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DIREITOS AUTORAIS

CPI do Ecad levanta suspeitas de crimes

CPI do Ecad levanta suspeitas de crimes

AGÊNCIA BRASIL

12/10/2011 - 15h28
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Os crimes de formação de cartel, desvio de função e até evasão de divisas são algumas das suspeitas que o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Escritório Central de Arrecadação de Direitos (Ecad), senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), tem levantado após cerca de três meses de trabalho. “É um sistema formado em nome de pagar os direitos autorais quando, na verdade, eles estão fraudando os direitos autorais”, disse. Ele acredita que, até o dia 28 deste mês, quando está prevista a votação do relatório da CPI, mais indícios de irregularidades ainda podem surgir. “Acho que nós ainda não abrimos a caixa de pandora. Mas estamos perto disso”, completou.

As suspeitas do senador são fundamentadas pelos depoimentos colhidos até agora nas audiências da CPI. A acusação de formação de cartel, por exemplo, foi levantada pelo secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Vinícius Carvalho. Em agosto, o secretário deu depoimento à comissão acusando o Ecad de adotar conduta anticompetitiva e atuar com monopólio. A entidade é formada por nove associações de autores e compositores, mas ao participar da reunião da CPI Carvalho alegou que o estatuto da instituição impõe barreiras desproporcionais à entrada de novas associações, o que caracterizaria a prática de cartel.

Já os indícios de desvio de finalidade são apontados porque o Ecad não estaria mantendo as características de instituição sem fins lucrativos. O senador Randolfe Rodrigues cita como exemplo o pagamento de gratificações aos diretores e gerentes do escritório que em um ano chegou ao valor global de R$ 500 mil. Segundo ele, a falta de atas de reuniões e balanços contábeis publicados impede a CPI de apurar se esta é uma prática comum e de quanto são os valores pagos aos dirigentes da entidade e das associações integradas a ela. “Veja, houve a distribuição de uma gratificação desse porte mesmo estando o Ecad em uma situação deficitária. A ata [que cita o valor da gratificação] não deixa claro quem foram os contemplados nem quanto foi pago a cada um”, declarou Randolfe.

Além da falta de informações sobre salários e gratificações pagas aos dirigentes do Ecad, o senador também se recente da falta de acesso a documentos, atas de reuniões e balanços contábeis que esclareçam como ocorrem os processos de tomada de decisão na entidade. Segundo ele, não está claro, por exemplo, como são definidos os preços cobrados por músicas tocadas em festas e apresentações. Na opinião de Randolfe, apesar de ser uma entidade privada, o Ecad deve fornecer esse tipo de informação porque gerencia um direito público, que é cobrado de todo cidadão. “Parece-me que seja inevitável pedir a quebra de sigilos fiscais e bancários para que consigamos ter acesso aos dados que eles nos sonegam”, disse o senador.

Segundo ele, nos últimos dez anos, apenas 30 atas de reuniões mensais e assembleias dos associados foram publicadas. Balanços contábeis só foram divulgados a partir de 2004 e não há informações claras sobre como são distribuídos os R$ 430 milhões estimados de orçamento anual do escritório de arrecadação. A quebra de sigilo bancário esclareceria também o aumento de remessas de dinheiro para o exterior justificadas pelo pagamento de direitos autorais para artistas estrangeiros. O senador estranha o crescimento desses valores uma vez que a participação de cantores e compositores brasileiros aumentou nas rádios nacionais.

A solução para eliminar essas desconfianças, na opinião do senador, seria a criação de um órgão ou agência governamental que fiscalizasse o Ecad, no modelo das agências reguladoras. “Se até ao Judiciário, que estava acima de tudo e de todos, a Constituição impôs uma instância de fiscalização, controle e regulação, que foi o CNJ [Conselho Nacional de Justiça], por que o Ecad não pode se submeter a semelhante controle?”.

