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AGENDA CULTURAL

Confira opções para roqueiros, sambistas e também para bebês

Com Péricles no Campão e Alcione no Buffet Ondara Palace, samba comanda o sábado; fim de semana ainda terá teatro para bebês, Pitty e Nando Reis juntos e oficinas gratuitas de artes cênicas no Sesc Cultura

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A noite de amanhã será de forte apelo para quem tem samba no pé ou no coração. O cantor Péricles é o grande destaque da noite de abertura do Campão Cultural 2022, na Esplanada Ferroviária. E no Buffet Ondara Palace (Parque dos Poderes), Alcione apresenta “Tijolo por Tijolo”, seu mais recente show, com o qual celebra 50 anos de carreira.
 
O sambista paulistano sobe ao Palco Esplanada a partir das 21h40min. Antes, às 20h30min, o grupo Top Samba abre a noite do Campão dedicada ao gênero. E após a apresentação de Péricles, às 23h30min, um grande elenco de artistas locais encerra a grande celebração do samba: Sampri, Chokito, Banda Du Bibi, Juci Ibanez, Gideão Dias, Zé Carlos e Nega Bi.
 
Todos os shows e atividades do Campão Cultural são de acesso gratuito, inclusive a proposta de teatro para bebês do Grupo Sobrevento, que você confere mais adiante.
 

PITTY & NANDO

Jerry Espíndola abre a segunda noite do Campão, em apresentação, a partir das 20h30min, que servirá de aquecimento para o show em dupla de Pitty e Nando Reis, programado para 21h40min.
 
No palco com a roqueira baiana e o ex-Titãs estarão os músicos de ambos artistas. No repertório, também as canções dos dois, que serão interpretadas ora por um, ora pela outra e também em duo.
 
“Sempre admirei muito o trabalho do Nando e, em 2019, gravei uma versão para a música dele ‘Relicário’ para o programa ‘Saia Justa’, no GNT, no qual era apresentadora. Ele assistiu e mandou uma mensagem dizendo que tinha gostado muito, e aí começou uma conversa da gente, sobre possibilidades de fazermos parcerias e tal. Ele me chamou para participar da música ‘Um Tiro no Coração’, e, nessas trocas, tivemos a ideia de montar essa turnê”, diz Pitty.
 
“A construção de seleção de repertório fomos desenvolvendo desde que começamos a conversar. A gente foi tentando entender que músicas dialogavam e a gente percebeu que na verdade nossa obra dialoga muito, mais até do que imaginávamos”, conta Pitty.
 
“Primeiro fiz um setlist gigantesco, com todas as músicas dele, ouvi toda a obra dele, e aí sentei com [Paulo] Kishimoto [que divide a direção do show com a cantora baiana] e fomos fazendo uma peneira. Principalmente, que músicas se mesclam umas às outras de forma orgânica. Então, você vai ver no show que a gente fez um estudo de tonalidade para passar de uma música para a outra, um estudo de beat”, explica.
 
A roqueira adianta, ainda, o uso de “coisas eletrônicas” nos arranjos. “Vai ter sample, uma linguagem bem moderna de arranjo para a música e trazendo cada uma para o universo da outra. São músicas que as pessoas conhecem de um jeito que elas nunca ouviram”, promete Pitty.
 

“BAILARINA”

Você conhece algum espetáculo teatral totalmente voltado para bebês e crianças de até três anos de idade? A montagem existe, chama-se “Bailarina” e vai ser apresentada pelo grupo Sobrevento (SP), uma vez mais, dentro da programação do Campão Cultural, no Museu de Arte Contemporânea (Marco), que se localiza no Parque das Nações Indígenas.
 
Confira os horários: às 15h e às 17h, neste domingo, e às 9h, 10h30min, 15h e 17h na segunda-feira (10) e na terça-feira (11). Serão disponibilizados 90 lugares por sessão. Os ingressos devem ser reservados com antecedência por e-mail – [email protected] – e retirados até meia hora antes de cada sessão. As reservas caem 15 minutos antes de cada sessão, caso haja fila de espera.
 
 Cada bebê pode ter apenas um acompanhante. Se houver disponibilidade de lugares, a produção permitirá um acompanhante extra. Os espaços do Marco estarão preparados para receber os bebês, com assentos especiais, trocadores e brinquedoteca.
“Bailarina” já foi apresentado na Espanha e na França, além de todas as creches públicas de São Bernardo do Campo (SP).
 
No enredo, conforme a sinopse do espetáculo, uma mulher recebe de presente de sua filha uma caixinha de música com uma bailarina.
 
