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Turismo

Conheça ou revisite os encantos da Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro

Mais uma vez em destaque internacional, praia da zona sul carioca fecha o verão como a segunda melhor do mundo e recebe a visita de sua eterna musa; fãs que moram em Campo Grande falam sobre o fascínio do cobiçado balneário

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“Muito mais tranquilo, muito mais limpo e nos atenderam muito melhor aqui”, disse a turista argentina, acomodada em uma cadeira de praia nas areias de Ipanema, em entrevista para uma emissora de TV brasileira em dezembro do ano passado. Dois meses depois, a praia que inspirou e viu nascer a bossa-nova – e que segue como palco de uma permanente revolução cultural e comportamental – emplacou o segundo lugar no ranking que o guia Lonely Planet preparou para um novo livro temático.

Em “Best Beaches: 100 of the World’s Most Incredible Beaches”(“Melhores Praias: 100 das Mais Incríveis Praias do Mundo”, em tradução para o português), somente a The Pass, praia que fica em Byron Bay, na Austrália, está na frente de Ipanema. E olha que, sem querer polemizar, a Austrália é o país-sede do Lonely Planet, que surgiu apenas como publicação impressa, em 1973, e tem atualmente forte presença também na produção audiovisual e nos meios digitais.

No domingo, quase no apagar das luzes do verão, que oficialmente se encerrou ontem, Ipanema recebeu a visita de Helô Pinheiro, a modelo brasileira que inspirou a famosa canção de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, “Garota de Ipanema”. Aos 80 anos, Helô curtiu a brisa com uma de suas netas, Bruna, e fez a praia saborear mais um tempinho de holofote na imprensa e nas redes sociais.

TUDO GOSTOSINHO

Mas, afinal, o que é que Ipanema tem? Quem responde são os fãs ardorosos da charmosa praia que moram em Campo Grande e não perdem uma chance de, sempre que possível, dar as caras na faixa de areia de menos dois quilômetros, que se estende da Pedra do Arpoador ao Jardim de Alah.

“Ipanema, sem dúvida nenhuma, está entre as melhores praias do Brasil. Realmente, é uma das mais incríveis, por mais que tenha as suas contradições nesse lugar da praia urbana, entre poluição e sociedade e injustiças sociais. Há outras praias interessantes, evidentemente, mas dá para entender quando Ipanema é escolhida entre as melhores praias do Brasil”, afirma o ator e diretor de teatro Fernando Lopes, carioca de nascimento e radicado em Campo Grande há quase duas décadas.

“Eu sou frequentador do Posto 9 há muitos anos. Ali, eu tenho amigos, tenho histórias. Quando eu morei no Rio, tinha uma relação muito fina com o Arpoador, com o Leme e com o Posto 9 em Ipanema”, diz o encenador teatral, que não se furta a listar, no ranking pessoal, outras praias do Rio, a exemplo de Grumari e da Prainha.

“Ipanema tem esse lugar do tudo gostosinho. Não é à toa que o maior bloco de carnaval que circula pela cidade do Rio e em Ipanema chama-se Simpatia É Quase Amor. Então, Ipanema tem esse lugar ainda. Se você vem, eu que sou carioca da zona oeste do Rio, nascido em Campo Grande, quando eu vinha de Campo Grande pela orla, vem pelo Recreio, Barra, São Conrado. Quando vira Leblon e Ipanema, tem aquela juventude, surfistas, futevôlei na praia. Quando você vira para Copacabana, já são os idosos jogando peteca”, descreve Lopes.

Nota do repórter: não confundir o bairro carioca ao qual se refere o ator com a capital de MS.
“Então, Ipanema é ‘simpatia é quase amor’ de todos os cariocas e de quase todos os brasileiros que moram ou conhecem Ipanema. E por que simpatia é quase amor? Porque amor é Copacabana ainda, né? E o amor é velho. E ‘simpatia é quase amor’ é mais moderno. Embora Roberto Carlos more na Urca, diria que Copacabana é Roberto Carlos e Ipanema é Tom Jobim e Vinicius”, compara.

