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Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos

Quatro décadas depois, o filme de John Hughes parece menos fantasia adolescente e mais retrato de uma geração cansada da lógica da produtividade

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O adolescente mais famoso dos anos 1980 está completando 40 anos. Lançado em 11 junho de 1986, Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off) continua sendo uma das comédias mais divertidas daquela década e um dos filmes mais queridos da Geração X. Mas o tempo acrescentou uma ironia curiosa ao clássico de John Hughes: Ferris Bueller hoje seria um homem de quase 60 anos.

Aquele jovem que enganava pais, professores e o diretor da escola para viver um dia perfeito em Chicago teria a idade dos adultos que passava o filme inteiro driblando. E imaginar o que aconteceu com ele talvez seja tão fascinante quanto rever o filme.

Para entender por que os filmes de John Hughes moldaram toda uma geração, era preciso viver a adolescência nos anos 1980, quando suas histórias transformavam conflitos cotidianos em mitologia pop. Muitos daqueles títulos envelheceram presos ao espírito da época. Mas um deles resistiu com uma vitalidade quase desconcertante justamente por parecer o menos ambicioso de todos.

Quatro décadas depois de sua estreia, Curtindo a Vida Adoidado continua sendo não apenas um clássico teen, mas um retrato surpreendentemente atual da ansiedade, da amizade e do desejo universal de interromper o tempo por um dia perfeito.

Se em 1986 o filme parecia uma fantasia juvenil impossível, em 2026 ele soa menos como escapismo e mais como diagnóstico. A sensação de exaustão diante de instituições rígidas, a recusa em transformar produtividade em virtude absoluta e a busca por experiências significativas em vez de conquistas acumulativas se tornaram praticamente uma linguagem geracional. A Geração Z não precisava aprender com Ferris Bueller a matar aula. Ela já nasceu cansada da lógica que a escola representa.

Talvez por isso o filme tenha mudado de significado sem mudar uma única cena.

O sucesso duradouro de Ferris Bueller’s Day Off explica por que o filme ainda é exibido, analisado e citado quarenta anos depois. Ferris Bueller, aos 40 anos, continua relevante porque fala sobre liberdade, privilégio, ansiedade e amizade com uma leveza que esconde uma melancolia profunda. Não é apenas uma comédia adolescente. É um retrato emocional de quem percebe cedo demais que a vida adulta não será gentil.

Bastidores: um filme escrito na velocidade de um impulso

John Hughes escreveu o roteiro em poucos dias, durante um período em que parecia captar a adolescência americana com uma precisão quase sobrenatural. O filme foi concebido como uma carta de amor a Chicago, e isso é visível na forma como a cidade não funciona como cenário, mas como cúmplice. O museu, o estádio, o arranha-céu, o desfile improvisado. Tudo parece conspirar a favor daquele dia.

A famosa Ferrari não era uma Ferrari real. Eram réplicas baseadas no modelo 250 GT California, utilizadas para preservar carros autênticos e permitir a destruição controlada da versão que despenca pela garagem. A cena do museu não estava totalmente coreografada no roteiro.

Hughes permitiu que os atores explorassem o espaço, o que explica a atmosfera quase contemplativa que contrasta com a energia caótica do resto do filme.

Matthew Broderick construiu Ferris como um narrador cúmplice, alguém que não apenas quebra a quarta parede, mas a transforma em ponte emocional. Essa escolha ajudou a redefinir o tom da comédia mainstream, antecipando uma intimidade com o público que hoje vemos como natural.

Curiosamente, nem o próprio elenco imaginava que estava criando um clássico. Em 2026, Matthew Broderick e Alan Ruck revelaram que ficaram horrorizados ao assistir a uma primeira montagem do filme. Segundo Broderick, tratava-se de uma versão muito mais longa e excessivamente séria.

