Sexta-feira foi o Dia Nacional do Mel. Vamos pegar uma carona na data para conhecer um pouco da história desse ingrediente natural que faz tão bem à saúde. Os homens pré-históricos já coletavam mel desde aproximadamente 15.000 anos a.C. Muitos especialistas acreditam que eles aprenderam sobre a utilização desse alimento vendo outros animais fazendo uso do líquido espesso, adocicado e cristalino de coloração castanha.
Existem pinturas rupestres, representações artísticas pré-históricas encontradas em cavernas, que são evidências a comprovar este comportamento humano, literalmente, há milênios. Um povo que era considerado ótimo coletor de mel silvestre eram os neandertais, que faziam isso desde o período Paleolítico Superior.
Nesta página, é possível ver a reprodução de uma dessas pinturas rupestres, considerada a mais ilustrativa cena disponível da coleta de mel na pré-história. A imagem mostra a figura de um homem aplicando fumaça na entrada de uma grande colmeia. Esta é uma técnica aplicada até hoje pelos apicultores.
EGITO
A história da apicultura é iniciada, propriamente, com os egípcios. No começo, há aproximadamente 4.400 anos, eles colocavam as abelhas em potes de barro, que ficavam perto da residência do produtor. Porém, esse tipo de cultivo era muito parecido com a caça primitiva do mel, na qual prejudicava-se e até matava-se o enxame para a extração do produto.
Apesar de os egípcios serem considerados os pioneiros na criação de abelhas, a palavra colmeia vem do grego, pois eram os gregos que colocavam seus enxames em recipientes com forma de sino e feitos de palha trançada, chamados de colmos.
No passado, o homem apenas extraía o mel das colmeias. Tinha, portanto, que procurar e localizar os enxames, que ficavam muitas vezes em locais de difícil acesso e representavam um grande risco para quem fosse escalar e recolhê-los.
Ainda não se sabia como separar do mel os outros produtos da colmeia. Então, se ingeria uma mistura de tudo, desde algumas abelhas até mel, pólen, crias e cera. Era bem comum os enxames fugirem ou morrerem, obrigando os homens a procurar e extrair o alimento de outros ninhos.
SAGRADAS
As abelhas costumavam ter um papel sagrado para várias civilizações. Com isso, diversas lendas e cultos surgiram a partir desses insetos. Dessa forma, mais tarde, passaram a assumir até uma grande importância econômica, sendo consideradas um símbolo de poder.
Muitos produtores, a certa altura, já não suportavam ter de matar suas abelhas para coletar o mel; assim, vários estudos começaram a surgir nesse sentido. O uso de recipientes horizontais e com comprimento maior que o braço do produtor foi uma das primeiras tentativas.
Para que o mel fosse coletado nessas colmeias, o apicultor jogava uma fumaça na entrada desses recipientes, fazendo com que todas as abelhas fossem ao fundo, inclusive a rainha. Depois, retiravam-se somente os favos da frente, deixando uma reserva para os insetos presentes.
CAIXA DE LORENZO
Alguns anos depois, surge a ideia de se trabalhar com recipientes sobrepostos, em que o apicultor removeria a parte superior da caixa e deixaria na inferior uma reserva para as abelhas. Embora resolvesse a questão da colheita do mel, o produtor ainda não tinha acesso à área de cria sem destruí-la, o que impossibilitava um manejo mais racional dos enxames.
Para solucionar o problema, os produtores começaram a colocar barras horizontais no topo dos recipientes, separadas por uma distância igual à distância dos favos construídos. Assim, as abelhas construíam seus favos nessas mesmas barras, facilitando, dessa forma, sua inspeção. Entretanto, as laterais dos favos ainda ficavam presas às paredes da colmeia.
Foi em 1851 que o reverendo Lorenzo Lorraine Langstroth verificou que as abelhas depositavam própolis em qualquer espaço inferior a 4,7 mm e construíam favos em espaços superiores a 9,5 mm.
A medida entre essas duas lacunas Lorenzo Langstroth chamou de espaço abelha, que é o menor espaço livre existente no interior da colmeia, por onde podem transitar duas abelhas ao mesmo tempo e que consiste em permitir que o inseto trabalhe dos dois lados do favo. Tal caixa ainda é utilizada nos dias de hoje. Essa descoberta simples foi uma das chaves para o desenvolvimento da apicultura racional.
Inspirado no modelo de colmeia usado por Francis Huber, que prendia cada favo em quadros presos nas laterais, movimentando-os como páginas de um livro aberto, Langstroth resolveu estender as barras superiores já usadas, mas fechar o quadro nas laterais e abaixo, mantendo sempre o espaço abelha entre cada peça da caixa.
Lorenzo criou, assim, quadros móveis que poderiam ser retirados das colmeias pelo topo e movidos lateralmente dentro da caixa. A colmeia móvel de Langstroth permitiu o surgimento racional de abelhas, favorecendo o avanço tecnológico da atividade como a conhecemos atualmente.
A carne desfiada com vinho e mel que você tem a chance de aprender agora leva a assinatura do chef Felipe Bronze, gastrônomo brasileiro conhecido em programas da TV paga. Não tem como dar errado. Agora, ao trabalho e bom apetite.
Carne desfiada com vinho e mel
Ingredientes
> 1 kg de lagarto ou patinho;
> 4 cebolas roxas em rodelas;
> 1 lata de tomates pelados (corte-os ao meio);
> 150 ml de vinagre de vinho tinto;
> 100 ml de mel;
> 1 pimenta dedo-de-moça;
> 4 dentes de alho cortados em 4 partes;
> 1 colher (chá) de semente de coentro;
> 300 ml de vinho tinto;
> Água suficiente para cobrir a carne na panela;
> Azeite, sal e pimenta-do-reino a gosto.
Modo de Preparo:
Aqueça uma panela de pressão. Regue um fio de azeite e coloque a carne lá dentro, em fogo alto. Sele os dois lados. Agora, coloque as cebolas, os tomates, o vinagre, o mel, a pimenta, o alho, a semente de coentro e o vinho. Adicione um pouco de sal e cubra a carne com água. Tampe a panela de pressão e cozinhe por no mínimo 1 hora. A carne estará no ponto certo quando você conseguir desfiá-la facilmente usando um garfo. Se após esse tempo ainda não estiver em ponto de desmanche, volte a panela novamente à pressão e vá verificando, de tempos em tempos, pelos próximos 30 minutos. Com a carne no ponto, retire-a da panela e, utilizando dois garfos, desfie. Enquanto isso, volte o molho ao fogo, agora sem a tampa da panela, deixando-o engrossar bem (reduza o líquido). Coloque a carne desfiada de volta à panela, ajuste o sal e a pimenta. Pronto, basta servir e se deliciar.