“Quer dizer, Ipanema tem o charme da bossa-nova ainda. É um bairro de cultura leve, de cultura charmosa, com a Casa de Cultura Lauro Alvim, por exemplo, que é na beira da Praia de Ipanema, uma casa de cultura com um cineminha gostosinho, dois teatros gostosinhos. Tudo gostosinho. Ainda tem esse brilho no olho ali. É um bairro supergostoso de caminhar [a] qualquer hora do dia”, desmancha-se Lopes.

ICÔNICA 

“Cresci no Rio de Janeiro e pude curtir algumas praias e verões fantásticos na Cidade Maravilhosa. Ipanema sempre foi uma praia icônica, desde o seu início no Arpoador até o Jardim de Alah. Marcávamos os encontros pelos pontos ‘Country’, ‘Garcia D’Ávila’, ‘Farme’, ‘Castelinho’, entre outros”, conta o escritor Henrique de Medeiros, que fez grande parte de seus estudos no Rio de Janeiro e também é fã declarado da praia estrelada.

“Uma galera de setenta e oitenta, onde tudo aconteceu e gerou o comportamento e as liberdades de hoje. Lembro muito da época do Pier, que foi um tempo muito especial na paisagem de Ipanema e no comportamento daquela geração. Continuo frequentando até hoje, quando vou ao Rio, e Ipanema foi e é esse ícone de referência internacional com a imagem Jobim-Vinicius da garota de Ipanema”, afirma Medeiros.
“É frequentada por gente diversa que discute assuntos diversos: a legalização das drogas, a homossexualidade, o feminismo. Pensar aqui na Leila Diniz de topless. Quando eu penso em Ipanema, só me vem coisa boa. É claro que todos os defeitos de ser uma praia urbana, e em uma cidade como o Rio de Janeiro, cheia de contradições, estão lá. Você tem as injustiças também todas. As babás de branco, negras ainda, a orla escravocrata, aquele lugar que vem ainda dessa relação de trabalho entre a classe média branca e os negros ali”, pondera Fernando Lopes.

“Ipanema ganhou muita notoriedade com as novelas de Manoel Carlos. É um fascínio cosmopolita. Você tem uma praia urbana, ainda sem grandes arranha-céus, embora os prédios sejam altos. Você encontra ainda casas. Uma praia urbana com essa característica ainda de veraneio. Esse é um fascínio que figura na mente das pessoas. Caminhar pela orla de Ipanema até a subida da Niemeyer, o Jardim de Alah, o encontro da Lagoa Rodrigo de Freitas com a praia”, diz o encenador, que dirige a Estação Cultural Teatro do Mundo.

É, SIM, A MELHOR

“O Rio de Janeiro é a minha segunda terra, amo aquele lugar. Ipanema é beleza, água de coco e conversa. É a praia que eu vou de manhãzinha de bicicleta dar um mergulho. Gosto da praia de Ipanema vazia, mas às vezes também vou no agito do fim de semana e fico até o clássico pôr do sol. Dei meu primeiro mergulho do ano lá. Acho que a essência do charme da mulher e do homem carioca está nessa praia. Pelo conjunto da obra, é, sim, a melhor praia do Brasil”, atesta a atriz Beatrice Sayd.

Conhecida por interpretar personagens de impacto no teatro e na tevê, como a empregada doméstica Edilene, da novela “Amor de Mãe”, Beatrice vive na ponte MS-RJ e, enquanto se prepara para dar vida à artista Lídia Baís no cinema, pilota com parceiros dois novos projetos teatrais em território carioca.

“Costumo ir uma vez ao mês para lá. Eu morei no Rio desde os 18 anos e voltei para Campo Grande no fim de 2022, para cuidar da minha mãe. Tenho um apartamento na Lagoa”, conta a atriz campo-grandense de 45 anos.

Nas imagens desta página, Beatrice, Henrique e Fernando estão in loco na Praia de Ipanema.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli

Inspirado em seu livro Elis & Eu, documentário recupera a mãe, amiga e dona de casa além da cantora

23/08/2026 13h30

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli Foto: Reprodução

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É difícil imaginar que ainda exista uma Elis Regina a ser descoberta. Sua voz, seus discos, suas entrevistas, seus encontros históricos e até suas contradições foram revisitados tantas vezes que a impressão é de conhecermos tudo sobre uma das artistas mais importantes da música brasileira.

Elis & Eu parte justamente do que ficou fora desse registro: não tanto a cantora que o Brasil conhece, mas a mulher que existia quando o palco desaparecia.

