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Confira as 50 melhores frases do 'cinquentão' Maradona

Confira as 50 melhores frases do 'cinquentão' Maradona

PORTAL TERRA

30/10/2010 - 08h56
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Neste dia 30 de outubro, o futebol comemora os 50 anos de uma de suas mais geniais, carismáticas e controversas figuras da história. Diego Maradona completa meio século, amenizando a tristeza da Argentina que está de luto pela morte de seu ex-presidente, Nestor Kirchner. Sempre polêmico, o ex-jogador teve um último ano atribulado, em que comandou a seleção local na campanha fracassada na Copa do Mundo da África do Sul.

O Mundial viu Maradona desferir suas já tradicionais frases afiadas, hábito que o acompanhou nestes 50 anos. O eterno camisa 10 argentino disparou em sua carreira contra figuras poderosas e importantes do futebol, como cartolas de seu país, dirigentes da Fifa e, um de seus alvos favoritos, Pelé.

Terra selecionou 50 frases para celebrar o aniversário do astro, que retratam sua fantástica trajetória. Confira a seguir:

1. "Eu sabia que Pelé era um Deus como jogador. Agora que eu o conheci, sei que também o é como pessoa" (1979)

2. "O primeiro gol contra a Inglaterra? Foi a mão de Deus" (1986)

3. "Houve apenas um Pelé. Os demais vieram em seguida" (antes do Mundial do México, em 1986)

4. "Jogar sem público é como jogar dentro de um cemitério" (depois de jogar uma partida com portões fechados entre Napoli e Real Madrid, em 1987)

5. "Não sou contra os homossexuais. É bom que eles existam, porque desta maneira deixam mais mulheres livres para os machos de verdade" (1987)

6. "Não concordo com os comunistas que andam de Mercedes Benz e com um Rolex no pulso" (Em referência a César Luis Menotti, 1989)

7. "Nunca imaginei que haveria gente que se alegrasse com a minha tristeza" (1990)

8. "Muitas vezes me dizem 'você é Deus', e eu respondo 'estão equivocados'. Deus é Deus e eu simplesmente sou um jogador de futebol" (1991)

9. "Sinto como se tivessem cortado minhas pernas" (após sua exclusão da Copa do Mundo de 1994 por ter testado positivo no exame antidoping)

10. "Cometi um erro de 1 m, não podem me dar uma culpa de 30 mil km" (após a Copa do Mundo de 1994)

11. "Julio Grondona não consegue nem pegar uma tartaruga manca" (em crítica ao presidente da Federação Argentina, 1995)

12. "A rinoscopia, o cabelo curto.... Um dia os jogadores da seleção vão coçar o 'saco' e Daniel Passarella vai mandar cortá-los" (1995)

13. "O futebol deveria ser comandando pelos jogadores. Os dirigentes somente desejam roubar o dinheiro dos clubes e sair nas fotos" (1995)

14. "Para todo mundo, fui um drogado, sou um drogado e serei um drogado" (1996)

15. "Se vou o banco é para tirar dinheiro, fera" (quando consultado se seria reserva em uma partida, 1996)

16. "Com a cocaína não existo. Sou como Oscar Ruggeri que não sabe fazer duas embaixadinhas. A droga te deixa rígido" (1996)

17. "Eu queria ir aos Estados Unidos, mas o 'idiota' do Clinton não me deixa entrar" (1996)

18. "Eu tenho uma vantagem sobre os políticos. Eles são públicos, eu sou popular" (1996)

19. "Pelé é um escravo. Vendeu seu coração para a Fifa. E depois, quando a Fifa o chuta, ele quer fazer amizade com nós, os jogadores. Sai para lá, não tem negro que não desbota, cara" (1997)

20. "Pelé estreou com um garoto" (1997)

21. "Os dirigentes do Boca são mais falsos que um dólar azul claro" (1997)

22. "Os que achavam que eu estava morto, que se f..." (1997)

23. "É evidente que tenho linha direta com o Barba (Deus)" (1997)

24. "Blatter me quer como um filho. Sim... como um filho da p..." (1998)

25. "Mil desculpas para os ingleses, de verdade, mas voltaria a fazer mais mil vezes. Eu roubei a bilheteria sem que se dessem conta, sem que piscassem" (1998)