“Era horrível”, brincou o ator. Felizmente, John Hughes encontraria o equilíbrio perfeito entre humor e melancolia que transformaria Curtindo a Vida Adoidado em um dos filmes mais amados dos anos 1980.

Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos - Divulgação

Bilheteria e impacto imediato

Com orçamento modesto, o filme arrecadou dezenas de milhões de dólares e se tornou um dos maiores sucessos juvenis da década. Mais importante do que a bilheteria foi a circulação contínua em VHS, televisão e depois streaming, que permitiu que cada nova geração o descobrisse como se fosse contemporâneo.

Ferris Bueller tornou-se um símbolo cultural, um arquétipo do adolescente invencível e sedutoramente irresponsável. A frase sobre a vida passar rápido virou slogan existencial. A sequência do desfile se transformou em uma das cenas mais reconhecíveis da história do cinema popular.

Cameron, o verdadeiro protagonista emocional

Com o passar dos anos, a leitura crítica mudou. Muitos espectadores passaram a enxergar o filme como a história de Cameron Frye, não de Ferris. O colapso emocional diante da pintura pontilhista, a relação opressiva com o pai invisível, o ataque de pânico disfarçado de hipocondria. Cameron representa a ansiedade antes mesmo de ela se tornar uma palavra cotidiana.

Essa mudança de perspectiva acompanha a transformação cultural. A figura do amigo brilhante e despreocupado deixou de ser aspiracional. A do jovem paralisado pelo medo passou a parecer dolorosamente familiar.

Essa interpretação ganhou ainda mais força nas comemorações dos 40 anos do filme. Em entrevistas recentes, Broderick e Ruck disseram que nunca deixaram de enxergar uma camada dramática por trás da comédia. Ruck observou que John Hughes tratava adolescentes como pessoas reais, com medos e desejos legítimos, e não como caricaturas. Broderick acrescentou que, como em toda boa comédia, havia uma base séria evidente e que Cameron já era um personagem deprimido desde o início da história.

Onde estão os atores hoje

Matthew Broderick construiu uma carreira sólida no teatro, no cinema e na televisão, incluindo sucessos da Broadway e papéis dramáticos importantes. Ele nunca repudiou Ferris Bueller, mas também nunca quis ser definido por ele.

Ao longo das décadas, afirmou repetidas vezes que não gosta de ser chamado de Ferris nas ruas, talvez porque o personagem represente uma juventude congelada no tempo enquanto o ator seguiu adiante. Hoje é reconhecido tanto por seu trabalho teatral quanto por sua vida pessoal ao lado de Sarah Jessica Parker.

Alan Ruck teve uma trajetória mais discreta no cinema, mas voltou ao centro das atenções com Succession, interpretando Connor Roy. Foi uma espécie de retorno simbólico, já que Connor também é um personagem deslocado, emocionalmente vulnerável e levemente fora de sintonia com o mundo ao redor. A ligação com Cameron é inevitável.

Mia Sara se afastou de Hollywood nos anos 1990 para priorizar a vida pessoal e a família, retornando ocasionalmente a projetos selecionados. Sua Sloane permanece como um dos retratos mais elegantes e silenciosamente seguros da namorada idealizada do cinema adolescente.

Jeffrey Jones, o diretor Rooney, teve sua carreira profundamente prejudicada por problemas legais posteriores. A figura que já era caricatural no filme passou a carregar um peso desconfortável fora da tela.

Jennifer Grey, a irmã ressentida Jeanie, tornou-se um ícone romântico pouco depois com Dirty Dancing. Anos depois falou abertamente sobre a cirurgia que alterou seu rosto e afetou sua carreira, um caso frequentemente citado em discussões sobre identidade visual e celebridade.

Charlie Sheen, então no início da carreira, fez uma participação breve, mas memorável, como o jovem delinquente na delegacia. A cena, construída em grande parte a partir de improvisos e tensão silenciosa, se tornou uma das mais inesperadamente icônicas do filme. Décadas depois, sua trajetória pública turbulenta acrescentaria uma camada involuntária de ironia àquele encontro.

Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos - Divulgação

A amizade entre Broderick e Alan Ruck

A química entre Ferris e Cameron não foi fabricada apenas pelo roteiro. Broderick e Ruck desenvolveram uma amizade real antes das filmagens, uma conexão que veio dos palcos e marcada por improvisos e cumplicidade. Essa relação é perceptível na dinâmica entre os personagens, que oscila entre admiração, dependência e leve rivalidade.

Quarenta anos depois, a amizade permanece. Os dois atores voltaram a trabalhar juntos recentemente em The Best Is Yet to Come. O filme funciona porque Ferris parece acreditar genuinamente que está salvando o amigo, enquanto Cameron lentamente percebe que precisa salvar a si mesmo.

A escolha de Sloane

Mia Sara foi selecionada por transmitir maturidade emocional sem perder a aura juvenil. Sloane não é apenas um interesse romântico. Ela funciona como âncora. Há uma serenidade na personagem que contrasta com a energia performática de Ferris.

Chicago ainda vive um dia de folga

Poucos filmes dos anos 1980 se confundem tanto com uma cidade quanto Curtindo a Vida Adoidado com Chicago. Quarenta anos depois, a relação continua tão forte que fãs podem reviver o roteiro de Ferris em um passeio guiado pelos principais cenários do longa.

Conduzido pelo historiador Dan Goldrosen, o tour percorre as escadarias do Instituto de Arte, a Daley Plaza, palco da sequência de “Twist and Shout”, e até a garagem onde a Ferrari do pai de Cameron encontrou seu destino. Para Goldrosen, o sucesso do filme está diretamente ligado à maneira como John Hughes transformou Chicago em personagem. Não por acaso, muitos continuam descrevendo a obra como uma verdadeira carta de amor à cidade.

Frases e cenas que se tornaram parte da cultura

O desfile ao som de “Twist and Shout”, o falso Abe Froman no restaurante sofisticado, o jogo de beisebol, a corrida frenética de volta para casa. São sequências que ultrapassaram o filme e se tornaram referências visuais autônomas.

A frase sobre a vida passar rápido continua sendo citada em discursos, livros de autoajuda e posts motivacionais, muitas vezes sem menção ao filme. É um caso raro de diálogo que se transformou em provérbio cultural.

Uma das dançarinas da famosa sequência do desfile, Annette Thurman, revelou em 2026 que encarou as filmagens como apenas mais um trabalho. Aos 23 anos, não fazia ideia de que participava de um clássico.

Hoje, diz sentir orgulho por ser “uma pequena parte” de algo que considera atemporal. Ela também recorda que Matthew Broderick era surpreendentemente tímido nos bastidores, uma característica curiosamente mais próxima de Cameron do que de Ferris.

O que hoje soa problemático ou desconfortável

Ferris Bueller mente compulsivamente, invade sistemas escolares, manipula adultos e nunca enfrenta consequências reais. Em um contexto contemporâneo, isso pode ser interpretado como privilégio masculino branco operando sem obstáculos.

Ainda assim, o filme não foi cancelado nem rejeitado. Ele é reinterpretado. Ferris deixou de ser herói absoluto para se tornar figura ambígua.

                                Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos - Divulgação

A série esquecida e o musical

Em 1990, a NBC lançou uma sitcom baseada no conceito do filme. Sem o elenco original e sem o tom de Hughes, a série fracassou rapidamente e hoje é uma curiosidade histórica. Ainda mais porque uma jovem Jennifer Aniston apostava nela como possível trampolim para o estrelato.

A subversão que hoje é normal

Talvez o aspecto mais fascinante seja perceber que o gesto central do filme perdeu seu caráter transgressor. Matar aula para proteger a própria saúde mental, priorizar experiências sobre desempenho acadêmico, questionar a autoridade institucional. Tudo isso se tornou parte do discurso contemporâneo sobre bem-estar.