O documentário, dirigido por André Bushatsky, estreia em 25 de agosto no Universal+ e foi inspirado em Elis e Eu: 11 anos, 6 meses e 19 dias com minha mãe, livro de João Marcello Bôscoli.

A produção combina imagens raras de arquivo, dramatizações e depoimentos de pessoas que atravessaram diferentes momentos da vida de Elis, entre elas Wanderléa, João Bosco e César Camargo Mariano, além de recuperar registros de Rita Lee, Tom Jobim, Milton Nascimento e Ronaldo Bôscoli.

A atriz Lílian Menezes interpreta Elis nas recriações, enquanto Antônio Menqui e Victor Constantino vivem João Marcello em diferentes idades.

É importante, porém, uma distinção que o próprio João Marcello faz questão de estabelecer: ele não realizou o documentário. Bushatsky leu o livro, procurou o autor e decidiu transformar aquelas lembranças em uma obra cinematográfica.

João não participou da elaboração do roteiro, das escolhas de depoimentos ou das decisões artísticas e só assistiu ao filme depois de pronto.

“A minha contribuição foi fazer o livro”, resume em um papo para o Caderno B+. Para ele, essa distância acabou tornando a experiência ainda mais inesperada. Memórias que durante décadas existiram apenas dentro de sua cabeça passaram a ter uma representação visual.

Não existe, por exemplo, registro da mãe encontrando o filho na praia ou do episódio em que, depois de roubar a carteira de Elis, o menino foi expulso de casa e acabou vivendo por algum tempo em uma barraquinha. Ver algo alusivo a essas lembranças transformado em cinema foi, segundo ele, profundamente emocionante.

O filme também acrescentou histórias que nem João Marcello conhecia. Ele cita o depoimento de Wanderléa, que reorganizou lembranças esparsas de sua infância, e relatos ligados a momentos da trajetória musical de Elis que ampliaram sua própria percepção. 

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello BôscoliO produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Ana Claudia Paixão 

É justamente essa soma de olhares que faz o documentário ultrapassar o livro sem tentar substituí-lo.

Mas o que mais interessa a João é aquilo que essa combinação permite revelar sobre a mãe. Elis Regina foi extensamente registrada como artista.

Existem entrevistas, apresentações, fotografias, gravações e relatos suficientes para reconstruir praticamente cada etapa de sua carreira. Dentro de casa, a documentação é muito menor.

E essa diferença importa porque, para João Marcello, a vida doméstica não era uma dimensão separada da artista. Era parte daquilo que alimentava sua criação.

Elis gostava, segundo ele, do termo “dona de casa”. Em determinado período, mesmo tendo condições financeiras para manter ajuda permanente, passou meses cuidando pessoalmente da casa na Serra da Cantareira: lavava roupa, limpava e se envolvia com a rotina doméstica.

Olhando para trás, João interpreta esse movimento não como uma interrupção da carreira, mas quase como um mergulho.

“A artista se alimenta muito da figura como um todo. A Elis é uma figura, é uma mãe, é uma amiga, tem o trabalho dela e tem a face pública. Essa face pública é a mais conhecida”, explica. A oposição entre a grande profissional e a mulher que cuidava da casa, portanto, talvez diga mais sobre a maneira como costumamos olhar para mulheres extraordinárias do que sobre Elis. Para ela, aparentemente, uma dimensão alimentava a outra.

Há ainda uma Elis que João Marcello gostaria particularmente de preservar: a mulher forte sem que força significasse necessariamente dureza.

Ele se lembra de episódios em que a mãe descobriu que amigos enfrentavam dificuldades financeiras e os ajudou sem transformar o gesto em notícia.

Recorda a história contada por Aldir Blanc de que Elis, antes de uma apresentação em um ginásio — quando toda a tensão estaria naturalmente concentrada no espetáculo — ainda encontrou tempo para passar pelo hospital, visitar a mãe do compositor, cantar e rezar com ela.

Já adulto, João ouviu de Lenine outra lembrança: em Recife, Elis reuniu compositores para conversar sobre a importância de protegerem seus direitos.

São histórias pequenas diante da dimensão pública de sua carreira, mas talvez justamente por isso sejam reveladoras. João cresceu em uma casa em que, como ele próprio descreve, “o poder todo estava na mão da Elis”. E o aprendizado que ficou não foi o de associar poder à violência ou à opressão.