26. "Oscar Ruggeri bebe o leite do gato" (sobre a fama de traidor do amigo Oscar Ruggeri, 1998)

27. "Se minhas filhas chorarem duas ou três vezes por causa de seus namorados, eles vão sofrer um acidente" 1998)

28. "Passe o que passe, comande quem comande, todo mundo sabe que a camisa 10 da seleção será minha.... para sempre" (1998)

29. "Minhas filhas legítimas são Dalma e Gianina. Os outros são filhos do dinheiro ou do erro" (1999)

30. "Se alguém pensa que o estou criticando ou falando demais em meu livro, que me procure lá em casa e eu pego o meu taco de beisebol" (após o lançamento de sua autobiografia "Yo soy el Diego de la gente", 2000)

31. "A página de João Havelange na Internet se chamaria 'ladrao.com'" (2000)

32. "Me drogo, mas não vendo cocaína. Como narcotraficante, morro de fome" (2000)

33. "Ganhar do River é como se sua mãe venha te despertar com um beijo de manhã" (2000)

34. "Quando abracei Pelé em Roma, quase lhe pergunto o que sentia por ter ficado em segundo, mas poderia ter sido para o quilombo" (após a premiação da Fifa por ter sido eleito "Jogador do século" pelo voto do público, 2000)

35. "Chegar à área e não poder chutar ao gol é como dançar com sua irmã" (2001)

36. "Coppola (Guillermo, seu ex-empresário) é muito vivo. Fuma debaixo d'água" (2001)

37. "Não tenham medo de Bin Laden, os ianques o inventaram para combater os russos" (2002)

38. "Bush é um assassino. Prefiro ser amigo de Fidel Castro" (2003)

39. "Eu cresci em um bairro privado. Privado de água, de luz e de telefone" (2004)

40. "Na clínica existe um que acha que é Robson Crusoé e não acreditam que sou Maradona" (2004)

41. "Messi às vezes joga para Messi. Mas esquece de seus companheiros. Muitas vezes se converte em 'Deportivo Messi' porque joga para ele" (2008)

42. "Aos que não acreditaram em mim, que chupem, e sigam chupando" (2009)

43. "Eu joguei e vi grandes jogadores na minha vida, mas como Messi, nunca. Ele está além de todos. Não se pode comparar com ninguém" (2010)

44. "Se vencermos a Copa do Mundo, correrei pelado ao redor do obelisco" (2010)

45. "Quem disse que Demichelis está mal? Quem disse isso é Andrea Bocelli. Ele está arrebentando. É um grande zagueiro" (2010)

46. "Se Deus quiser, nos vemos na final. E Deus vai querer" (2010)

47. "O Pelé tem que voltar para o museu. E sobre o Platini, como todo francês, ele se acha mais que todo mundo. Nunca me importei com ele e não vou me importar agora" (2010)

48. "Você está querendo me provocar? Não f... comigo! Ninguém pode estar feliz com este resultado. O argentino vive o futebol como ninguém e não dá para estar satisfeito depois de ser derrotado por 4 a 0" (após a derrota para a Alemanha nas quartas de final da Copa do Mundo, 2010)

49. "É o dia mais duro da minha vida. Sinto como se tivesse levado um soco de Muhammad Ali. Não tenho mais forças para nada" (2010)

50. "Não há como negar que meu ciclo terminou. Fiz tudo que tinha de ser feito. Agora, quero desfrutar minha vida com minha família" (após a saída do comando da seleção argentina, 2010)

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli

Inspirado em seu livro Elis & Eu, documentário recupera a mãe, amiga e dona de casa além da cantora

23/08/2026 13h30

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli Foto: Reprodução

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É difícil imaginar que ainda exista uma Elis Regina a ser descoberta. Sua voz, seus discos, suas entrevistas, seus encontros históricos e até suas contradições foram revisitados tantas vezes que a impressão é de conhecermos tudo sobre uma das artistas mais importantes da música brasileira.

Elis & Eu parte justamente do que ficou fora desse registro: não tanto a cantora que o Brasil conhece, mas a mulher que existia quando o palco desaparecia.

