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Convivência

Confira dicas para se conectar melhor com crianças e adolescentes durante as férias

Especialista aponta que diálogo aberto e planejamento conjunto de atividades podem contribuir para redução de conflitos e acidentes durante a convivência doméstica ou nos programas de lazer

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A convivência familiar entre pais e filhos aumenta no período de férias escolares, representando uma oportunidade para o fortalecimento de laços, mas também um desafio para o planejamento de atividades e da boa convivência.

O aumento do convívio e a quebra da rotina podem elevar o nível de estresse e o atrito entre pais e filhos, muitas vezes intensificados pela pressão por proporcionar lazer e pela sobrecarga de responsabilidades.

É fundamental que mesmo durante o descanso seja mantida uma rotina. Ainda que haja um pouco mais de flexibilidade, é importante estabelecer horários de sono e de descanso, refeições balanceadas e atividades diversas sem uso de telas.

Isso auxilia no bem-estar e no desenvolvimento saudável. Além de beneficiar a saúde de modo geral, acordos preestabelecidos, ainda que mais flexíveis, facilitam o retorno às atividades escolares no início do ano letivo.

“Durante o período de férias, é fundamental preservar uma rotina que contemple momentos de lazer, mas também horários regulares. A manutenção de horários para dormir e acordar contribui para a preservação do ritmo biológico das crianças, refletindo diretamente em seu desenvolvimento físico, mental e emocional. Além disso, envolver os filhos em algumas decisões, como a definição da programação das atividades, pode favorecer o sentimento de participação e reduzir situações de frustração”, afirma a pedagoga Leia de Almeida.

Leia é doutora em Educação e uma das gerentes de uma rede de ensino que atua em 25 dos 26 estados brasileiros e também no Distrito Federal. Ela destaca que a comunicação e o planejamento participativo são essenciais para mitigar o risco de conflitos.

Confira algumas dicas para conseguir um período de descanso seguro e harmonioso.

SENSIBILIDADE

Este período pode gerar o aumento dos conflitos familiares, muitas vezes intensificados pela sobrecarga de responsabilidades e pela pressão por proporcionar lazer. Uma pesquisa de 2023, realizada pela rede de coworking IWG, revelou que 62% dos pais consideram estressante conciliar trabalho e cuidados com os filhos nas férias escolares.

Consequentemente, mais da metade usa suas folgas anuais para cumprir essas responsabilidades pessoais, enquanto apenas 10% aproveitam integralmente seus dias de férias nesse período.

Uma alternativa é recorrer às colônias de férias, contar com o apoio da rede familiar ou, ainda, organizar um rodízio entre os pais da escola para acompanhar as crianças.

Eles costumam querer visitar os amigos e se envolver com eles em atividades diferentes. Estimular isso, pode ampliar o vínculo que ajudará no retorno depois.

Leia explica que, muitas vezes, pelo aumento do convívio familiar com os filhos, algumas preocupações já existentes com certos comportamentos, tais como birras, agressividade, apatia, isolamento, rebeldia ou problemas relacionados ao sono e à alimentação acabam se acentuando, o que pode gerar conflitos.

“É importante desenvolver ainda mais a sensibilidade para buscar compreender as causas e os motivos disso estar acontecendo. A escuta atenta, o diálogo é sempre a melhor alternativa. Busque se conectar com a criança, com o adolescente, com seu filho ou sua filha. Desligue-se também das suas telas por algum momento e olhe no olho deles e delas, explique o motivo de suas preocupações ou curiosidades com afeto e empatia”, recomenda.

PROGRAMAÇÃO

A programação deve ser leve e variada. É importante limitar o tempo de uso de telas pelas crianças e adolescentes durante as férias escolares.

O aumento do uso de dispositivos eletrônicos é comum nesse período, mas o excesso pode afetar negativamente o sono, a concentração e a interação social. Uma sugestão é estabelecer horários específicos para o uso da tecnologia, equilibrando-os com brincadeiras e atividades físicas.

Além disso, uma programação leve e variada pode estimular o aprendizado e o desenvolvimento dos jovens. Opções como passeios ao ar livre, visitas a museus ou bibliotecas, oficinas artísticas e jogos educativos em família são mais que bem-vindas.

Ferias em família 2Foto: Divulgação

“São momentos importantes para formação das crianças e dos adolescentes. Não só fortalecem os laços afetivos, mas também criam memórias duradouras”, diz a educadora.

PLANEJAR

É importante envolver todos os integrantes no planejamento. Que tal fazer algo diferente da rotina? Atividades como passar o dia em um familiar, viajar, conhecer um lugar novo ou encontrar os amigos podem envolver todos os participantes.

Foto: Divulgação

É fundamental que todos compartilhem seus desejos e expectativas, seja para atividades em grupo, novas aventuras ou experiências gastronômicas. Da mesma forma, é crucial estabelecer limites claros e horários de sono e refeições.