A mãe podia ser firme, rígida, organizada, dizer palavrões e desconcertar quem estivesse perto dela, mas também era capaz de gestos de afeto enormes e inesperados. Ele encontrou uma definição especialmente bonita para essa combinação: “uma força quente”.

“Eu senti que você não precisa necessariamente ter força e essa força machucar as pessoas que estão ao lado”, diz. Na infância, aquela potência era tamanha que se transformava também em sensação de proteção.

João conta que, mesmo quando viu Elis sair de casa desacordada no dia de sua morte, sua primeira reação foi acreditar que nada poderia acontecer. “Elis Regina não morre”, pensou. A constatação posterior de que nem aquela força poderia torná-la invulnerável é uma das memórias mais dolorosas que carrega.

Entrevista exclusiva com o produtor musical e empresário João Marcello BôscoliO produtor musical e empresário João Marcello Bôscoli é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Divulgação - Diagramação: Denis Felipe - Por: Ana Claudia Paixão 

Talvez seja por isso que, tantos anos depois, a preocupação com a permanência da mãe continue presente. João Marcello admite que uma de suas inquietações sempre foi impedir que Elis fosse esquecida.

O documentário, assim como o livro, é mais uma peça nessa transmissão de memória, agora alcançando também públicos que não viveram sua época.

E ele observa com especial entusiasmo quando artistas de gerações muito posteriores se aproximam de Elis. Na conversa, a recente homenagem da cantora espanhola Rosalía em seu show no Rio de Janeiro é recebida quase com euforia.

Para João, cada artista internacional que menciona ou canta sua mãe representa uma possibilidade de que aquela voz atravesse mais uma fronteira e encontre uma geração diferente.

“A Elis Regina é uma das últimas joias a serem descobertas pelo planeta no campo da música. E será, em algum momento”, afirma.

Depois de tantas Elis — a intérprete revolucionária, a estrela da televisão, a artista politicamente inquieta, a parceira de Tom Jobim, a voz que transformava uma canção assim que começava a cantá-la —, Elis & Eu propõe acrescentar outra sem diminuir nenhuma das anteriores.

A mãe. A amiga. A mulher que escrevia cartas, protegia compositores, lavava a própria casa, cuidava de quem amava e depois subia ao palco. Talvez não seja exatamente uma nova Elis. É a parte dela que o público teve menos oportunidades de conhecer.

Elis & Eu estreia em 25 de agosto, exclusivamente no Universal+, disponível por Prime Video, Claro TV+, Vivo TV, Meli+ e UOL Play.

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 24 e 30 de agosto. Nada como uma boa dose de ousadia e entusiasmo

Sob a regência do Cavaleiro de Paus, você pode se sentir mais carismático, expansivo, impulsivo e até um pouquinho egocêntrico nos próximos dias. E tudo bem!

23/08/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 24 e 30 de agosto. Nada como uma boa dose de ousadia e entusiasmo

A energia do Tarô da semana entre 24 e 30 de agosto. Nada como uma boa dose de ousadia e entusiasmo Foto: Divulgação

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O Cavaleiro de Paus é o grande motor do movimento para a frente no Tarô: a carta da ação ousada, da ambição inquieta e de uma energia que se lança antes mesmo de pensar em todos os detalhes — não por imprudência, mas por uma confiança instintiva no próprio impulso.

Ele não espera pelas condições perfeitas. Entende o próprio ato de avançar como aquilo que torna todo o resto possível, no melhor estilo: “primeiro você começa, depois você melhora.”

O Cavaleiro de Paus é puro ego. Ousado, impetuoso e cheio de autoconfiança, ele invade o centro das atenções como quem nasceu para estar ali, pronto para mostrar ao mundo o seu valor e a grandiosidade de suas ideias. Existe nele um charme sedutor, uma energia selvagem e magnética que torna difícil não se deixar contagiar por sua presença.

E isso pode ser muito divertido! É ótimo ter um Cavaleiro de Paus por perto. Ele anima as festas, movimenta os ambientes e sabe como colocar todo mundo para cima.