A Geração Z não vê Ferris como rebelde extraordinário. Vê como alguém que simplesmente fez o que era necessário. A subversão virou autopreservação. O hedonismo virou terapia improvisada. O dia perfeito deixou de ser fantasia e passou a ser estratégia de sobrevivência.

Por que Ferris Bueller ainda importa aos 40 anos

Ferris Bueller continua sendo um clássico porque captura algo universal e atemporal: o desejo de interromper o fluxo automático da vida e experimentar o presente com intensidade. O medo de crescer. A sensação de que o mundo adulto é um sistema fechado no qual ninguém realmente quer entrar.

Hoje, Ferris teria a idade dos adultos que passou o filme inteiro enganando. Talvez até se perguntasse, como todos nós, para onde foi o tempo.

Mas a verdadeira fantasia proposta por John Hughes já não é faltar à escola. É imaginar que ainda somos capazes de viver um dia como aquele sem culpa, sem produtividade e sem a sensação de que cada minuto precisa ser útil.

Em apenas 24 horas, Ferris nos ofereceu um repertório emocional capaz de acompanhar uma vida inteira. E, quatro décadas depois, ainda continuamos tentando alcançar aquele dia perfeito em Chicago.

“A vida passa muito rápido. Se você não parar para olhar em volta de vez em quando, pode perdê-la.”

Ferris Bueller.

Diálogo

A rádio-peão segue em alta frequência pelos corredores do poder... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta sexta-feira (12)

12/06/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Benjamin Disraeli - Escritor britânico

"Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis”.

FELPUDA 

A rádio-peão segue em alta frequência pelos corredores do poder. O comentário da vez dá conta de que certos convescotes pós-reunião ganharam um filtro de entrada: só passa quem ostenta, digamos, pedigree de primeira linha. Os demais, embora sejam os responsáveis por reunir multidões e votos, estariam ficando do lado de fora da mesa. O problema é que banquete exclusivo costuma engordar o ego, mas nem sempre a urna acompanha a dieta. Se a tchurma continuar presa à síndrome do “já ganhou”, poderá descobrir que prestígio não se converte automaticamente em voto.

Diálogo

Sobrecarga

A situação da saúde em Dourados e em toda a macrorregião chegou a um ponto crítico. O alerta partiu do deputado estadual José Teixeira, integrante da base do governo, ao expor números que revelam a sobrecarga do Hospital Regional de Dourados.

Mais

Somente em abril, a unidade realizou 6.467 atendimentos, dos quais apenas 20,4% foram de moradores de Dourados. Pacientes de dezenas de cidades lotam o hospital, e 39% dos atendimentos vieram da categoria  “outros municípios”. 

Diálogo Venise Stephanini Rocha, Carla Stephanini, Vera Silvia Saad e Carla Stephanini Rocha - Foto: Arquivo Pessoal

 

Diálogo Fabiane Vasconcellos - Foto: Arquivo Pessoal

E?...

No papel, a proposta é louvável. Afinal, garantir acompanhamento ao paciente após a alta hospitalar pode reduzir complicações e evitar novas internações. Na prática, porém, o projeto aprovado em primeira discussão na Câmara de Campo Grande deixa uma dúvida inevitável: quem vai executar esse serviço? O texto prevê a colaboração de médicos, psicólogos e assistentes sociais em visitas domiciliares e atendimentos por telemedicina, mas não esclarece se haverá contratação ou estrutura específica. Será na base da boa vontade? 

Sugestões

O Tribunal Superior Eleitoral abriu consulta pública para definir as especificações da nova geração de urnas eletrônicas, prevista para estrear nas eleições de 2028. Empresas e fabricantes têm 21 dias para apresentar sugestões técnicas que poderão integrar o futuro edital de licitação. A iniciativa faz parte dos estudos de modernização iniciados em 2025 e busca aperfeiçoar o equipamento antes da contratação.  