“Entre colares e a dança da bailarina, a mãe da garota se lembra dos sonhos esquecidos e abandonados e questiona o equilíbrio que buscou e que encontrou, mas que a afastou do risco, do medo, da queda e das emoções mais profundas que sua filha, agora, como quando pequena, teima em despertar”, informa a sinopse.
 
“Estamos muito felizes em levar esse espetáculo para Campo Grande. Dizemos que podemos ‘morrer’ tranquilos depois de ter feito teatro para bebês porque mudou a nossa maneira de fazer teatro, a nossa maneira de pensar o teatro. São poucas as oportunidades. Por isso, é um presente estar neste festival e saber que esse espaço foi criado”, enfatiza Sandra Vargas, diretora e atriz da peça.
 

UBU

Quem estiver circulando pelos shoppings com a criançada pode se deparar com o cortejo brincante do Grupo UBU. No sábado, às 15h, os performers do grupo estarão na Arena Bosque do Shopping Bosque dos Ipês, com “cantorias, adivinhas, brincadeiras e pequenas cenas recheadas de momentos lúdicos e resgates folclóricos”. No domingo, no mesmo horário, o UBU ocupa o Shopping Norte Sul Plaza com a mesma proposta.
 

OFICINAS

O Sesc Cultura abriga, amanhã, o evento InterAção – que contempla artes visuais, literatura, dança, teatro e música – oferece duas oficinas gratuitas.
 
“Ensaios para Dançar e Estranhar o Verbo Existir”, com Ralfer Campagna (dança), e “Os Caminhos da Cena”, com Ligia Prieto (teatro). Ambas começam às 14h. Os ingressos serão distribuídos gratuitamente uma hora antes, sendo 25 para dança e 20 para teatro.
 

CINEMAS

Entre as estreias nos cinemas de shopping center da Capital, entrou em cartaz “As Aventuras de Tadeo e a Tábua de Esmeralda”, de Enrique Gato.
 
Na trama do desenho animado, o personagem Tad parte em uma missão para reverter uma maldição que ele mesmo, por acidente, deflagrou. Consulte preços e horários.
 
 
 
 

Diálogo

O ator Paulo Betti esteve em Bonito e descobriu placa proibindo a entrada... Leia na coluna hoje

Leia na coluna desta quinta-feira (13)

13/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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José Saramago - escritor português

"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.

FELPUDA 

O ator Paulo Betti esteve em Bonito e descobriu placa proibindo a entrada de petistas, experiência que, segundo ele, mostrou que “nós corremos risco”. A preocupação é legítima, mas Betti esqueceu que quem levou uma facada durante a campanha eleitoral foi Jair Bolsonaro. Naquele episódio, o risco era real. Agora, placa de comércio particular virou, para o ator, quase um tratado sobre democracia em perigo. Faltou apenas combinar com a realidade e talvez lembrar que polarização também tem fatos, não apenas versões.Dá licença, vai!

DiálogoFoto: Divulgação

As mudanças climáticas e o avanço dos eventos extremos pautaram a edição da Sala de Guerra, realizada em Campo Grande. O encontro reuniu especialistas para discutir os possíveis impactos do El Niño em Mato Grosso do Sul e a necessidade de fortalecer ações de prevenção. A palestra foi ministrada pela meteorologista do Pará Ana Paula Paes, doutora e pós-doutora em Eletricidade Atmosférica pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que alertou para riscos como secas prolongadas, ondas de calor, tempestades severas e alterações no regime de chuvas. O debate ganhou relevância diante de tragédias recentes, como as enchentes históricas no Rio Grande do Sul, os incêndios no Pantanal, a longa estiagem no Nordeste e os desastres provocados pelos rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho. O diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis destacou que antecipar cenários climáticos é fundamental para ampliar a capacidade de resposta do poder público e reduzir os impactos sobre a população e os serviços essenciais. O consenso entre os participantes foi de que planejamento e conhecimento científico são ferramentas indispensáveis para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças no clima.

DiálogoKlisangela Vendramin - Foto: Arquivo Pessoal

 

DiálogoAlle Nascimento - Foto: Arquivo Pessoal

Bufunfa

Os candidatos ao Governo poderão movimentar até R$ 9,3 milhões cada durante a campanha eleitoral de 2026, considerando primeiro e segundo turnos. O valor representa o limite máximo estabelecido pela Justiça Eleitoral para as despesas de campanha. Isso não significa, porém, que todos terão ou pretendam gastar essa quantia. Eduardo Riedel, por exemplo, terá teto de R$ 6,22 milhões no primeiro turno e poderá acrescentar R$ 3,11 milhões caso avance para o segundo. Os demais candidatos também estarão submetidos aos mesmos limites, definidos pela legislação eleitoral.

