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MUSICALIZAÇÃO

Hungria tem oportunidade de bolsas de intercâmbio para jovens músicos brasileiros

Em visita à Fundação Barbosa Rodrigues, musicista húngara Lilla Gábor destaca a importância do ensino pedagógico da música e apresenta oportunidades de estudar na Europa com apoio financeiro

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A música como linguagem universal, ferramenta de desenvolvimento humano e ponte entre culturas. Esses são alguns dos pilares defendidos pela professora húngara Lilla Gábor, musicista especialista em pedagogia musical e uma das representantes contemporâneas da metodologia criada por Zoltán Kodály. 

Em visita ao Brasil, a educadora conheceu o trabalho da Fundação Barbosa Rodrigues (FBR) e compartilhou sua trajetória, experiências em sala de aula e, principalmente, destacou oportunidades de formação internacional por meio de bolsas de estudo oferecidas pelo governo da Hungria.

Foi apresentada à música desde a infância, tendo sua formação avançado até a tradicional Academia Franz Liszt, uma das mais prestigiadas instituições de ensino musical da Europa, onde se especializou em regência, regência coral e pedagogia musical.

Atualmente, ela atua como professora no Instituto Kodály, que recebe estudantes de diferentes partes do mundo interessados em aprofundar seus conhecimentos na metodologia Kodály. A instituição oferece formação completa em música, com cursos de graduação e pós-graduação voltados tanto à prática quanto à teoria.

O MÉTODO KODÁLY

Criado no século 20 por Zoltán Kodály, o método que leva seu nome segue influente até hoje e é adotado em diversos países. Segundo Lilla, o grande diferencial dessa abordagem está na democratização do ensino musical.

“O método Kodály ensina música para todos. Não é algo restrito a pessoas com talento excepcional. Ele permite que qualquer pessoa aprenda a cantar afinado, ler partituras e, principalmente, desfrutar da música”, explica.

Diferentemente de abordagens tradicionais, a metodologia tem como base o canto e a experiência prática. A teoria musical não é apresentada de forma isolada, mas surge a partir da vivência. Ou seja, o aluno primeiro experimenta a música – cantando, ouvindo, praticando – para só depois compreender seus elementos técnicos.

Outro ponto central é o início precoce. A educação musical, dentro dessa perspectiva, deve começar ainda na infância, com contato frequente e contínuo com a música.

 

MUSICALIZAÇÃO PRECOCE

Para Lilla, iniciar o ensino musical desde cedo é essencial não apenas para a formação de músicos, mas para o desenvolvimento global das crianças. Segundo ela, a música impacta diretamente áreas como cognição, linguagem, socialização e coordenação motora.

 

“As crianças estão abertas a novas experiências. A música amplia possibilidades e oferece uma vivência que pode ser gratificante para toda a vida”, afirma.

 

Além disso, a prática musical pode influenciar escolhas profissionais no futuro, como exemplificado por ex-alunos da Fundação Barbosa Rodrigues que, após passarem pela instituição, seguiram a carreira musical profissionalmente.

Mas mesmo para aqueles que não seguem carreira na área, os benefícios permanecem.

DIVERSIDADE MUSICAL


A música também exerce um papel importante na conexão entre culturas. Em vários países como no Brasil, essa característica se torna ainda mais relevante.


“A música pode ser uma ponte entre culturas diferentes. É uma forma de comunicação não verbal que aproxima as pessoas e promove compreensão”, destaca Lilla Gábor.


Com atuação em 23 países distribuídos em cinco continentes, a musicista reforça que não existe um único caminho para formar músicos. Cada cultura desenvolve suas abordagens, mas a metodologia Kodály se destaca por sua capacidade de alcançar um público amplo.


Durante sua passagem por Campo Grande, a educadora pôde contemplar uma apresentação da Orquestra Jovem da Fundação Barbosa Rodrigues, observando de perto a oportunidade educacional ofertada pela instituição. Para ela, iniciativas que oferecem acesso à música desde a infância têm potencial de transformar vidas.

BOLSAS DE ESTUDO


Um dos pontos de maior interesse para estudantes e profissionais da música é a possibilidade de estudar no exterior. Nesse contexto, Lilla destacou o programa Stipendium Hungaricum, considerado o principal sistema de bolsas de Ensino Superior da Hungria.


Criado em 2013 pelo governo húngaro, o programa tem como objetivo fortalecer a internacionalização das universidades, ampliar relações acadêmicas e atrair talentos de diferentes partes do mundo. Atualmente, está disponível em mais de 100 países e oferece cerca de 900 cursos em diversas áreas do conhecimento, incluindo música.


As bolsas são voltadas para estudantes com alto desempenho acadêmico e, no caso da área musical, é necessário apresentar um nível avançado de conhecimento.


Entre os principais benefícios do programa estão cobertura de taxas acadêmicas (matrícula), auxílio financeiro para custos de vida, possibilidade de apoio com passagens e acesso a instituições de excelência na Hungria.