O documentário, dirigido por André Bushatsky, estreia em 25 de agosto no Universal+ e foi inspirado em Elis e Eu: 11 anos, 6 meses e 19 dias com minha mãe, livro de João Marcello Bôscoli.

A produção combina imagens raras de arquivo, dramatizações e depoimentos de pessoas que atravessaram diferentes momentos da vida de Elis, entre elas Wanderléa, João Bosco e César Camargo Mariano, além de recuperar registros de Rita Lee, Tom Jobim, Milton Nascimento e Ronaldo Bôscoli.

A atriz Lílian Menezes interpreta Elis nas recriações, enquanto Antônio Menqui e Victor Constantino vivem João Marcello em diferentes idades.

É importante, porém, uma distinção que o próprio João Marcello faz questão de estabelecer: ele não realizou o documentário. Bushatsky leu o livro, procurou o autor e decidiu transformar aquelas lembranças em uma obra cinematográfica.

João não participou da elaboração do roteiro, das escolhas de depoimentos ou das decisões artísticas e só assistiu ao filme depois de pronto.

“A minha contribuição foi fazer o livro”, resume em um papo para o Caderno B+. Para ele, essa distância acabou tornando a experiência ainda mais inesperada. Memórias que durante décadas existiram apenas dentro de sua cabeça passaram a ter uma representação visual.

Não existe, por exemplo, registro da mãe encontrando o filho na praia ou do episódio em que, depois de roubar a carteira de Elis, o menino foi expulso de casa e acabou vivendo por algum tempo em uma barraquinha. Ver algo alusivo a essas lembranças transformado em cinema foi, segundo ele, profundamente emocionante.

O filme também acrescentou histórias que nem João Marcello conhecia. Ele cita o depoimento de Wanderléa, que reorganizou lembranças esparsas de sua infância, e relatos ligados a momentos da trajetória musical de Elis que ampliaram sua própria percepção. 

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello BôscoliO produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Ana Claudia Paixão 

É justamente essa soma de olhares que faz o documentário ultrapassar o livro sem tentar substituí-lo.

Mas o que mais interessa a João é aquilo que essa combinação permite revelar sobre a mãe. Elis Regina foi extensamente registrada como artista.

Existem entrevistas, apresentações, fotografias, gravações e relatos suficientes para reconstruir praticamente cada etapa de sua carreira. Dentro de casa, a documentação é muito menor.

E essa diferença importa porque, para João Marcello, a vida doméstica não era uma dimensão separada da artista. Era parte daquilo que alimentava sua criação.

Elis gostava, segundo ele, do termo “dona de casa”. Em determinado período, mesmo tendo condições financeiras para manter ajuda permanente, passou meses cuidando pessoalmente da casa na Serra da Cantareira: lavava roupa, limpava e se envolvia com a rotina doméstica.

Olhando para trás, João interpreta esse movimento não como uma interrupção da carreira, mas quase como um mergulho.

“A artista se alimenta muito da figura como um todo. A Elis é uma figura, é uma mãe, é uma amiga, tem o trabalho dela e tem a face pública. Essa face pública é a mais conhecida”, explica. A oposição entre a grande profissional e a mulher que cuidava da casa, portanto, talvez diga mais sobre a maneira como costumamos olhar para mulheres extraordinárias do que sobre Elis. Para ela, aparentemente, uma dimensão alimentava a outra.

Há ainda uma Elis que João Marcello gostaria particularmente de preservar: a mulher forte sem que força significasse necessariamente dureza.

Ele se lembra de episódios em que a mãe descobriu que amigos enfrentavam dificuldades financeiras e os ajudou sem transformar o gesto em notícia.

Recorda a história contada por Aldir Blanc de que Elis, antes de uma apresentação em um ginásio — quando toda a tensão estaria naturalmente concentrada no espetáculo — ainda encontrou tempo para passar pelo hospital, visitar a mãe do compositor, cantar e rezar com ela.

Já adulto, João ouviu de Lenine outra lembrança: em Recife, Elis reuniu compositores para conversar sobre a importância de protegerem seus direitos.

São histórias pequenas diante da dimensão pública de sua carreira, mas talvez justamente por isso sejam reveladoras. João cresceu em uma casa em que, como ele próprio descreve, “o poder todo estava na mão da Elis”. E o aprendizado que ficou não foi o de associar poder à violência ou à opressão.