Palmas

Na abertura do 4º Congresso dos Municípios de MS, realizado nesta semana em Campo Grande, o ex-governador Reinaldo Azambuja recebeu calorosa recepção. Reconhecido por implantar a política de municipalismo, consolidada no atendimento aos 79 municípios do Estado, Azambuja viu o modelo ganhar continuidade na gestão de Eduardo Riedel, que participou da construção dessa estratégia quando comandava  a Secretaria de Governo.     

ANIVERSARIANTES 

Artur de Azevedo Perez Filho;
Gisele Furquim;
Maria Rosa Ortega;
Celina Maria de Jesus;
Adriana de Araújo Ovelar;
Edson Antonini;
Eduir Loubet;
Junio Hideo Sasaki;
Keila Soares Trad;
Jorge Caldas Feitosa;
Anelza Leite Campos;
Dr. Leolino Teixeira Junior;
Antonio Vieira Martins;
Diego Albuquerque Correa;
Luciana Mecchi;
Celso Higa;
Adonis Guimarães Lima (Dodô);
Noemi Karakhanian Bertoni;
Odilon Coral Ferreira;
Cassia Fatima de Emilio;
Eloar Vieira de Lara;
Silmara Ferreira;
Robson Espíndola Dias;
Laila Casimiro Zahran Silveira;
Dr. Paulo de Tarso Guerrero Muller;
Dr. Alexandre Frizzo;
Yasmin Ferzeli Graciuzo;
João José Binelo Batista;
Mariel Marcio Oliveira Vilalba;
Roseli do Carmo de Souza;
Caroline Xavier Siqueira;
Jéssika Silva Candelário;
José Facundo da Silva Mota;
Antonia Cândida Duarte;
Fábio Rosemberg de Mattos;
Thalyssa Bastos Nogueira;
Abadio Marques de Rezende;
Iracema Souza Mendonça;
Juan Milciades Cazal Pedrozo;
Shirlei Aparecida Gibertini;
Lorival Antônio Bagio;
Antônio Arguelho;
Aline Weiller de Medeiros;
Antônio Crispin Alves da Cunha;
Edson Espíndola Cardoso;
Carlos Ortiz;
Annelise Jardim;
Dr. Antônio Luiz Netto;
Dr. Mauro Garicoi Pedraza;
Élio Vasquez Aristimunha;
Guilhermina Valente Lopes;
Lúcia Camilo Silva;
Eunice Silva;
Dr. José Benedito Geraldes de Lima;
Fátima Coelho de Oliveira;
Wellington Araujo da Silva;
Maria Antonieta Teixeira Albaneze;
Cladis Sanches Lopes;
Karina de Lima;
Antônio Luiz de Souza Mello;
Wilma Pinto Ribeiro;
Maura Marcondes Ribeiro;
Wilson da Vila;
Joana Villalba;
Reginaldo Martinez;
Valda Barros da Silva;
Evaldo Russel Vieira;
Carla de Araújo Mello;
Inês Regina Costa Gaeta;
Aline Tatiana Bachega;
Antonio Adão Manvailler Vendas;
Lorivaldo Antônio de Paula;
David Ferreira Nantes;
Zilda Rotela de Jesus;
Miriam Gonçalves Queiroz;
Aníbal Ortiz Ramires;
Ketty Susy Paixão;
Raissa Amaral Espinola;
Rosa Manara Arakaki;
Helcio Simonato Barbosa;
Aline Paula Horta Marques;
Guilherme Oshiro Taira;
Disney da Costa Rezende;
Leonardo Jose da Costa;
Augusto Vissoto Filho;
Carolyne de Souza Fonseca;
Sérgio Felga Junior;
Darci Ribeiro dos Santos;
Rosângela Falcão de Oliveira;
Delaide Maria Smaniotto;
Reinaldo Borges de Moraes;
Éllen Ribeiro Lacerda Alves;
Maria Luiza Scaffa Chelotti;
Angela Priscila Junqueira de Lima Silva;
Monique Fioravanti Sansão Bazan;
Rodrigo de Oliveira Lusena;
Antônio Paulo de Amorim;
Roberta Albertini Gonçalves;
Sandra Regina Martins Ferraz e Lopes;
Júlio Celestino Ribeiro Fernández;
André Costa Ferraz;
Fábio de Oliveira Fagundes;
Raphaela Silva Modeneis Reis;
Filomena Castro Andrade;
Hudson Mário Pereira;
Antônio Elias Galo;
Lusimery da Costa Borges;
Nelita Antônia de Oliveira;
Selma Francisca Cardena Rocha;
Enio Canteiro Arce.

