Clique aqui e veja as últimas notícias!

AUDIOVISUAL

Documentário resgata depoimentos que fazem parte do folclore e da tradição de MS

“Raízes – Um filme sobre colecionar sacis” foi gravado em Terenos
10/06/2020 07:00 - Naiane Mesquita


 

Pesquisador do folclore brasileiro, Andriolli Costa, 30 anos, é um colecionador de sacis, como uma de suas obras indica. A paixão pelas histórias passadas de geração para geração se transformaram em pesquisa acadêmica, filme e outros projetos ao longo da carreira.  

Porém, se fosse necessário um retorno à história, caberia a Oliveira Serafim da Costa explicar, assim como sempre o fez. Avô de Andriolli, Oliveira foi um contador de histórias nato, daqueles que fazem rir e chorar. Prestes a completar um ano da sua partida, o neto decidiu reunir os depoimentos colhidos em família durante as visitas à Colônia Nova, em Terenos, no documentário de 30 minutos “Raízes – Um filme sobre colecionar sacis”.

“É o meu primeiro documentário. Eu editei ele agora, mas a maioria das entrevistas eu filmei em 2015”, relembra Andriolli.  

Foi em Terenos, a 100 km de Campo Grande, que o pai e os tios de Andriolli nasceram. A cidade foi a última parada de Oliveira, que nasceu no Ceará, mas passou por São Paulo e Goiás antes de se firmar em Mato Grosso do Sul. “Na época, eu queria fazer um documentário enorme sobre o Saci, no Brasil todo. Com o tempo, eu fui vendo que seria difícil e acabei deixando de lado. Retomei agora, no período da quarentena, com o objetivo de lançar e de completar um ano do falecimento do meu avô, que seria em 4 de julho”, ressalta.  

A estreia ocorreu exatamente um mês antes, em 4 de junho, de forma totalmente on-line. Disponível por 24 horas no YouTube, o vídeo foi retirado para que Andriolli possa inscrevê-lo em festivais pelo mundo, o primeiro em Portugal, no Curt’Arruda – Festival de Cinema Rural em Arruda dos Vinhos. “É um festival com temática rural, então acredito que o documentário se encaixe, porque ele é muito rural, gravado na Colônia Nova, interior de Terenos. Outro ponto positivo é que não precisa legendar, o que foi uma mão na roda”, ressalta.