A mãe podia ser firme, rígida, organizada, dizer palavrões e desconcertar quem estivesse perto dela, mas também era capaz de gestos de afeto enormes e inesperados. Ele encontrou uma definição especialmente bonita para essa combinação: “uma força quente”.

“Eu senti que você não precisa necessariamente ter força e essa força machucar as pessoas que estão ao lado”, diz. Na infância, aquela potência era tamanha que se transformava também em sensação de proteção.

João conta que, mesmo quando viu Elis sair de casa desacordada no dia de sua morte, sua primeira reação foi acreditar que nada poderia acontecer. “Elis Regina não morre”, pensou. A constatação posterior de que nem aquela força poderia torná-la invulnerável é uma das memórias mais dolorosas que carrega.

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello BôscoliO produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Ana Claudia Paixão 

Talvez seja por isso que, tantos anos depois, a preocupação com a permanência da mãe continue presente. João Marcello admite que uma de suas inquietações sempre foi impedir que Elis fosse esquecida.

O documentário, assim como o livro, é mais uma peça nessa transmissão de memória, agora alcançando também públicos que não viveram sua época.

E ele observa com especial entusiasmo quando artistas de gerações muito posteriores se aproximam de Elis. Na conversa, a recente homenagem da cantora espanhola Rosalía em seu show no Rio de Janeiro é recebida quase com euforia.

Para João, cada artista internacional que menciona ou canta sua mãe representa uma possibilidade de que aquela voz atravesse mais uma fronteira e encontre uma geração diferente.

“A Elis Regina é uma das últimas joias a serem descobertas pelo planeta no campo da música. E será, em algum momento”, afirma.

Depois de tantas Elis — a intérprete revolucionária, a estrela da televisão, a artista politicamente inquieta, a parceira de Tom Jobim, a voz que transformava uma canção assim que começava a cantá-la —, Elis & Eu propõe acrescentar outra sem diminuir nenhuma das anteriores.

A mãe. A amiga. A mulher que escrevia cartas, protegia compositores, lavava a própria casa, cuidava de quem amava e depois subia ao palco. Talvez não seja exatamente uma nova Elis. É a parte dela que o público teve menos oportunidades de conhecer.

Elis & Eu estreia em 25 de agosto, exclusivamente no Universal+, disponível por Prime Video, Claro TV+, Vivo TV, Meli+ e UOL Play.

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 24 e 30 de agosto. Nada como uma boa dose de ousadia e entusiasmo

Sob a regência do Cavaleiro de Paus, você pode se sentir mais carismático, expansivo, impulsivo e até um pouquinho egocêntrico nos próximos dias. E tudo bem!

23/08/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 24 e 30 de agosto. Nada como uma boa dose de ousadia e entusiasmo

A energia do Tarô da semana entre 24 e 30 de agosto. Nada como uma boa dose de ousadia e entusiasmo Foto: Divulgação

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O Cavaleiro de Paus é o grande motor do movimento para a frente no Tarô: a carta da ação ousada, da ambição inquieta e de uma energia que se lança antes mesmo de pensar em todos os detalhes — não por imprudência, mas por uma confiança instintiva no próprio impulso.

Ele não espera pelas condições perfeitas. Entende o próprio ato de avançar como aquilo que torna todo o resto possível, no melhor estilo: “primeiro você começa, depois você melhora.”

O Cavaleiro de Paus é puro ego. Ousado, impetuoso e cheio de autoconfiança, ele invade o centro das atenções como quem nasceu para estar ali, pronto para mostrar ao mundo o seu valor e a grandiosidade de suas ideias. Existe nele um charme sedutor, uma energia selvagem e magnética que torna difícil não se deixar contagiar por sua presença.

E isso pode ser muito divertido! É ótimo ter um Cavaleiro de Paus por perto. Ele anima as festas, movimenta os ambientes e sabe como colocar todo mundo para cima.

Também é estimulante estar perto de alguém com esse grau de confiança: o Cavaleiro de Paus não tem medo de dar o primeiro passo, correr riscos e fazer as coisas acontecerem. Sua coragem pode inspirar os outros a sair da inércia e embarcar em suas aventuras.