Apagão

A Assembleia Legislativa de MS ficou sem energia elétrica dia11, provocando o cancelamento da sessão ordinária prevista para o dia. O apagão atingiu as dependências do Palácio Guaicurus e interrompeu o seu funcionamento normal. Sem luz, deputados, servidores e visitantes tiveram de lidar com uma situação pouco comum no Legislativo. A falta de energia também deixou o plenário sem condições para a realização dos trabalhos.

Do bem

A Noite de Massas do Asilo São João Bosco será realizada no sábado (15), a partir das 20h, em um evento beneficente com gastronomia, música e solidariedade. O jantar terá buffet livre e toda a renda será destinada à manutenção da instituição. Mais informações pelos telefones (67) 3345-0500 e (67) 98402-7626, também disponível pelo WhatsApp.

ANIVERSARIANTES 

Rodrigo do Amaral Gameiro,
Maria Celeste Correa Curado,
Rafael Nunes da Cunha Maia de Souza,
Neli Marlene Monteiro Tomari,
Elizabeth Maria de Fátima Buainain Abuhassan (Babeth),
Maria Eduarda Gregório dos Santos,
Adão Jorge Moraes Castilho,
Shirley Gennari Martins,
Celeste Molina Cors,
Eduardo Coelho Leal Jardim,
Nolasco Ribeiro dos Reis,
Gilson Benedito de Oliveira,
Elba Corrêa da Cunha,
Dr. James Celso Higa,
Hiroshi Kokubu,
Nathalie Oshiro Adania,
Márcia Perez,
Tiago Ferreira de Souza,
Benedito da Silva,
Maximo Ribeiro Fernandes,
Ricardo Augusto Pereira,
Mariana Soares e Jurgielewicz Medeiros,
Sarah Cristina Mesquita Barros,
Catarina Gomes de Oliveira,
Mariana Guimarães Sortica,
Isaias Patrocínio,
Ângela Araújo de Oliveira,
Wilson Minari,
Dr. Odair Garcia de Freitas,
Bianca Atala Machado,
Kennedi Mitrioni Forgiarini,
Claise Kleemann,
Aroldo Fonzar Toledo,
Edson Medeiros Costa Junior,
Ricardo do Nascimento,
Elson Carlos Benitez,
Paulino Straliotto,
Eliane Nobre de Miranda,
Mirandolina Barbosa,
Valdessi Neves da Rocha,
Tereza Carneiro da Costa e Oliveira,
Carmem Cinira Garcia,
Luiz Cláudio de Oliveira Lima,
Márcia Sueli Assis Andreasi,
Elizabeth Souza Freitas,
Miguel Antonio Perez Lima,
Zely Paes de Barros Gonçalves,
Ana Lúcia Morello Pacheco,
Wanderley Galvão Vasconcelos,
Nelly Lopes da Silva,
Aparecido Roberto Galdino,
Manoel Gomes dos Santos Filho,
Giuliano Cassio de Souza Rosa,
Nelson Luiz de Souza,
Cristovão de Albuquerque Filho,
Neuza Echeverria,
Raimundo Girelli,
Anete da Silva Melo,
Helena Yoshie Matsuo Dias,
Guido Dal’Acqua Neto,
Kátia Ferreira Garcia,
Rose de Andrade Kratz,
Neuza Aparecida Pompiniges,
Jean Phierre da Silva Vargas,
Frei Miguel Loffler,
Aníbal Vicente Ferreira,
Dra. Claudia Roberta Miola Canale,
Helena Pitta Sassioto,
Eli Mercedes Gheller Parzianello,
André Luis Modesto Campos,
Nilson Tamotsu Aguena,
Carlos Erildo da Silva,
Elisabeth Sydow,
Evilásio Alexandre Sobrinho,
Maria Helena Rosa Balbe,
Laura Pereira da Silva,
Elena Maria Gasques Chaves,
Carla Eleonora Sguissardi,
Gilson Ferreira Gomes,
Munir Mauad,
Luzanidia Martins Miranda,
Alício Garcez Chaves,
Cláudia Cabral Ferreira Morel,
Roberto Valentim Cieslak,
Aparecido Donizete Carrasco,
Sinthia Elena Alves de Souza,
Maria do Carmo Borges Lino,
Daniel Lucas Tiago de Souza,
Adriana Helam Corrêa,
Carlos Theodoro Andrade e Jurgielewicz,
André Heikiti Koyanagui,
Dirceu Rodrigues Junior,
André Fabiano dos Santos,
Enivaldo Pinto Polvora,
Graziela Barbosa,
Antônio Joaquim Junior,
Igor Sanches Caniatti Biudes,
Tânia Mofreita Bruno Szochalewicz Ribeiro Dantas,
Elza Corrêa da Cunha,
Márcia Maria Rodrigues Rangel,
Thalita Maria Souza Taques,
Edson Hideo Mitani,
Murillo Ferreira Barbosa,
Ilibio Amaral Nogueira Pinto,
Isa Maria Formaggio Marques,
Demétrio Salomão Abud,
José Aparecido de Oliveira.

