria dos deputados presentes disse não ao documento “beija mão”, que foi devidamente arquivado. Também, pudera!

De 4 a 6 de outubro, será realizado o 1º Observar Mato Grosso, em Cuiabá, quando estará em discussão a observação da vida silvestre, a conservação do meio ambiente e os impactos que a atividade pode trazer para os animais e seu habitat. Entre os objetivos do evento estão divulgar a riqueza das espécies de aves e outros animais daquele estado, incentivar o aviturismo, a observação de onças-pintadas, primatas, peixes, anfíbios, répteis, borboletas e abelhas nativas, promover a criação de grupos de observadores de aves e incluir as atividades de observação da vida silvestre em terras indígenas e quilombolas, a fim de fomentar a renda nessas comunidades tradicionais. 

O evento terá programação bastante variada, com palestras, mesas redondas, oficinas, exposição ao ar livre com a participação de profissionais que são destaque na fotografia de natureza e vida silvestre. Além disso, estão programados curso e famtour pós-evento para o Pantanal e/ou Chapada dos Guimarães.

 

Mônica e Eduardo Riedel; ela comemorou idade nova no dia 28

 

Ana Reis

Sinais

Foram protagonistas em evento que reuniu prefeitos de todos os matizes em Campo Grande o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o senador Nelson Trad Filho (PSD). 
O primeiro é tido como candidato ao Senado em 2026, enquanto o segundo admite disputar a reeleição para mais oito anos. Ambos não são adversários políticos: em 2018, ainda no PTB, Trad conquistou uma das duas vagas na chapa de Azambuja.

Em dupla?

Vale ressaltar que Trad e Azambuja caminham juntos desde 2014. Na época, o ex-prefeito de Campo Grande disputou o governo pelo MDB, mas perdeu. Porém, no segundo turno, apoiou Azambuja contra Delcídio do Amaral (PT). O tucano ganhou a cadeira mais importante da governadoria. Como em 2026 são duas vagas abertas para o Senado, os dois poderão fazer dobradinha.

Lançamento

No dia 3 de outubro, às 19h30min, no Instituto Histórico e Geográfico de MS, a escritora e poeta Sylvia Cesco lançará o livro “Palavras Pelo Correio”. A obra traz frases, pensamentos, versos e aforismos de 73 escritores e poetas sul-mato-grossenses e conta com incentivo do Fmic, da Sectur e da Prefeitura de Campo Grande.

Aniversariantes

SÁBADO (30/9)
Márcia Raquel Prazeres Miotello Ferrão,
Georgete Daude,
Djanira (Deja) Estevão Correa,
Eliana Izabel Regasso 
de Souza,
Aroldo Romero Cândido,
Ilda Moreno Sosa Ortiz,
Teresinha Prado 
de Albuquerque,
Irone Alves Ribeiro Barbosa,
Jerônimo Fernandes,
Eunicio Marçal Rosa,
Dr. Nélio Stabile,
Edison Yoshito Shinohara,
Maria Helena Ramos Baseggio,
Luiz Roberto da Costa,
Elza de Deus Fossatti,
Jerônimo Jeferson da Silva,
Jorge Tastumi Hada,
Edvaldo Zagatto,
Paulo Roberto Paraguassu,
Dr. Edson Bossay Costa,
Célia Maciel Ferreira,
Carlos Antônio Pettengill Novaes,
Antônio Luiz Paulo,
Selma Marquesi,
Maria Tereza Vendas Galhardo,
Annelise Kudiess Kumpel,
Milena Crestani Neto,
Alfredo Domingos Torres Filho, Francisca Anizia Rocha 
de Sousa,
Illi Moretti Cirqueira,
Geni dos Santos,
Edson Ruiz Albano,
Reginaldo Aparecido Pereira, 
Hélio Yarzon Silva,
Pedro Paulo de Barros Lima,
Nair Lagemann Fedrizzi,
Ivete Maria da Silva Lopes,
Ana Maria Giraldo,
Regina Saravy Ferro,
Elizabeth Zocante,
Francisco Maniçoba,
Cleusa Medeiros Cândia,
Maria Fernanda Marques Soares,
Maria Beatriz Marques Soares,
Arnildo Fell,
Rosa Malagoli,
Gustavo Barbosa Coelho,
Joceli Murad Abrão,
Dalva de Lima Kusano,
Lealson Serra Bella,
Dr. José Roberto Oliva,
Claudete Abrão,
Mário Sérgio Pache Anache,
Walber Luíz Castro Noleto,
Rogério Brustoloni Guimarães,
João Carlos Ramirez,
Salete Teresinha de Luca,
Margareth Medeiros Sanches Cervieri,
Bruno Denari,
Marco Antonio Gehlen,
Lauro Takeo Akiyama,
Elaine Oliveira Oshiro,
Aurea Colenghi Oliveira,
Israel Freitas Simões,
Dr. Ricardo Leão de Souza Zardo,
Maria Aparecida Zanda,
Abadio Queiroz Baird,
Robson Cação Lechuga 
Diniz,
Elaine Dobes Vieira,
Antônio Alves Corrêa,
Ana Martinês Colman,
Roberto Tortul,
Laysa Emy Kamimura,
Juliane dos Reis Lara Ponce Ruiz,
Paulo Nobuo Tanamati,
Ricardo Martinez Froes,
Sandra Cervo Stefanello.