Colaborou com Tatyane Gameiro

um brinde ao amor

Dia dos Namorados: veja como harmonizar vinhos para não errar no jantar a dois

Sommelier sul-mato-grossense explica como escolher as melhores opções com e sem álcool para ter um jantar inesquecível a dois

11/06/2026 16h30

Escolher o vinho certo pode garantir uma noite inesquecível, reforça o sommelier

Escolher o vinho certo pode garantir uma noite inesquecível, reforça o sommelier Divulgação

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Faltando um dia para a data mais romântica do ano, muitas são as opções para as comemorações de Dia dos Namorados. De acordo com Sebrae/MS, pelo menos 62,27% dos casais de Mato Grosso do Sul pretendem comemorar em restaurantes ou bares. 

Para complementar a celebração, uma taça de vinho pode ser o detalhe que transforma um jantar simples em uma experiência inesquecível. Entre shows românticos, programações culturais gratuitas e jantares especiais, para quem pretende comemorar a data à mesa, a escolha do vinho certo pode fazer toda a diferença. 

Segundo o sommelier e representante da Vinícola Domus Mea e Alambique Valmar, Vinícius Oliveira, o segredo para uma noite especial não está, necessariamente, em comprar o rótulo mais caro, mas em saber harmonizar a bebida com a comida e serví-la da maneira correta. 

"O vinho mais sedutor da noite quase nunca é o mais caro da prateleira. É o escolhido com cuidado, servido na temperatura certa, aberto no momento exato. Seduzir com elegância não exige gastar muito, exige escolher bem", afirmou. 

Para começar a noite

Para recepcionar o parceiro ou parceira e fazer o tradicional brinde, a recomendação do especialista é apostar em espumantes. 

Entre as opções mais acessíveis está o Chardon Brasil Brut Rosé, produzido na Serra Gaúcha, com notas de frutas vermelhas e preço entre R$ 99 e R$ 135. 

"Clássico, acessível e festivo", o rótulo combina com tábuas de frios, camarões e entradas leves. 

Outra sugestão é o Domus Mea Brut Rosé, na faixa dos R$ 125, indicado para acompanhar morangos, petiscos e sobremesas leves. 

Para o jantar

Para os casais que optam por massas e risotos, opções bastante comuns em jantares românticos, Vinícius indica vinhos tintos de médio corpo. 

Uma das sugestões é o Domus Mea Montepulciano, que custa em torno de R$ 120, e harmoniza com massas ao molho, risoto de cogumelhos e queijos semi-curados. 

Já para pratos mais elaborados, como o medalhão de filé ou massas com molho escuro, a indicação é o Casa Valduga Terroir Exclusivo Cabernet Franc, produzido no Vale dos Vinhedos e encontrado entre R$ 129 e R$ 159. 

Quem escolher servir picanha, costela assada ou filé ao molho de cogumelos, pode investir em um clássico argentino: o Trapiche Medalla Malbec, de Mendonza. O rótulo custa entre R$ 170 e R$ 250 e apresenta notas de frutas vermelhas maduras, baunilha e chocolate. 