Colaborou com Tatyane Gameiro

Primeiros socorros

Especialista explica como diferenciar uma tosse eficaz de uma obstrução grave

Especialista explica como diferenciar uma tosse eficaz de uma obstrução grave e quais procedimentos devem ser adotados em adultos, crianças e bebês

12/08/2026 08h00

A noção teórica ajuda nos primeiros socorros, mas a prática garante a execução correta das manobras

A noção teórica ajuda nos primeiros socorros, mas a prática garante a execução correta das manobras Pexels

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Um pedaço de alimento, uma bala ou até um pequeno objeto podem interromper a respiração em poucos segundos. O engasgo costuma acontecer de maneira inesperada e, quando a passagem de ar é completamente bloqueada, a situação pode evoluir rapidamente para perda de consciência e parada cardiorrespiratória.

É justamente no intervalo entre o engasgo e a chegada do socorro que a atitude de quem está por perto pode ser determinante.

O problema é que o susto também favorece erros: oferecer água, colocar a mão dentro da boca da vítima ou tentar aplicar uma manobra de forma indiscriminada são atitudes que podem piorar o quadro.

Antes de qualquer procedimento, porém, é preciso identificar se o engasgo realmente impede a passagem de ar.

Segundo o fisioterapeuta e instrutor de Suporte Básico de Vida (BLS, do inglês Basic Life Support) da CoreHelp, Denis Corrêa, uma pessoa que ainda consegue tossir com força está apresentando uma resposta importante do próprio organismo para expulsar o corpo estranho.

“Quando a vítima consegue tossir com força, falar ou respirar, significa que ainda existe passagem de ar. Nesse caso, ela deve ser incentivada a continuar tossindo, porque a tosse é o mecanismo mais eficaz para expulsar o objeto. As manobras de desobstrução são indicadas quando surgem sinais de obstrução grave”, explica.

A mudança de cenário ocorre quando a vítima deixa de conseguir falar, tossir ou respirar. Ela pode levar as mãos ao pescoço, demonstrar dificuldade intensa para puxar o ar ou tentar emitir sons sem conseguir.

Em situações mais prolongadas, a falta de oxigênio pode deixar lábios, rosto e unhas azulados e levar à perda de consciência.

Nesse momento, esperar para ver se o problema melhora sozinho pode custar minutos preciosos.

“Nessa situação, não há tempo a perder. É preciso pedir ajuda, acionar o Samu pelo telefone 192 e começar imediatamente as manobras adequadas”, orienta o especialista.

ADULTOS E CRIANÇAS

Para adultos e crianças com mais de um ano que estejam conscientes e apresentem obstrução grave, as diretrizes de 2025 da American Heart Association orientam uma sequência alternada de golpes nas costas e compressões abdominais.

São cinco golpes firmes entre as escápulas. Se o objeto não sair, devem ser feitas cinco compressões abdominais. Os ciclos continuam sendo alternados enquanto a vítima permanecer consciente e a obstrução não for resolvida.

Quando há outras pessoas no local, o ideal é dividir as tarefas: enquanto uma pessoa inicia o atendimento, outra deve ligar para o Samu, pelo 192, e seguir as orientações do serviço de emergência.

A situação muda novamente se a vítima perder a consciência. Nesse caso, ela deve ser colocada sobre uma superfície rígida e o atendimento passa para o protocolo de ressuscitação cardiopulmonar, começando pelas compressões torácicas.

Durante o atendimento, a boca pode ser observada antes das tentativas de ventilação. Há uma diferença importante entre ver o objeto e procurá-lo às cegas.

“Um dos erros mais perigosos é colocar os dedos na boca da vítima sem enxergar o objeto. Essa varredura às cegas pode empurrá-lo ainda mais para dentro e agravar a obstrução”, alerta Denis.