DOMINGO (1/10)
Nerone Maiolino Júnior,
Olga Maria Benevides,
Hyllen Suemi Monteiro Tomari,
Nayara Lummy Arashiro 
de Lima,
José Fernando Bazzoli Sader,
Dr. Antônio Paulo Dorsa Vieira Pontes,
Amilso Alves Quieroz,
Eduardo Harada,
Marcia Gomes da Costa,
Dr. Naércio Cardoso,
Paulo Correa de Oliveira,
Fátima Natalia Sotoma Pavon,
Carlos Alberto Ferreira 
de Miranda,
Genesio Manoel dos Santos,
Francisco Carlos Lopes Oliveira,
Manoel Roberto Ovidio,
Dra. Eloina Brasil Ferreira,
Iraci Barbosa Corrêa,
Mônica Abujamra,
Adriana Junqueira Buainain,
Adrianus Lodevicus Maria Vosters,
Atacino Teixeira Gomes,
Vanildo Gomes Martins,
Graziela Guizzo Couto Vieira,
Elton Fabrício Tofano,
Rodrigo Scardini,
José Ramos Avelino Neto,
Cristiano Tomicha Farias,
José Anezi de Oliveira,
Arlindo de Assis,
Emerson Valle Petzold,
Marta Hoff Araújo,
Adão Verão Parentel,
Max Loosli Junior,
Teresa Kohatsu,
Rodolfo Trelha Jacques 
de Carvalho,
Lisete Amorim de Barros,
Maria Cristina Soares,
Sofia Callejas Oliveira Lima,
Jaiane Aparecida Lopes Rosso,
Wagner Freitas,
Hugues Lemes Borges,
José Lino Benites,
colaborou tatyane gameiro
Nadia Samaniego,
Tereza Katsuco Tomari,
Bruna Colagiovanni Girotto Fernandes,
Paulo André Defante,
Dr. Wilson Coutinho,
Raimundo Rodrigues Nunes Filho,
Dra. Eulália Ribeiro Meloti Brandão,
Fátima Trad Martins,
Maria Aparecida Rezek Albuquerque,
Hélio Coelho Neto,
Sinval Martins Filho,
Waldemiro de Arruda Fortes,
Edmilson Nogueira Escobar,
Sílvia Saffe de Souza Chacha,
Edson Aparecido Bernardinelli Junior,
Dulce Mara Bachega,
Mário Márcio Mesquita,
Lilian Melo Hodgson,
Helder Serem,
Wilson Pereira da Bella,
Dirce Zornitta Rosse,
Artur Yutaka Moriya,
Nildes Maria das Graças Tristão Prieto,
Thays Teixeira Saab,
Flávio Watanabe Yamazaki,
Roque Nunes da Cunha,
Masuo Chumzun,
Roberto Augusto Calliari,
Carlos Eduardo Barneze,
Ana Maria Lima.

Colaborou Tatyane Gameiro

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli

Inspirado em seu livro Elis & Eu, documentário recupera a mãe, amiga e dona de casa além da cantora

23/08/2026 13h30

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli Foto: Reprodução

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É difícil imaginar que ainda exista uma Elis Regina a ser descoberta. Sua voz, seus discos, suas entrevistas, seus encontros históricos e até suas contradições foram revisitados tantas vezes que a impressão é de conhecermos tudo sobre uma das artistas mais importantes da música brasileira.