“Uma comunicação familiar aberta, envolvendo crianças e adolescentes nas decisões sobre viagens ou rotinas, pode aumentar a autonomia dos membros e diminuir a chance de frustrações”, observa Leia.

SEGURANÇA E PROTEÇÃO

Promover ambientes seguros e protetivos também deve fazer parte dos cuidados para este período. O recesso escolar costuma trazer um aumento significativo nos riscos para as crianças. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), durante as férias, há um crescimento de até 25% nos acidentes envolvendo esse público, sendo a maioria dentro de casa.

As ocorrências mais comuns incluem quedas, afogamentos, queimaduras e intoxicações. Para reduzir esses riscos, é essencial que haja uma conversa objetiva com as crianças sobre os perigos e que a vigilância seja constante por parte de um adulto responsável.

Entre as recomendações estão: nunca deixar crianças sozinhas em ambientes aquáticos; manter medicamentos e produtos de limpeza em suas embalagens originais, guardados em locais altos e trancados, fora do alcance infantil; e garantir o uso de equipamentos de proteção individual – como capacete, joelheiras e cotoveleiras – em atividades com skate ou bicicleta.

Além da prevenção de acidentes, promover ambientes seguros e protetivos também significa cuidar das relações sociais das crianças. É importante que estejam sempre acompanhadas por pessoas confiáveis, evitando situações de constrangimento ou exposição a riscos emocionais.

A atenção dos adultos deve incluir a observação de possíveis mudanças de comportamento, que podem sinalizar desconforto ou experiências negativas.

Dessa forma, a proteção vai além do físico, abrangendo também o bem-estar emocional e social, assegurando que as férias sejam vividas com segurança, alegria e tranquilidade.

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Felpuda

Políticos acuados por consequências de malfeitos descobriram a "palavra...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quarta-feira (4)

04/03/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Ronald Reagan - estadista americano

"Não devemos julgar os programas sociais por quantas pessoas estão neles, mas quantas estão saindo”.

 

FELPUDA

Políticos acuados por consequências de malfeitos descobriram a “palavra mágica” na tentativa de salvar o pescoço: é a tal da “perseguição”. Quando a água está batendo na etiqueta da calça, os ditos-cujos acionam a “lâmpada maravilhosa” da imaginação para fazer surgir o “gênio”. Só que este anda um tanto cansado e está sugerindo essa palavra a torto e a direito. Resultado: há uma legião de “perseguidos” que nem sabe explicar quem são verdadeiramente os tais “perseguidores”. Essa tchurminha quer, na realidade, um salvo-conduto para poder continuar surfando nas benesses do poder.

Diálogo

Tensão

Pelo andar da carruagem, tudo indica que as pré-candidaturas no campo da direita em MS estariam começando a ser definidas para se concretizarem durante a janela partidária, de 6 de março a 5 de abril. As peças do quebra-cabeças eleitoral, porém, ainda não se encaixaram.

Mais

E a previsão é de que poderão ocorrer mudanças dos nomes que estão postos, principalmente, para o Senado. Outro detalhe: a oficialização dos “ungidos” acontecerá somente nas convenções partidárias, entre 20 de julho e 5 de agosto. Até lá, o clima ficará tenso.

DiálogoCarla Stephanini e Rozângela Tanaka
DiálogoPatricia Salles

 Quase...

A chapa da majoritária do grupo PL e União Progressista (União Brasil e PP) estaria definida em MS, em parte, segundo irônico político. Ele afirma que no campo da direita o nome é Flávio Bolsonaro como pré-candidato a presidente da República. Para governador Riedel; Azambuja para o Senado e “Especulação” como o segundo nome, para fazer “dobradinha” com ele. Afinal, não se pode esquecer que os partidos podem recorrer às prévias.

Queda de braço

A direita conservadora, formada pelos bolsonaristas raiz, está brigando entre si para disputar uma das vagas ao Senado. As duas, evidentemente, não deverá conquistar, pois em eleição o “buraco é mais embaixo”, disse um político antenado que só. Afirmou que nesse campo estão os grupos que apoiam o deputado federal Marcos Pollon, o ex-deputado Capitão Contar e a vice-prefeita Gianni Nogueira. Não se pode, segundo ele, ignorar o cenário como um todo, senão...

e?...

Nos meios políticos, a grande pergunta é qual será o caminho a ser seguido pela vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, que articulava para ser oficializada como pré-candidata ao Senado por Bolsonaro. A curiosidade é saber se deixará o PL ou se realmente migrará para o Novo em busca do seu sonho. Ela é esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira. Em tempos passados, havia sido citada por Bolsonaro como nome para uma das vagas. Mas com a tal carta divulgada por Michelle Bolsonaro...