Outra opção é o DM Primus, blend de Merlot, Malbec e Tannat, o "ícone da casa", como friza o sommelier. O vinho custa em torno de R$ 245 e é "ideal para quem quer presentar com vinho que vai além do rótulo". Harmoniza com carnes nobres, filé ao molho e jantar degustação. 

Os vinhos brancos também têm seu espaço. O Miolo Cuvée Giuseppe Chardonnay, produzido no Rio Grande do Sul, é uma das sugestões do especialista. Com preço entre R$ 99 e R$ 120, a bebida acompanha risotos, peixeis nobres, frutos do mar e aves recheadas. 

Para quem pretende fazer uma comemoração mais especial, há opções premium. 

Entre elas, o champagne francês Louis Roederer Brut Premier, encontrado entre R$ 513 e R$ 740 e recomendado para harmonizar com frutos do mar ou simplesmente para um brinde, por possuir "borbulhas finas, elegância pura e final longo". 

Já o Catena Zapata Adrianna Vineyar, da Argentina, pode custar entre R$ 1,8 mil e R$ 3,5 mil, ideal para acompanhar pratos mais elaborados, como o cordeiro e filé Wellington. A Catena Zapata foi eleita a Vinícula nº 1 do Mundo no World's Best Vineyards 2023 e o rótulo é um "vinho para transformar uma data em memória afetiva". 

Opções Zero Álcool

Quem não consome álcool não precisa abrir mão do brinde. 

"O mercado evoluiu e hoje os melhores espumantes desalcoolizados preservam aromas, borbulhas e aquela sensação de celebração que a taça proporciona", ressalta Vinícius. 

Entre as opções, o especialista destaca o Freixenet, da Espanha, disponível nas versões Branco e Rosé. O espumante passa por um processo completo de vinificação, onde o álcool é removido do vinho base por meio de destilação a vácuo. 

Produzido com uva Moscatel, ele apresenta uma coloração "amarelo pálido brilhante", com "borbulhas persistentes, aromas tropicais refrescantes e cítricos, com acidez muito bem equilibrada". A opção harmoniza com entrada de frios, risotos, sobremesas leves e morango e custa em torno de R$ 99. 

Outra opção é o Peterlongo Espuma de Prata Zero Álcool, da Serra Gaúcha e que custa R$ 25. 

"Elaborado a partir de mostro de uvas brancas, extraído por prensa pneumática, clarificado, estabilizado e gaseificado artificialmente, apresenta colocarção amarelo palha límpida e brilhante, aromas intensos e frutados, cítricos e levemente florais, com paladar adocicado e bom frescor. É o melhor custo-benefício da categoria", afirmou Vinícius. 

O espumante vai muito bem com frutas, sobremesas, fondue de chocolate e petiscos. 

Recomendações

Vinicius destaca duas vinícolas com ligação direta com Mato Grosso do Sul: a Vinícola Domus Mea, cujo um dos sócios proprietários é nascido no Estado e possui representação comercial na Capital; e a Vinícola Terroir Pantanal, que lançou recentemente seus primeiros rótulos produzidos no distrito de Camisão. 

Para fechar, o especialista reforça algumas dicas consideradas “coringa” para a celebração: 

  • Atenção à temperatura das bebidas - por ser um estado muito quente, recomenda-se que os espumantes e vinhos brancos sejam servidos bem gelados (entre 8ºC e 10ºC). Já os vinhos tintos, devem ser mantido entre 16ºC e 18ºC, devendo ser retirados da geladeira 30 minutos antes de serem servidos. Já os espumantes Rosés, devem ser mantidos entre 10ºC a 12ºC.
  • Ter um espumante “coringa” - para o especialista, se for possível comprar apenas um tipo de vinho para a noite toda, a recomendação é o Espumante Brut, já que ele “limpa o paladar, combina da entrada à sobremesa e é o símbolo máximo da celebração”. 

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