Elis & Eu parte justamente do que ficou fora desse registro: não tanto a cantora que o Brasil conhece, mas a mulher que existia quando o palco desaparecia.

O documentário, dirigido por André Bushatsky, estreia em 25 de agosto no Universal+ e foi inspirado em Elis e Eu: 11 anos, 6 meses e 19 dias com minha mãe, livro de João Marcello Bôscoli.

A produção combina imagens raras de arquivo, dramatizações e depoimentos de pessoas que atravessaram diferentes momentos da vida de Elis, entre elas Wanderléa, João Bosco e César Camargo Mariano, além de recuperar registros de Rita Lee, Tom Jobim, Milton Nascimento e Ronaldo Bôscoli.

A atriz Lílian Menezes interpreta Elis nas recriações, enquanto Antônio Menqui e Victor Constantino vivem João Marcello em diferentes idades.

É importante, porém, uma distinção que o próprio João Marcello faz questão de estabelecer: ele não realizou o documentário. Bushatsky leu o livro, procurou o autor e decidiu transformar aquelas lembranças em uma obra cinematográfica.

João não participou da elaboração do roteiro, das escolhas de depoimentos ou das decisões artísticas e só assistiu ao filme depois de pronto.

“A minha contribuição foi fazer o livro”, resume em um papo para o Caderno B+. Para ele, essa distância acabou tornando a experiência ainda mais inesperada. Memórias que durante décadas existiram apenas dentro de sua cabeça passaram a ter uma representação visual.

Não existe, por exemplo, registro da mãe encontrando o filho na praia ou do episódio em que, depois de roubar a carteira de Elis, o menino foi expulso de casa e acabou vivendo por algum tempo em uma barraquinha. Ver algo alusivo a essas lembranças transformado em cinema foi, segundo ele, profundamente emocionante.

O filme também acrescentou histórias que nem João Marcello conhecia. Ele cita o depoimento de Wanderléa, que reorganizou lembranças esparsas de sua infância, e relatos ligados a momentos da trajetória musical de Elis que ampliaram sua própria percepção. 

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello BôscoliO produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Ana Claudia Paixão 

É justamente essa soma de olhares que faz o documentário ultrapassar o livro sem tentar substituí-lo.

Mas o que mais interessa a João é aquilo que essa combinação permite revelar sobre a mãe. Elis Regina foi extensamente registrada como artista.

Existem entrevistas, apresentações, fotografias, gravações e relatos suficientes para reconstruir praticamente cada etapa de sua carreira. Dentro de casa, a documentação é muito menor.

E essa diferença importa porque, para João Marcello, a vida doméstica não era uma dimensão separada da artista. Era parte daquilo que alimentava sua criação.

Elis gostava, segundo ele, do termo “dona de casa”. Em determinado período, mesmo tendo condições financeiras para manter ajuda permanente, passou meses cuidando pessoalmente da casa na Serra da Cantareira: lavava roupa, limpava e se envolvia com a rotina doméstica.

Olhando para trás, João interpreta esse movimento não como uma interrupção da carreira, mas quase como um mergulho.

“A artista se alimenta muito da figura como um todo. A Elis é uma figura, é uma mãe, é uma amiga, tem o trabalho dela e tem a face pública. Essa face pública é a mais conhecida”, explica. A oposição entre a grande profissional e a mulher que cuidava da casa, portanto, talvez diga mais sobre a maneira como costumamos olhar para mulheres extraordinárias do que sobre Elis. Para ela, aparentemente, uma dimensão alimentava a outra.

Há ainda uma Elis que João Marcello gostaria particularmente de preservar: a mulher forte sem que força significasse necessariamente dureza.

Ele se lembra de episódios em que a mãe descobriu que amigos enfrentavam dificuldades financeiras e os ajudou sem transformar o gesto em notícia.

Recorda a história contada por Aldir Blanc de que Elis, antes de uma apresentação em um ginásio — quando toda a tensão estaria naturalmente concentrada no espetáculo — ainda encontrou tempo para passar pelo hospital, visitar a mãe do compositor, cantar e rezar com ela.

Já adulto, João ouviu de Lenine outra lembrança: em Recife, Elis reuniu compositores para conversar sobre a importância de protegerem seus direitos.