Para o Ecad a ideia não é boa. Por meio de sua assessoria de imprensa, o escritório informou que é uma entidade privada e que, portanto, não está sujeito à “ingerência do Estado”. “Os músicos brasileiros têm maturidade política suficiente para criarem e gerirem suas entidades de gestão de direito autoral. Sempre o fizeram sem qualquer ajuda governamental”, diz a nota de esclarecimentos enviada pelo escritório à reportagem da Agência Brasil.

A assessoria também alega que não é obrigada a informar valores de salários e a publicar atas de suas reuniões porque não recebe recursos públicos. Sem informar o seu orçamento anual oficialmente, o escritório de arrecadação declara que os valores cobrados pelos direitos autorais são definidos em assembleias de seus associados e que disponibiliza as atas de suas assembleias dos últimos três anos. Os balanços são publicados, segundo a instituição, no site e em jornais de grande circulação.

O Ecad esclarece ainda que as remessas para artistas estrangeiros não são referentes somente ao que toca nas rádios brasileiras, mas também às músicas usadas por emissoras de TV, inclusive canais pagos, cinemas e sites da internet. Na nota enviada à Agência Brasil, o escritório ressalta ainda que “se a CPI está preocupada com a quantidade de músicas estrangeiras executadas no país deveria se preocupar em perguntar desses usuários porque não executam mais músicas brasileiras em suas programações”.

Na última semana, o Ecad conseguiu no Supremo Tribunal Federal liminar que garante aos seus advogados participarem das reuniões da CPI e acompanharem os depoimentos. Os advogados da entidade passam a ter direito à palavra na CPI, de protocolarem petições que devem ser apreciadas pelos membros da comissão e de acesso a documentos sob sigilo. O mandato de segurança foi concedido pelo ministro Celso de Mello.

Felpuda

Algumas mudanças estariam sendo estudadas e poderão deixar muita gente "de...Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta terça-feira (24)

24/02/2026 00h03

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Steven Levitsky - escritor americano

"Democracias podem morrer não nas mãos de generais, mas de líderes eleitos – presidentes ou primeiros-ministros que subvertem o próprio processo que os levou ao poder”.

 

FELPUDA

Algumas mudanças estariam sendo estudadas e poderão deixar muita gente “de queixo caído”, como diria vovó. Se isso acontecer, serão consideradas como estratégias e adequações ao ano eleitoral. A expectativa é bem grande, e muitos “barnabés” estariam com um olho no peixe e outro no gato. A “rádio peão” está a todo vapor, porém em ondas curtíssimas, pois, afinal, ninguém quer ser flagrado comentando sobre o que seria a, digamos, “fofoca do semestre”. Dizem que quem pensa que é já deixou de ser e quem seria também não é mais. Seria apenas uma questão de tempo...

Diálogo
Diálogo

 

DiálogoO Sesc Teatro Prosa abrirá sua temporada deste ano nesta quinta-feira, às 19h, com o show “40 tons”, do cantor e compositor Jerry espíndola. Na sexta-feira, também às 19h, a atração será o espetáculo “estado fantasma ii”, da Cia. de dança do Pantanal, de Corumbá. Já no sábado, às 16h, o teatro abre espaço para o público infantil com o espetáculo “o Colecionador de Brincadeiras”, da trupe teatro de Brincar. os três espetáculos têm classificação livre e os ingressos gratuitos estão disponíveis no Sympla.
DiálogoDr. Omar Kadri e Cassiane Kadri

 

DiálogoDra. Maria Castro

Cadê?

Foi aberto inquérito civil pelo Ministério Público de MS para investigar possíveis falhas no fornecimento de sondas e fraldas descartáveis a pacientes atendidos pelo Centro de Especialidades Médicas (CEM), em Campo Grande. Segundo o órgão, a medida foi tomada em razão das queixas sobre desabastecimento e qualidade dos produtos. Com base em documentação, foram identificados pendências e atrasos na execução contratual.

Mutirão

Nos próximos dias, o governo de Riedel lançará mais um projeto que se destina a ampliar serviços do Estado e parceiros para atender a população de municípios-polos e circunvizinhos. Trata-se do MS Cidadão, que estará sob a coordenação da Secretaria da Casa Civil. Equipes dos mais diferentes setores ficarão sediadas em localidades específicas, disponíveis para oferecer as ações a seus moradores. Seria um grande mutirão de importantes serviços.