Aniversariantes

Regina Maura Pedrossian,
Valdir João de Oliveira Gomes,
Sérgio Dias Campos (Jacaré),
Hélio Fogolin,
Sérgio Cândia Scaffa (Paxá),
Celso Bejarano Junior,
Ednéia de Fátima Urzedo Costa,
Ezaldino Xavier,
Francisco Fernandes da Costa,
Graciela Simone de Souza,
Amauri Palmiro,
Dayane Higa Shinzato,
Joel Marques Gomes Dias,
Dr. Romeu Arantes Silva,
Elizete Vieira Carneiro,
Liana Helena de Souza Cury,
Vitória de Rosa Silva Dacal,
Andréia Castanheira,
Marise Cicalise Bossay,
Adriana Pereira,
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Sérgio Antonio Braghim,
Guilherme Augusto Zan,
Patricia Reis Vendramin,
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Dr. Casimiro Mendes,
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Mário Sérgio Rocha Vale,
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Tânia Mara Dias Rodrigues,
Eduardo Martins de Almeida,
Carmem Lúcia da Cunha,
Luiz Henrique Cardoso,
Carla Dias Pereira.

COLABOROU TATYANE GAMEIRO 

CRÔNICA

Súplicas de uma avó

03/03/2026 09h00

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Sem nenhuma cerimônia ele disparou: não quero mais ir a sua casa, vovó. Como assim? – respondi assustada, olhando para a cruz gigante bem ao alcance da minha vista.

Mas por que você não quer ir mais na casa da vovó? Não sei, ele respondeu dando de ombros. Olhei de novo para a cruz desejando que Jesus acalmasse meu coração, literalmente aos pulos. Sim, eu tremia.

Nada havia me preparado para aquele episódio. Nem mesmo as visitas cada vez menos frequente, os passeios cada vez mais raros, as noites de pijama que já não aconteciam há tempos.

A comunicação, antes intensa, agora acontecia esporadicamente numa chamada de vídeo que lhe cansava rápido e atrapalhava seus momentos de lazer: o jogo de futebol com os coleguinhas, o desenho na TV ou até mesmo uma partida do seu time preferido na telinha.

“Está crescendo, mudando de fase”, me disseram. O argumento, contudo, não me convenceu. Como pode um menininho mudar de ideia assim do nada, renunciando ao carinho precioso de uma avó?

Quando ele nasceu, o primogênito, a amiga mineira me disse uma frase linda que nunca esqueci: “O amor de um neto é um amor puro, sem cobranças ou julgamentos. Não existe nada igual”.

Voltei a questioná-lo suavemente: o que aconteceu na casa da vovó, meu querido? Ele repete: não sei. Sou forçada a abandonar o questionamento. Não dá para exigir qualquer coerência no pensamento de quem recém completou sete anos de vida.

Olho para a imagem de um anjo e peço que me acalme, me guie. Que me livre da vontade de tomá-lo nos braços e fugir para longe. Como um resgate.

Mais tarde, o álbum de fotos no celular é um gatilho para a tristeza. Elas me lembram daquele bebê mais lindo do mundo sorrindo para mim, deitado na minha cama ou no sofá da sala.

Aquela carinha de satisfação, sentindo-se inteiramente acolhido e seguro por alguém que não era pai nem mãe. Mas por uma avó, orgulhosa de poder transmitir o acolhimento e segurança, algo que, de alguma forma, nem eu mesma experimentei.

Relembro o seu primeiro dia de vida, o primeiro dentinho, a ida ao lançamento do meu penúltimo livro, os vídeos enviados durante a pandemia, os momentos partilhados com “Baby Shark” e “Peppa Pig”, o fascínio pelas luzes do abajur (comprado para ele), nossos encontros na saída da creche, os passeios na praça, as mamadeiras no meio da noite e outros tantos momentos aparentemente prosaicos – mas fundamentais para a relação que estava apenas começando.

Sempre pensei que ser avó é uma oportunidade de sermos melhores do que fomos como mães.

E bastava ficar mais de uma semana sem vê-lo para que um temor se instalasse: e se ele esquecer de mim? Mas a sensação logo ia embora quando a porta se abria e ele entrava gritando: vovó! – correndo para o meu colo, muitas vezes com um ramo de florzinha na mão, colhidas por ele mesmo.

Como renunciar a tudo isto, Senhor? Como aceitar assim, sem reclamar, que o tempo está nos distanciando? Sim, eu tenho outros netos.

Mais três precisamente. E tenho profundo afeto por cada um deles – cada um com personalidade distinta. O primeiro neto, no entanto, é algo avassalador. É como a descoberta do amor.

Na verdade, é a própria tradução daquele sentimento que julgávamos ter perdido. Por isto, e depois de experimentá-lo novamente, perder não está nos meus planos, meu caro Luca.

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