São histórias pequenas diante da dimensão pública de sua carreira, mas talvez justamente por isso sejam reveladoras. João cresceu em uma casa em que, como ele próprio descreve, “o poder todo estava na mão da Elis”. E o aprendizado que ficou não foi o de associar poder à violência ou à opressão.

A mãe podia ser firme, rígida, organizada, dizer palavrões e desconcertar quem estivesse perto dela, mas também era capaz de gestos de afeto enormes e inesperados. Ele encontrou uma definição especialmente bonita para essa combinação: “uma força quente”.

“Eu senti que você não precisa necessariamente ter força e essa força machucar as pessoas que estão ao lado”, diz. Na infância, aquela potência era tamanha que se transformava também em sensação de proteção.

João conta que, mesmo quando viu Elis sair de casa desacordada no dia de sua morte, sua primeira reação foi acreditar que nada poderia acontecer. “Elis Regina não morre”, pensou. A constatação posterior de que nem aquela força poderia torná-la invulnerável é uma das memórias mais dolorosas que carrega.

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello BôscoliO produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Ana Claudia Paixão 

Talvez seja por isso que, tantos anos depois, a preocupação com a permanência da mãe continue presente. João Marcello admite que uma de suas inquietações sempre foi impedir que Elis fosse esquecida.

O documentário, assim como o livro, é mais uma peça nessa transmissão de memória, agora alcançando também públicos que não viveram sua época.

E ele observa com especial entusiasmo quando artistas de gerações muito posteriores se aproximam de Elis. Na conversa, a recente homenagem da cantora espanhola Rosalía em seu show no Rio de Janeiro é recebida quase com euforia.

Para João, cada artista internacional que menciona ou canta sua mãe representa uma possibilidade de que aquela voz atravesse mais uma fronteira e encontre uma geração diferente.

“A Elis Regina é uma das últimas joias a serem descobertas pelo planeta no campo da música. E será, em algum momento”, afirma.

Depois de tantas Elis — a intérprete revolucionária, a estrela da televisão, a artista politicamente inquieta, a parceira de Tom Jobim, a voz que transformava uma canção assim que começava a cantá-la —, Elis & Eu propõe acrescentar outra sem diminuir nenhuma das anteriores.

A mãe. A amiga. A mulher que escrevia cartas, protegia compositores, lavava a própria casa, cuidava de quem amava e depois subia ao palco. Talvez não seja exatamente uma nova Elis. É a parte dela que o público teve menos oportunidades de conhecer.

Elis & Eu estreia em 25 de agosto, exclusivamente no Universal+, disponível por Prime Video, Claro TV+, Vivo TV, Meli+ e UOL Play.

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 24 e 30 de agosto. Nada como uma boa dose de ousadia e entusiasmo

Sob a regência do Cavaleiro de Paus, você pode se sentir mais carismático, expansivo, impulsivo e até um pouquinho egocêntrico nos próximos dias. E tudo bem!

23/08/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 24 e 30 de agosto. Nada como uma boa dose de ousadia e entusiasmo

A energia do Tarô da semana entre 24 e 30 de agosto. Nada como uma boa dose de ousadia e entusiasmo Foto: Divulgação

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O Cavaleiro de Paus é o grande motor do movimento para a frente no Tarô: a carta da ação ousada, da ambição inquieta e de uma energia que se lança antes mesmo de pensar em todos os detalhes — não por imprudência, mas por uma confiança instintiva no próprio impulso.

Ele não espera pelas condições perfeitas. Entende o próprio ato de avançar como aquilo que torna todo o resto possível, no melhor estilo: “primeiro você começa, depois você melhora.”

O Cavaleiro de Paus é puro ego. Ousado, impetuoso e cheio de autoconfiança, ele invade o centro das atenções como quem nasceu para estar ali, pronto para mostrar ao mundo o seu valor e a grandiosidade de suas ideias. Existe nele um charme sedutor, uma energia selvagem e magnética que torna difícil não se deixar contagiar por sua presença.

E isso pode ser muito divertido! É ótimo ter um Cavaleiro de Paus por perto. Ele anima as festas, movimenta os ambientes e sabe como colocar todo mundo para cima.