Além de cursos completos de graduação, o programa também oferece oportunidades de curta duração, intercâmbios e até doutorado.


As inscrições para o programa ocorrem por meio do site https://stipendiumhungaricum.hu/, abertas em dezembro. Todo o processo de aplicação vai até junho e o início das aulas acontece em setembro.

Da esquerda para a direita: Edineide Dias, professora de canto e preparadora vocal; Nara Borges, presidente da Fundação Barbosa Rodrigues; Lilla Gábor, musicista e pedagoga musical húngara e Ana Lúcia Gaborim, professora do curso de Música da UFMS

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LUTO

Ex-paquito Robson Barros morre aos 57 anos; Xuxa e colegas lamentam

A família informou o fato em seu perfil de Instagram, mas não divulgou a causa da morte

21/06/2026 23h00

Robson Barros (do meio) morreu neste sábado, aos 57 anos

Robson Barros (do meio) morreu neste sábado, aos 57 anos Foto: Reprodução

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Robson Barros, ex-paquito dos programas de Xuxa Meneghel na década de 1980, morreu no sábado, 20, aos 57 anos de idade. A família informou o fato em seu perfil de Instagram, mas não divulgou a causa da morte.

O velório ocorreu no cemitério Parque Morumby, e o sepultamento no cemitério de Congonhas, em São Paulo, neste domingo, 21.

A morte de Robson Barros foi lamentada por diversos colegas, fãs e amigos, incluindo Xuxa.

A apresentadora publicou um vídeo em que ele canta no Xou da Xuxa como homenagem.

"Meu Robson Paulistinha. Você foi e é um cara incrível. Que Deus te receba com um sorriso lindo e muito carinho. Você merece todos os aplausos, meu eterno paquito. Te amamos", escreveu ela.

"Robson é um dos caras mais legais que eu conheci. Descansa, meu querido", postou Juliana Baroni.

Andréa Sorvetão, outra ex-paquita, relembrou uma foto ao lado do colega: "Querido e amado amigo Robson Barros! Sem palavras! Triste demais."

Quem eram os 'paquitos' de Xuxa, como Robson Barros

Além de assistentes de palco de Xuxa, os paquitos - versão masculina das famosas paquitas, que já a acompanhavam há algum tempo - também tiveram carreira musical, lançando discos entre o fim dos anos 1980 e início dos 1990.

Além de Robson Barros, integraram o grupo Paquitos Marcello Faustini, Egon Júnior, Alexandre Canhoni, Yuri Martins e Cláudio Heinrich (que chegou a protagonizar a novela Uga Uga anos depois)

Confira abaixo uma imagem publicada no Instagram de Robson Barros referente à época em que ele ainda era um 'paquito' de Xuxa.

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Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo

Na tentativa de ver os filhos felizes, muitos pais passam a interpretar tristeza, raiva, medo ou decepção como sinais de que algo está errado.

21/06/2026 18h30

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo Foto: Divulgação

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Poucas gerações se preocuparam tanto com a felicidade dos filhos quanto a atual. Queremos protegê-los das frustrações, evitar sofrimentos e oferecer oportunidades que talvez não tenhamos tido. A intenção é legítima. O problema começa quando transformamos a felicidade em uma obrigação permanente.

Na tentativa de ver os filhos felizes, muitos pais passam a interpretar tristeza, raiva, medo ou decepção como sinais de que algo está errado. Correm para resolver conflitos, antecipam soluções e tentam eliminar qualquer desconforto. Mas crescer envolve justamente aprender a lidar com emoções difíceis.

A vida não é composta apenas por momentos agradáveis. Perder um jogo, receber um “não”, enfrentar uma decepção amorosa ou não conseguir alcançar um objetivo fazem parte da experiência humana. Quando impedimos nossos filhos de viver essas situações, também limitamos a oportunidade de desenvolver recursos emocionais para enfrentá-las.

Resiliência não nasce da ausência de dificuldades. Ela se constrói quando a criança atravessa desafios e descobre que é capaz de suportá-los. Isso não significa abandonar ou minimizar o sofrimento. Significa acolher emoções sem precisar eliminá-las imediatamente.

Existe uma diferença importante entre proteger e superproteger. Proteger é oferecer segurança e apoio. Superproteger é impedir que a criança experimente situações compatíveis com sua idade e desenvolva autonomia emocional.

Como pais, nosso papel não é garantir felicidade constante. É ajudar nossos filhos a construir ferramentas para lidar com os altos e baixos da vida. Afinal, saúde emocional não significa estar feliz o tempo todo. Significa reconhecer sentimentos, expressá-los de forma saudável e seguir em frente apesar deles.

Talvez uma das maiores demonstrações de amor seja permanecer ao lado dos filhos quando eles sofrem, sem a necessidade de apagar imediatamente a dor. Porque crescer emocionalmente não depende da ausência de frustração, mas da capacidade de atravessar.

@vanessaabdo7

Coluna Desatando Nós: O filho não precisa ser feliz o tempo todo Dra. Vanessa Abdo - Divulgação

 

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