Também é estimulante estar perto de alguém com esse grau de confiança: o Cavaleiro de Paus não tem medo de dar o primeiro passo, correr riscos e fazer as coisas acontecerem. Sua coragem pode inspirar os outros a sair da inércia e embarcar em suas aventuras.

Mas, como todo cavaleiro, ele ainda está aprendendo a dominar o próprio poder. Sua energia pode se manifestar de maneira desajeitada, exagerada ou até impulsiva.

É alguém cheio de ideias e com um enorme desejo de agir, mas que nem sempre consegue parar para refletir, observar ou sentir antes de partir para a ação. A energia simplesmente corre solta, muitas vezes mais rápida do que sua capacidade de compreendê-la.

E, claro, ele pode ocupar muito espaço, grandes egos costumam fazer isso. O Cavaleiro de Paus pode ser aquela pessoa que domina os ambientes com sua necessidade de atenção, que fala alto, exige muito e, às vezes, pode soar arrogante.

Ele se afirma com confiança, mas, por trás dessa segurança toda, pode existir uma grande necessidade de reconhecimento e validação para manter a chama acesa.

Ainda assim, essa é uma figura inspiradora, que gosta de liderar e abrir caminhos. Pode ser aquela pessoa do seu círculo de amigos que parece estar sempre vivendo uma aventura, com uma vida movimentada e cheia de histórias, ou alguém cuja presença desperta em você a vontade de estar por perto.

Sua energia é contagiante, seu entusiasmo é difícil de ignorar e seu carisma natural faz com que as pessoas sejam atraídas por ele quase sem perceber.

Na prática, o Cavaleiro de Paus aparece quando uma ação ousada é necessária: lançar um projeto, perseguir uma oportunidade com rapidez e confiança, dar o passo que vem sendo construído há algum tempo, viajar em direção a algo novo.

Ele também pode representar uma pessoa que entra na sua vida trazendo essa energia: carismática, ágil, cheia de convicção e genuinamente empolgante de se ter por perto.

O que diferencia o Cavaleiro de Paus da imprudência é a qualidade do seu fogo: ele é genuíno. Ele não está fingindo confiança. De fato, acredita no caminho que escolheu, mesmo quando o mapa ainda está incompleto. É essa autenticidade que o torna tão cativante para os outros e tão eficaz no mundo.

A sombra que se esconde por trás do Cavaleiro de Paus é a velocidade. Incendiário por natureza, ele tem mais força para começar do que para sustentar, mais talento para acender uma chama do que para mantê-la viva.

Seu impulso é tão intenso que pode fazê-lo partir antes mesmo de saber exatamente onde quer chegar. E isso acontece porque o fogo é o elemento mais difícil de conter: a água pode ser dragada, represada e engarrafada; o ar pode ser bloqueado por uma parede ou expelido pela boca; a terra pode ser moldada com facilidade. Mas o fogo queima...ou se apaga.

A carta pergunta: o fogo está sendo direcionado para algo que realmente merece essa energia? E mais: existe um plano para quando o primeiro impulso começar a diminuir?

Cavaleiro de Paus no Amor e nos Relacionamentos

Se você está em um relacionamento: O Cavaleiro de Paus, em uma leitura amorosa, costuma refletir uma energia de conquista e intensidade que é genuinamente empolgante, mas que pode ter dificuldade para se aprofundar em uma intimidade duradoura.

O fogo é real. A questão é saber se ele consegue desacelerar o suficiente para construir algo que permaneça. A carta também pode falar de um período de paixão e aventura renovadas dentro de um relacionamento — o retorno da faísca, o impulso para viver algo novo e realizar ações ousadas a dois.

Se você está solteiro(a): O Cavaleiro de Paus aparece com frequência quando a atração é forte, rápida e carregada de possibilidades. A conexão tem a qualidade do fogo: intensa, vibrante, calorosa, capaz de consumir.

A carta convida você a aproveitar esse calor, mas também a se perguntar com honestidade se existe substância suficiente por trás de toda essa empolgação para sustentar algo verdadeiro.

Se você passou por uma desilusão amorosa: O Cavaleiro de Paus pode surgir depois de uma perda como o retorno do desejo e do movimento para a frente: a disposição para voltar a se movimentar, buscar, desejar e direcionar o fogo para algo novo.

A carta pede apenas que essa nova direção seja escolhida com um pouco mais de cuidado do que seria se você seguisse apenas o impulso.