Mas, como todo cavaleiro, ele ainda está aprendendo a dominar o próprio poder. Sua energia pode se manifestar de maneira desajeitada, exagerada ou até impulsiva.

É alguém cheio de ideias e com um enorme desejo de agir, mas que nem sempre consegue parar para refletir, observar ou sentir antes de partir para a ação. A energia simplesmente corre solta, muitas vezes mais rápida do que sua capacidade de compreendê-la.

E, claro, ele pode ocupar muito espaço, grandes egos costumam fazer isso. O Cavaleiro de Paus pode ser aquela pessoa que domina os ambientes com sua necessidade de atenção, que fala alto, exige muito e, às vezes, pode soar arrogante.

Ele se afirma com confiança, mas, por trás dessa segurança toda, pode existir uma grande necessidade de reconhecimento e validação para manter a chama acesa.

Ainda assim, essa é uma figura inspiradora, que gosta de liderar e abrir caminhos. Pode ser aquela pessoa do seu círculo de amigos que parece estar sempre vivendo uma aventura, com uma vida movimentada e cheia de histórias, ou alguém cuja presença desperta em você a vontade de estar por perto.

Sua energia é contagiante, seu entusiasmo é difícil de ignorar e seu carisma natural faz com que as pessoas sejam atraídas por ele quase sem perceber.

Na prática, o Cavaleiro de Paus aparece quando uma ação ousada é necessária: lançar um projeto, perseguir uma oportunidade com rapidez e confiança, dar o passo que vem sendo construído há algum tempo, viajar em direção a algo novo.

Ele também pode representar uma pessoa que entra na sua vida trazendo essa energia: carismática, ágil, cheia de convicção e genuinamente empolgante de se ter por perto.

O que diferencia o Cavaleiro de Paus da imprudência é a qualidade do seu fogo: ele é genuíno. Ele não está fingindo confiança. De fato, acredita no caminho que escolheu, mesmo quando o mapa ainda está incompleto. É essa autenticidade que o torna tão cativante para os outros e tão eficaz no mundo.

A sombra que se esconde por trás do Cavaleiro de Paus é a velocidade. Incendiário por natureza, ele tem mais força para começar do que para sustentar, mais talento para acender uma chama do que para mantê-la viva.

Seu impulso é tão intenso que pode fazê-lo partir antes mesmo de saber exatamente onde quer chegar. E isso acontece porque o fogo é o elemento mais difícil de conter: a água pode ser dragada, represada e engarrafada; o ar pode ser bloqueado por uma parede ou expelido pela boca; a terra pode ser moldada com facilidade. Mas o fogo queima...ou se apaga.

A carta pergunta: o fogo está sendo direcionado para algo que realmente merece essa energia? E mais: existe um plano para quando o primeiro impulso começar a diminuir?

Cavaleiro de Paus no Amor e nos Relacionamentos

Se você está em um relacionamento: O Cavaleiro de Paus, em uma leitura amorosa, costuma refletir uma energia de conquista e intensidade que é genuinamente empolgante, mas que pode ter dificuldade para se aprofundar em uma intimidade duradoura.

O fogo é real. A questão é saber se ele consegue desacelerar o suficiente para construir algo que permaneça. A carta também pode falar de um período de paixão e aventura renovadas dentro de um relacionamento — o retorno da faísca, o impulso para viver algo novo e realizar ações ousadas a dois.

Se você está solteiro(a): O Cavaleiro de Paus aparece com frequência quando a atração é forte, rápida e carregada de possibilidades. A conexão tem a qualidade do fogo: intensa, vibrante, calorosa, capaz de consumir.

A carta convida você a aproveitar esse calor, mas também a se perguntar com honestidade se existe substância suficiente por trás de toda essa empolgação para sustentar algo verdadeiro.

Se você passou por uma desilusão amorosa: O Cavaleiro de Paus pode surgir depois de uma perda como o retorno do desejo e do movimento para a frente: a disposição para voltar a se movimentar, buscar, desejar e direcionar o fogo para algo novo.

A carta pede apenas que essa nova direção seja escolhida com um pouco mais de cuidado do que seria se você seguisse apenas o impulso.