Também é estimulante estar perto de alguém com esse grau de confiança: o Cavaleiro de Paus não tem medo de dar o primeiro passo, correr riscos e fazer as coisas acontecerem. Sua coragem pode inspirar os outros a sair da inércia e embarcar em suas aventuras.

Mas, como todo cavaleiro, ele ainda está aprendendo a dominar o próprio poder. Sua energia pode se manifestar de maneira desajeitada, exagerada ou até impulsiva.

É alguém cheio de ideias e com um enorme desejo de agir, mas que nem sempre consegue parar para refletir, observar ou sentir antes de partir para a ação. A energia simplesmente corre solta, muitas vezes mais rápida do que sua capacidade de compreendê-la.

E, claro, ele pode ocupar muito espaço, grandes egos costumam fazer isso. O Cavaleiro de Paus pode ser aquela pessoa que domina os ambientes com sua necessidade de atenção, que fala alto, exige muito e, às vezes, pode soar arrogante.

Ele se afirma com confiança, mas, por trás dessa segurança toda, pode existir uma grande necessidade de reconhecimento e validação para manter a chama acesa.

Ainda assim, essa é uma figura inspiradora, que gosta de liderar e abrir caminhos. Pode ser aquela pessoa do seu círculo de amigos que parece estar sempre vivendo uma aventura, com uma vida movimentada e cheia de histórias, ou alguém cuja presença desperta em você a vontade de estar por perto.

Sua energia é contagiante, seu entusiasmo é difícil de ignorar e seu carisma natural faz com que as pessoas sejam atraídas por ele quase sem perceber.

Na prática, o Cavaleiro de Paus aparece quando uma ação ousada é necessária: lançar um projeto, perseguir uma oportunidade com rapidez e confiança, dar o passo que vem sendo construído há algum tempo, viajar em direção a algo novo.

Ele também pode representar uma pessoa que entra na sua vida trazendo essa energia: carismática, ágil, cheia de convicção e genuinamente empolgante de se ter por perto.

O que diferencia o Cavaleiro de Paus da imprudência é a qualidade do seu fogo: ele é genuíno. Ele não está fingindo confiança. De fato, acredita no caminho que escolheu, mesmo quando o mapa ainda está incompleto. É essa autenticidade que o torna tão cativante para os outros e tão eficaz no mundo.

A sombra que se esconde por trás do Cavaleiro de Paus é a velocidade. Incendiário por natureza, ele tem mais força para começar do que para sustentar, mais talento para acender uma chama do que para mantê-la viva.

Seu impulso é tão intenso que pode fazê-lo partir antes mesmo de saber exatamente onde quer chegar. E isso acontece porque o fogo é o elemento mais difícil de conter: a água pode ser dragada, represada e engarrafada; o ar pode ser bloqueado por uma parede ou expelido pela boca; a terra pode ser moldada com facilidade. Mas o fogo queima...ou se apaga.

A carta pergunta: o fogo está sendo direcionado para algo que realmente merece essa energia? E mais: existe um plano para quando o primeiro impulso começar a diminuir?

Cavaleiro de Paus no Amor e nos Relacionamentos

Se você está em um relacionamento: O Cavaleiro de Paus, em uma leitura amorosa, costuma refletir uma energia de conquista e intensidade que é genuinamente empolgante, mas que pode ter dificuldade para se aprofundar em uma intimidade duradoura.

O fogo é real. A questão é saber se ele consegue desacelerar o suficiente para construir algo que permaneça. A carta também pode falar de um período de paixão e aventura renovadas dentro de um relacionamento — o retorno da faísca, o impulso para viver algo novo e realizar ações ousadas a dois.

Se você está solteiro(a): O Cavaleiro de Paus aparece com frequência quando a atração é forte, rápida e carregada de possibilidades. A conexão tem a qualidade do fogo: intensa, vibrante, calorosa, capaz de consumir.

A carta convida você a aproveitar esse calor, mas também a se perguntar com honestidade se existe substância suficiente por trás de toda essa empolgação para sustentar algo verdadeiro.

Se você passou por uma desilusão amorosa: O Cavaleiro de Paus pode surgir depois de uma perda como o retorno do desejo e do movimento para a frente: a disposição para voltar a se movimentar, buscar, desejar e direcionar o fogo para algo novo.

A carta pede apenas que essa nova direção seja escolhida com um pouco mais de cuidado do que seria se você seguisse apenas o impulso.