Cavaleiro de Paus na Carreira e nas Finanças

Carreira: O Cavaleiro de Paus, em uma leitura profissional, é um forte sinal de ação ousada: o lançamento, a apresentação de uma ideia, a mudança de rota, o movimento que vinha sendo considerado e que agora está pronto para acontecer.

A carta favorece velocidade e confiança em vez de cautela. A oportunidade pode não permanecer disponível indefinidamente, e o Cavaleiro de Paus diz: vá agora, ajuste o caminho enquanto avança. É como diz a expressão: “trocar o pneu com o carro em movimento”.

A carta também pode apontar para um padrão de começar com muita força, mas ter dificuldade para sustentar o ritmo como, por exemplo, projetos iniciados com grande entusiasmo e depois abandonados quando a empolgação inicial desaparece.

A pergunta profissional que esta carta faz é se existe um plano para o percurso, e não apenas para a largada.

Muitas vezes, esta carta surge associada a novas propostas de trabalho, oportunidades que chegam para movimentar a vida profissional e convidar você a sair da zona de conforto. É uma energia de novidade, iniciativa e coragem para apostar em um caminho diferente. Aproveite!

Finanças: No aspecto financeiro, o Cavaleiro de Paus pode indicar decisões impulsivas — gastar ou investir movido pela empolgação, e não pela análise.

O fogo do momento pode fazer uma oportunidade parecer mais sólida do que realmente é. A carta pede pelo menos uma breve pausa para verificar se a direção é de fato segura antes de comprometer recursos com tanta rapidez.

Conselhos para a semana

Faça o movimento. Se você vem se preparando para um lançamento, uma apresentação ou alguma ação ousada, esta carta indica que as condições estão favoráveis o suficiente. Não espere pelo momento perfeito. Mova-se agora. Se jogue!

Confira a direção antes de acelerar. O maior risco do Cavaleiro de Paus é a velocidade sem propósito. Antes de colocar toda a sua energia em movimento, reserve um momento para confirmar a direção.

Não para ficar questionando a decisão indefinidamente, mas apenas para ter certeza de que toda essa força está sendo canalizada para onde você realmente quer chegar.

Reconheça o que você está deixando para trás. Partidas rápidas têm um custo. O Cavaleiro de Paus pode seguir em frente tão depressa que acaba deixando na poeira coisas que mereciam ser encerradas com cuidado.

Antes da próxima arrancada, pergunte a si mesma o que — ou quem — merece um fechamento adequado, em vez de uma saída abrupta.

Encontre uma maneira de manter o fogo aceso. Começar é a parte fácil. Crie uma estrutura, assuma um compromisso ou encontre uma forma de se manter responsável pelo que começou, para que o impulso sobreviva à explosão inicial de entusiasmo.

O Cavaleiro de Paus precisa descobrir como transformar o fogo do começo em uma chama mais constante, capaz de sustentar aquilo que está sendo construído.

Conclusão

Agosto chega ao fim deixando a sensação de que muita coisa mudou de lugar. Foi um mês de viradas e revelações. Depois do eclipse solar do dia 12, a semana termina sob a influência de um poderoso Eclipse Lunar em Peixes, na sexta-feira (28), convidando-nos a olhar para dentro e reconhecer o que precisa ser encerrado.

O Eclipse Lunar em Peixes encontra o impulso do Cavaleiro de Paus: uma combinação que pede desapego, mas também movimento. Primeiro, solte. Depois, avance. Afinal, o fogo do Cavaleiro fica mais potente quando não precisa carregar o peso do passado.

Ação ousada está sendo exigida agora. O Cavaleiro de Paus não fica sentado pensando. Ele age! Ele convida você a romper com a rotina, sair do lugar conhecido e se abrir para o novo. O mundo é vasto, cheio de possibilidades e está esperando para ser vivido e descoberto por você.

Em seus “Quatro Quartetos”, T. S. Eliot escreveu: “Não cessaremos de explorar, e ao final de toda a nossa exploração chegaremos ao ponto de partida e conheceremos esse lugar pela primeira vez.”

Talvez seja esse o convite do Cavaleiro de Paus para esta semana: avançar, experimentar, descobrir novos caminhos e, quem sabe, voltar ao ponto de partida com um novo olhar.

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

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