Magoou

A apresentação da escola de samba homenageando Lula, dizem, serviu também para a ministra Simone Tebet definir seu rumo político. Dificilmente terá condições de continuar no MDB e “jogar junto” com o líder-mor do PT. Um dos carros alegóricos mostrou figura representando o ex-presidente Michel Temer “puxando” a faixa presidencial de Dilma Rousseff. O partido atribui o impeachment a “golpe” do emedebista. O MDB, é claro, não gostou e sinaliza que ser vice de Lula nem pensar. Aí...

Aniversariantes

Mariana Meaurio Rosa,
Oscar Augusto Vianna Stuhrk,
Helainny Pompeu Cunha da Silva,
Jhoseff Bulhões,
Clédio Carlos Santiani,
Clodoaldo de Oliveira Calazans,
Ildo Pires de Souza,
Marcelo Barbosa Alves Vieira,
Maria Leandra Barbosa,
Sonia Thereza Bosdotto Garcia Vazquez,
Washington Antenor de Souza Junior,
Evaldo Machado de Resende,
Gandhi Winckler,
Reginaldo Mattos,
Silvia Figueiredo Ajala,
Manoel Macedo da Costa,
Valdeny Joaquim de Alencar,
Henrique Martins Barbosa Neto,
Maria Rita Nolasco Olindo,
Isabel Lucia da Silva Grossi,
Jefferson Luiz Martinez Ocampos,
José Henrique Ayres Tavares do Couto,
Fernanda Borges de Oliveira Lima Remonatto,
Zulmira Longui Miglioli,
Gabriel Sborowski Polon,
Tieko Guenka Teruya,
Manoel Gomes da Silva,
Zanetti Guimarães da Rocha Onishi Fernandes,
Lelia Oshiro,
Vera Lúcia Dias Brentan,
Valdir Pimenta,
Fátima Corrêa da Silva de Almeida,
Cléia Santos Rosa,
Adriana Aparecida Lacerda Alves de Arruda,
Sônia Tereza Vasquez,
Elza Abadia de Oliveira,
Fernando Abbott Coelho Junior,
Risoleta Ferreira da Silva,
Fernando Machado,
Lucila Ferreira,
Jussimara Barbosa da Fonseca Bacha,
Dr. Wander Lisboa,
Neuza Coelho Malagoli,
Newton Lafayette Proença de Oliveira,
Eloiza Aquino Benevides,
Maiba Nader,
Celeida Cordoba de Lima,
Danielle Persio Lacerda Quevedo,
Meire Becer,
Daniela Morais Cantero,
Assuero Maia do Nascimento,
Fusako Watanabe,
Fernanda Alvarenga Depieri,
Luiz Antonio Prado,
Marcos Elias Zogbi,
Patricia Figueiredo Barros,
Rosely Alves de Sá Nakamura,
Sandra Alves Elias,
Sirley Guerra Del Barco,
Marcela Caldas Modesto,
Dirce Medeiros Sanches,
Maria Rita Murano Garcia,
Camila Mota Calarge,
Robson Ajala Lins,
Luiz Antônio Zanini,
Laura Pereira Ximenes,
Maria Helena Pinheiro,
Fernando Jorge Medeiros,
Heitor Campos Neto,
Iná Jaques de Almeida,
Rosa Maria da Cruz Romero,
Marina de Souza Rocha,
André Fabiano dos Santos Camargo,
Márcio Luis Veloso de Oliveira,
Gislaine Machado da Costa,
Márcio Watanabe,
João Luiz Rodrigues Lopes da Silva,
Antonio Zeferino da Silva Sobrinho,
Elcio Padovan Correia,
Maurell Alves Chaves,
Júlio Alves Chaves Bezerra,
Milton de Oliveira Antunes Gago,
Sebastião José de Freitas,
Dr. Djalma Flores Blans,
Moisés Dutra dos Santos,
Sérgio Colombi,
Osmar Cardoso da Silva,
Osvaldo Durães Neto,
Antenor Francisco de Oliveira Neto,
Suellen Beatriz Giroletta,
Gilceu Luis Richetti,
Rosemere Carrareto,
Eugênio Luiz Dameão,
Sandro Rogério Monteiro de Oliveira,
Izabella Caetano Costa,
Silvio Miura,
Paulo Henrique Ribeiro,
Larissa Meirelles Assis,
Maria Emília Lopes Batista,
Liliane Souza Ferreira,
João Henrique Matos,
Pedro Ivo Barros Quevedo. 