Cavaleiro de Paus na Carreira e nas Finanças

Carreira: O Cavaleiro de Paus, em uma leitura profissional, é um forte sinal de ação ousada: o lançamento, a apresentação de uma ideia, a mudança de rota, o movimento que vinha sendo considerado e que agora está pronto para acontecer.

A carta favorece velocidade e confiança em vez de cautela. A oportunidade pode não permanecer disponível indefinidamente, e o Cavaleiro de Paus diz: vá agora, ajuste o caminho enquanto avança. É como diz a expressão: “trocar o pneu com o carro em movimento”.

A carta também pode apontar para um padrão de começar com muita força, mas ter dificuldade para sustentar o ritmo como, por exemplo, projetos iniciados com grande entusiasmo e depois abandonados quando a empolgação inicial desaparece.

A pergunta profissional que esta carta faz é se existe um plano para o percurso, e não apenas para a largada.

Muitas vezes, esta carta surge associada a novas propostas de trabalho, oportunidades que chegam para movimentar a vida profissional e convidar você a sair da zona de conforto. É uma energia de novidade, iniciativa e coragem para apostar em um caminho diferente. Aproveite!

Finanças: No aspecto financeiro, o Cavaleiro de Paus pode indicar decisões impulsivas — gastar ou investir movido pela empolgação, e não pela análise.

O fogo do momento pode fazer uma oportunidade parecer mais sólida do que realmente é. A carta pede pelo menos uma breve pausa para verificar se a direção é de fato segura antes de comprometer recursos com tanta rapidez.

Conselhos para a semana

Faça o movimento. Se você vem se preparando para um lançamento, uma apresentação ou alguma ação ousada, esta carta indica que as condições estão favoráveis o suficiente. Não espere pelo momento perfeito. Mova-se agora. Se jogue!

Confira a direção antes de acelerar. O maior risco do Cavaleiro de Paus é a velocidade sem propósito. Antes de colocar toda a sua energia em movimento, reserve um momento para confirmar a direção.

Não para ficar questionando a decisão indefinidamente, mas apenas para ter certeza de que toda essa força está sendo canalizada para onde você realmente quer chegar.

Reconheça o que você está deixando para trás. Partidas rápidas têm um custo. O Cavaleiro de Paus pode seguir em frente tão depressa que acaba deixando na poeira coisas que mereciam ser encerradas com cuidado.

Antes da próxima arrancada, pergunte a si mesma o que — ou quem — merece um fechamento adequado, em vez de uma saída abrupta.

Encontre uma maneira de manter o fogo aceso. Começar é a parte fácil. Crie uma estrutura, assuma um compromisso ou encontre uma forma de se manter responsável pelo que começou, para que o impulso sobreviva à explosão inicial de entusiasmo.

O Cavaleiro de Paus precisa descobrir como transformar o fogo do começo em uma chama mais constante, capaz de sustentar aquilo que está sendo construído.

Conclusão

Agosto chega ao fim deixando a sensação de que muita coisa mudou de lugar. Foi um mês de viradas e revelações. Depois do eclipse solar do dia 12, a semana termina sob a influência de um poderoso Eclipse Lunar em Peixes, na sexta-feira (28), convidando-nos a olhar para dentro e reconhecer o que precisa ser encerrado.

O Eclipse Lunar em Peixes encontra o impulso do Cavaleiro de Paus: uma combinação que pede desapego, mas também movimento. Primeiro, solte. Depois, avance. Afinal, o fogo do Cavaleiro fica mais potente quando não precisa carregar o peso do passado.

Ação ousada está sendo exigida agora. O Cavaleiro de Paus não fica sentado pensando. Ele age! Ele convida você a romper com a rotina, sair do lugar conhecido e se abrir para o novo. O mundo é vasto, cheio de possibilidades e está esperando para ser vivido e descoberto por você.

Em seus “Quatro Quartetos”, T. S. Eliot escreveu: “Não cessaremos de explorar, e ao final de toda a nossa exploração chegaremos ao ponto de partida e conheceremos esse lugar pela primeira vez.”

Talvez seja esse o convite do Cavaleiro de Paus para esta semana: avançar, experimentar, descobrir novos caminhos e, quem sabe, voltar ao ponto de partida com um novo olhar.

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

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