BEBÊS

A noção teórica ajuda nos primeiros socorros, mas a prática garante a execução correta das manobrasEm bebês, as manobras devem ser mais cuidadosas, porque podem provocar lesões - Foto: Pexels

Com bebês menores de um ano, a atenção precisa ser redobrada. A técnica utilizada em adultos e crianças maiores não deve ser simplesmente reproduzida, porque as compressões abdominais podem provocar lesões nos órgãos internos.

Se o bebê não consegue chorar, tossir ou respirar, a orientação é posicioná-lo de bruços sobre o antebraço do socorrista, mantendo a cabeça mais baixa que o tórax e o pescoço sustentado. Nessa posição, são aplicados cinco golpes nas costas, entre as escápulas.

Na sequência, o bebê é virado cuidadosamente de barriga para cima, ainda com a cabeça abaixo do nível do tórax. São então realizadas cinco compressões torácicas.

Os ciclos devem continuar até que o objeto seja expelido ou o bebê perca a consciência. Em caso de perda de consciência, a criança deve ser colocada sobre uma superfície rígida e a ressuscitação cardiopulmonar deve ser iniciada.

“Os cuidados com bebês exigem uma técnica específica. Por isso, não se deve improvisar nem repetir as mesmas manobras utilizadas em adultos. Um treinamento prático ajuda a compreender a posição correta das mãos, a intensidade dos movimentos e a sequência do atendimento”, afirma o instrutor.

O QUE PODE ATRAPALHAR

Em uma situação de pânico, é comum tentar fazer alguma coisa imediatamente. Nem sempre, porém, essa iniciativa ajuda.

Dar água ou comida à pessoa que está engasgada não resolve uma obstrução das vias aéreas. Sacudir a vítima ou tentar pendurá-la pelos pés também não são procedimentos recomendados.

Outro comportamento que deve ser evitado é introduzir os dedos na boca para tentar “pescar” o objeto. Se ele não estiver visível, a tentativa pode deslocá-lo para uma região ainda mais profunda das vias aéreas.

Também não há indicação de aplicar manobras de desobstrução em alguém que ainda consegue tossir vigorosamente. A tosse deve ser estimulada e a vítima precisa ser observada, porque o quadro pode evoluir para uma obstrução completa.

A busca por ajuda, por sua vez, não deve ser deixada para depois. Em uma obstrução grave, o atendimento especializado precisa ser acionado o quanto antes, mesmo que outra pessoa esteja realizando as manobras.

QUANDO SE ENGASGAR SOZINHO

Há ainda uma situação especialmente delicada: quando a pessoa se engasga e não há ninguém por perto.

Se ainda conseguir tossir, a orientação é tentar expulsar o objeto por meio de uma tosse forte e buscar ajuda imediatamente. Se não conseguir falar ou respirar, pode tentar realizar compressões abdominais em si mesma.

Para isso, uma das mãos deve ser fechada e posicionada acima do umbigo e abaixo do osso do peito. A outra mão segura o punho e os movimentos são realizados rapidamente para dentro e para cima.

Mesmo nesse cenário, procurar ajuda é fundamental.

TREINO PRÁTICO

Saber o que fazer no papel não significa necessariamente conseguir agir diante de uma emergência. O medo, o nervosismo e a pressão do momento podem fazer com que uma pessoa esqueça informações que conhece ou execute uma técnica de maneira incorreta.

Por isso, Denis defende que o aprendizado de primeiros socorros seja acompanhado de treinamento prático.

“Durante uma emergência, é comum que o medo e o nervosismo dificultem a tomada de decisão. O treinamento permite reconhecer os sinais, entender a sequência correta e praticar as manobras antes que elas sejam realmente necessárias”, afirma.

Cursos de primeiros socorros podem ser realizados por pessoas sem formação na área da saúde e também são oferecidos para empresas, escolas e profissionais. Nas capacitações, os participantes praticam as técnicas em manequins e participam de simulações de situações de emergência.

A proposta é aproximar o treinamento de situações que podem acontecer no cotidiano, como um engasgo durante uma refeição em casa ou em um restaurante.

Além das técnicas de desobstrução, os cursos trabalham o reconhecimento de diferentes emergências, a avaliação da segurança do ambiente, o acionamento adequado do serviço de atendimento e a atuação conjunta entre os socorristas.

“O conhecimento técnico é importante, mas precisa ser colocado em prática. As simulações ajudam as pessoas a desenvolver segurança, rapidez e confiança para agir quando cada segundo faz diferença”, conclui Denis Corrêa.

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