COLABOROU TATYANE GAMEIRO

SAÚDE

Nutricionista explica os mecanismos de ação dos componentes do energético e os riscos do consumo

Nutricionista explica os mecanismos de ação dos componentes do energético, os riscos do consumo excessivo e revela estratégias para manter a energia de forma saudável

23/02/2026 10h00

Com ampla variedade de marcas e sabores, bebidas energéticas se consolidaram no mercado, principalmente entre o público mais jovem

Com ampla variedade de marcas e sabores, bebidas energéticas se consolidaram no mercado, principalmente entre o público mais jovem Alienfood

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Seja para enfrentar uma noite de estudos, aguentar o ritmo intenso do trabalho ou potencializar a diversão noturna, os energéticos conquistaram espaço cativo na rotina dos brasileiros.

Mas afinal, o que acontece dentro do nosso organismo quando consumimos essas bebidas? Os efeitos são apenas benéficos ou existem riscos escondidos atrás da promessa de disposição instantânea?

Para responder a essas e outras perguntas, o Correio B conversou com a nutricionista Camila Vargas, que detalhou os mecanismos de ação dos principais componentes dos energéticos e traçou um panorama completo sobre os impactos dessas substâncias na saúde.

COMPOSIÇÃO

A estrela principal dos energéticos é a cafeína, e seu mecanismo de ação é fascinante. “A cafeína atua como um estimulante do sistema nervoso central, bloqueando a ação da adenosina, uma substância que induz o relaxamento e o sono”, explica Camila.

Ao impedir que o cérebro receba o “sinal de cansaço”, a substância faz com que o organismo se mantenha mais desperto.

Além disso, a cafeína estimula a liberação de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina, responsáveis pela sensação de prazer, aumento da disposição, foco e atenção. “Isso melhora a concentração, o tempo de reação e a sensação de energia”, completa a nutricionista.

A taurina por sua vez, diferentemente do que muitos pensam, não é uma substância estimulante. “É um aminoácido que exerce funções regulatórias e protetoras no organismo”, esclarece Camila. Seu papel principal envolve o equilíbrio das células, a função muscular e a saúde do sistema nervoso.

Quando combinada com a cafeína, a dupla atua de forma complementar: enquanto a cafeína estimula, a taurina ajuda a equilibrar essa estimulação, contribuindo para a estabilidade do sistema nervoso e da função muscular. “Na prática, a combinação pode gerar mais foco, atenção e disposição”, afirma a nutricionista.

FAZ MAL?

A resposta, como quase tudo na nutrição, depende do contexto. “Energético não é vilão, mas não deve ser usado em excesso nem diariamente”, pontua a nutricionista. “Ele funciona como um estímulo pontual, não como fonte real de energia ou substituto do sono e da alimentação”, completa.

Em pessoas saudáveis e sem excessos, o consumo moderado não costuma prejudicar. O problema surge quando o uso é desproporcional ou em grupos específicos: pessoas que sofrem de ansiedade, problemas de pressão arterial, insônia, gestantes e adolescentes.

Os efeitos agudos do consumo incluem aumento temporário da frequência cardíaca, elevação discreta da pressão arterial e, em pessoas mais sensíveis, sensação de palpitações. Já os efeitos crônicos – associados ao uso frequente ou excessivo – podem incluir manutenção da pressão mais elevada em pessoas predispostas, maior risco de ansiedade, insônia e sobrecarga cardiovascular.

“O energético pode agravar problemas cardíacos já existentes”, alerta Camila, destacando que mesmo pessoas saudáveis devem estar atentas à quantidade consumida.