Cavaleiro de Paus na Carreira e nas Finanças

Carreira: O Cavaleiro de Paus, em uma leitura profissional, é um forte sinal de ação ousada: o lançamento, a apresentação de uma ideia, a mudança de rota, o movimento que vinha sendo considerado e que agora está pronto para acontecer.

A carta favorece velocidade e confiança em vez de cautela. A oportunidade pode não permanecer disponível indefinidamente, e o Cavaleiro de Paus diz: vá agora, ajuste o caminho enquanto avança. É como diz a expressão: “trocar o pneu com o carro em movimento”.

A carta também pode apontar para um padrão de começar com muita força, mas ter dificuldade para sustentar o ritmo como, por exemplo, projetos iniciados com grande entusiasmo e depois abandonados quando a empolgação inicial desaparece.

A pergunta profissional que esta carta faz é se existe um plano para o percurso, e não apenas para a largada.

Muitas vezes, esta carta surge associada a novas propostas de trabalho, oportunidades que chegam para movimentar a vida profissional e convidar você a sair da zona de conforto. É uma energia de novidade, iniciativa e coragem para apostar em um caminho diferente. Aproveite!

Finanças: No aspecto financeiro, o Cavaleiro de Paus pode indicar decisões impulsivas — gastar ou investir movido pela empolgação, e não pela análise.

O fogo do momento pode fazer uma oportunidade parecer mais sólida do que realmente é. A carta pede pelo menos uma breve pausa para verificar se a direção é de fato segura antes de comprometer recursos com tanta rapidez.

Conselhos para a semana

Faça o movimento. Se você vem se preparando para um lançamento, uma apresentação ou alguma ação ousada, esta carta indica que as condições estão favoráveis o suficiente. Não espere pelo momento perfeito. Mova-se agora. Se jogue!

Confira a direção antes de acelerar. O maior risco do Cavaleiro de Paus é a velocidade sem propósito. Antes de colocar toda a sua energia em movimento, reserve um momento para confirmar a direção.

Não para ficar questionando a decisão indefinidamente, mas apenas para ter certeza de que toda essa força está sendo canalizada para onde você realmente quer chegar.

Reconheça o que você está deixando para trás. Partidas rápidas têm um custo. O Cavaleiro de Paus pode seguir em frente tão depressa que acaba deixando na poeira coisas que mereciam ser encerradas com cuidado.

Antes da próxima arrancada, pergunte a si mesma o que — ou quem — merece um fechamento adequado, em vez de uma saída abrupta.

Encontre uma maneira de manter o fogo aceso. Começar é a parte fácil. Crie uma estrutura, assuma um compromisso ou encontre uma forma de se manter responsável pelo que começou, para que o impulso sobreviva à explosão inicial de entusiasmo.

O Cavaleiro de Paus precisa descobrir como transformar o fogo do começo em uma chama mais constante, capaz de sustentar aquilo que está sendo construído.

Conclusão

Agosto chega ao fim deixando a sensação de que muita coisa mudou de lugar. Foi um mês de viradas e revelações. Depois do eclipse solar do dia 12, a semana termina sob a influência de um poderoso Eclipse Lunar em Peixes, na sexta-feira (28), convidando-nos a olhar para dentro e reconhecer o que precisa ser encerrado.

O Eclipse Lunar em Peixes encontra o impulso do Cavaleiro de Paus: uma combinação que pede desapego, mas também movimento. Primeiro, solte. Depois, avance. Afinal, o fogo do Cavaleiro fica mais potente quando não precisa carregar o peso do passado.

Ação ousada está sendo exigida agora. O Cavaleiro de Paus não fica sentado pensando. Ele age! Ele convida você a romper com a rotina, sair do lugar conhecido e se abrir para o novo. O mundo é vasto, cheio de possibilidades e está esperando para ser vivido e descoberto por você.

Em seus “Quatro Quartetos”, T. S. Eliot escreveu: “Não cessaremos de explorar, e ao final de toda a nossa exploração chegaremos ao ponto de partida e conheceremos esse lugar pela primeira vez.”

Talvez seja esse o convite do Cavaleiro de Paus para esta semana: avançar, experimentar, descobrir novos caminhos e, quem sabe, voltar ao ponto de partida com um novo olhar.

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

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