A nutricionista também destaca o ciclo vicioso desencadeado pela bebida. “Pode ser útil pontualmente, mas o uso frequente cria um ciclo de estimulação excessiva, piora do sono e necessidade de doses cada vez maiores para sentir o mesmo efeito”, afirma.

Grupos de risco para o consumo de energéticos incluem: crianças e adolescentes porque têm sistema nervoso ainda em desenvolvimento e maior risco de ansiedade, agitação, insônia e alterações cardíacas; gestantes, que devem evitar, porque a cafeína atravessa a placenta e o feto não metaboliza bem a substância; e idosos, porque metabolizam a cafeína mais lentamente, têm maior chance de palpitações, aumento da pressão, tremores e insônia, além de possíveis interações com medicamentos de uso contínuo.

COMBINAÇÕES

Um dos alertas mais importantes feitos por Camila Vargas diz respeito à mistura de energético com bebida alcoólica.

“O energético não anula os efeitos do álcool, apenas mascara os sinais de embriaguez”, afirma. Isso leva a comportamentos mais arriscados e maior impacto à saúde, com riscos elevados de arritmias, taquicardia, desidratação e sobrecarga do coração.

Enquanto o álcool é depressor do sistema nervoso, causando sonolência e diminuição dos reflexos, o energético estimula e reduz a sensação de cansaço e embriaguez. “A pessoa se sente mais desperta, mas continua alcoolizada”, resume.

Além do álcool, o energético não deve ser misturado com café, pré-treinos, termogênicos ou guaraná em cápsulas, pois aumentam muito a dose total de cafeína. “Para adultos saudáveis, a referência segura é de até 200 mg de cafeína por dose, considerando todas as fontes consumidas no dia”, detalha Camila.

Medicamentos estimulantes (usados para TDAH ou emagrecimento), descongestionantes nasais e antigripais, e drogas ilícitas estimulantes como cocaína e anfetaminas também representam risco elevado de arritmias e eventos cardíacos graves quando combinados com energéticos.

OUTROS ESTIMULANTES

Na comparação entre energético e café, a nutricionista explica que ambos estimulam, mas o energético tende a gerar efeito mais intenso e mais riscos, principalmente se consumido rápido ou em grandes quantidades. “O café, em geral, é mais previsível e seguro quando consumido com moderação”, compara Camila.

No contraste do energético com o pré-treino existe diferença prática ainda mais significativa. Enquanto o energético comum foca apenas em estimular e não é formulado especificamente para performance física, o suplemento pré-treino tem fórmula pensada para o exercício, podendo conter beta-alanina, citrulina, creatina e outros componentes que melhoram foco, resistência e desempenho. “Não recomendo substituir pré-treino por energético”, afirma a nutricionista.

DÁ ENERGIA?

Quem já experimentou energéticos provavelmente conhece a sensação de cansaço extremo que pode surgir após o efeito passar. Isso acontece porque a cafeína apenas “mascara” o cansaço ao bloquear os sinais de fadiga.

“Quando o efeito diminui, esses sinais voltam de uma vez, podendo causar sensação de exaustão”, explica Camila.

“Energia verdadeira vem de sono, alimentação equilibrada, hidratação e rotina organizada”, resume a nutricionista. “Estimulantes podem ajudar pontualmente, mas o corpo funciona melhor quando não precisa ser forçado a ‘ligar no modo emergência’ todos os dias”, esclarece.

Para quem busca combater o cansaço sem depender de estimulantes artificiais, Camila Vargas recomenda:

> Refeições regulares para evitar quedas bruscas de glicose;
Combinação de carboidrato + proteína + gordura boa em cada refeição;
Alimentos ricos em ferro, magnésio e vitaminas do complexo B (verduras verde-escuras, leguminosas, ovos, carnes, oleaginosas);
Hidratação adequada.

Alimentos que oferecem energia mais estável incluem frutas com oleaginosas (como banana com castanhas), iogurte natural com frutas, aveia, ovos, arroz e feijão. Chás como chá-verde, chá-branco, de gengibre, hortelã ou alecrim podem estimular com mais suavidade.

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